localização atual: Novela Mágica Moderno Romance A Rainha na Gaiola Capítulo 18

《A Rainha na Gaiola》Capítulo 18

PUBLICIDADE

Capítulo 18: A Queda e o Refúgio de Concreto

O estrondo violento do arrombamento da porta principal ecoou pela cobertura como um trovão de ferro, sacudindo as paredes de ébano e os lustres de cristal da Quinta Avenida.

O som de metal retorcido e os gritos de "FBI! Deitem no chão! Mãos na cabeça!" rasgaram a calmaria da manhã cinzenta com uma precisão militar.

Gabriel Vance acordou em sobressalto na suíte master. Seus olhos estavam estofados, as pupilas dilatadas e a coordenação motora severamente comprometida pelo efeito residual dos ansiolíticos de tarja preta que Isabella jogara em seu uísque.

Ele cambaleou para fora do colchão, tentando alcançar o roupão de seda, no exato momento em que Antony invadiu o quarto com o rosto pálido e o rádio transmissor chiando na mão esquerda.

"O FBI está limpando o hall, senhor! O Agente Davis está subindo com um mandado de prisão preventiva por fraude e desvio internacional!", Antony cuspiu as palavras com uma rapidez desesperada, os olhos fixos na fresta da porta.

"Eles acharam o laptop secreto conectado ao modem privado do seu escritório. O sistema foi exposto, o fundo The Noose caiu!"

Gabriel gela. O choque absoluto daquela revelação operou uma mutação instantânea em sua mente dopada, engatando um surto psicótico violento ao perceber que seu império ruíra por completo perante o mercado de Nova York.

Ele não aceitaria a humilhação pública das algemas e dos fotógrafos na calçada. Em um movimento puramente instintivo, insano e brutal, ele girou o corpo em direção à cama e agarrou Isabella pelo pulso esquerdo, puxando-a para fora dos lençóis com uma força que fez os diamantes de seu bracelete fincarem na pele.

"Você vem comigo!", ele rugiu entre os dentes, a fachada polida de CEO de Wall Street descascando para revelar o monstro desesperado que ele sempre fora. "Eles não vão me trancar sozinho!"

"Gabriel, não! Deixe-me ir! O que está acontecendo?", ela gritou, forçando um choro histérico e fingindo pânico total enquanto permitia que ele a arrastasse em direção ao corredor de serviço.

Antony abriu a porta do elevador de carga com uma chave-mestra, enquanto o som dos passos pesados da equipe tática do FBI invadia a sala de estar logo atrás deles. Eles deslizaram para o subsolo antes que os agentes limpassem o perímetro do andar.

A fuga de Manhattan foi um borrão cinematográfico de alta velocidade pelas ruas chuvosas e escuras do norte do estado, a bordo do SUV preto blindado que Gabriel dirigia com uma agressividade puramente suicida, os pneus cantando contra o asfalto molhado.

...

Duas horas depois, o pneu dianteiro do carro cedeu devido ao bloqueio e ao terreno acidentado da estrada vicinal, forçando Gabriel a arrastar Isabella para o destino final de seu delírio: um arranha-céu inacabado de cinquenta andares que pertencia à sua própria construtora falida.

O local era um esqueleto gótico de concreto exposto e vigas de ferro enferrujadas, totalmente vulnerável à tempestade torrencial que jogava lufadas de vento gélido e água cortante para dentro da estrutura aberta.

PUBLICIDADE

O som da chuva contra o cimento batido criava uma cacofonia ensurdecedora no topo do mundo.

Gabriel empurrou Isabella contra uma cadeira de ferro industrial pesada, localizada exatamente no centro do quinquagésimo andar, a poucos passos do precipício sem paredes protetoras.

Seus olhos azul-glacial estavam injetados de sangue, fixos nela com uma obsessão doentia e terminal.

"Eles tiraram tudo de mim, Bella... O dinheiro, as ações, os contatos políticos... Tudo!", ele falava alto para vencer o barulho do vento, a voz falhando enquanto puxava rolos de cabos de aço de construção para amarrá-la à cadeira.

"Mas você é minha. Eles não vão tocar na minha última posse. Se eu cair, você cai comigo."

Com as mãos trêmulas devido ao estresse neurótico e ao rebote do sedativo, ele deu voltas rápidas com o aço bruto ao redor dos pulsos e do torso dela, prendendo-a à estrutura de ferro.

A dor física do metal áspero e afiado cortando a pele alva de seus pulsos subiu pelo braço de Isabella de forma lancinante.

Gotas de sangue misturaram-se à água da chuva que lavava seu corpo, provocando um desconforto severo e real. Isabella, no entanto, mantinha um foco cirúrgico absoluto.

Sob a casca de terror que exibia para alimentar a psicose dele, ela mantinha a frieza de uma jogadora: através do tato, ela percebeu que o tremor nervoso das mãos de Gabriel havia deixado o nó principal do cabo frouxo e mal executado no encosto da cadeira. Ela tinha uma rota de fuga física pronta.

...

Gabriel jogou o restante do rolo de aço no chão de cimento e caiu de joelhos diante dela.

O rosto dele estava arranhado pelo mato da fuga, os cabelos castanhos colados à testa pela tempestade, totalmente desprovido de qualquer resquício da aristocracia que ostentava na Quinta Avenida.

Ele ergueu as mãos frias e segurou o rosto de Isabella com uma força desmedida, forçando-a a olhar para ele.

Em um ato de romantismo doentio, suicida e perverso, ele cravou seus lábios nos dela. Foi um beijo amargo, misturado com o gosto de chuva, sangue e desespero de quem sabia que havia chegado ao fim da linha.

"Nós vamos sair juntos deste tabuleiro, Bella", ele sussurrou contra a boca dela, os dentes tremendo pelo frio e pela loucura ascendente que dominava suas feições. "Se o mundo não me deixa ter você, nenhum outro homem terá."

Lá embaixo, na base do esqueleto de concreto, as primeiras sirenes da polícia americana começaram a cortar a escuridão da tempestade, iluminando as vigas brutas com flashes estroboscópicos em vermelho e azul. O cerco do Agente Davis havia se fechado definitivamente.

Gabriel levantou-se em um sobressalto, retirando uma pistola preta do cós da calça de alfaiataria molhada.

Ele destravou a arma com um estalo metálico e seco que ecoou pelo andar vazio, os olhos fixos na escada escura de onde vinha o som distante dos passos da equipe tática do FBI.

O gancho para o confronto final estava posicionado à beira do abismo. Gabriel deu um passo para trás e encostou a boca do cano de ferro diretamente contra a têmpora de Isabella, o metal gélido pressionando sua pele.

"Diga que me ama, Bella", ele exigiu, o olhar perdido no vazio da chuva e da neblina.

"Diga que me ama de verdade uma última vez antes que eles arrombem aquela porta corta-fogo. Me dê o seu último beijo verdadeiro, ou eu puxo o gatilho agora e nós saltamos juntos."

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia