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《Cinco Noivos, Um Amor Esquecido》Capítulo 7

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Alice olhou para as faces hipócritas deles, sentindo náuseas.

"Não estou brincando", disse ela, palavra por palavra. "Eu escolho Victor."

O salão mergulhou novamente em um silêncio estranho. Todos os olhares se voltaram para Victor, esperando sua reação.

Ele caminhou lentamente até Alice, avaliando-a de cima a baixo, como se quisesse ver através de sua alma.

"Srta. Alice", ele zombou. "Não use os truques que usa com eles comigo."

Alice ergueu o rosto para encará-lo, sem recuar: "Não estou usando nenhum truque."

Os olhares de ambos colidiram no ar, nenhum querendo ceder. Os convidados ao redor prenderam a respiração, temendo perder qualquer detalhe.

Foi então que Sofia se enfiou ao lado de Juliano, segurando sua manga fracamente: "Juliano..." Sua voz carregava soluços. "A Alice estaria agindo por raiva? A culpa é toda minha, eu não deveria ter vindo..."

Juliano imediatamente a abraçou com pena: "Não é culpa sua." Ele se voltou para Alice, com os olhos cheios de fúria: "Alice, você tem mesmo que me humilhar assim?"

Alice olhou para a intimidade deles com o coração em paz.

"Não estou humilhando ninguém", disse ela calmamente. "Apenas fiz uma escolha."

Victor riu de repente, quebrando o impasse.

Ele se voltou para Juliano: "Ela me escolheu, tem alguma opinião sobre isso?"

A frase foi dita de forma casual, mas carregava uma autoridade inquestionável.

O rosto de Juliano ficou extremamente feio: "Victor, não se gabe! Alice está apenas confusa, ela não te ama de jeito nenhum!"

"E daí?" Victor deu de ombros. "É apenas um noivado, não precisa de amor."

Ao ouvir isso, o coração de Alice deu um salto.

Ela sabia que Victor estava dizendo aquilo de propósito, mas a frieza daquelas palavras ainda a atingia.

Juliano ainda queria dizer algo, mas o pai de Alice se aproximou: "Bem, já que Alice fez sua escolha, a cerimônia de hoje termina aqui." Ele olhou em volta: "Obrigado pela presença de todos, a festa continua."

Os convidados se dispersaram com bom senso, mas o sussurro continuava incessante.

Olhando para as costas de Juliano, que partia com indignação, e para o olhar complexo de Lucas e os outros dois, Alice finalmente relaxou.

Ela se voltou para Victor, mas descobriu que ele já havia se virado para partir.

"Espere!" Alice correu apressada, bloqueando o caminho dele no corredor: "Aonde você vai?"

Victor parou, sem olhar para trás: "Para casa."

"Vamos conversar." Alice estendeu a mão para puxar a manga dele, mas ele se esquivou.

"Não temos nada para conversar." Victor finalmente se virou, com um olhar gelado: "Não sei que tipo de jogo você está jogando, mas não tenho interesse em participar."

"Não é um jogo!" Alice disse ansiosamente: "Estou sendo sincera!"

Victor a encarou por um longo tempo, depois estendeu a mão e segurou seu queixo, forçando-a a olhar para ele: "Alice, você correu atrás de Juliano por vinte anos, agora de repente quer se casar comigo?" Seu polegar acariciou suavemente seus lábios, mas sua voz era assustadoramente fria: "Você acha que eu vou acreditar?"

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Os cílios de Alice tremeram levemente. A distância era próxima demais, perto o suficiente para ela ver seu próprio reflexo nos olhos dele.

"Se você não acredita em mim, não tem problema", disse ela suavemente. "Mas, por favor, me dê uma chance."

Victor soltou-a e recuou um passo: "Por quê?"

"Porque..." Alice mordeu os lábios, decidindo não revelar a reencarnação: "Porque finalmente entendi quem merece."

O olhar de Victor oscilou levemente, mas rapidamente recuperou a frieza. Ele se virou para sair, deixando apenas uma frase: "Amanhã, às dez da manhã, no Grupo Victor. Não se atrase."

Alice ficou onde estava, observando suas costas imponentes desaparecerem no fim do corredor, com um sorriso involuntário nos lábios. Isso era muito melhor do que ela esperava.

Pelo menos, ele estava disposto a lhe dar uma chance.

No canto do salão, Sofia encarava a direção de Alice com um veneno nos olhos.

Ela sussurrou para Juliano ao seu lado: "Juliano, a Alice deve ter sido ameaçada pelo Victor, não podemos ficar de braços cruzados..."

Juliano cerrou os punhos com uma expressão cruel: "Fique tranquila, não vou deixar que eles consigam."

Capítulo 10

Victor estreitou o olhar, mas logo retomou sua expressão indiferente. Ele se virou para sair, deixando apenas uma frase para trás:

— Amanhã, às dez da manhã, nos vemos no Grupo Victor. Não se atrase.

Alice permaneceu onde estava, observando as costas imponentes dele desaparecerem no fim do corredor, e um sorriso surgiu involuntariamente em seus lábios. Aquilo tinha sido muito melhor do que ela esperava.

Pelo menos, ele estava disposto a lhe dar uma chance.

No canto do salão, Sofia encarava a direção de Alice fixamente, o ressentimento em seus olhos quase ganhando forma.

Ela sussurrou para Juliano, que estava ao seu lado:

— Juliano, a Alice deve ter sido ameaçada pelo Victor, não podemos ficar de braços cruzados...

Juliano cerrou os punhos, um brilho sinistro cruzando seu olhar:

— Fique tranquila, não vou deixar que eles consigam o que querem.

O noivado entre Alice e Victor era como uma bomba, causando um alvoroço nos círculos da elite do Rio de Janeiro.

As famílias Juliano, Lucas, Henrique e Enzo enviaram sucessivamente investigadores para descobrir o passado de Victor, tentando entender o motivo de Alice ter escolhido repentinamente seu "inimigo mortal".

Espiões corporativos e detetives particulares foram acionados, mas o histórico de Victor era como uma parede impenetrável.

O que se sabia publicamente era que ele possuía negócios na Suíça, discretos, porém gigantescos, mantendo colaborações profundas com diversos consórcios europeus e até mesmo ligações com forças não mencionáveis.

— Como ele pode ter esse tipo de poder? — Juliano jogou o relatório de investigação sobre a mesa com violência, o olhar sombrio. — Um playboy que foi intimidado por Alice a vida toda, por que ele teria isso?

Lucas ponderou:

— Talvez... nós nunca o tenhamos conhecido de verdade.

Sofia não estava satisfeita.

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Ela se esforçou ao máximo para arrebatar Juliano e os outros, tudo para ver Alice chorando e em uma situação deplorável, e não para vê-la mantendo sua altivez...

Sofia respirou fundo algumas vezes, reprimindo a raiva em seu peito, e fez uma ligação.

No dia seguinte, assim que Alice entrou no clube privado que frequentava, ouviu suspiros ambíguos vindos do fim do corredor.

— Juliano... não aqui... — A voz de Sofia era doce e pegajosa, com um tremor proposital.

Alice parou seus passos e olhou para frente.

Juliano estava prensando Sofia contra a parede, seus dedos abrindo o colarinho dela enquanto a beijava de forma desenfreada.

Sofia viu Alice pelo canto do olho e um sorriso de triunfo surgiu em seus lábios, fazendo-a elevar o tom de voz intencionalmente:

— Juliano, se a Alice nos visse assim... ela ficaria tão triste...

Juliano zombou:

— Quando ela escolheu o Victor, por acaso pensou se eu ficaria triste?

Alice observou a cena calmamente, sem a menor ondulação em seu olhar.

Na vida passada, aquela cena teria a deixado em agonia, mas agora, ela só achava ridículo.

Ela se virou para sair, mas, ao dobrar o corredor, deu de cara com uma parede humana.

Victor estava parado ali, olhando para ela com olhos profundos.

— Cansou de ver? — Sua voz era grave, carregada de uma frieza imperceptível.

Alice ergueu a sobrancelha:

— Você está me seguindo?

Victor não respondeu; seu olhar passou por ela e pousou nos dois que ainda se entrelaçavam ao fundo.

Sofia olhava desafiadoramente, seus lábios vermelhos se abrindo em silêncio para formar duas palavras: "Perdedora."

Alice riu com desdém e deu um passo para sair, mas foi detida por Victor, que agarrou seu pulso.

— É só isso que você consegue fazer? — Sua voz era baixa, mas cada palavra era afiada.

Sem esperar a reação de Alice, ele pegou a garrafa de vinho tinto da bandeja de um garçom e caminhou em direção a Sofia.

— Clang!

O vinho tinto foi despejado inteiramente sobre Sofia, manchando instantaneamente seu vestido branco de um vermelho escarlate.

— Ah! — Ela gritou e se afastou. — Victor! Você enlouqueceu?!

O vinho escorria por seus cabelos, arruinando sua maquiagem impecável; ela estava em um estado deplorável.

Juliano enfureceu-se:

— Victor, como você se atreve...

Victor nem se deu ao trabalho de olhar para eles, arrastando Alice consigo enquanto se virava para sair.

Atrás deles, ouvia-se os insultos histéricos de Sofia, mas ele apenas zombou, seus dedos esfregando o pulso de Alice com uma força que quase deixou marcas vermelhas.

O Mercedes preto corria pela noite.

A pressão dentro do carro era assustadora.

Alice olhou de lado para Victor no banco do motorista. Ele segurava o volante com uma mão, a linha do maxilar tensionada ao máximo.

— Você está bravo? — ela perguntou.

Victor não falou, mas aumentou a velocidade bruscamente.

Alice riu levemente:

— Porque fui ver o Juliano?

— Screech! —

O atrito dos pneus contra o chão fez um som estridente, e o carro parou violentamente na beira da estrada.

Victor se virou para ela, com um olhar sombrio e aterrorizante:

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