"Você não consegue escapar, Srta. Alice." O homem principal sorriu, revelando dentes amarelados. "Esta noite, deixe que os irmãos cuidem bem de você."
O som do tecido rasgando era especialmente estridente no quarto silencioso. Alice mordeu os lábios com força, o gosto de sangue se espalhando na boca.
Ela não podia morrer aqui, e muito menos ser arruinada por esses animais.
No segundo seguinte, ela empurrou o homem mais próximo com todas as forças que lhe restavam e se lançou em direção à janela —
Capítulo 6
"Bang!"
O vidro estilhaçou com o impacto, e o vento cortante entrou uivando no quarto.
Alice caiu pesadamente do segundo andar, sentindo uma dor lancinante na perna direita, mas ela não se importou. Arrastando a perna quebrada, ela correu desesperadamente para fora.
"Droga! Peguem-na!" O rugido furioso dos bandidos veio de trás.
Com medo de ser alcançada, Alice correu o mais rápido que pôde, tropeçando e cambaleando para frente, mas no segundo seguinte —
"Boom —!"
Faróis ofuscantes dispararam contra ela, e um carro esportivo na contramão a atingiu violentamente.
Alice voou, caindo pesadamente no chão, e o sangue se espalhou instantaneamente por baixo dela.
Alice estava deitada na poça de sangue, com a consciência nublada e os ouvidos zumbindo.
Ela ouviu o som de uma porta de carro abrindo, seguido por passos se aproximando.
"Droga! Lucas, você é realmente cruel!" A voz de Henrique veio. "Juliano já contratou alguém para violentá-la, e você ainda a atropela?"
"Se ela não tivesse fugido, eu não teria chegado a esse ponto." Lucas zombou. "Quem mandou ela tentar escapar?"
"É uma pena que ela tenha sorte e não tenha morrido." A voz de Enzo carregava arrependimento. "Se ela estivesse morta, nós três não precisaríamos continuar fingindo na frente dela e poderíamos ficar sempre com a Sofia."
O coração de Alice parecia estar sendo apertado violentamente, doendo a ponto de quase sufocar.
Então... eles realmente queriam que ela morresse.
Quando acordou novamente, Alice estava deitada na cama do hospital, enrolada em bandagens como uma múmia.
"Alice! Você finalmente acordou!" Lucas foi o primeiro a se aproximar, seus olhos cheios de "preocupação", como se aquele que a atropelou com frieza não fosse ele.
"Sinto muito, estávamos com pressa para te ver, não vimos a estrada e acidentalmente te atropelamos." Henrique segurou sua mão com uma voz gentil.
"Também ouvimos falar sobre o que aconteceu com a Sofia no hospital." Enzo suspirou. "Mas acreditamos que deve ter sido ela quem te incriminou."
Alice olhou para eles silenciosamente, seu olhar vazio.
"Descanse bem, vamos falar com o Juliano, desta vez com certeza vamos fazer justiça por você!" Lucas acariciou levemente sua mão antes que os três saíssem.
Alice fechou os olhos e um sorriso de escárnio surgiu nos lábios.
Falar?
Eles só estavam ansiosos para ver Sofia.
Desta vez, Alice estava gravemente ferida e passou duas semanas inteiras no hospital.
No dia da alta, Lucas e os outros dois vieram buscá-la pessoalmente.
Mas, quando ela foi levada de volta à sua própria villa, descobriu que Juliano e Sofia estavam na sua sala de estar.
"O que vocês estão fazendo aqui?" Alice perguntou friamente.
Juliano levantou os olhos, seu olhar era tão frio quanto o de um estranho: "Trouxe Sofia para pegar as coisas dela, ela não vai mais morar aqui."
"Por quê?" Alice forçou um sorriso, a dor da ferida a fazendo respirar fundo. "Com medo de que eu a intimide novamente?"
"Bom que você sabe." Juliano zombou. "Se ela continuar morando aqui, pode acabar morrendo um dia desses."
Alice cerrou os punhos, as unhas cravadas profundamente na palma da mão.
Eles eram todos cegos e ignorantes, incapazes de ver quem estava intimidando quem!
"Juliano, já arrumei tudo." Sofia caminhou com os olhos vermelhos, voz engasgada. "Mas... meu troféu sumiu."
"Que troféu?" Juliano franziu a testa.
"Aquele que ganhei na competição de piano." Sofia mordeu o lábio, as lágrimas ameaçando cair. "É o único troféu que já ganhei..."
O olhar de Juliano esfriou, e ele olhou diretamente para Alice: "Entregue."
Alice zombou: "Eu não peguei."
"A senhorita sempre teve tudo o que queria desde criança, não precisa deste meu troféu." Sofia olhou para Alice com injustiça. "Por que não pode devolver para mim?!"
"Sofia, se a Alice disse que não pegou, é porque não pegou." Lucas fingiu impaciência. "Por que insistir aqui?"
"É, é só um troféu." Henrique e Enzo também concordaram.
Juliano zombou e pegou o celular diretamente: "Venham aqui."
No instante seguinte, mais de uma dúzia de seguranças entraram correndo.
"Quebrem tudo", ordenou Juliano friamente. "Até encontrarem o troféu."
"Juliano! Não exagere!" Lucas avançou imediatamente para bloquear.
"O quê? Vocês vão protegê-la?" Juliano estreitou os olhos. "Tudo bem, vamos disputar uma corrida agora. Se eu ganhar, não me bloqueiem. Se eu perder, levo Sofia embora agora."
Os três se entreolharam e acabaram concordando: "Tudo bem."
Alice ficou de lado, observando a farsa friamente.
Ela sabia melhor do que ninguém que Lucas era o melhor piloto de corrida da região, nunca tendo perdido uma única competição.
No entanto, o resultado da corrida foi intrigante —
Lucas perdeu.
Henrique perdeu.
Enzo também perdeu.
Alice olhou para as expressões de frustração que eles fingiam ao sair do carro e achou tudo extremamente ridículo.
Essa cena, eles interpretaram muito bem.
Juliano entrou na villa novamente, seus dedos finos balançando friamente: "Quebrem."
Sua voz parecia gelo envenenado. "Revirem este lugar de cabeça para baixo, até encontrarem o troféu da Sofia."
"Bang —"
"Clang —"
Os seguranças invadiram a casa, vasos de antiguidades caríssimos foram estilhaçados, vinhos raros foram derramados no chão e móveis personalizados foram desmontados. Em apenas alguns minutos, a villa inteira tornou-se um monte de escombros.
Alice estava no centro da confusão, observando tudo sem expressão.
Suas unhas estavam cravadas na palma da mão, mas ela não sentia dor.
Esses objetos destruídos eram como sua dignidade quebrada, que nunca mais poderia ser montada.
"Encontramos!" gritou um segurança, levantando o troféu banhado a ouro ao descer do segundo andar.
Juliano pegou o troféu e saiu, segurando a mão de Sofia com satisfação.
Ao partir, Sofia lançou um olhar para Alice, com um sorriso vitorioso no canto dos lábios.
"Alice, não fique triste." Lucas se aproximou e a confortou gentilmente: "Depois, vamos construir uma villa idêntica para você."
"Isso mesmo, as coisas destruídas, nós compraremos todas novas para você", Henrique e Enzo também concordaram.
Alice olhou para eles e, de repente, riu, um sorriso carregado de um sarcasmo indescritível: "Vocês não se cansam de fingir assim?"
Os três ficaram atordoados: "O quê?"
Alice não disse mais nada e se virou para sair.
Capítulo 7
Os seguranças invadiram o local. Vasos de antiguidades valiosas foram reduzidos a cacos, vinhos raros foram derramados no chão e os móveis feitos sob medida foram desmontados e espalhados. Em poucos minutos, toda a villa tornou-se um monte de ruínas.
Alice estava parada no centro do caos, observando tudo sem qualquer expressão.
Suas unhas cravavam-se profundamente nas palmas das mãos, mas ela não conseguia sentir dor.
Aqueles objetos destruídos eram como sua dignidade estilhaçada, que nunca mais poderia ser montada novamente.
"Encontramos!" um segurança gritou, descendo do segundo andar com o troféu folheado a ouro em mãos.
Juliano pegou o troféu e saiu, segurando a mão de Sofia com satisfação.
Antes de partir, Sofia olhou para trás, lançando um último olhar para Alice com um sorriso vitorioso no canto dos lábios.
"Alice, não fique triste", Lucas se aproximou e a confortou com uma voz gentil. "No futuro, construiremos outra villa exatamente igual para você."
"É verdade, tudo o que foi quebrado, compraremos novo para você", Henrique e Enzo também concordaram.
Alice olhou para eles e, de repente, sorriu. Era um sorriso carregado de um sarcasmo indescritível: "Vocês não se cansam... de fingir assim?"
Os três ficaram atordoados: "Como assim?"
Alice não respondeu e virou-se para sair.
Alice mudou-se para uma nova villa nos arredores da cidade, passando os dias trancada, apenas esperando o retorno de Victor do exterior.
Foi apenas na véspera de seu aniversário que ela finalmente saiu para escolher um vestido na loja mais sofisticada da cidade.
Mas, assim que entrou, viu Sofia.
As duas se interessaram pelo mesmo vestido ao mesmo tempo.
"Vou ficar com este vestido", disse Alice calmamente.
A vendedora, reconhecendo Alice, sorriu imediatamente de forma bajuladora: "A senhorita tem um gosto excelente! Este vestido é de edição limitada global, apenas alguém com a sua posição faz jus a ele!"
Dito isso, ela lançou um olhar de desprezo para Sofia: "Quanto a certas pessoas... é melhor procurarem em outro lugar. Esse tipo de alta costura não é algo que plebeus possam usar."
Os olhos de Sofia ficaram vermelhos e ela imediatamente pegou o celular para ligar: "Juliano... venha logo... estão me intimidando..."
O coração de Alice se apertou, ela percebeu imediatamente que algo estava errado.
Antes mesmo de trocar de roupa, ela se virou para correr para fora.
Mas, assim que chegou ao estacionamento —
"Bang!"
Uma dor excruciante atingiu a nuca. O mundo escureceu e ela perdeu completamente a consciência.