localização atual: Novela Mágica Moderno A EMPREGADA É PRINCESA Capítulo 6

《A EMPREGADA É PRINCESA》Capítulo 6

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A manhã começou silenciosa no Palácio Imperial.

Mas não era um silêncio normal.

Era um silêncio pesado.

Como se o próprio ar estivesse esperando algo acontecer.

O sol iluminava os jardins com suavidade, mas nada ali parecia tranquilo para mim.

Cada passo pelos corredores de mármore ecoava mais do que deveria.

Mais forte.

Mais tenso.

Mais ameaçador.

Eu sentia isso no corpo.

Mesmo sem entender o porquê.

Isabella Montenegro não dormira naquela noite.

E isso já era perigoso por si só.

O medo corria pelas veias dela como veneno lento.

Ela andava de um lado para o outro em seu quarto, os olhos fixos no nada, mas a mente em chamas.

Elena Maria de Bragança estava viva.

E isso significava que tudo o que Isabella construiu durante quinze anos podia desaparecer.

Luxo.

Status.

Nome.

Tudo.

E ela não permitiria isso.

Nunca.

Santiago Albuquerque entrou no salão sem avisar.

O terno preto estava impecável, mas o rosto carregava tensão.

Ele fechou a porta atrás de si com cuidado.

"Temos que agir rápido", disse ele.

A voz era baixa, mas urgente.

"Se não fizermos nada agora, tudo se perde."

Isabella parou de andar.

Respirou fundo.

E então virou lentamente.

Os olhos dela estavam diferentes.

Não havia mais apenas medo.

Agora havia decisão.

"Ricardo Vasconcelos está se aproximando dela", disse ela.

"Ele está protegendo a princesa. Isso muda tudo."

Santiago franziu o cenho.

"E então? O que fazemos?"

Isabella sorriu de forma quase imperceptível.

Mas era um sorriso frio.

Perigoso.

"Eu tenho alguém."

Santiago a encarou.

"Quem?"

Ela se aproximou da mesa e abriu uma gaveta.

Pegou um cartão preto.

"Um profissional. Ele não falha."

Santiago entendeu imediatamente.

E não perguntou mais nada.

HORAS DEPOIS

Eu caminhava pelo corredor do palácio ao lado de Ricardo.

O ambiente parecia mais silencioso do que nunca.

Mas eu sabia que não era silêncio.

Era vigilância.

Cada canto parecia me observar.

Cada guarda parecia me analisar.

Cada sombra parecia esconder algo.

Desde que a verdade sobre mim foi revelada, nada era normal.

Nada era seguro.

Ricardo caminhava ao meu lado.

Sempre atento.

Sempre calmo.

Mas eu percebia.

Ele também estava em alerta.

"Você está bem?" — ele perguntou baixinho.

"Sim… só cansada", respondi.

Mas não era só cansaço.

Era pressão.

Era medo.

Era o peso de ser vista pelo mundo inteiro.

De repente…

Um som.

Pneus no pátio.

Rápidos demais.

Fortes demais.

Antes que pudéssemos reagir, um carro preto surgiu na entrada interna do palácio.

Ele vinha rápido.

Rápido demais.

"Ela vem!" — gritou um guarda.

Mas já era tarde.

O veículo perdeu o controle.

Deslizou violentamente no piso molhado.

"Elena!" — Ricardo me puxou pelo braço.

Tudo aconteceu em segundos.

O carro bateu contra uma coluna de mármore.

Um impacto seco.

Explosão de poeira.

Fragmentos voaram pelo ar.

Ricardo me empurrou para trás com força.

Protegendo meu corpo com o dele.

O coração disparou.

O mundo ficou em câmera lenta.

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Quando o silêncio voltou…

Eu estava no chão.

Ele estava sobre mim.

Protegendo-me.

"Você se machucou?" — ele perguntou imediatamente.

Eu respirei fundo.

"Tô… tô bem."

Mas minhas mãos tremiam.

O impacto não tinha sido acidente.

Nenhum deles era.

MAIS TARDE

Uma escadaria antiga dentro do palácio.

Decoração clássica.

Mármore branco.

Silêncio absoluto.

Eu subia ao lado de Ricardo.

Ainda tensa.

Ainda abalada.

E então aconteceu.

Um estalo.

Um som seco.

O degrau sob meus pés cedeu.

"Elena!" — Ricardo me segurou imediatamente.

Caímos juntos.

Ele me puxou contra ele, evitando que eu rolasse escada abaixo.

O impacto foi forte.

Mas ele absorveu tudo.

Eu fiquei sem ar por alguns segundos.

"Você está bem?" — ele perguntou, firme.

"Sim… você me salvou de novo", respondi, ainda tremendo.

Ele me encarou.

E havia algo diferente no olhar dele.

Não era só proteção.

Era preocupação profunda.

À NOITE

O jantar parecia tranquilo.

Luxo.

Velas.

Taças de cristal.

Música leve.

Mas dentro de mim… nada estava tranquilo.

Quando uma funcionária me trouxe uma xícara de chá aromático, algo me incomodou imediatamente.

O cheiro.

Muito forte.

Quase artificial.

Eu hesitei.

Ricardo entrou na sala naquele exato momento.

Olhou para a xícara.

E congelou.

"Não beba isso", disse ele imediatamente.

Ele tomou a xícara da minha mão.

Rápido.

Firme.

"Isso… ia me matar?" — perguntei, assustada.

Ele não respondeu de imediato.

Só observou o líquido.

"Alguém está tentando."

O jantar acabou sem que ninguém percebesse o caos invisível acontecendo ao meu redor.

Mas eu percebi.

Cada olhar.

Cada sombra.

Cada silêncio.

Alguém queria me apagar.

DIAS SEGUINTES

Os ataques continuaram.

Um carro quase nos atingiu na cidade.

Uma escada quase cedeu durante uma cerimônia.

Uma porta pesada caiu segundos depois de eu passar.

Tudo parecia calculado.

Preciso.

Profissional.

Ricardo nunca me deixava sozinha.

Sempre perto.

Sempre atento.

Sempre protetor.

Mas algo começou a mudar entre nós.

Não era só segurança.

Era proximidade.

Confiança.

Algo mais difícil de nomear.

TARDE DE CHUVA

Nos jardins do palácio.

A chuva caía leve.

Fria.

Mas estranhamente confortável.

Ricardo segurou minha mão.

"Você não precisa passar por isso sozinha", disse ele.

Eu o encarei.

E senti algo estranho dentro de mim.

"Eu não vou deixar nada acontecer com você", ele completou.

Meu coração acelerou.

Não era só medo agora.

Era algo diferente.

Algo novo.

Algo perigoso.

A MENSAGEM

Meu celular vibrou.

Mensagem anônima.

Uma foto.

Eu.

De avental.

Segurando a bandeja.

No meio do baile.

E abaixo:

"Ela precisa desaparecer."

Meu sangue gelou.

Ricardo pegou meu braço.

"Vamos descobrir quem está por trás disso."

A REVELAÇÃO

Naquela noite, revisamos as câmeras do palácio.

E encontramos algo.

Movimentos suspeitos.

Pessoas que não deveriam estar ali.

Sombras planejando cada ataque.

Cada tentativa de me eliminar.

Tudo registrado.

"Quem faria isso?" — perguntei.

Ricardo olhou fixamente para a tela.

"Alguém com poder."

Silêncio.

E então…

A última imagem apareceu.

Uma figura elegante.

Observando tudo.

Controlando tudo.

Ainda não sabíamos quem era.

Mas sabíamos algo importante:

O inimigo estava dentro.

FINAL

Ricardo me encarou.

"Vamos descobrir quem é."

Eu respirei fundo.

E pela primeira vez…

Não senti só medo.

Senti força.

"E vamos impedir isso."

As imagens continuavam piscando na tela.

O inimigo estava ali.

Perto.

Muito perto.

E o jogo… tinha apenas começado.

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