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《O Jogo do Desejo》Capítulo 5

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Mas, de repente, ele começou a puxar minhas roupas.

Não...

Um leve murmúrio escapou dos meus lábios, e todo o meu corpo entrou em tensão.

Eu ainda era a amante de César, se ele descobrisse aquilo...

Certamente arrancaria a minha pele.

Lucas não deu a mínima importância. As pontas dos seus dedos carregavam uma temperatura ardente e, a cada ponto que tocavam na minha pele, faziam-me estremecer de forma incontrolável.

Jamais imaginei que poderia ter uma reação tão intensa a um homem, mas, justamente quando estávamos prestes a chegar ao limite, o celular de Lucas começou a tocar.

Ele rejeitou a chamada sem sequer olhar, mas o aparelho continuou tocando sem parar ao lado.

Só então Lucas pegou o celular com visível insatisfação e, ao identificar a chamada, abriu um sorriso sutil.

Querida, você ainda se lembra de quem é este número?

Aquela sequência de dígitos já estava gravada na minha memória há muito tempo.

Era o César.

Vendo que permaneci em silêncio, Lucas atendeu a ligação por conta própria e ativou o viva-voz.

Diretor César, alguma novidade para mim?

A Lívia está com você?

O tom de voz de César era gélido, e eu conseguia perceber perfeitamente que ele estava no limite da paciência.

Uma profunda melancolia invadiu meu coração. Ele mesmo tinha me entregado de bandeja para a cama de outro, e agora vinha cobrar explicações de Lucas? O que significava aquilo?

Lucas não demonstrou a menor irritação e respondeu em tom leve.

Uma mulher que o Diretor descartou, eu não teria a permissão de trazer comigo?

A mulher que eu descarte? Risada irônica.

A Lívia está comigo há oito anos. Ela me pertence em vida e, mesmo que morra, pertencerá à minha memória. Abra a porta agora, estou indo buscá-la.

Ao ouvir aquelas palavras, meus batimentos cardíacos aceleraram instantaneamente.

Então o César ainda não tinha desistido de mim.

Tentei me levantar imediatamente, mas, ao olhar para baixo, corei na mesma hora.

Minhas roupas anteriores tinham sido rasgadas, e agora eu vestia apenas uma camisola de alças finas.

A postura de César deixava claro que ele ainda se importava comigo. Se eu saísse daquela forma, ele certamente ficaria furioso.

Direcionei um olhar de socorro a Lucas, gesticulando para que ele me conseguisse alguma roupa primeiro. Ele exibiu um sorriso cúmplice, acariciou meus cabelos de leve e continuou falando ao telefone.

Diretor César, para ser sincero, a Livi não está na minha residência agora. Eu a acomodei em um hotel para que possa se recuperar. Afinal de contas, ontem ela sofreu bastante nas mãos daquele homem que o Diretor escolheu.

Baque.

Assim que ele terminou a frase, um estrondo violento ecoou vindo da entrada principal.

Capítulo 9: A Livi não está aqui

César e seus homens invadiram o local imediatamente. Através da imensa vidraça do quarto, consegui ver o grupo avançando pela propriedade de Lucas.

Nisso, a expressão de Lucas ficou séria por dois segundos, e ele se levantou na mesma hora, saindo apressado do cômodo.

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Lucas era um herdeiro milionário, mas César era uma autoridade influente. Eu sabia muito bem que o poder institucional sempre falava mais alto nessas horas.

César ordenou que revirassem a propriedade inteira, e sons de discussão começaram a ecoar do lado de fora.

Consegui ouvir barulhos de confronto físico.

Abri uma fresta da porta discretamente e avistei César e Lucas atracados no chão.

César mantinha Lucas imobilizado por baixo, mas este aproveitou o impulso para arremessar César para longe.

Naquele instante, meu coração apertou de angústia. Eu estava prestes a procurar qualquer peça de roupa para tentar intervir na briga, mas, no meio da confusão, ouvi alguém gritar no andar de baixo.

Parece que tem alguém no andar de cima.

Fechei a porta imediatamente, ouvindo o som de passos desordenados que já subiam as escadas.

Fiquei completamente desesperada no momento. Lembrei-me de uma história que me contaram uma vez sobre o comportamento de César.

César já havia mantido uma estudante universitária antes, oferecendo-lhe do bom e do melhor, com um padrão que rivalizava com o de uma esposa oficial. Comprava marcas de luxo sem a menor hesitação e a vestia como uma celebridade.

Quando a garota se formou e começou a se inserir no mercado de trabalho, muitos herdeiros e jovens empresários acreditaram que ela era de família rica, e os pretendentes eram incontáveis. Sabendo que César jamais se casaria oficialmente com ela, a garota acabou se envolvendo com o dono de uma pequena empresa de software.

A situação tomou proporções imensas. Sem que César precisasse dizer uma única palavra, seus subordinados encarregaram-se de dar uma lição severa na garota em um beco isolado, e os registros do ocorrido chegaram a circular de forma escandalosa na internet.

A empresa do jovem empresário também acabou enfrentando processos judiciais graves por evasão fiscal logo em seguida.

Olhando para a quantidade de pele exposta pelo meu próprio corpo naquele momento, senti meu rosto perder a cor completamente.

Independentemente de qualquer outra coisa, estar em um quarto isolado, vestindo trajes mínimos na companhia de Lucas, seria o suficiente para César arruinar a minha vida se descobrisse.

Baque.

Tem alguém aí dentro?

Um forte impacto sacudiu a porta do quarto, deixando-me em absoluto pânico.

Eles já estavam logo do lado de fora.

Lívia, sou eu. Abra a porta.

A voz firme e marcante de César ecoou, mas permaneci paralisada, sem coragem de emitir qualquer som. Vendo a falta de resposta, os homens perderam a paciência.

Arrombem.

Sob a ordem de César, a estrutura da porta começou a sofrer impactos violentos.

Aqueles golpes soavam como trovões, atormentando cada um dos meus nervos.

O que fazer... Eles estão prestes a entrar, o que eu faço...

Gotas de suor frio começaram a surgir na minha testa, e eu me sentia extremamente pressionada pela situação.

César não podia me ver ali de jeito nenhum, de forma alguma...

Corri os olhos desesperadamente pelo quarto e, após alguns segundos de hesitação, tomei uma decisão rápida: abri as portas do guarda-roupa e me escondi lá dentro.

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Estrondo.

No exato segundo em que puxei a porta do armário para fechar, a fechadura do quarto cedeu com violência.

O som de passos pesados preencheu o ambiente, deixando meu coração completamente acelerado.

Diretor César, parece que não há ninguém neste aposento.

Diretor César, eu já havia lhe informado que a Livi não estava na minha propriedade, mas o senhor preferiu não acreditar em minhas palavras.

A postura de Lucas continuava perfeitamente descontraída, agindo como se toda aquela situação não tivesse a menor importância para ele.

Antes eu imaginei que o Chefe Lucas estivesse apenas ironizando a situação, mas vejo que cometi um equívoco de julgamento.

Já que o Diretor não localizou quem procurava, peço que se retire, pois tenho outros compromissos a tratar.

Lucas não hesitou em pedir que César se retirasse da sua propriedade.

Através da fresta da porta do armário, consegui notar que a expressão de César não era nada amigável.

Após um longo silêncio, ele esboçou um sorriso sutil.

Todos os danos materiais causados hoje serão devidamente ressarcidos por mim. Lamento o transtorno.

Dito isso, César fez um sinal com a mão e o grupo começou a se retirar fazendo barulho.

Pousei a mão sobre o peito, sentindo um leve alívio.

Contudo, justo quando achei que César iria embora definitivamente, seus passos cessaram abruptamente, e ele fixou o olhar exatamente na direção do guarda-roupa onde eu estava escondida.

Minha mente entrou em curto, e todo o pavor retornou no mesmo instante.

Capítulo 10: Uma exceção

A expressão de César estava completamente sombria, e o olhar direcionado para o armário carregava uma frieza evidente. Através da pequena abertura na porta, vi que ele começou a caminhar lentamente na minha direção. Segurei a estrutura do móvel com toda a força, sentindo o suor frio escorrer pelas minhas costas enquanto minha mente ficava paralisada.

O que fazer? Se ele me descobrisse ali, tudo estaria perdido de vez. Meu coração batia tão acelerado que parecia prestes a rasgar o peito.

Quando César estava a apenas um passo de distância do armário, o som de uma risada sarcástica de Lucas quebrou o silêncio do ambiente. Foi um som leve, mas que ecoou de forma marcante no cômodo silencioso.

Parece que o Diretor César não deposita a menor confiança nas minhas palavras, o que é realmente lamentável.

Lucas acomodou-se de forma descontraída contra a porta do armário, bloqueando completamente a minha visão do lado de fora. Consegui ouvir apenas o tom irônico da sua voz: O Diretor conhece muito bem as leis vigentes. Diga-me, invadir uma propriedade particular sem autorização não configura uma infração grave? O Diretor não teme que eu decida tomar as medidas judiciais cabíveis contra as suas ações?

O tom de Lucas parecia polido na superfície, mas a ameaça e a cobrança em suas palavras eram perfeitamente nítidas. Eu acompanhava César há oito anos e já o havia visto negociar com inúmeras autoridades e empresários, mas eram raras as vezes em que alguém ousava adotar aquele tipo de postura com ele.

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