localização atual: Novela Mágica Moderno Quando as ondas te trazem de volta Capítulo 12

《Quando as ondas te trazem de volta》Capítulo 12

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Do lado de fora do restaurante, um Audi branco estacionou junto à calçada.

Juliana desceu do assento do motorista e virou o rosto para falar com Igor, que também descia: "Igor, este estabelecimento foi inaugurado há pouco, ouvi dizer que os pratos são excelentes."

Igor lançou um olhar de soslaio para a fachada do local, mantendo a mesma fisionomia gélida de sempre.

Sem esperar por Juliana, ele caminhou direto para o interior.

Juliana rangeu os dentes em silêncio, repetindo para si mesma que precisava manter o controle. Enquanto ele não entregasse o documento de transferência das ações a ela, não teria outra escolha senão submeter-se às vontades de Igor.

Assim que cruzaram a entrada, um funcionário adiantou-se para recebê-los.

Igor varreu o salão com o olhar; quase todas as mesas ostentavam uma rosa em um vaso e algumas contavam inclusive com velas acesas.

Ele franziu as sobrancelhas, perdendo instantaneamente o apetite. Ele aceitara sair inteiramente pelo fato de Juliana ter afirmado que possuía informações relevantes sobre os negócios da família Cavalcante; do contrário, não se daria ao trabalho de vê-la.

Juliana adiantou-se e apontou para os assentos reservados junto à janela: "Vamos nos acomodar ali."

Igor ergueu os olhos para analisar; os assentos ao redor estavam tomados por jantares românticos, com exceção da mesa vizinha que parecia livre daquelas velas que ele julgava incômodas.

Contudo, ele caminhou por alguns passos e acomodou-se de forma aleatória: "Aqui está bom."

Capítulo 20

O sorriso no rosto de Juliana congelou, e ela não teve escolha senão sentar-se ali, engolindo o orgulho.

O garçom agiu como se não estivesse vendo nada, permanecendo ao lado deles à espera dos pedidos.

Juliana mencionou alguns pratos aleatórios e também consultou Igor, mas tudo o que recebeu em troca foi uma indiferença absoluta.

Assim que o garçom se retirou, o olhar de Igor finalmente fixou-se em Juliana: "Fale."

Ele parecia carregar todas as suas emoções negativas naquela única palavra, como se, caso Juliana pronunciasse qualquer bobagem irrelevante, ele fosse esmagá-la ali mesmo.

A mão de Juliana tremeu de leve, e ela apressou-se em sorrir: "Não seria melhor comermos enquanto conversamos?"

Igor estreitou os olhos, e seu olhar pareceu se transformar em uma lâmina em brasa, capaz de arrancar sua pele camada por camada.

Ele queria ver que tipo de jogo ela pretendia jogar.

Pouco tempo depois, os pratos foram servidos. No entanto, Igor não tocou em um único pedaço, mantendo-se escorado no encosto da cadeira, observando Juliana fixamente.

Juliana cortou um pedaço do foie gras e, após comer, falou: "Igor, você sabe quem é o Lucas?"

Ao ouvir aquilo, Igor franziu as sobrancelhas.

Aquilo era nitidamente uma pergunta retórica; Lucas era o homem a quem chamava de irmão.

"Ele não é o seu irmão biológico", Juliana falou com a voz abafada.

Igor soltou uma risada de escárnio, e seu olhar tornou-se afiado como uma lâmina: "E daí?"

Juliana enrijeceu, pois a expressão dele indicava que ele já sabia daquilo há muito tempo.

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"Por acaso você não sente preocupação?", ela franziu o cenho, ostentando uma fisionomia de quem se importava com os assuntos da família.

"Preocupação com o quê?", Igor perdia a paciência gradualmente, e seu tom de voz tornou-se carregado de irritação.

Juliana pousou os talheres e reduziu ainda mais o tom de voz: "Você não se esqueceu de que, no momento da leitura do testamento do velho patriarca, ainda havia uma cláusula que o advogado não leu." O olhar de Igor obscureceu; ele obviamente lembrava, mas o Dr. Leonardo havia afirmado que o velho deixara instruções claras de que havia uma condição prévia antes da leitura da última cláusula, e ninguém além do próprio advogado sabia qual era essa condição.

O Dr. Leonardo era um homem reservado e fiel aos seus princípios, de modo que recusava falar independentemente da quantia em dinheiro oferecida.

No entanto, já havia se passado quase meio ano, e ele próprio não dava muita importância ao assunto, julgando tratar-se apenas de bens ou ações da empresa.

"Se a última cláusula do testamento do velho estipular a transferência de metade da empresa para o Lucas, você aceitará isso de bom grado?", Juliana tentava semear a discórdia entre Igor e Lucas de forma sutil.

Contudo, Igor ironizou com uma pergunta: "Por acaso você conhece o velho patriarca tão bem assim?" Juliana estancou.

"Exceto por aquela pequena fração de ações que ele deixou para a Vivian, ele jamais permitiria que o menor vestígio da empresa caísse nas mãos de quem não pertence à família Cavalcante."

Ao mencionar o nome de Vivian, o coração de Igor sofreu uma pontada inevitável de dor, como se uma cicatriz que ainda não havia cicatrizado fosse aberta.

Sua fisionomia decaiu um pouco, e ele se levantou para caminhar na direção do banheiro.

Juliana fixou os olhos repletos de rancor na cadeira vazia à sua frente, sentindo um imenso desejo de cravar os talheres no peito de Igor.

Vivian já havia falecido há tanto tempo, e ele continuava retendo o documento de transferência sem entregá-lo a ela. O que ele pretendia afinal?

No banheiro, Igor apoiou as duas mãos na pia, inclinando o corpo levemente para observar o próprio reflexo no espelho.

Seu olhar suavizou-se em algum momento que ele próprio não sabia precisar, e os cantos de seus olhos tornaram-se avermelhados sem motivo aparente, parecendo que tudo havia começado a partir do instante em que mencionara Vivian...

No salão, Vivian pousou os talheres, verificou o relógio e ergueu a cabeça, escrevendo as palavras "vou ao banheiro" no papel ao lado.

Lucas assentiu: "Vá."

Vivian levantou-se e caminhou na direção do banheiro.

As portas dos banheiros masculino e feminino ficavam frente a frente. Vivian ergueu os olhos para verificar a indicação fixada na parede de mármore antes de entrar.

Igor endireitou o corpo, ergueu a cabeça e respirou profundamente, aliviando um pouco a dor latente em seu peito antes de pegar um cigarro.

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Ele acendeu o fumo, tragou uma vez e a fumaça branca pairou diante do espelho.

Ele manteve os olhos entreabertos, observando o próprio reflexo um tanto difuso através da névoa, soltando um sorriso autodepreciativo sem perceber.

Sua aparência atual parecia um tanto decadente.

Capítulo 21: Alucinação

Igor liberou mais uma lufada de fumaça. Atrás dele, o ruído da água correndo na pia ecoou e cessou após cerca de três ou quatro segundos, dando lugar ao som de passos suaves.

Ele ergueu a cabeça e, através da fumaça que começava a se dissipar, suas pupilas se contraíram abruptamente.

O rosto que surgiu por um instante no reflexo do espelho agiu como uma mão em brasa que apertou seu coração com força.

Vivian?!

Igor virou-se rapidamente, mas não havia ninguém diante dele; a torneira a poucos metros continuava pingando, evidenciando que alguém havia utilizado o local há dezenas de segundos.

Seria uma alucinação de sua mente? Ou tratava-se de alguém com traços físicos semelhantes aos de Vivian?

Igor cerrou os lábios com firmeza, arremessou o cigarro de lado e deixou o local com passos rápidos.

Lucas, que já havia efetuado o pagamento da conta, aguardava por Vivian junto à porta lateral trazendo a bolsa dela nas mãos. Ao vê-la sair, chamou-a: "Vivian, aqui."

Aquele chamado assustou Juliana, que descontava sua insatisfação cortando o foie gras na mesa vizinha.

Ela virou o rosto para olhar, mas conseguiu notar apenas a silhueta de um homem e uma mulher deixando o local pela porta lateral; os detalhes gravados no vidro fosco bloqueavam perfeitamente as feições de ambos.

Juliana observou a cena atônita, cogitando tratar-se apenas de alguém com o mesmo nome, ou com uma pronúncia semelhante.

De repente, Igor surgiu caminhando com passos rápidos. Ele varreu cada uma das mesas com o olhar, notando que apenas os assentos reservados junto à janela contavam com os pratos vazios.

"Senhor, gostaria de..."

"Onde estão as pessoas que ocupavam aquela mesa?", o semblante de Igor decaiu, e seu olhar gélido causou um rastro de pavor no funcionário que o interpelou.

O funcionário olhou na direção indicada por Igor: "P-Partiram."

Juliana levantou-se e caminhou até ele:

"Igor, o que aconteceu com você?"

Igor travou os dentes, ostentando uma fisionomia tão sombria quanto a noite do exterior.

Sem pronunciar uma única palavra, ele caminhou para fora com suas pernas longas, sem demonstrar a menor intenção de continuar o jantar acompanhado de Juliana.

A uma curta distância do restaurante havia uma praça, e a calçada ampla estava tomada pelo vaivém de pedestres, mas a pessoa que se assemelhava a Vivian já não podia ser vista em lugar nenhum.

Igor contemplava as ruas decoradas pela atmosfera festiva, experimentando uma nítida sensação de impotência no coração.

Ele apoiou-se no poste de luz, arfando levemente, e suas sobrancelhas unidas se contraíram com força.

"Igor!"

Juliana, que correu para fora atrás dele, observava-o sem compreender o motivo daquela reação.

Igor lançou-lhe um olhar de soslaio, recolheu a mão e permaneceu imóvel por um momento antes de virar as costas para se afastar.

"Igor, o que aconteceu?", Juliana adiantou-se para ampará-lo, mas foi repelida por ele com rispidez.

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