localização atual: Novela Mágica Moderno O Recomeço de Clarissa Capítulo 8

《O Recomeço de Clarissa》Capítulo 8

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A mão dele permaneceu suspensa no ar por alguns segundos, sugerindo uma ameaça física imediata para conter a firmeza de Clarissa.

Contudo, o movimento foi interrompido antes do impacto, contido por um resquício de racionalidade ou pelo receio das consequências legais imediatas.

— Se a sua postura é essa, vamos deixar que as circunstâncias decidam o futuro do nosso vínculo — ele comentou, abaixando o braço com uma expressão fechada.

O olhar dele assumiu uma intensidade agressiva e obstinada.

— O que você quer dizer com isso?

Clarissa demonstrou dúvida, sem compreender a mudança brusca de comportamento.

Antes que pudesse se afastar, Jonathan usou a força física para imobilizá-la contra o mobiliário.

Ela iniciou uma resistência desesperada, tentando empurrá-lo com os braços e pernas para recuperar o espaço pessoal.

No entanto, a disparidade de força física tornou a defesa ineficaz, permitindo que ele retirasse as roupas dela com agressividade.

— Clarissa, se uma nova gestação se confirmar a partir de hoje, exijo que você reavalie a separação em nome da estabilidade da criança, combinado?

A voz dele saiu alterada pelo esforço e pela agitação do momento, revelando uma tentativa desesperada de usar uma possível gravidez para forçar a manutenção do casamento.

Clarissa sentiu uma repulsa física imediata com a abordagem, uma náusea mais intensa do que o impacto da descoberta da traição, sentindo o estômago revirar no mesmo instante.

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Aproveitando um breve afrouxamento no aperto dele, Clarissa usou toda a agilidade que pôde para se desvencilhar e correu em direção ao banheiro, trancando a porta imediatamente.

Isolada no espaço, ela pegou o celular com as mãos trêmulas e utilizou a câmera para registrar as marcas e hematomas deixados pela agressão de Jonathan no pescoço e nos braços.

Aquelas imagens funcionavam como elementos materiais do abuso sofrido, e ela faria questão de preservar cada detalhe.

Engolindo o choro para manter o foco, ela transferiu os registros para a pasta de arquivos ocultos do aparelho.

Ela evitou manter o conteúdo visível na galeria principal para evitar que Jonathan localizasse e apagasse os arquivos em um momento de distração, mantendo o material em segurança para o momento oportuno.

Jonathan, determinado a impedir que ela recorresse a métodos contraceptivos de emergência, manteve a esposa em regime de isolamento no apartamento por três dias consecutivos.

Ele monitorava cada passo dela como se estivesse guardando uma prisioneira, retirando qualquer vestígio de autonomia e liberdade, o que mergulhou Clarissa em um estado de total desesperança durante aquele período de confinamento.

Naqueles dias, o clima na cidade mudou drasticamente, e o céu cinzento desabou em uma tempestade severa de última hora.

La chuva grossa castigava as vidraças do apartamento, criando uma barreira visual com o exterior e reforçando a atmosfera sufocante e cinzenta que tomava conta do imóvel.

— Você se lembra de quando mudamos definitivamente para cá? — Jonathan perguntou, aproximando-se da janela para observar o fluxo da água acumulada na estrutura externa, adotando uma fisionomia nostálgica.

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A expressão dele oscilava entre a saudade da simplicidade do início e o peso do desgaste atual.

— O cenário estava idêntico, com temporais seguidos paralisando a cidade por dias.

Ele falava com a voz mansa, tentando quebrar a rigidez do ambiente com memórias do passado.

— Em uma daquelas noites, esquecemos os guarda-chuvas no escritório e, ao chegarmos na entrada do bloco residencial, o volume da água cobria a calçada inteira, batendo na altura das nossas canelas.

Jonathan estreitou os olhos, resgatando a cena com riqueza de detalhes na memória.

— Segurei a sua mão e corremos juntos no meio da enxurrada.

Um sorriso discreto surgiu no rosto dele ao lembrar da espontaneidade daquele período da juventude.

— Você estava usando saltos altos e, mesmo assim, conseguiu manter o ritmo da corrida sem reclamar uma única vez.

Ele virou o rosto na direção de Clarissa com um semblante descontraído, revivendo a imagem da parceira daquela época.

— Quando tentou usar o secador de cabelos para recuperar os sapatos no apartamento, o calor acabou derretendo a cola da estrutura inteira.

Ele soltou uma risada curta, lembrando da trapalhada com um tom de leveza que pareceu ignorar a gravidade da situação atual.

Clarissa observou aquela encenação com um distanciamento frio sob a aparência dócil.

Ela quebrou a empolgação dele com total suavidade:

— As primeiras semanas exigem cuidados extremos e repouso, não haverá possibilidade de deslocamento para mim.

Jonathan travou por um instante, perdendo parte do sorriso ao processar a resposta.

Em seguida, tentou disfarçar o incômodo dando um leve toque na própria testa, demonstrando desatenção:

— É verdade, falha minha agir por impulso e esquecer as recomendações médicas.

— Sem problemas, organizamos essa viagem assim que o bebê nascer. Faço questão de registrar cada momento de vocês dois juntos por lá!

Ele tentou recuperar o otimismo, projetando uma estabilidade familiar que Clarissa sabia ser impossível de se concretizar.

— Tudo bem — ela limitou-se a dizer, mantendo a expressão vazia.

Ela tinha clareza de que todos aqueles planos representavam apenas uma tentativa desesperada dele de manter o controle sobre a situação.

Sua postura em relação ao casamento continuava firme e sem espaço para retornos.

A rotina incluiu trajetos diários compartilhados nos vagões lotados do metrô nos horários de pico.

O espaço era disputado centímetro por centímetro, exigindo atenção para não perder o contato no meio do fluxo de passageiros.

Jonathan mantinha os dedos firmes ao redor da mão dela durante todo o percurso.

Em uma manhã específica, a superlotação gerou um desentendimento ríspido entre dois usuários por causa de espaço na plataforma, evoluindo rapidamente para agressão física.

Clarissa estava posicionada bem próxima ao foco do conflito e, antes que pudesse recuar, Jonathan utilizou o próprio corpo como escudo para protegê-la do tumulto.

Ela sentiu o impacto forte de um dos envolvidos contra as costas do marido no meio da confusão. Ele manteve a posição apesar do baque, estabilizando os pés no chão para garantir a segurança dela até que o vagão fechasse as portas.

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Assim que o trem iniciou o movimento, ele a conduziu para um canto mais calmo.

Ao chegarem em casa no fim do dia, Clarissa notou uma marca roxa extensa na região atingida.

Sentindo-se culpada pelo ferimento dele, ouviu Jonathan desdenhar do incômodo com um sorriso calmo:

— O impacto foi pequeno perto do alívio de ver que você saiu sem nenhum arranhão, eu não me perdoaria se algo acontecesse com você sob a minha responsabilidade.

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Aproveitando um breve afrouxamento no aperto dele, ela usou toda a agilidade que pôde para se desvencilhar e correu em direção ao banheiro, trancando a porta imediatamente.

Isolada no espaço, ela pegou o celular com as mãos trêmulas e utilizou a câmera para registrar as marcas e hematomas deixados pela agressão dele no pescoço e nos braços.

Aquelas imagens funcionavam como elementos materiais do abuso sofrido, e ela faria questão de preservar cada detalhe.

Engolindo o choro para manter o foco, ela transferiu os registros para a pasta de arquivos ocultos do aparelho.

Ela evitou manter o conteúdo visível na galeria principal para evitar que ele localizasse e apagasse os arquivos em um momento de distração, mantendo o material em segurança para o momento oportuno.

Jonathan, determinado a impedir que ela recorresse a métodos contraceptivos de emergência, manteve a esposa em regime de isolamento no apartamento por três dias consecutivos.

Ele monitorava cada passo dela como se estivesse guardando uma prisioneira, retirando qualquer vestígio de autonomia e liberdade, o que mergulhou a mulher em um estado de total desesperança durante aquele período de confinamento.

Naqueles dias, o clima na cidade mudou drasticamente, e o céu cinzento desabou em uma tempestade severa de última hora.

A chuva grossa castigava as vidraças do apartamento, criando uma barreira visual com o exterior e reforçando a atmosfera sufocante e cinzenta que tomava conta do imóvel.

— Você se lembra de quando mudamos definitivamente para cá? — ele perguntou, aproximando-se da janela para observar o fluxo da água acumulada na estrutura externa, adotando uma fisionomia nostálgica.

A expressão dele oscilava entre a saudade da simplicidade do início e o peso do desgaste atual.

— O cenário estava idêntico, com temporais seguidos paralisando a cidade por dias.

Ele falava com a voz mansa, tentando quebrar a rigidez do ambiente com memórias do passado.

— Em uma daquelas noites, esquecemos os guarda-chuvas no escritório e, ao chegarmos na entrada do bloco residencial, o volume da água cobria a calçada inteira, batendo na altura das nossas canelas.

Ele estreitou os olhos, resgatando a cena com riqueza de detalhes na memória.

— Segurei a sua mão e corremos juntos no meio da enxurrada.

Um sorriso discreto surgiu no rosto dele ao lembrar da espontaneidade daquele período da juventude.

— Você estava usando saltos altos e, mesmo assim, conseguiu manter o ritmo da corrida sem reclamar uma única vez.

Ele virou o rosto na direção dela com um semblante descontraído, revivendo a imagem da parceira daquela época.

— Quando tentou usar o secador de cabelos para recuperar os sapatos no apartamento, o calor acabou derretendo a cola da estrutura inteira.

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