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《Cinco Noivos, Um Amor Esquecido》Capítulo 11

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Uma onda de risos explodiu na multidão.

Alguns funcionários de escritório com olhos atentos reconheceram imediatamente o traje de Sofia.

"Aquele não é o novo modelo da Chanel? Vi na revista na semana passada!"

"O relógio é da série Ballon Bleu da Cartier, não é?"

"Aquela bolsa dela! É uma Birkin da Hermès!"

A pele de Sofia ficou pálida instantaneamente.

Ela tentou esconder o relógio no pulso em pânico, mas derrubou a bolsa no chão por acidente.

Os cosméticos dentro se espalharam pelo chão, todos de marcas de altíssimo nível.

Alice olhou para ela de cima para baixo: "Eu financio muitos estudantes, mas você é, de fato, a única ingrata." Ela pegou o celular e tocou algumas vezes: "Todos os registros de auxílio estão no site oficial da família Alice, podem ser verificados a qualquer momento."

Imediatamente, alguém na multidão começou a pesquisar e exclamações se seguiram uma após a outra.

"É verdade! A família Alice financia centenas de bolsistas todos os anos!"

"Olhem as tendências! Alguém descobriu que o registro acadêmico da Sofia foi roubado de outra pessoa!"

"Você está muito desatualizado, ouvi dizer que a garota que teve o registro roubado trabalha aqui por perto..."

Uma garota de rabo de cavalo e roupas simples correu de repente para fora da multidão.

"Sofia!" os olhos da garota estavam vermelhos. "Você se lembra de mim? Na noite em que você roubou minha matrícula para ir à faculdade há três anos, minha mãe quase se jogou do prédio!"

Antes que todos pudessem reagir, a garota levantou o braço e deu um tapa no rosto de Sofia.

"Pá!"

O som nítido do tapa ecoou por toda a praça. Sofia gritou e tentou revidar, e as duas se embolaram em uma briga instantaneamente.

Seu casaco da Chanel foi rasgado, sua bolsa Hermès foi amassada, e seu cabelo cacheado, tão bem cuidado, ficou completamente desgrenhado.

Alice assistiu a essa farsa com indiferença e virou-se para seu carro.

Assim que abriu a porta, seu celular começou a vibrar loucamente.

O identificador de chamadas mostrava o nome de Juliano, piscando sem parar.

Ela atendeu, e a voz furiosa dele explodiu imediatamente.

"Alice! Como você ousa humilhar Sofia em público? Ela já está sofrendo o suficiente, você que tem tudo, por que tem que —"

Alice desligou na cara dele e bloqueou o número sem hesitar.

Ela olhou pela janela do carro e viu a agitação cada vez maior na praça.

Sofia estava chorando, rastejando no chão de forma deplorável para encontrar seu salto alto.

O celular continuava recebendo notificações; #SofiaRegistroFalso já estava em primeiro lugar nas tendências, seguido por um rótulo de "Explosivo".

Alice deu um leve desdém e disse ao motorista: "Vamos."

Assim que o carro passou por dois cruzamentos, o celular de Alice tocou novamente.

Desta vez, era Victor.

"Resolveu?" sua voz grave veio do outro lado da linha.

Alice arqueou a sobrancelha: "O Sr. Victor recebeu a notícia tão rápido?"

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Victor pareceu soltar um riso leve. "Já que o vídeo está nos assuntos mais comentados, seria irreal fingir que não vi. 'Cérebro vazio'? Srta. Alice, seu vocabulário está aumentando."

Alice olhou para a paisagem urbana que passava pela janela: "O Sr. Victor ligou especificamente por causa disso?"

Houve um silêncio de dois segundos do outro lado.

"Juliano acabou de congelar duas de suas contas na zona sul." O tom de Victor tornou-se sério de repente. "Ele agiu rápido desta vez."

Alice tamborilou os dedos no apoio de braço: "Não importa, meus ativos importantes já tinham sido transferidos."

"Inteligente." A voz de Victor carregava um pouco de admiração. Após dizer isso, o telefone silenciou por alguns segundos. Alice estava prestes a perguntar quando ouviu uma voz raramente tensa do outro lado.

"À noite... lembre-se de vir jantar em casa."

Na calada da noite, Victor foi acordado por uma respiração rápida.

Ele abriu a porta do quarto de Alice e a encontrou lutando na cama, com o rosto suado, seus lábios trêmulos pronunciando palavras fragmentadas: "Não... Juliano... carro... sangue..."

Victor franziu a testa e se aproximou. Quando estava prestes a estender a mão para acordá-la, ouviu-a gritar uma frase claramente: "Victor... não olhe para mim... como estou agora... tão feia..."

Seus dedos pairaram no ar, suas pupilas se contraíram subitamente.

Sua memória não tinha nenhuma cena correspondente, mas a frase era específica demais.

Tão específica que parecia descrever uma cena real.

E o mais bizarro era que o tom de voz de Alice parecia indicar que ela tinha visto pessoalmente... ele recolhendo seu corpo.

Capítulo 15

Na manhã seguinte, Victor sentou-se no escritório, com uma pilha espessa de relatórios de investigação diante dele.

"Investigado", Lin Han ajustou os óculos. "O padrão de comportamento da Srta. Alice nos últimos seis meses é completamente diferente do anterior. O mais estranho é —" ele apontou para uma captura de tela de vigilância, "ela retirou abruptamente todos os investimentos que fez em Juliano um dia antes da implementação do plano de morte forjada dele."

O olhar de Victor escureceu: "Continue."

"E isto," Lin Han entregou um registro médico, "há três meses, a Srta. Alice teve uma febre de 40 graus e, assim que acordou, a primeira coisa que fez foi enviar pessoas à Suíça para te encontrar."

Os dedos de Victor batiam na mesa em um ritmo cada vez mais rápido.

Todas as pistas apontavam para uma conclusão absurda.

A Alice de agora parecia ser capaz de prever o futuro.

Ele fechou o arquivo: "Investigue o histórico daquele fundo anônimo em nome dela."

No jantar de caridade, Alice vestia um vestido longo, de braços dados com Victor ao entrar.

Ela notou sutilmente que ele estava anormalmente silencioso esta noite, seus dedos ocasionalmente acariciando a borda da taça de vinho inconscientemente.

Este era seu hábito quando mergulhava em pensamentos.

"O que houve, o Sr. Victor está preocupado?" ela perguntou suavemente.

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Victor olhou para ela de repente: "Lembra da aposta que fizemos aos dez anos?"

Alice respondeu sem hesitar: "Você perdeu, prometeu ir à escola de vestido e acabou levando uma surra do seu pai que não te deixou sair da cama por três dias." ela acrescentou rindo, "O anel de prata que te dei foi a aposta daquela época."

O olhar de Victor oscilou levemente, mas ele perguntou em seguida: "Então você sabe por que eu fui para o exterior?"

"Porque há um ano eu disse que não queria te ver, mas na verdade você..." Alice parou abruptamente. Ela viu o olhar de Victor tornar-se afiado como uma lâmina.

O ar congelou instantaneamente.

"Alice," Victor deixou a taça de lado, sua voz baixa o suficiente para apenas ela ouvir, "eu nunca contei a ninguém o verdadeiro motivo de ter deixado o país." Ele se aproximou, "Quem é você?"

No terraço, o vento noturno trazia o perfume das flores.

Alice cerrou os punhos na grade, sentindo-se em pânico pela primeira vez desde que renasceu.

Victor estava nas sombras, o luar iluminando apenas metade de seu rosto lateral, tornando-o especialmente frio.

"Se eu dissesse..." ela respirou fundo, "que já morri uma vez, você acreditaria?"

Nos vinte minutos seguintes, Alice contou toda a traição, dor e morte de sua vida passada. Ao falar sobre a noite do acidente de carro, sua voz começou a tremer involuntariamente: "Eles quatro estavam parados do outro lado da rua... assistindo enquanto eu sangrava até a morte..."

A expressão de Victor mudou gradualmente de choque para algo complexo.

Quando Alice mencionou que foi ele quem recolheu seu corpo, seus dedos ficaram brancos de tanto esforço.

O silêncio pairou entre os dois.

"Então," Victor falou subitamente, sua voz fria como gelo, "você me escolheu apenas por culpa? Por ter visto que eu recolhi seu corpo? E decidiu me compensar?"

Alice ergueu o rosto bruscamente: "Não! Eu realmente..."

"Chega." Victor a interrompeu, "Preciso pensar bem sobre nosso relacionamento."

Ele se virou para a porta com as costas rígidas: "Por enquanto... não vamos nos encontrar."

Alice ficou sozinha no terraço, suas pontas dos dedos cravadas profundamente na palma da mão.

Ela deveria ter previsto esse final.

Victor, sendo tão orgulhoso, como poderia aceitar um relacionamento que começou por culpa?

O som de risadas vinha de dentro, com a voz triunfante de Juliano misturada: "Parece que o Sr. Victor e a Srta. Alice brigaram..."

Alice enxugou as lágrimas dos olhos e endireitou as costas novamente.

Assim que ela se preparava para sair, o celular vibrou.

[Conta bancária suíça ativada.]

[As participações nas três minas sob seu nome foram transferidas de volta.]

Seguido por uma mensagem de um número desconhecido: [Estamos quites.]

Alice parou seus passos.

O que isso significava?

Dinheiro quitado, o próximo passo seria se afastar como pessoas também?

Na adega privada de Victor, a taça de cristal refletia a cor âmbar.

Ele já havia bebido metade de uma garrafa de Macallan, mas ainda sentia o amargor na garganta. As memórias que o álcool não podia anestesiar tornavam-se cada vez mais claras.

"Idiota." Victor praguejou para o vazio, sem saber se estava falando da Alice da vida passada ou de si mesmo, que estava repetindo os mesmos erros nesta vida.

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