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《Cinco Noivos, Um Amor Esquecido》Capítulo 4

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Os dedos de Alice apertaram o tecido de sua roupa inconscientemente.

"Alice..." Lucas avançou imediatamente, com o rosto bonito mostrando dor. "Não fique triste, Juliano não tem visão, mas nós gostamos de você."

"É verdade", Henrique disse com voz suave. "Na festa de aniversário, você pode escolher um entre nós três."

Enzo também se aproximou: "Nós com certeza cuidaremos bem de você."

Alice sorriu levemente, mas seu olhar era frio como gelo: "Não quero escolher."

Ela ergueu os olhos lentamente e disse, palavra por palavra: "De vocês quatro, eu não quero nenhum."

Os três se entreolharam, com cantos da boca subindo em um riso mimado, claramente tratando sua recusa como um capricho de menina.

"Bem", disse Enzo, inclinando-se para a frente. "Alice, o dia está tão bonito, que tal darmos uma volta no haras para espairecer?"

Alice balançou a cabeça com indiferença: "Não quero ir."

"Não seja assim", Henrique tentou convencer. "Alice, sair um pouco fará bem para sua recuperação."

Lucas a puxou direto para o carro: "Vamos."

O haras real estava verde e vibrante, com a brisa trazendo o perfume da grama, mas Alice sentia apenas um frio cortante.

"Alice, escolha um cavalo para montar primeiro", Henrique entregou-lhe um capacete. "Nós vamos preparar um chá para você."

Alice aceitou entorpecida e escolheu ao acaso uma égua mansa.

Naquele momento, ela só queria ficar longe daquelas pessoas que a sufocavam, mesmo que por um breve momento de paz.

O cavalo começou a trotar, a brisa roçou seu rosto, e Alice finalmente conseguiu esquecer por um instante aquelas preocupações.

Mas, assim que ela relaxou sua vigilância, uma comoção surgiu ao longe.

"Relincho —"

Centenas de cavalos correram de algum lugar, correndo freneticamente em sua direção.

Alice tentou virar o cavalo apressada, mas já era tarde.

Ela puxou as rédeas com desespero, mas o cavalo assustado não obedecia.

Na confusão, ela foi derrubada da sela e caiu violentamente no chão.

"Ah!"

Quando a primeira pata de cavalo pisou em sua panturrilha, Alice ouviu o som de ossos quebrando.

Seguiram-se a segunda, a terceira...

Alice se encolheu no gramado, o sangue manchando gradualmente o verde sob ela. Antes de mergulhar na escuridão, ela teve o vislumbre de três figuras ao longe, observando tudo com indiferença.

Capítulo 5

"Relincho —"

Centenas de cavalos correram de algum lugar, correndo freneticamente em sua direção.

Alice tentou virar o cavalo apressada, mas já era tarde demais.

Ela puxou as rédeas com desespero, mas o cavalo assustado não obedecia.

Na confusão, ela foi derrubada da sela e caiu violentamente no chão.

"Ah!"

Quando a primeira pata de cavalo pisou em sua panturrilha, Alice ouviu o som de ossos quebrando.

Seguiram-se a segunda, a terceira...

Alice se encolheu no gramado, o sangue manchando gradualmente o verde sob ela. Antes de mergulhar na escuridão, ela teve o vislumbre de três figuras ao longe, observando tudo com indiferença.

Quando acordou novamente, a luz branca ofuscante a fez fechar os olhos instintivamente. Seu corpo, completamente enfaixado, não parecia mais seu; qualquer movimento trazia uma dor lancinante.

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Do lado de fora da porta, a voz fria de Juliano pôde ser ouvida vagamente: "... Vocês foram cruéis demais."

Alice prendeu a respiração.

"Eu só pedi que ela doasse um pouco de sangue para a Sofia, mas vocês...", o tom de Juliano era gélido, "além de subornarem o cuidador para torturá-la, liberaram propositalmente centenas de cavalos para pisoteá-la assim. Agora ela tem fraturas múltiplas por todo o corpo e quase não sobreviveu."

"Quem mandou ela ousar intimidar a Sofia?" A voz de Enzo era leviana, o que causava arrepios. "Isso foi apenas uma pequena lição."

"Fingir gostar dela todos os dias me dá nojo." As palavras de Lucas eram como uma lâmina envenenada, perfurando profundamente o coração de Alice. "Se não fosse pela Sofia, quem estaria disposto a brincar de casinha com ela?"

Alice mordeu o lábio inferior com tanta força que o gosto de sangue se espalhou por sua boca.

Então, aqueles "acidentes" de queimaduras, as falhas nas transfusões de sangue e até este "acidente" meticulosamente planejado, tudo era para vingar Sofia.

Ela não entendia.

Mesmo que eles não gostassem dela, eles eram amigos de infância que cresceram juntos.

Eles já acariciaram sua cabeça chamando-a de "pequena Alice", ficaram ao lado de sua cama durante noites inteiras quando ela estava doente e prepararam surpresas minuciosas em seus aniversários...

Mas agora, por causa de uma Sofia que eles conheciam há apenas alguns meses, eles a feriram a ponto de não restar nada inteiro.

Ela queria correr para fora e questionar, queria gritar até chorar, mas uma dor intensa veio como uma maré, e Alice mergulhou na escuridão novamente.

Não sei quanto tempo se passou, mas quando acordou, o quarto estava vazio. Apenas a tela do celular estava acesa, exibindo três mensagens não lidas.

[Alice, sinto muito, fomos negligentes e não conseguimos te proteger. Não temos coragem de te ver, voamos para o exterior durante a noite para comprar presentes como compensação.]

[Recupere-se bem, espere por nós.]

[Diga o que quiser, com certeza traremos para você.]

Alice largou o celular entorpecida, sem sequer ter forças para sentir dor.

Ela não queria vê-los, nem ouvir aquele cuidado hipócrita. Só queria ficar deitada sozinha na cama do hospital para se recuperar.

No entanto, naquele dia, a porta do quarto foi aberta abruptamente.

Sofia entrou caminhando em seus saltos altos, com uma maquiagem requintada e uma tez radiante, formando um contraste gritante com Alice, que estava coberta de bandagens.

"Ouvi dizer que você está muito ferida", sua voz doce carregava uma malícia que ela não se deu ao trabalho de esconder. "Nesses dias, o Juliano tem cuidado de mim sem sair do meu lado, me alimentando pessoalmente, me mimando para dormir..."

Ela inclinou a cabeça, fingindo inocência: "E você, deitada aqui, sem ninguém para vir te ver. Que pena, não?"

Alice virou o rosto, não querendo vê-la.

"Precisa da minha ajuda?" Sofia de repente estendeu a mão e pressionou com força a perna quebrada de Alice.

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"Ah!" A dor excruciante fez Alice empurrá-la violentamente.

Sofia cambaleou alguns passos e caiu no chão, incrédula: "Você se atreve a me empurrar?"

Ela se levantou, limpou a poeira do vestido e disse, cerrando os dentes: "O Juliano me trata como o tesouro de sua vida, tem medo de me quebrar se me segurar na palma da mão e de me derreter se me colocar na boca... E você ainda se atreve a me tratar assim?!"

"Tudo bem, você vai ver só."

Dito isto, ela lançou um olhar feroz para Alice e saiu batendo a porta.

O coração de Alice se apertou; ela teve um pressentimento ruim.

De fato, em menos de dez minutos, Juliano entrou chutando a porta.

"Alice!" Seus olhos estavam vermelhos de sangue enquanto ele apertava o pescoço dela. "A Sofia veio te ver por gentileza, e você contratou bandidos para violentá-la?!"

As pupilas de Alice se contraíram: "Eu não..."

"Ainda ousa negar! Se eu não tivesse chegado a tempo, ela quase teria sido..."

Ele respirou fundo, seu olhar tão frio quanto o gelo dos polos: "Eu sei que você gosta de mim, mas já disse inúmeras vezes que não gosto de você. Se você destruir a Sofia, não só não vou gostar de você, como vou te odiar profundamente."

Alice tossia violentamente, as lágrimas embaçando sua visão: "Eu realmente... não..."

"Tudo bem." Juliano de repente riu, mas o sorriso era assustadoramente frio. "Já que você não admite, vou pagar na mesma moeda."

Ele bateu palmas e cinco homens corpulentos entraram um após o outro.

As pupilas de Alice se contraíram: "Juliano! O que você vai fazer?!"

"O que você acha?" Juliano a observou friamente. "Se você ousou ferir a Sofia, terá que pagar o preço."

Alice lutou para tentar sair da cama, mas estava imóvel devido às fraturas por todo o corpo: "Você enlouqueceu? Se ousar me tocar, vai destruir a cooperação entre as duas famílias!"

"Pela Sofia, o que importa ser inimigo da família Alice?" Juliano se virou para sair. "Aproveite bem."

Alice gritou em colapso: "Juliano! Você realmente quer ser tão cruel?!"

Juliano parou os passos e olhou para trás: "Já que você está com medo, vou te dar uma chance. Desde que garanta que não vai me escolher como seu noivo no seu aniversário, eu te deixo em paz hoje."

"Eu nunca teria te escolhido mesmo!" A voz de Alice estava rouca. "Não importa quem eu escolha, não será você!"

A expressão de Juliano mudou drasticamente: "Não vai me escolher? Você acha que eu vou acreditar?"

Ele zombou. "Você me perseguiu desde pequena, gosta de mim há tantos anos. Já que você é tão teimosa, não me culpe por ser implacável."

No momento em que a porta se fechou, os cinco homens se aproximaram.

Alice fechou os olhos em desespero, ouvindo o som de tecidos sendo rasgados...

"Não... saiam... me soltem..."

Os cinco homens sorriam cruelmente enquanto a pressionavam. Com o corpo todo quebrado, sem forças nem para lutar, ela só podia olhar desesperada enquanto as mãos sujas deles se estendiam para a gola de sua roupa.

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