《Vingança em Pétalas de Rosa: O Fim de um Legado》Capítulo 3

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"Parem de fotografar! Eu disse para pararem!"

O rosto de Julian estava sombrio.

Não se sabia se era pela raiva de Giulia ou por vergonha.

Giulia jogou aquele cheque de dez milhões no rosto de Mariana:

"A coisa mais cara em todo o seu corpo deve ser esse rosto, certo? Aí está a compensação."

Julian ainda queria dizer algo, mas Giulia virou-se e o advertiu:

"Julian, enquanto eu não estiver divorciada de você, cada centavo que você tem é patrimônio comum do casal. Usar o meu dinheiro para compensar outra mulher, não tente ser tão engraçado."

"Leve sua namoradinha para consertar o rosto; dez milhões são o suficiente para reconstruir outro idêntico."

Depois de xingar, ela se sentiu vingada, pegou a bolsa e saiu.

Antes que desse dois passos, foi puxada de volta com força.

4

Julian segurou o rosto dela e riu com desdém:

"Giulia, você está ficando atrevida."

Giulia foi empurrada brutalmente para dentro do carro e enviada à força de volta para a casa dos pais para ser "disciplinada".

Julian, com os olhos baixos, fez uma ameaça fria ao pai dela:

"Aquele terreno que a família Giovanelli tanto deseja só será liberado quando o sogro terminar de educar a filha."

Ele sempre foi assim; sempre que ficava minimamente insatisfeito com Giulia, a enviava de volta para a casa dos pais para ser "corrigida".

E seu pai, desde que a mãe dela faleceu e a madrasta entrou em casa, tornara-se cada vez mais distante, restando apenas um interesse frio e calculista.

Desde o início, aquele casamento com Julian fora uma aposta dela, usando-se como moeda de troca, convencendo o pai a orquestrar tudo em nome dos lucros que isso traria à família.

Ela o amava, e por isso não hesitou em pagar o preço com a própria vida.

Antigamente, Giulia morria de medo de ser mandada de volta.

Tinha medo da dor, dos castigos familiares, de se ajoelhar no salão ancestral, de ser chamada de inútil, de ser forçada pelo pai a se divorciar e deixar Julian.

Mas agora, ela parecia não sentir mais medo.

Julian partiu com a certeza da vitória, deixando Giulia sozinha diante da fúria do pai.

Antes que ele pudesse abrir a boca, ela disse calmamente:

"Eu quero me divorciar de Julian."

Ela tomou a iniciativa, deixando o pai atordoado.

Ele mudou de expressão, confuso: "Que loucura você está dizendo?"

"Depois de deixar a família Yan, onde você vai encontrar um genro tão bom quanto ele?!"

Giulia sorriu:

"Pai, você não vivia dizendo que eu deveria me divorciar?"

Agora que ela estava fazendo exatamente o que ele queria, não era perfeito?

O rosto do pai oscilava entre o pálido e o vermelho, tomado por uma raiva impotente.

Claro que ela não podia se divorciar; a família lucrava demais com aquele casamento! Ele usava o divórcio como ameaça para ela ser obediente, mas quem diria que ela falaria a sério?

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Ele olhou fixamente para a filha, que parecia estar saindo de seu controle, e a repreendeu:

"Inútil! Não consegue nem segurar um homem e, por causa de uma bobagem dessas, faz essa cena ridícula de divórcio?"

Ao ouvir isso, Giulia ergueu os olhos repentinamente:

"Você já sabia?"

Sobre Julian ter outra mulher lá fora.

O pai hesitou, gaguejando um pouco:

"Homens são assim. Em jantares de negócios, sempre há uma ou duas para exibir, é um entendimento tácito entre todos."

"Julian só teve uma em tantos anos, já é muito bom. Para homens da nossa classe social, isso é a coisa mais normal do mundo."

Homens são realmente bons em encobrir uns aos outros.

Giulia sorriu com sarcasmo:

"Assim como você, não é? Antes mesmo de minha mãe morrer doente, você já estava com essa mulher agora?"

O pai, enfurecido, desferiu um tapa no rosto dela:

"Como você ousa falar assim com seu pai? Acho que você esqueceu a dor depois que a ferida cicatrizou!"

"Governanta," ele ordenou severamente. "Traga o chicote de vime!"

Um chicote de vime flexível, da espessura de um polegar, foi trazido. O pai dobrou-o nas mãos e, levantando o braço, desferiu um golpe brutal.

O chicote cortou o ar com um assobio. Giulia fechou os olhos com força, uma dor ardente explodindo em suas costas.

Ela era teimosa; mordeu os lábios com força e não soltou um único gemido.

O pai, cego de raiva, desferiu mais de uma dezena de golpes. Giulia caiu prostrada no chão, suas roupas rasgadas e manchadas de sangue.

Ele cuspiu no chão e jogou o vime fora.

"Vá! Leve-a para o salão ancestral e faça-a ajoelhar! Só a soltem quando Julian estiver menos irritado e vier buscá-la!"

...

O portão pesado do salão ancestral foi fechado e trancado por fora.

Sua madrasta, uma víbora sorridente, fingindo bondade, já tinha "limpado" o salão antes, sem deixar nem uma almofada sequer.

Giulia, prostrada no chão frio e duro, tremia de dor e frio.

Heh, ela riu friamente.

Seus supostos parentes não a viam como um ser humano.

Julian a via como um enfeite.

Seu pai a via como uma ferramenta de lucro.

E sua madrasta desejava que ela morresse o mais longe possível, para não dividir a herança.

As unhas de Giulia cravaram fundo em suas palmas, seus olhos brilhando com um ódio profundo.

Ela não deixaria essas pessoas saírem ilesas.

Estava perto; ela faria com que todos que comeram sua carne e mastigaram seus ossos vomitassem tudo, até o último pedaço.

...

Giulia ficou presa por três dias inteiros, sem que ninguém lhe trouxesse sequer um gole de água.

Sua sede era insuportável, estava tonta e tão fraca que mal conseguia abrir os olhos.

Finalmente, no quarto dia, alguém veio buscá-la.

Vários guarda-costas de preto e óculos escuros a levaram. O pai, com um sorriso adulador, curvou-se enquanto ela partia.

Giulia, exausta, encolheu-se no banco de trás, semiconsciente.

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Só depois de percorrer alguns quilômetros é que ela percebeu que algo estava errado.

Aquele não era o caminho para a casa dos Yan.

Ela começou a ficar alerta; o carro não era o que ela costumava usar, e os guarda-costas eram rostos estranhos.

"E Julian? Ele disse que viria pessoalmente me buscar, por que não o vejo?"

Giulia perguntou, mantendo a calma.

Houve um silêncio estranho no interior do carro.

Um homem à frente deu uma risada seca:

"Sra. Giulia, o Sr. Julian teve um imprevisto e não pôde vir, então nos enviou para buscá-la e levá-la até ele."

O coração de Giulia afundou violentamente.

Ela nunca tinha entrado em contato com Julian.

Ela esticou a mão secretamente, tentando abrir a porta do carro ao seu lado, mas, no segundo seguinte, a trava foi acionada.

Ela levantou a cabeça bruscamente e viu o homem no banco do passageiro virar-se e sorrir friamente para ela.

Uma toalha úmida com um cheiro peculiar foi estendida por trás e pressionada firmemente sobre seu nariz e boca!

Giulia arregalou os olhos. Antes que pudesse lutar, uma intensa sensação de vertigem engoliu sua consciência instantaneamente.

5

Ao acordar novamente, ela já estava bem deitada em seu quarto na mansão da família Yan.

Giulia sentia uma dor de cabeça lancinante e forçou-se a sentar.

De repente, sentiu algo errado, seu coração disparou e ela baixou a cabeça para se examinar imediatamente.

Suas roupas estavam intactas, ainda era o mesmo vestido que tinha sido manchado por Mariana naquele dia.

Além das marcas de chicotadas nas costas, não havia outro desconforto.

Mas ela se lembrava claramente de ter sido dopada.

Giulia acendeu o celular e o tempo mostrava que apenas duas horas haviam se passado.

Muito estranho.

Isso não faz sentido. Qual era o propósito daquelas pessoas? Dopá-la apenas para trazê-la de volta?

Ela desceu da cama cambaleando, correu para o banheiro, acendeu todas as luzes e, diante do espelho, inspecionou cada centímetro de sua pele com um cuidado quase neurótico.

Não havia marcas de agulha, nem marcas estranhas ou vestígios; apenas as cicatrizes de chicotadas deixadas em suas costas eram chocantes.

Mas quanto mais normal parecia, mais profundo era o calafrio em seu coração.

Era como se uma cobra venenosa e fria estivesse enrolada silenciosamente na escuridão invisível, observando, esperando uma oportunidade para atacar.

Não, ela não podia deixar as coisas assim, sem explicações.

Giulia trocou rapidamente de roupa por uma comum, colocou um chapéu e uma máscara, cobrindo-se completamente, e foi sozinha ao hospital.

O médico fez um check-up geral nela e passou uma pomada em suas costas.

Ela sentou-se do lado de fora do consultório esperando o resultado, com a mente confusa, ansiosa e inquieta.

"Giulia! Sra. Giulia!" O assistente do médico saiu chamando seu nome.

Giulia levantou-se apressada e entrou.

O médico folheava o relatório com um tom neutro:

"Sra. Giulia, sua saúde não apresenta problemas, os indicadores corporais estão normais e não há sinais de qualquer abuso, apenas uma coisa..."

Giulia ficou tensa: "O quê?"

"A senhora está grávida, de aproximadamente 12 semanas. O feto está se desenvolvendo bem no momento."

...

Grávida?

Giulia congelou no lugar, com a mente em branco.

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