localização atual: Novela Mágica Moderno Substitutos do Amor: O Jogo dos Gêmeos Capítulo 14

《Substitutos do Amor: O Jogo dos Gêmeos》Capítulo 14

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Sua atenção fixou-se na região do pescoço de Sabrina, exatamente ao lado daquela pequena marca natural, onde se destacava um sinal avermelhado e nítido de intimidade recente.

Ele não necessitava de explicações para compreender quem havia deixado aquele vestígio.

No verão em que completaram dezessete anos, ele havia sido escalado para uma atividade de montaria de última hora no período do almoço, não encontrando oportunidade para avisar Sabrina.

Sabrina costumava frequentar a mansão rigorosamente após as aulas para receber orientações de estudo, e ele utilizou a velocidade máxima no trajeto de retorno para evitar que ela ficasse esperando.

Às quatro horas da tarde, ao abrir a porta principal da residência, deparou-se com Alex acomodado no sofá.

Alex vestia uma de suas camisas brancas alinhadas e apresentava pequenos ferimentos no rosto, utilizando um aplicador para tratar os arranhões na pele.

As pupilas escuras de Arthur fixaram-se primeiramente na camisa alinhada que o irmão usava e, em seguida, detiveram-se nas marcas lineares de unhas que cortavam o rosto dele.

Um mau pressentimento atingiu Arthur, e sua postura tornou-se extremamente rígida.

"Por qual motivo você está utilizando as minhas vestimentas?"

Alex interrompeu o cuidado com os ferimentos por um instante, olhou para a camisa que vestia e, logo após, exibiu um sorriso descontraído e irônico nos lábios.

"Minha intenção inicial era utilizar esta peça para simular a sua postura e pregar uma peça na Sabrina, mas ela acabou identificando a farsa imediatamente. O resultado foram estes arranhões que as unhas dela deixaram no meu rosto."

"Eu ainda vou encontrar uma forma de conter a petulância daquela garota."

"Contudo, eu não saí em desvantagem nessa história; cravei os dentes no pescoço dela até provocar sangramento, e ela certamente precisará utilizar lenços para cobrir a região pelas próximas semanas."

Alex estreitou os olhos, pressionando a língua contra a face: "Só agora reparei que ela ostenta uma pequena marca avermelhada no pescoço."

"Aquele detalhe confere um charme bem específico, capaz de despertar os instintos de qualquer um."

Naquele período, ambos já cruzavam a transição da adolescência, e Arthur compreendeu perfeitamente a conotação direta de desejo na afirmação de Alex.

Toda a sua tolerância dissipou-se instantaneamente, ele cerrou os punhos com violência e, sem pronunciar uma única palavra, desferiu um soco contra a face de Alex.

Desde a infância, embora mantivessem uma rivalidade constante, os dois irmãos jamais haviam partido para uma agressão física real.

Os objetos ou privilégios que Alex costumava tomar eram coisas de menor relevância para Arthur.

Aquela foi a primeira disputa real entre os dois.

Ao receber o golpe, Alex reagiu imediatamente, devolvendo a agressão com a mesma intensidade.

Os dois irmãos lutaram sem qualquer restrição, desferindo golpes violentos contra as áreas de maior vulnerabilidade do adversário.

A briga só foi interrompida com a chegada dos pais, que intervieram para separá-los.

Afastando-se daquelas lembranças do passado, Arthur continuava com os olhos fixos na marca de intimidade que marcava o pescoço de Sabrina.

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A pele dela era extremamente alva, fazendo com que aquela mancha avermelhada gerasse um contraste visual violento e incômodo.

A cena causava-lhe um sofrimento físico no peito.

Uma queimação de pura raiva pareceu percorrer as suas veias, destruindo a sua racionalidade.

Arthur avançou de ímpeto, pressionando os dedos diretamente sobre o sinal avermelhado no pescoço de Sabrina.

Capítulo 21

"Foi o Alex quem deixou esta marca?"

"O que mais aquele sujeito ousou fazer contra você?!"

A voz de Arthur soou completamente rouca; ele mantinha os dedos sobre o sinal no pescoço de Sabrina, exercendo uma fricção violenta na tentativa de apagar em definitivo o vestígio deixado por outro homem.

"O que você pensa que está fazendo!"

"Arthur, afaste as suas mãos de mim!"

Sabrina utilizou as duas mãos para golpear o braço dele que a prendia, desferindo também chutes contra as pernas do homem.

Contudo, o herdeiro permaneceu totalmente imóvel, assemelhando-se a uma barreira inflexível diante de todas as tentativas de resistência dela.

Ela soltou um gemido de dor, sentindo a pele daquela região ser severamente agredida pelo atrito.

Após alguns instantes de total descontrole, Arthur finalmente recuou as mãos.

Sua respiração estava acelerada, indicando que ele parecia recuperar a lucidez naquele momento.

Ao baixar os olhos para o pescoço de Sabrina, notou que a pele exibia uma tonalidade intensamente avermelhada, apresentando pequenos ferimentos com vestígios de sangue devido à força do atrito.

Sabrina mantinha os olhos abertos, transbordando uma mistura de indignação e pânico.

Arthur sentiu um aperto violento esmagar o seu coração, e sua garganta secou: "Sasa, eu..."

"Tapa!"

A resposta de Sabrina veio na forma de um golpe estalado contra a face de Arthur.

Ela havia utilizado toda a sua energia naquele tapa, sentindo a palma da mão dormente pelo impacto.

Ela fixou o olhar no rosto de Arthur, que havia sido deslocado pela força do golpe, com o peito subindo e descendo de forma descontrolada.

Jamais imaginou que, em algum momento de sua vida, agiria com a mesma violência física que costumava direcionar a Alex contra o homem que representou o seu porto seguro ao longo de toda a juventude.

Uma mão firme e quente segurou a sua mão esquerda que ainda demonstrava dormência, iniciando uma massagem suave sobre a palma avermelhada.

Involuntariamente, aquela conduta transportou Sabrina de volta ao passado.

"Arthur, o Alex voltou a agir de forma inconveniente hoje e eu o agredi, a minha mão está doendo bastante."

O jovem segurou a mão dela com total delicadeza, massageando a pele enquanto argumentava com a voz dócil: "Toda ação provoca uma reação equivalente. Ao desferir um golpe, parte do impacto retorna contra você mesma."

"Na próxima vez em que ele tentar te incomodar, repasse a informação para mim, eu cuidarei de resolver a situação."

"Tudo bem."

As lembranças do passado retornaram como uma onda avassaladora, provocando um amargor profundo em seu peito.

Sabrina recolheu a mão com total violência.

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A palma de Arthur ficou instantaneamente vazia, e ele sentiu uma profunda sensação de perda esmagar o seu peito.

Ele limitou-se a encará-la, enquanto Sabrina mantinha os olhos baixos, fixos no piso do camarote.

Os dois permaneceram imersos em um longo e pesado silêncio.

Sabrina registrou as palavras proferidas por Arthur em tom de súplica: "Sasa, permita que iniciemos uma nova história entre nós."

Ela soltou uma risada curta, carregada de uma profunda ironia.

"Essa mesma proposta já foi formulada pelo Alex."

"Iniciar uma nova história? De que maneira?"

"Após ter sido submetida a toda sorte de humilhações e manipulações por parte do Alex, você realmente acredita que é possível recomeçar?"

Ela suspendeu o tecido da manga, deixando à mostra os vestígios da queimadura em seu braço:

"Você aceitou expor-me àquele incidente com fogo para satisfazer os caprichos de Natália, e você julga que é possível apagar isso?"

Embora o ferimento exibisse apenas uma tonalidade clara naquele estágio, as marcas da queimadura permaneciam evidentes sobre a pele.

"Ou você considera que esta união fictícia e fraudulenta, sustentada mesmo sabendo que você não nutria sentimentos reais por mim e me considerava apenas uma irmã, pode ser simplesmente reiniciada?"

A respiração de Arthur tornou-se extremamente rápida, e suas pupilas cobriram-se de vestígios avermelhados devido à intensidade de suas emoções.

Seu peito parecia submetido a uma pressão insuportável, impedindo-o de respirar adequadamente.

Ele tentou articular uma resposta, mas sua voz soou completamente falha:

"Sasa, eu jamais coordenei nenhuma ação para te ferir com fogo,"

"A verdade é que eu nunca te considerei apenas como uma irmã, o meu sentimento..."

"Isso perdeu totalmente a relevância."

Sabrina engoliu o nó na garganta, cortando a fala dele com firmeza.

Ela não tinha o menor interesse em prolongar aquele desgaste com Arthur.

Antes de efetuar a sua partida, ela lançou um último olhar na direção do rosto dele.

Arthur exibia os olhos vermelhos e uma fisionomia totalmente desestabilizada pela fúria.

Lembrando exatamente a postura habitual de Alex.

"Arthur, a sua real natureza não guarda nenhuma diferença em relação à conduta do Alex."

Após proferir a afirmação, Sabrina não aguardou nenhuma reação, virando-se imediatamente para deixar o local.

Aquela frase provocou um abalo profundo em Arthur, destruindo as suas forças de forma instantânea.

Ele compreendia perfeitamente qual era a imagem que Alex ocupava na mente de Sabrina.

Alguém hostil, desprezível e totalmente repulsivo...

Agora, na consideração dela, ele havia sido rebaixado exatamente ao mesmo nível de Alex?

A constatação destruiu a sua racionalidade por completo.

Arthur avançou sem qualquer prudência, segurou o pulso de Sabrina com firmeza e puxou-a contra o seu peito com total violência.

Inclinando a cabeça para forçar um beijo contra os lábios que ele tanto cobiçava em segredo.

"Náusea..." Sabrina reuniu todas as suas forças para empurrá-lo para longe.

Arthur paralisou no lugar, encarando a reação física de repulsa da jovem, com os olhos injetados de sangue.

Ele sentiu um sofrimento físico avassalador esmagar o seu peito, como se tivesse sido atingido por um golpe fatal.

"Sasa... O nível da sua aversão por mim chegou a esse ponto?"

A ponto de um simples toque ser suficiente para provocar-lhe tamanho mal-estar físico.

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