localização atual: Novela Mágica Moderno O Jogo do Desejo Capítulo 19

《O Jogo do Desejo》Capítulo 19

PUBLICIDADE

Sara mantinha uma expressão de total frustração, apoiando o rosto sobre a mesa: O Vitor...

Embora a garota tivesse passado os últimos dias mencionando o nome de Lucas de forma constante, a verdade era que seu coração guardava sentimentos reais apenas por Vitor. Diante daquelas feições marcantes de um homem que já havia ilustrado as principais capas de publicações de moda do mercado, qual mulher seria capaz de conter o encantamento?

O plano inicial de Sara era oferecer aquela refeição como um gesto de agradecimento pelo auxílio anterior de Vitor. Ele não havia demonstrado nenhuma recusa de início, aceitando o convite prontamente. Contudo, após Sara providenciar toda a reserva no estabelecimento de luxo, Vitor alegou um imprevisto corporativo de última hora e cancelou o compromisso de forma abrupta.

Sara desabafou: Minha única intenção era conseguir um momento para vê-lo; como estabelecer contato com ele consegue ser algo tão complexo? Nem sequer iniciei minhas tentativas de aproximação real e já me deparo com tantos empecilhos e dificuldades; o que farei quando decidir avançar de verdade?

Massageei a região das têmporas, fitando as reações dela com um misto de resignação e carinho: Você realmente entregou os seus sentimentos a ele? Além disso, a rotina profissional dele é extremamente intensa; ele não poderia negligenciar os compromissos corporativos apenas para atender às suas expectativas.

Sara endireitou a postura de forma abrupta, como se tivesse recuperado todas as forças em um milésimo de segundo, exibindo um brilho radiante no semblante: Exatamente, ele é um homem focado em grandes realizações corporativas, os compromissos profissionais devem ocupar a prioridade absoluta; cabe a mim demonstrar total compreensão!

Lembrando da imagem de Vitor vestindo aquela camisa com estampas artísticas exageradas, limitei-me a assentir com a cabeça: De fato, grandes realizações...

Você feliz é o que importa.

Ao longo da refeição, o humor de Sara apresentou uma melhora considerável. Contudo, como ainda guardava certa insatisfação interna, ela insistiu para que fôssemos a um bar consumir algumas doses. Logo após os pedidos serem servidos, Sara levantou-se do assento repentinamente, fixando os olhos na direção do balcão principal e soltando uma exclamação de espanto: Que porra é aquela? A silhueta daquele homem me parece incrivelmente familiar de costas.

Direcionei meu olhar na mesma direção indicada por ela, avistando um indivíduo vestindo trajes formais acompanhado de uma mulher, mantendo uma postura de extrema intimidade. A iluminação difusa do local incidia sobre as feições do seu rosto, destacando a linha marcante do seu queixo. Ele segurava uma taça de coquetel enquanto aproximava o rosto para sussurrar próximo ao da mulher, fazendo com que ela abrisse um sorriso radiante cheio de dotes charmosos.

Era o Vitor, o mesmo Vitor ocupado com as grandes realizações corporativas.

Desta vez ele vestia um terno perfeitamente convencional, trajes de trabalho. Dei um gole na minha cerveja e segurei o braço de Sara com firmeza, notando que toda a silhueta dela tremia de leve pelo nervosismo: Mantenha o controle primeiro...

PUBLICIDADE

Antes mesmo que eu conseguisse concluir a frase de alerta, Sara desvencilhou-se do meu aperto com total determinação e caminhou diretamente na direção do balcão. Tratei de correr atrás dela imediatamente; conhecendo o gênio da minha melhor amiga há mais de dez anos, sabia perfeitamente que ela era capaz de retirar os sapatos de salto alto ali mesmo para iniciar uma agressão física contra a outra mulher.

A música eletrônica em alto volume do bar ecoava de forma contínua, e Sara posicionou-se bem diante de Vitor com os braços cruzados, disparando algumas palavras de cobrança.

Capítulo 35: Lados opostos

Para ser perfeitamente realista, diante do status atual da relação dos dois, ela não possuía legitimidade nem para ser considerada uma conhecida de Vitor. Mesmo que ele tivesse recorrido a uma justificativa falsa para cancelar o compromisso, Sara não dispunha de nenhuma base legal para cobrar explicações dele.

Vitor manifestou total serenidade nas feições do rosto: Senhorita Sara?

Tentei puxar o braço de Sara na intenção de conduzi-la para fora do estabelecimento, mas ela afastou minha mão de leve, garantindo que mantinha o controle. Em seguida, voltou-se para ele com uma expressão perfeitamente neutra: Os valores da reserva naquele restaurante não permitem reembolso, totalizando duas mil e trezentas moedas. Trata-se de uma quantia obtida através dos meus esforços em atividades de auxílio estudantil, o equivalente ao sustento de um período letivo inteiro; diga-me como pretende resolver essa situação.

Encarei Sara com um profundo sentimento de perplexidade interna. A capacidade daquela garota de construir uma mentira sem demonstrar a menor oscilação de nervosismo era impressionante; dentro de casa ela sequer movia um dedo para as atividades domésticas, sendo completamente mimada pelos pais, e agora mencionava auxílio estudantil? Sustento de um período letivo inteiro?!

A expressão de neutralidade no rosto de Vitor exibiu uma leve quebra, e um brilho de surpresa passou pelos seus olhos; ficava evidente que ele não esperava por uma declaração tão inusitada da parte dela. Ele retirou o celular do bolso: Poderia me fornecer as suas informações bancárias?

Em poucos instantes, a transferência eletrônica foi concluída com sucesso, exatamente no valor de duas mil e trezentas moedas. Vitor ergueu o olhar: Peço desculpas pelo transtorno; eu me encontrava imerso em tratativas de negócios minutos atrás e acabei não notando a sua presença. Considere aquela refeição cancelada como um convite sob a minha responsabilidade.

Corri os olhos de forma discreta pela mulher sentada ao lado de Vitor, notando que suas vestes e postura não transmitiam nenhuma aura vulgar. Embora o ambiente escolhido para a reunião de negócios fosse consideravelmente ambíguo, a conduta perfeitamente séria exibida por Vitor indicava que suas justificativas eram legítimas.

Voltei a atenção para Sara e, conhecendo-a há tanto tempo, raramente a havia visto direcionar aquele tipo de olhar intenso para um homem.

Sara exibiu um sorriso perfeitamente dissimulado: Agradeço a consideração; agora meu sustento para o próximo período letivo encontra-se devidamente assegurado. Ela guardou o celular e retornamos juntas para o nosso assento na mesa, onde ela passou a consumir uma dose de cerveja após a outra, murmurando de dentes cerrados o seu firme propósito de conquistar aquele homem de qualquer maneira.

PUBLICIDADE

Dirigi-me até o sanitário por alguns instantes e, ao retornar, encontrei Sara completamente desabada sobre a mesa; sua tolerância ao álcool era extremamente baixa, a ponto de cair em um estado de total embriaguez apenas com algumas doses de cerveja.

Diga-me, ele realmente desconhece as minhas intenções ou finge ignorância? Sara murmurava palavras confusas de forma isolada, interrompida por soluços causados pela bebida.

Soltei um suspiro contido, hesitando sobre como faria para transportar o corpo inerte de Sara de volta para a residência, quando senti leves batidas no meu ombro vindas por trás.

Lucas exibiu um sorriso divertido assim que fixou os olhos nas minhas feições, acomodando-se ao meu lado enquanto servia uma dose: Que surpresa, descobriu que eu passaria por este estabelecimento hoje e decidiu aguardar a minha chegada por conta própria?

Ao avistar a presença de Vitor no local, eu já deveria ter me preparado psicologicamente para a possibilidade de cruzar com Lucas também.

Lucas correu os olhos pelas garrafas vazias dispostas sobre a mesa e contraiu as sobrancelhas com evidente descontentamento: Consumir essa quantidade de álcool é uma conduta inadequada; expor-se dessa forma em um espaço público traz riscos sérios para a integridade de uma jovem.

Mantive-me em silêncio, apoiei o corpo de Sara nos meus braços e fiz menção de me retirar do local imediatamente.

Lucas acompanhou meus passos pelo corredor: Veio conduzindo o próprio veículo? Gostaria que eu providenciasse o seu transporte de volta? Sofrer um acidente grave como o do Senhor César não seria nada agradável para a sua situação.

Meus movimentos congelaram no mesmo segundo, e toda a expressividade do meu rosto desapareceu: O que você quer dizer com isso?

Lucas desfez o nó da gravata com total desprendimento, acendendo um cigarro de forma vagarosa: Aquele episódio na rodovia foi apenas a minha retribuição pelas ações anteriores do Senhor César. Ele arqueou os cantos da boca, e o brilho avermelhado do tabaco oscilou próximo aos seus lábios, enquanto sua voz assumia um tom cortante e gélido: Exatamente, fui eu quem ordenou a execução daquela colisão.

Um alarme de perigo absoluto ecoou no meu interior. Compreendi de forma clara que, a partir daquele exato milésimo de segundo, independentemente de qualquer cenário, minha única alternativa viável era romper totalmente qualquer vínculo e me afastar daquele homem perigoso.

Ele estava destinado a ocupar uma posição nos lados opostos ao meu.

Após aquele episódio, acompanhei César em uma longa viagem de negócios com destino à Alemanha, permanecendo fora do país por mais de um mês, período no qual não tive nenhum contato ou notícia de Lucas. Mesmo após o nosso retorno, não voltamos a nos cruzar nenhuma vez pelas avenidas. Até que, em uma tarde recente, logo após eu despertar do meu repouso habitual, fui surpreendida pelo som de batidas fortes e insistentes na porta da minha residência.

Ao abrir, deparei-me com a silhueta de Lucas bem diante de mim.

Assim que identifiquei as feições do visitante, fechei a porta com um estrondo violento sem hesitar por um único segundo.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia