《O Adeus de Alice: Um Amor Que Se Quebrou》Capítulo 12

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Isabela esperou sozinha na sala até meia-noite, até que finalmente Hugo voltou.

Ele havia bebido bastante, mas estava consciente o suficiente para ignorá-la completamente, subindo direto para o andar de cima.

Isabela tentou ajudá-lo, mas ele empurrou sua mão.

Lágrimas encheram seus olhos imediatamente, e ela o seguiu escada acima, sentindo-se injustiçada.

Assim que a porta foi fechada, ela se jogou nos braços dele, e as lágrimas caíram como pérolas de um fio rompido.

"Hugo, tanto tempo já se passou, sua raiva ainda não passou? O bebê vai nascer em poucos meses, você não pode me perdoar por causa dele?"

Perdoar?

Ao ouvir essa palavra, um brilho sombrio passou pelos olhos de Hugo.

Isabela não percebeu a mudança em suas emoções e pegou a mão dele, levando-a para tocar sua barriga cada vez mais arredondada.

"Hugo, às vezes o bebê me chuta, se você não se aproximar dele agora, ele não vai querer saber de você depois."

Ele não afastou a mão, e os movimentos de Isabela tornaram-se cada vez mais ousados, guiando a mão dele para cima.

Ao tocar aquela maciez, ela soltou um gemido leve, mas Hugo ficou imóvel onde estava.

Ele virou o rosto com frieza, olhando para aquela pessoa que insistia em exibir aquele ar lamentável, e puxou a mão bruscamente.

"Você está com tanta fome assim?"

"Eu só estava com medo de que você estivesse reprimido..."

Hugo, sem conseguir mais suportar, empurrou-a para fora da porta, com um tom de voz decisivo.

"Fora! Se você se atrever a fazer isso de novo, nunca, nesta vida, conseguirá se casar com alguém da família Hugo!"

Capítulo 23

Os dias se passaram e logo chegou abril.

Na noite do dia 16, sob a insistência incansável da mãe de Hugo, ele finalmente concordou em registrar o casamento no dia seguinte.

Ao saber da notícia, Isabela ficou tão feliz que mal conseguiu dormir.

Quando acordou no dia seguinte, ao ver que Hugo havia vestido um terno bem cortado e que seu cabelo estava cuidadosamente arrumado, ficou ainda mais radiante.

Apoiando-se na barriga, ela sentou-se à mesa de café da manhã. De repente, quis beber suco de laranja, mas não obteve resposta ao chamar a babá várias vezes.

Hugo deu uma olhada nela e levantou-se para ir à cozinha.

Pouco depois, ele saiu com um copo de suco de laranja recém-espremido e colocou na frente dela.

Era a primeira vez que Hugo a tratava bem desde que ela engravidara.

Isabela ficou tão comovida que quase chorou e começou a fazer charme novamente.

"Hugo, eu sabia que você é duro por fora, mas mole por dentro, e que tem sentimentos por mim."

Hugo não deu atenção a ela.

Seus olhos estavam fixos naquele copo de suco de laranja.

Isabela achou que ele a estava apressando para provar, então levantou o copo e bebeu um gole.

Ela estava prestes a elogiar o sabor, quando ouviu a voz fria de Hugo.

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"Beba tudo."

Para agradá-lo, Isabela bebeu rapidamente o resto do suco.

Ao ver o copo vazio, Hugo exibiu um sorriso satisfeito.

Isabela também sorriu, olhando para ele com alegria.

"Hugo, que horas vamos ao cartório?"

Hugo olhou para o relógio, com um tom de voz indiferente.

"Mais tarde."

Isabela respondeu com um "ah" obediente e pegou seu sanduíche, comendo em pequenos pedaços.

Ela estava concentrada em comer e não notou que o olhar de Hugo permanecia fixo em sua barriga, com uma expressão muito intrigante.

Após terminar metade do sanduíche, ela sentiu-se um pouco cheia e, ao olhar ao redor, notou que o pai e a mãe de Hugo, que sempre acordavam cedo, não estavam lá hoje, então perguntou casualmente.

"Pai, onde está a mãe?"

"Pai? Mãe? Quem te deu permissão para chamar assim?"

Isabela parou um pouco, olhou para ele, com os olhos cheios de mágoa.

"Daqui a pouco não vamos registrar o casamento? Eu ainda não posso chamar de pai e mãe?"

Hugo levantou a mão esquerda, ajeitou o anel no dedo anelar que estava ligeiramente torto, e seu tom recuperou a negligência de sempre.

"Já que você está tão ansiosa, então não vamos mais."

O sorriso no rosto de Isabela congelou e seu coração disparou subitamente.

"Não, não vamos mais? Você não prometeu à mãe... à tia?"

"Eu prometi, mas agora mudei de ideia, não posso?" Hugo acrescentou uma frase final, com uma satisfação estranha, deixando Isabela em pânico. "Além disso, você logo não terá mais vontade de registrar casamento algum."

"Po, por que você mudou de ideia?"

Hugo olhou para o calendário na parede, seus olhos lentamente dominados pela nostalgia.

"Porque hoje é nosso décimo segundo aniversário de namoro com Alice. Por que você acha que, em um dia tão importante, eu iria acompanhá-la ao cartório e ocupar o lugar que pertence apenas a ela?"

Isabela acompanhou o olhar e viu o dia circulado em vermelho.

Não sei por que, a náusea e a vontade de vomitar, que haviam cessado por um longo tempo, surgiram de repente.

Ela tentou forçadamente suprimir o desconforto, sua voz tremendo de forma estranha.

"Mas, mas o bebê vai nascer em cinco meses, ele não pode ficar sem um pai..."

"Não se preocupe, o bebê não vai nascer."

Capítulo 24

A voz de Hugo era tão calma quanto um lago imóvel.

Mas, aos ouvidos de Isabela, soou como um estrondo ensurdecedor.

Ela protegeu instintivamente sua barriga e recuou, seus olhos cheios de horror e súplica.

"Hugo, este é o seu próprio sangue, como você tem coragem de machucá-lo? Se o Tio e a Tia souberem, ficarão furiosos."

Ao ver o medo dela enquanto se escondia no canto, Hugo soltou uma risada leve.

No segundo seguinte, aquele olhar frio tornou-se instantaneamente mais afiado que a lâmina de uma faca.

"É claro que não farei isso pessoalmente, afinal, não tenho controle sobre a força que uso. Se por acaso causasse a morte de ambos, seu irmão provavelmente me mataria, não é? Pensei bastante e achei que remédios abortivos seriam mais seguros. O que você acha?"

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Ao ouvir as palavras "remédio abortivo", o rosto de Isabela empalideceu instantaneamente.

Ela olhou para aquele copo vazio e sua primeira reação foi usar os dedos para induzir o vômito.

Observando-a caída no chão, vomitando descontroladamente, Hugo sentiu um prazer imenso.

Ele se levantou e a olhou de cima, sua figura alta como uma montanha, envolvendo-a.

"Eu te avisei inúmeras vezes para arcar com as consequências, por que você nunca escutou? Tudo o que dei a Alice foi de livre e espontânea vontade, enquanto você não passa de um cachorro que eu provocava quando estava de bom humor. Por que você acha que poderia se comparar a ela?"

"Ela foi embora, irritada com aqueles seus métodos sujos e repugnantes. Você acha que eu aceitaria que você tomasse o lugar dela? Como você pode ser tão estúpida? Devolverei a dor que ela sofreu mil vezes, para que você saiba o que é viver um inferno!"

Ao terminar de falar, Hugo trazia um sorriso no rosto, mas seus olhos estavam marejados.

Ele ergueu a cabeça e olhou para aquela "casa" que já não tinha mais rosto, sentindo uma dor infinita no coração, como se estivesse sendo cortado aos poucos.

Ele cambaleou, abriu a porta e saiu.

Mas, por onde quer que olhasse, não havia destino.

Ele só queria estar ao lado de Alice.

Mas não sabia para onde ir.

Após a luz da sala de emergência se apagar, a enfermeira saiu para informar os familiares sobre o resultado.

"A gestante ingeriu uma grande quantidade de remédios abortivos. Embora tenha induzido o vômito a tempo, o feto absorveu uma quantidade considerável. Para a saúde da criança, sugerimos o aborto induzido, mas a paciente se recusa terminantemente, por isso viemos consultar a opinião de vocês, os responsáveis."

Ao ouvir isso, os pais de Hugo sentiram um frio na espinha e perguntaram insistentemente:

"Que tipo de impacto esses remédios terão na criança? Não há como tentar salvar?"

"Sinto muito, devido à falta de dados clínicos, o hospital também não sabe dizer exatamente quais serão os efeitos. Pode ser que a criança nasça mais fraca, ou talvez não haja efeitos negativos, mas para garantir a segurança, ainda recomendamos o aborto."

Mesmo com o médico sendo tão direto, os pais de Hugo não se conformavam.

Eles pensaram por muito tempo e finalmente decidiram arriscar, dando à luz aquela criança.

Assim, nos cinco meses seguintes, Alice permaneceu no hospital.

Hugo, ao saber que a criança não havia sido abortada, tentou inúmeras vezes encontrar uma oportunidade para entrar e interromper aquela gravidez.

Vez após vez, a paciência do pai de Hugo chegou ao limite.

Ele deu um tapa forte no filho e o repreendeu, perguntando por que ele queria prejudicar seu próprio sangue.

Hugo levantou a cabeça, insatisfeito, com uma loucura transbordando nos olhos.

"Ela não merece dar à luz ao meu filho! Nesta vida, só quero Alice!"

A criança já estava com oito meses, e ele continuava com essa história de Alice.

O pai de Hugo, desapontado ao extremo, ordenou que levassem Hugo para um hospital psiquiátrico e o trancassem lá.

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