localização atual: Novela Mágica Moderno A Noiva Espiã do Bilionário Capítulo 7

《A Noiva Espiã do Bilionário》Capítulo 7

PUBLICIDADE

Ele imediatamente conteve os pensamentos, segurou o volante com as duas mãos e continuou a dirigir.

Silas, porém, não demonstrou reação e desviou o olhar com indiferença.

As palavras recentes de Samara o fizeram recordar daquela noite novamente.

A família Silas era rica, mas não passava de um ninho de lobos e tigres.

Assim que ele retornou para a família Silas, todos o olhavam com hostilidade.

Na primeira investida do segundo irmão, ele quase foi espancado até a morte.

"Ei, quem é você?" A voz da garota era límpida, como pérolas caindo em um prato de jade.

Silas reunia o resto de suas forças, observando a garota diante de si com a visão turva.

Sob o vão escuro do viaduto, não era possível sequer enxergar o rosto das pessoas, apenas as duas pupilas dela que brilhavam como obsidiana.

"Me... me salva..." Silas contraiu as sobrancelhas com força, esforçando-se para pronunciar as poucas palavras.

"Bi—" Uma buzina estridente ecoou no topo do viaduto, abafando a voz de Silas.

A noite de chuva era torrencial e os veículos rugiam, fazendo com que os ruídos caóticos deste mundo sepultassem o seu pedido de socorro.

Ninguém ouvia, ninguém era capaz de ouvir...

Silas desabou no chão, sentindo até a respiração arder de dor.

A imensa impotência e o desespero o envolveram como uma teia, a iluminação diante de seus olhos tornava-se cada vez mais difusa e ele sentiu vontade de fechar os olhos de vez...

"Tudo bem, vou te salvar."

O seu clamor por socorro obteve resposta.

Seu corpo subitamente flutuou no ar, e um toque caloroso alcançou o seu peito.

A garota o havia colocado nas costas.

A jovem tinha uma silhueta delgada e ombros frágeis, e como ele já era um adolescente crescido, ela devia estar carregando-o com muita dificuldade.

A garota disse: "Você já está quase morrendo e ainda pede socorro, isso significa que quer viver. Já que quer tanto viver, então não morra!"

Silas achou o discurso dela absurdo e soltou uma leve risada contida: "Sarcasmo..."

Aquele breve som acabou afetando os ferimentos em seu peito, provocando mais uma pontada de dor.

A garota reclamou novamente: "Pare de falar, senão você vai morrer de verdade."

Silas sorriu.

Foi assim, escutando as falas confusas e totalmente sem lógica da garota, que ele foi carregado por ela até o hospital.

A chuva torrencial descia sobre ele, mas em vez de sufocá-lo, acabou trazendo um alento ao seu coração.

E a garota desapareceu no dia seguinte, deixando apenas um recado.

Silas passou todos esses anos procurando por ela, até que finalmente a encontrou há poucos dias.

Era justamente Samara.

Ele jamais a deixaria partir, de maneira nenhuma.

"Jovem mestre Silas, chegamos à empresa." O motorista pisou no freio, olhando fixamente para a frente, e avisou em voz baixa.

Aquele instante em que cruzou olhares com Silas ainda ecoava em sua mente, de modo que ele não ousava mais olhar para os lados de forma displicente.

PUBLICIDADE

O assistente já havia descido do veículo para abrir a porta para ele.

Silas desfez-se das lembranças, desceu do carro e entrou no edifício do Grupo Silas.

"Jovem mestre Silas."

"Jovem mestre Silas."

Ao longo do caminho, os funcionários abaixavam a cabeça respeitosamente para cumprimentá-lo.

Silas já estava habituado, manteve as feições neutras e caminhou sem pausar até o elevador.

Assim que parou, a porta do elevador se abriu exatamente naquele momento.

Um homem sentado em uma cadeira de rodas ficou com os olhos iluminados e exclamou: "Irmão!"

Capítulo 12

Silas assentiu com a cabeça.

O homem na cadeira de rodas era justamente o segundo jovem mestre da família Silas, Yuri.

Ele compartilhava traços semelhantes aos de Silas, ambos com o nariz proeminente e lábios finos; a diferença era que Silas possuía olhos altivos como lâminas, extremamente cortantes e carregados de uma forte imponência.

Ele, por sua vez, tinha olhos expressivos e cativantes, sempre sorrindo antes de falar, ostentando um temperamento dócil.

Infelizmente, havia sofrido um acidente de carro há cinco anos, ficando com as pernas paralisadas e dependente da cadeira de rodas.

Desde aquele acidente, ele havia se transferido para o instituto de pesquisas vinculado ao Grupo Silas para se dedicar exclusivamente aos estudos, deixando de exercer funções na corporação.

Vê-lo ali hoje era um acontecimento raro.

Silas avaliou o elevador com o olhar.

Aquele era um elevador de uso exclusivo, com acesso direto ao escritório da presidência no último andar.

Yuri tinha ido procurar pelo pai.

Os olhos de Silas brilharam por um instante, calculando a situação mentalmente.

Yuri olhou para Silas, cerrou os olhos com um sorriso, acionou a cadeira de rodas para sair do elevador e disse: "Irmão, quer dizer que eu vou ter uma cunhada?"

Então o assunto era esse.

Silas assentiu: "Sim."

O homem na cadeira de rodas alargou o sorriso: "Então já parabenizo o meu irmão por finalmente constituir um lar."

Ele fez questão de enfatizar sutilmente a palavra "lar".

Ao notar a postura inabalável de Silas, ele não se irritou, aproximou a cadeira de rodas de Silas e demonstrou preocupação: "Mas é bom você pensar bem em como vai se explicar para o pai!"

Silas baixou o olhar para encará-lo, com os olhos cortantes como lâminas, capturando perfeitamente a real satisfação maliciosa disfarçada por trás daquela fachada de falsa gentileza.

"Não precisa se desgastar com isso." Silas passou por ele caminhando, e o deslocamento de ar fez os fios de cabelo de Yuri oscilarem.

"Dedique-se bem às suas pesquisas e não desperdice as verbas científicas que o grupo investe."

Assim que terminou a frase, a porta do elevador se fechou.

Silas o estava ameaçando usando as verbas de pesquisa!

Yuri apertou os dedos sobre o apoio de braço, revelando um olhar agressivo por um milésimo de segundo, mas logo retornou à feição dócil habitual.

E o que importava? Suas estratégias eram meticulosas, ninguém seria capaz de descobrir.

PUBLICIDADE

O último andar havia chegado.

Os funcionários da presidência, ao notarem a chegada dele, abaixaram a cabeça para focar em suas respectivas tarefas.

Uma jovem assistente bateu à porta para ele: "O diretor executivo o aguarda."

Silas compreendeu o cenário, bateu à porta do escritório diante de si e a empurrou diretamente.

"Você ainda tem a audácia de vir!" Um grito enfurecido ecoou junto com uma pilha de documentos arremessada diretamente contra o rosto dele.

As folhas de papel flutuaram diante de seus olhos como folhas de outono caindo, e Silas permaneceu estático, sem esboçar um único movimento para desviar.

"Vai ficar paralisado aí por quê? Entre logo!"

A voz potente ordenou.

Silas pisou sobre os papéis espalhados pelo chão e entrou no escritório, deixando os olhares curiosos do lado de fora após fechar a porta.

Os funcionários da recepção, ao verem a situação, imediatamente recolheram os pescoços e desviaram a atenção.

……

Casa.

Embora a residência de Silas fosse de um luxo discreto e contasse com o que havia de melhor, afinal não trazia a sensação de total conforto.

Calculando que o impacto do alvoroço já devia ter sido minimamente esquecido pelo público, três dias depois, Samara resolveu retornar à sua própria casa.

Para sua surpresa, assim que chegou à entrada do prédio, deparou-se com uma visita indesejada.

"Irmã..." Zora surgiu subitamente à sua frente, com o semblante empalidecido e os olhos inchados e avermelhados, ostentando uma aparência totalmente desgastada.

Sua voz era trêmula e vinha acompanhada de um tom de choro, bloqueando a passagem de Samara: "Por favor, me perdoe!"

Ao encarar o rosto de Zora, Samara sentiu apenas repulsa.

E quanto àquelas palavras?

Samara ergueu as sobrancelhas e ironizou: "Te perdoar? Você se envolveu com o Yann pelas minhas costas e ainda quer que eu te perdoe?"

Era ridículo.

Ela fez menção de subir as escadas, mas foi bloqueada por Zora novamente.

Zora mantinha lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos e disse com uma postura fragilizada: "Irmã, o Yann me forçou a isso, eu também fui enganada por ele!"

Assim que terminou de falar, suas pernas fraquejaram e ela fez menção de ajoelhar-se no chão.

Samara agiu rápido e desviou o corpo de lado, esquivando-se daquele gesto.

Aquela atitude repentina de se ajoelhar do nada com certeza não indicava boas intenções.

Zora terminou de ajoelhar-se e, ao notar que Samara havia desviado, estagnou por um instante, revelando um olhar sombrio.

Samara percebeu a obscuridade no olhar dela e, enquanto tentava decifrar a situação, seus ouvidos captaram com precisão ruídos sutis vindos de dentro do arbusto.

Pareciam discretos sons de cliques de câmera.

"Olha só", ela encarou a postura frágil de Zora e compreendeu tudo imediatamente.

Estava encenando à espera de uma reação dela.

"O que ele te forçou a fazer?" Samara perguntou com total serenidade, disposta a assistir ao espetáculo.

Capítulo 13

Zora, vendo que ela estava disposta a conversar, deixou escapar um brilho de sutil satisfação no olhar, mas logo voltou a fita-la com uma expressão lamentável.

Ela disse: "Irmã, como você sabe, eu sou uma artista agenciada pelo Yann..."

O olhar de Samara permaneceu indiferente.

Isso ela obviamente já sabia.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia