localização atual: Novela Mágica Moderno A Noiva Espiã do Bilionário Capítulo 10

《A Noiva Espiã do Bilionário》Capítulo 10

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Os olhos de Yann brilharam e, ao notar Silas, destilou malícia: "Com razão o jovem mestre Silas se recusa a retirar o processo, é você quem está manipulando as coisas pelas costas, não é?"

"Você me odeia tanto assim!" Yann exibia os olhos inflamados de rancor.

"Sim", Samara proferiu a palavra cerrando os dentes, "eu te odeio a ponto de querer te matar!"

Ela limpou as lágrimas dos olhos e, com um movimento rápido do pulso, arremessou aquele pino metálico, que passou de raspão pela bochecha dele.

Gotas de sangue imediatamente brotaram no rosto bonito de Yann.

Ele se assustou, recuou um passo e gaguejou aterrorizado: "Você... você quer me matar?"

Capítulo 17

Matar...

Samara exibia os olhos completamente avermelhados, tomados apenas por sofrimento.

Os restos mortais de seu mestre estavam bem ao lado, e o rancor e a fúria acumulados não podiam mais ser contidos.

Ela contraiu as mãos com força e avançou passo a passo na direção de Yann, com a intenção assassina totalmente desperta.

"Você tirou a vida do meu mestre, eu vou acabar com você—"

Yann arregalou os olhos, sentindo um calafrio subir pela nuca, e virou as costas para correr.

Antes que ele conseguisse se distanciar, ela fez um novo arremesso, e um grito estridente rompeu o silêncio da noite:

"Ah—" As pernas de Yann fraquejaram e ele desabou de joelhos no chão.

Uma dor intensa e dilacerante atingiu sua perna direita; uma adaga estava cravada ali.

O sangue jorrou imediatamente, manchando a calça de tom claro e escorrendo para ser absorvido pela terra do jardim, tornando-se difuso.

Apenas as folhas das flores pareceram oscilar, como se tivessem ganhado uma tonalidade ainda mais viva.

"Sa... Samara!" Yann gritou.

O olhar que ele direcionou a ela ao virar o rosto guardava apenas pavor.

Ele estava com as feições completamente contraídas e exclamou aos berros: "—A minha perna!"

"É apenas uma perna..." Ela soltou uma risada leve e continuou a aproximação com passos lentos e firmes, mantendo a silhueta oculta nas sombras como um espectro.

"Você tirou a vida do meu mestre, o que significa essa dor perto do que ele passou?"

Yann ergueu os olhos abruptamente para encará-la, revelando pupilas trêmulas e total desespero.

"Que mestre? Eu não sei de nada!" Ele insistiu na negação.

Samara parou bem diante dele, manuseando uma adaga entre os dedos.

"Você realmente... não sabe?" Sua voz se tornou gélida enquanto ela o olhava de cima.

Yann ficou aterrorizado com a postura dela e começou a desviar o olhar para os lados: "Eu só sei que ele veio para me matar..."

Samara soltou uma risada fria e exibiu a adaga: "O que mais?"

Aquela lâmina não era como as adagas comuns que ela utilizava nas transmissões; a extremidade possuía farpas, que arrastavam pedaços de carne ao ser removida.

O sangue jorrou sob os pés dele acompanhado por mais um berro: "Ah—"

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A dor intensa fez Yann perder o fôlego, e ele gaguejou trêmulo: "Ele queria me matar, então para me proteger, eu chamei alguns homens e o cerquei..."

Ele falava enquanto arrastava a própria perna para recuar, afastando-se dela como se estivesse diante de uma criatura peçonhenta.

"Ele se recusou terminantemente a dizer quem era o mandante, então eu o sepultei na cova das flores."

"Sepultou..." O coração de Samara vacilou, "Você o enterrou vivo?"

"Eu só queria dar uma lição nele, quem saberia que ele não aguentaria o tranco? A morte dele não tem relação comigo!" Yann gritou desesperado.

Ao escutar a afirmação dele, o coração dela afundou completamente.

"Sem relação com você? Que bela audácia..." Samara interrompeu o movimento com a adaga; a lâmina afiada refletia o luar frio.

Yann já havia conseguido se distanciar bastante e gritou: "Eu não tive a intenção de matá-lo, foi ele quem..."

Antes que terminasse a frase, suas costas colidiram contra uma barreira.

Ao olhar para trás, deparou-se com os guarda-costas de Silas.

Eles mantinham as mãos unidas atrás da coluna, formando uma barreira silenciosa e firme diante dele, bloqueando sua última rota de fuga.

Os olhos de Samara brilharam e ela fez um movimento rápido, cravando a adaga diretamente na mão esquerda dele.

"Ah—" Yann gemeu de dor.

"Foi você quem o enterrou vivo!" Seu olhar era cortante; o misto de rancor e sofrimento a fazia querer despedaçar Yann.

Ela fez menção de desferir mais um golpe, mas teve o pulso contido por um homem.

Era Silas, que permanecera em silêncio observando tudo ao lado até aquele momento.

"Me solte." A fúria havia anuviado sua racionalidade, e ela tentou se desvencilhar do aperto dele.

Os dedos dele, contudo, assemelhavam-se a pinças de ferro, sem ceder um milímetro.

"Não permita que ele suje as suas mãos." Silas determinou com total serenidade.

"O quê?" Samara contraiu as sobrancelhas, e um feixe de luz branca brilhou acompanhado pelo som de sirenes de polícia.

"O restante das providências fica a cargo das autoridades."

Assim que Silas concluiu a frase, agentes uniformizados imobilizaram Yann:

"Sr. Yann, o senhor é suspeito de envolvimento em um caso de homicídio. Está preso em flagrante!"

Capítulo 18

Os guarda-costas recuaram imediatamente, sem esquecer de remover a adaga que estava cravada na mão de Yann.

Samara observou a cena e compreendeu a situação no mesmo instante.

"Foi você quem organizou isso?" Ela recebeu a adaga de volta das mãos de um guarda-costas e questionou Silas.

Os olhos de Silas brilharam: "Ele cometeu um crime, deve receber a punição devida."

Ele não respondeu de forma direta, mas Samara notou que uma policial de cabelo curto que descia da viatura trocou um breve olhar com ele.

O contato durou apenas um segundo antes de ela desviar a atenção.

Aquilo era mais do que suficiente para esclarecer as coisas.

A influência da família Silas era imensa, mantendo contatos até mesmo dentro das forças policiais.

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Samara sentiu surpresa e um leve temor retrospectivo...

Felizmente decidira aceitar a cooperação com ele no passado.

Silas, porém, pareceu interpretar a reação dela de outra forma e acrescentou: "Os crimes financeiros e o homicídio serão julgados em conjunto, ele não sairá da prisão."

Os olhos de Samara brilharam enquanto ela o encarava.

A afirmação dele era categórica, indicando claramente que ele havia articulado cada detalhe do desfecho.

Ela não tinha dúvidas de que, assim que a sentença de Yann fosse determinada, o período dele no cárcere seria extremamente severo.

Yann continuava gritando tentativas de justificativa, mas já havia recebido sua sentença final por parte de Silas.

"Vou pedir para que te levem em segurança para casa." Silas determinou.

"E quanto a você?" Ela questionou.

"Ainda tenho compromissos a resolver."

Ela contemplou o luar elevado no céu, sem acreditar nas palavras dele.

A essa hora da madrugada, ele ainda tinha compromissos?

Silas não se estendeu em explicações, abriu a porta do carro para ela e a ajudou a entrar.

Ele de fato tinha compromissos.

Silas observou o veículo de Samara se distanciar, acendeu um cigarro e permaneceu em silêncio, acompanhando a fumaça se dissipar no ar.

"Tânia."

"Sim!" A policial de cabelo curto atendeu ao chamado, aproximou-se com passos firmes e questionou: "Chefe, como deseja encaminhar esse indivíduo?"

Silas fixou os olhos em Yann, que estava imobilizado dentro da viatura, e respondeu com frieza: "Siga estritamente os trâmites legais."

Tânia assentiu: "Certo."

Ela demonstrou hesitação, mas acabou deixando escapar: "Chefe, ela tentou te assassinar no passado, e o senhor ainda se empenha tanto por ela... Isso significa..."

Silas contraiu as sobrancelhas, apagou o cigarro e direcionou um olhar severo para ela.

Tânia imediatamente baixou a cabeça e se calou: "Peço desculpas pela inconveniência."

"Como andam as investigações sobre a organização do submundo?" Silas questionou.

"A morte de sua mãe há vinte e cinco anos de fato foi executada pela organização do submundo. O mandante que aceitou o contrato é o atual líder deles."

Silas baixou os cílios, revelando um olhar sombrio.

"Deseja acionar a organização aliada para dizimar a sede deles?" Tânia questionou tentando decifrar a expressão de Silas.

Silas balançou a cabeça negativamente: "Onde fica a base de operações deles?"

"No Pub Semiacordado."

……

Samara empurrou a porta para sair com as sobrancelhas contraídas, mantendo o lábio inferior ferido pela própria mordida e o semblante totalmente pálido.

Eram cinco e meia da madrugada, e as ruas permaneciam completamente desertas.

A água da chuva da noite anterior acumulava-se nas imperfeições do asfalto, refletindo sob a iluminação as luzes coloridas do letreiro luminoso atrás dela:

Pub Semiacordado.

Ao encarar aquela grande e familiar fachada, sentiu um calafrio no peito.

Ela acabara de deixar o subsolo do local, e a dor intensa em suas costas era o resultado do encontro com o homem lá dentro.

"Eu consenti com o seu isolamento, mas jamais permiti que você sabotasse as missões da organização." A voz do líder soara fria.

Em apenas dez dias, a sentença de Yann havia sido determinada.

Prisão perpétua, mantendo o homem recluso no cárcere.

O assassino que ele havia contratado anteriormente, por consequência, não receberia a recompensa financeira estipulada.

"Estes trinta açoites servem como punição." Ele havia desferido os golpes com o chicote contra as costas de Samara de forma implacável.

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