localização atual: Novela Mágica Moderno A EMPREGADA É PRINCESA Capítulo 3

《A EMPREGADA É PRINCESA》Capítulo 3

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O Palácio Andrade ainda ecoava com o som dos últimos murmúrios sobre a descoberta da Princesa Elena.

A notícia havia se espalhado como fogo incontrolável.

Jornais, televisões, redes sociais — todos falavam dela.

Mas dentro de um dos salões privados do palácio, o clima era outro.

Mais pesado.

Mais perigoso.

Isabella Montenegro estava sentada no seu sofá de veludo, respirando com dificuldade, como se o ar tivesse ficado mais denso depois da revelação.

Os diamantes em seu pescoço brilhavam sob a luz dourada da sala, mas não conseguiam esconder o pânico crescente em seus olhos.

Durante quinze anos, ela viveu uma vida que não era sua.

Luxo.

Poder.

Reconhecimento.

Tudo isso construído em cima de um único segredo enterrado.

Uma mentira cuidadosamente protegida.

Agora, essa mentira estava começando a desmoronar.

Ela apertou os dedos contra o braço do sofá, tentando controlar o tremor.

"Não… isso não pode estar acontecendo", sussurrou, com a voz fraca, quase quebrada.

O silêncio da sala parecia rir dela.

Como se o próprio ambiente soubesse que o jogo tinha mudado.

A porta se abriu bruscamente.

Santiago Albuquerque entrou sem cerimônia.

O terno preto estava impecável, como sempre, mas seu rosto não carregava mais a arrogância habitual.

Agora havia tensão.

Pressa.

E um medo mal disfarçado.

"Isabella… precisamos agir", disse ele imediatamente.

"Agora."

Isabella levantou o olhar devagar.

Como se ainda estivesse tentando negar a realidade.

"Agir como?" — sua voz saiu mais alta do que ela pretendia.

Santiago fechou a porta atrás de si.

"Confirmaram tudo. Não há mais dúvidas."

O ar pareceu pesar ainda mais.

Isabella se levantou lentamente.

"Ela… aquela menina… aquela empregada… é mesmo a princesa?"

Santiago assentiu.

"DNA confirmado. Elena Maria de Bragança. É ela."

O nome caiu na sala como uma sentença.

Elena Maria de Bragança.

Isabella fechou os olhos por um segundo.

Como se isso pudesse apagar a realidade.

Mas não apagava.

Nunca apagava.

O silêncio entre os dois cresceu.

Pesado.

Ameaçador.

Quinze anos de construção podiam desmoronar em dias.

Ou horas.

Isabella deu alguns passos pelo salão.

Os saltos ecoavam no mármore, mas cada som parecia mais alto dentro da própria cabeça dela.

"Se isso se espalhar… acabou", ela disse.

Santiago respondeu seco:

"Já está se espalhando."

Ela parou.

"Como assim?"

"Guarda Real. Imprensa. Redes sociais. Isso já saiu do controle."

Isabella soltou uma risada curta, nervosa, quase histérica.

"Controle? Nunca tivemos controle disso."

Ela se virou de repente.

"Você entende o que isso significa? Se ela aparecer publicamente… se ela falar… se o mundo aceitar quem ela é… eu perco tudo."

Santiago passou a mão pelo rosto.

"Então precisamos acelerar o plano."

Isabella franziu o cenho.

"Plano?"

Ele se aproximou da mesa central.

"Não podemos deixar ela ter espaço. Não podemos deixar ela ganhar apoio. Isso precisa ser resolvido antes que ela reivindique o trono."

Isabella respirou fundo.

Mas o ar parecia não entrar.

"Você está falando de quê exatamente?"

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Santiago olhou diretamente para ela.

"Eliminar o problema."

Um silêncio pesado caiu entre eles.

Isabella não respondeu imediatamente.

Mas seus olhos já tinham mudado.

Medo.

Desespero.

E algo mais escuro.

Decisão.

"Não podemos fazer isso em público", ela disse finalmente.

Santiago assentiu.

"Claro que não."

Isabella se aproximou dele lentamente.

"Então precisamos de alguém… que faça isso sem deixar rastros."

Santiago entendeu imediatamente.

E não precisou dizer nada.

Isabella pegou o celular.

Os dedos tremiam levemente.

Mas ela discou o número mesmo assim.

Após alguns segundos:

"Ricardo… preciso de você imediatamente. É urgente."

Ela desligou antes mesmo de ouvir resposta.

Respirou fundo.

O tipo de respiração de alguém tentando não entrar em colapso.

"Ela não pode sobreviver a isso", murmurou.

Santiago não discordou.

Porque ambos sabiam:

Elena não era apenas uma pessoa.

Era uma ameaça.

Horas depois, o som de um carro de luxo ecoou discretamente na entrada lateral do palácio.

Nenhum anúncio.

Nenhuma cerimônia.

Apenas silêncio.

Um homem desceu do veículo.

Alto.

Vestido de preto.

Movimentos controlados.

Sem pressa.

Sem emoção visível.

Ricardo Silva.

Um nome conhecido apenas nos bastidores mais escuros do poder.

Ele entrou no salão como se já pertencesse àquele mundo.

Mas sem demonstrar vínculo com ele.

Os olhos eram frios.

Analíticos.

Precisos.

Isabella se aproximou imediatamente.

"Temos um trabalho para você", disse ela sem rodeios.

Ricardo não respondeu de imediato.

Observou o ambiente.

A tensão.

O medo.

A riqueza desesperada tentando se manter intacta.

"Há uma garota", continuou Isabella, mais rápida agora.

"Elena Maria de Bragança. Ela precisa desaparecer."

Ricardo inclinou levemente a cabeça.

"Ela é apenas uma garota", disse ele com calma.

"Não representa ameaça direta."

Isabella bateu a mão na mesa.

"O que você não entende é que ela é a princesa!"

Silêncio.

Ricardo finalmente olhou diretamente para ela.

"Explique."

Isabella respirou fundo.

E começou.

"Há quinze anos ela desapareceu. Agora voltou. E se ela for reconhecida… tudo o que eu tenho desaparece junto."

Ricardo escutou sem interromper.

Sem emoção.

Sem julgamento.

Ele processava.

Calculava.

"Vocês querem que ela seja eliminada", disse ele por fim.

"Sim", respondeu Isabella sem hesitar.

"Antes que ela reivindique qualquer coisa."

Ricardo ficou em silêncio por alguns segundos.

Depois assentiu.

"Preciso de informações."

Santiago abriu uma pasta sobre a mesa.

Dentro havia fotos antigas.

Registros.

Documentos da família real.

Cada página carregava um fragmento da vida que tentaram esconder.

Ricardo analisou tudo com precisão cirúrgica.

Nada escapava.

"Ela estará no Palácio Andrade na próxima semana?" — perguntou.

"Sim", respondeu Santiago.

"Evento fechado. Mas há acesso de serviço."

Ricardo sorriu levemente.

"Isso é suficiente."

Isabella soltou um pequeno suspiro.

Pela primeira vez em horas, sentiu algo parecido com alívio.

Mas era um alívio frágil.

Perigoso.

Falso.

Porque do lado de fora daquele palácio, o mundo já começava a mudar.

Dias depois, o país inteiro ainda falava sobre Elena.

A empregada.

A princesa.

A herdeira desaparecida.

Isabella não dormia.

Não descansava.

Não parava.

Cada minuto era uma ameaça.

Ela contratou informantes.

Monitorou redes.

Exigiu relatórios constantes.

Ricardo, por sua vez, trabalhava no silêncio absoluto.

Estudava fotos.

Mapeava rotas.

Calculava horários.

Tudo com precisão fria.

Ele não podia falhar.

Falhar não era uma opção.

Até que uma nova imagem chegou.

Uma fotografia recente.

Elena.

De avental.

Segurando uma bandeja.

No meio de um evento aristocrático.

Ricardo ficou imóvel ao olhar.

Era ela.

Sem dúvida.

A mesma pessoa.

Ele observou por longos segundos.

Sem piscar.

Sem reação externa.

Mas algo dentro dele se confirmou.

A missão era real.

E inevitável.

Ele guardou a foto.

E naquele instante, tudo ficou em silêncio.

Não o mundo.

Mas o tipo de silêncio que antecede uma decisão irreversível.

A operação começaria em breve.

E nada mais voltaria a ser o mesmo.

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