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《Cinco Noivos, Um Amor Esquecido》Capítulo 8

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— Alice, vou te perguntar mais uma vez: por que você me escolheu afinal?

Sua voz era calma, mas Alice percebeu a raiva contida ali.

— Se foi para provocar o Juliano, você conseguiu — ele zombou. — Mas não me use como seu peão.

Alice olhou para ele em silêncio e, de repente, estendeu a mão para acariciar seu rosto.

Victor ficou rígido, e sua aura imponente se dissipou instantaneamente.

— Victor — Alice passou a ponta dos dedos suavemente por cima de sua sobrancelha —, você está com ciúmes?

O ar pareceu congelar.

Capítulo 11

No segundo seguinte, Victor agarrou seu pulso com força, prensando-a contra o assento.

— Não brinque com fogo.

Sua respiração estava próxima, trazendo o aroma encorpado do vinho tinto e uma periculosidade invasiva.

Alice ergueu a cabeça para encará-lo, os lábios curvados em um sorriso:

— E se eu disser... que quero continuar?

Victor encarou Alice por um longo tempo, depois soltou seu pulso e zombou:

— Nem sabe que está com febre?

Seu polegar tocou a testa dela, sentindo um calor escaldante.

Alice só percebeu a tontura naquele momento, vendo Victor dobrado em sua visão.

Ela agarrou a manga dele instintivamente, mas foi contida pelo pulso.

— Não se mexa — sua voz ainda era rígida, mas ele suavizou a força.

O carro voltou a andar, desta vez em direção ao hospital privado mais próximo.

Alice apoiou-se no assento, sua consciência tornando-se gradualmente confusa.

Ela ouviu vagamente Victor fazendo uma ligação:

— ... Preparem remédios para febre e soro intravenoso... Sim, agora.

As luzes de neon lá fora transformavam-se em fluxos de luz, e ela se lembrou daquela noite chuvosa na vida passada — ela também estava com frio, deitada em uma poça de sangue, e Victor a segurava, chamando seu nome com a voz trêmula.

— ... Alice?

A voz no presente a trouxe de volta. Victor havia estacionado o carro, olhando para ela com as sobrancelhas franzidas.

— Consegue andar?

Alice quis dizer que estava bem, mas assim que se moveu, seus olhos escureceram e seus membros ficaram fracos.

No segundo seguinte, ela foi erguida no colo, e o perfume de Victor a envolveu completamente.

— Que incômodo — ele murmurou, mas a abraçou com mais força.

No quarto VIP, o médico acabava de terminar o exame.

— A temperatura já atingiu 39,5 graus, é necessário observação — disse o médico, ajustando os óculos. — Além disso...

Ele hesitou, olhando para Victor.

Victor entendeu e acompanhou o médico até o corredor.

— Os pontos de agulha no braço da Srta. Alice são recentes; pela posição e estado, parece que ela foi forçada a doar sangue recentemente — o médico baixou a voz. — Além disso, há diversos hematomas e contusões de tecidos moles em seu corpo, que também parecem recentes, algo... um pouco anormal.

O olhar de Victor tornou-se gélido.

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Ao retornar ao quarto, Alice estava quase inconsciente, com o rosto pálido corado por um rubor anormal.

A enfermeira estava aplicando o soro; no momento em que a agulha perfurou a veia, ela se encolheu inconscientemente.

Victor permaneceu ao lado da cama, seu olhar caindo sobre o braço exposto dela — além das marcas novas de agulha, havia alguns arranhões cicatrizados, como se ela tivesse sido rudemente arrastada pelo chão.

Seus nós dos dedos estalaram.

— Juliano... — Alice murmurou em seu sonho. — Por que...

A expressão de Victor tornou-se gélida novamente. Ele se virou para sair, mas sua mão foi agarrada por uma mão escaldante.

— Victor... — sua voz era um suspiro — não vá...

Seus passos pararam.

O luar entrava pela fresta da cortina, caindo na testa suada de Alice. Victor observou em silêncio por um longo tempo e, finalmente, sentou-se na cadeira ao lado da cama.

Alice sonhou que tinha voltado à sua vida passada.

Juliano passava por ela abraçado a Sofia, sem lhe dar nem um olhar;

Lucas, Henrique e Enzo a consolavam de forma fingida, enquanto zombavam de seus desejos tolos;

E, por fim, o acidente de carro, o sangue se espalhando, e do outro lado da rua, os olhares indiferentes daqueles quatro...

— Não... — ela lutava no sonho. — Não...

Uma mão fria tocou sua bochecha.

— Alice. — Alguém a chamou, com uma voz profunda e clara. — Acorde.

Ela abriu os olhos abruptamente e deu de cara com Victor, a poucos centímetros de distância.

Sob a luz da manhã, seus contornos eram extremamente nítidos, e havia olheiras profundas sob seus olhos, indicando uma noite em claro.

— Você... — sua voz estava muito rouca.

Victor retirou a mão e recuperou sua frieza habitual:

— A febre baixou.

Alice percebeu então o adesivo em sua mão e os frascos de soro vazios no suporte, além de um copo de água morna na mesa.

Ela sentiu seus olhos arderem.

Na época em que mais esteve doente na vida passada, Juliano estava ocupado acompanhando Sofia e não enviou uma única mensagem sequer.

— Obrigada — disse ela baixinho.

Victor estava abotoando os punhos e, ao ouvir isso, parou por um instante:

— Não precisa — disse ele, sem erguer a cabeça. — Durante o noivado, tenho a responsabilidade de garantir sua saúde.

Alice sorriu, sem desmascarar o fato de que ele dizia uma coisa mas sentia outra.

Ela notou que o paletó dele estava jogado casualmente no sofá, com vincos feitos por ela mesma.

— Tive um belo sonho — disse ela subitamente. — Sonhei que todos tinham me abandonado.

Victor olhou para ela:

— Você está com o cérebro queimado? Isso é um belo sonho?

Ela disse suavemente:

— Só você veio.

O ar ficou subitamente silencioso.

A expressão de Victor vacilou por um instante, mas logo retornou à calma. Ele pegou o casaco e caminhou até a porta, mas parou ao segurar a maçaneta.

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— Alice. — Ele não se virou. — Como você conseguiu esses ferimentos?

Alice baixou os olhos, acariciando inconscientemente as marcas de agulha no braço.

— Se eu dissesse... — ela ergueu a cabeça, exibindo um sorriso pálido — que foi o Juliano quem drenou meu sangue por causa da Sofia, você acreditaria?

As costas de Victor ficaram instantaneamente rígidas.

Capítulo 12

Alice arregalou os olhos, e um pouco de cor finalmente retornou ao seu rosto pálido: "Victor, você..."

"Não sabe como revidar quando te tiram sangue? Não sabe como reagir quando te intimidam?" ele zombou, seus dedos longos tocando a marca da agulha em seu braço. "Se não é uma idiota, o que é então?"

Alice estava tão furiosa que seus dedos tremiam, e quando estava prestes a retrucar, foi interrompida por ele.

"Deite-se." Ele pressionou um ombro dela com uma das mãos, forçando-a de volta ao travesseiro de forma irrecusável. "Descanse."

A palma da mão dele estava quente, transmitindo calor através do fino tecido da roupa de hospital.

Alice ergueu o olhar para ele e viu emoções complexas transbordando em seus olhos, que ela não conseguia decifrar.

"Sobre este assunto," ele soltou o ombro dela e se virou para pegar o paletó, "eu resolverei."

O som da porta fechando foi suave, mas fez o coração de Alice bater fortemente.

No escritório do último andar do Grupo Victor, ele jogou uma pilha de documentos sobre a mesa.

"Investigou tudo?"

O assistente especial, Lin Han, ajeitou os óculos: "Juliano realmente solicitou sangue tipo RH negativo do hospital central no mês passado sob o pretexto de 'emergência médica'. O horário coincide com a marca de agulha no braço da Srta. Alice."

O olhar de Victor esfriou instantaneamente.

"Além disso," continuou Lin Han, "Lucas, Henrique e Enzo têm contatado frequentemente o responsável pelo haras ultimamente. Antes da Srta. Alice cair do cavalo, câmeras de segurança captaram pessoas deles mexendo na ração do estábulo."

A caneta tinteiro quebrou em dois pedaços entre os dedos de Victor.

Antes que pudesse dizer algo, seu celular vibrou. Uma notificação saltou na tela —

《Bomba! Herdeira da família Alice seduz herdeiro do Grupo Victor para se vingar de antigo amor》

A imagem mostrava Alice e Victor se olhando no banquete, manipulada maliciosamente para parecerem apaixonados.

Victor zombou e ligou para o departamento de relações públicas: "Três coisas."

"Primeiro, processem a mídia que publicou informações falsas."

"Segundo, preparem uma conferência de imprensa."

"Terceiro," ele olhou pela janela, com a voz fria como gelo, "libere o material que pedi para você coletar antes."

Naquela tarde, o círculo da elite de Jingbei entrou em erupção.

Victor compareceu raramente a uma conferência de imprensa, parado diante das câmeras com seu terno impecável. Os repórteres se acotovelavam para perguntar: "Sr. Victor, sobre os rumores de que a Srta. Alice o usa para se vingar do Jovem Juliano..."

"Minha noiva," ele interrompeu o repórter com firmeza, "não precisa de pitacos de ninguém."

O salão ficou em alvoroço.

Em seguida, o perfil oficial do Grupo Victor publicou uma série de evidências.

O diploma original falsificado de Sofia de Cambridge, registros de transferências bancárias onde ela desviava recursos da família Alice para benefício próprio, e até mesmo uma gravação dela insultando Juliano em particular.

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