《Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino》Capítulo 073

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Não pense que, por ter sido sempre um jovem exemplar e já ser considerado um dos principais destaques da nova geração na alta sociedade da cidade, Pedro não tivesse as suas vulnerabilidades. Desde que testemunhara a agilidade e a capacidade física de Íris, ele passou a nutrir uma confiança inexplicável nela.

Ou melhor, uma mistura de confiança e dependência.

A princípio, ele não havia cogitado que aquele acidente de carro pudesse ser algo fora do comum. O motivo de ter pedido a alguém para verificar as câmeras de segurança fora apenas para entender as circunstâncias exatas do ocorrido, e ele jamais esperava receber como resposta que as câmeras daquele trecho, por mera coincidência, estavam com defeito.

Dizer que aquilo era uma coincidência era algo em que ele não acreditava.

Não existiam tantas coincidências assim no mundo.

Havia algo de muito estranho nessa história. Por mais que pensasse e repensasse, ele não conseguia encontrar um fio condutor, então decidiu relatar o fato a Íris. No fundo de sua mente, sentia que, se ele próprio não conseguia encontrar um rumo, não significava que Íris também não conseguiria.

Os belos olhos negros de Íris foram se tornando cada vez mais profundos.

As câmeras estavam com defeito?

Apenas vinte minutos atrás, ela havia recebido de seu funcionário o arquivo com a versão completa dos vídeos das câmeras de segurança.

Como estava dirigindo e Pedro se encontrava no banco do carona, ela não abriu o arquivo para assistir, mas a mensagem deixada pelo funcionário trazia explicitamente as palavras "versão completa dos vídeos de segurança".

Ao ouvir o relato de Pedro naquele momento, mesmo sem ter assistido ao vídeo, ela já tinha a total certeza de que aquele acontecimento definitivamente não era simples!

Quem de fato poderia ser?

Que tipo de rancor ou inimizade seria tão profundo a ponto de querer tirar a vida de seus familiares?

Seria aquele homem influente de outra família?

Não, provavelmente não.

Atualmente, aos olhos daquele homem, ela era no máximo alguém que recebia uma atenção um pouco diferenciada por parte de Thiago. Com aquela postura arrogante e prepotente dele, ela ainda não deveria ser digna de sua atenção. Mesmo que ele realmente tivesse reparado nela, agiria diretamente para trazer problemas a ela, e não visando os seus familiares.

O orgulho daquele homem não permitiria que ele agisse dessa forma.

Se não era ele, e muito menos o tio e Fang Ya, quem mais poderia ser?

Íris cerrou levemente os seus olhos profundos. Pelo visto, era necessário acelerar o passo para liquidar de vez com Fang Ya e o tio, pois só assim ela conseguiria concentrar a maior parte de sua energia e atenção nesse inimigo de identidade desconhecida.

Originalmente, ela pretendia manter o tio por perto por mais um tempo para fazê-lo sofrer lentamente...

— As câmeras estavam com defeito? — Ela franziu levemente a testa. — Não existem tantas coincidências assim neste mundo.

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Sabendo que Pedro já estava desconfiado, mesmo que ela quisesse inventar uma desculpa para ludibriá-lo, não conseguiria convencê-lo. Sendo assim, era melhor não tentar enganá-lo, evitando que ele decidisse investigar por conta própria, o que tornaria a situação ainda mais perigosa.

— Eu também pensei a mesma coisa. Mana, você acha que este assunto poderia ter o dedo daquelas duas pessoas lá de casa...?

— A probabilidade é pequena — disse Íris. — Nestes últimos dias, os dois estão atordoados e cheios de problemas com os seus próprios assuntos, sendo totalmente incapazes de dispor de energia para cuidar de outras coisas. Além disso, se a mamãe sofresse um acidente bem neste momento, não traria benefício nenhum para eles.

Sem contar que um acidente de carro poderia tirar uma vida, mesmo se resultasse apenas em ferimentos graves, o desfile de moda de amanhã, que Fang Ya vinha preparando há tanto tempo, não teria como prosseguir. Se algo grave acontecesse e, ainda assim, Fang Ya insistisse em realizar o seu desfile, a reputação que ela ganharia não seria de um bom nome, mas sim de uma avalanche de críticas.

Na verdade, Pedro também havia pensado nisso. Ele tinha clareza em seu coração de que a chance de ser o tio e Fang Ya era remota, ocorre que, com exceção desses dois, ele não conseguia encontrar outra pessoa para suspeitar.

A família Paes não possuía nenhum inimigo mortal. No ambiente de negócios, existiam sim alguns concorrentes, mas no mercado não havia inimigos eternos e nem amigos perpétuos.

Se a família Paes ruísse, outra família surgiria para ocupar o espaço, o que não seria necessariamente uma vantagem para ninguém.

Problemas do meio empresarial costumavam ser resolvidos através de mecanismos do próprio mercado. Atentar diretamente contra a vida de alguém era algo que raramente alguém faria, e ninguém seria tão estúpido a esse ponto.

Não havia segredos eternos debaixo do sol, e ninguém se arriscaria tanto por causa de um pequeno interesse imediato diante dos olhos — pelo menos, entre os concorrentes da família Paes no mercado, não existia esse tipo de pessoa.

— Você não precisa se envolver com este assunto, eu mesma irei investigar. O que você precisa fazer é apenas ajudar o papai a tomar conta da empresa.

Pedro quis argumentar dizendo que os assuntos da empresa já estavam praticamente todos encaminhados sob a supervisão dele e do pai, não havendo risco de grandes problemas, e que ele teria disponibilidade para ajudar na investigação. Porém, ao notar a expressão inquestionável de Íris, ele acabou engolindo as palavras que estavam prestes a sair.

— Tudo bem. Contudo, se a minha irmã descobrir qualquer pista, precisa me contar no primeiríssimo instante. Preciso ter algum nível de alerta para não ser pego de surpresa facilmente; do contrário, se eu esperar que os outros direcionem as suas intenções contra a minha cabeça para só então começar a me prevenir, será tarde demais.

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Íris refletiu por um momento e considerou que o argumento de Pedro não deixava de fazer sentido.

O pai contava com o marido de Alce ao seu lado, e a mãe tinha a proteção de Alce; se houvesse qualquer sinal de alteração, ela avisaria os dois com antecedência, o que significaria uma prevenção prévia para os seus pais. Pedro, no entanto, não tinha ninguém ao seu redor, sendo necessário que ele próprio estivesse ciente da situação para se prevenir a tempo.

— Se houver pistas, eu te conto.

Pouco tempo depois, o pai de Íris saiu do quarto do hospital servindo de apoio para a mãe.

— Vamos, vamos para casa. — Ao falar, o olhar do pai direcionado a Íris trazia uma sutil complexidade.

Íris estava totalmente concentrada em examinar os ferimentos da mãe e adiantou-se para ajudar a apoiá-la, acabando por não perceber aquele olhar.

Naquela mesma noite, no silêncio da madrugada.

O pai de Íris estava em seu aposento e efetuou uma ligação telefônica em direção à família materna na capital.

A família materna de Íris e Pedro era a família de sua esposa.

A ligação não foi feita para o patriarca idoso da família, mas sim para o neto mais velho, ou seja, o primo de Íris e Pedro.

— Primo. — Ele era o neto mais velho da família.

A família materna era uma linhagem tradicional da música, e o primo era um pianista de grande renome.

Apesar de ser uma família voltada à música, na capital eles constituíam um clã de grande relevância e, naturalmente, possuíam uma ampla rede de contatos.

— Tio, ligar para mim a esta hora da noite... aconteceu alguma coisa?

— Há um assunto com o qual eu gostaria de contar com a sua ajuda.

— O tio ainda age com tanta formalidade comigo? Se houver qualquer ponto em que eu possa ser útil, basta falar.

— Esta tarde, a sua tia se envolveu em um acidente de carro. Ela mencionou que a outra parte era...

Do outro lado da linha, o primo nem sequer esperou que ele terminasse a frase e perguntou aflito: — A minha tia sofreu um acidente de carro? É grave? Ela se machucou? O que de fato aconteceu?

— Não se desespere, a sua tia está bem, foram apenas ferimentos superficiais. Bastará passar um remédio e em poucos dias estará recuperada. O motivo de eu estar te ligando é porque sinto que este acidente não foi simples. Como você tem muitos canais de informação, gostaria que me ajudasse a investigar quem de fato poderia estar por trás disso. — O pai de Íris obviamente também faria a sua investigação, mas ele considerava que, contando com a intervenção do sobrinho, a velocidade seria maior.

Desta vez, o alvo da investida havia sido a sua esposa, e não havia garantias de que a próxima ação não seria direcionada a outros membros da família Paes, podendo ser contra a sua filha ou o seu filho...

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Independentemente de quão capazes fossem a sua filha e o seu filho, ele jamais ousaria correr esse risco.

— Fique tranquilo, tio. Eu cuidarei de investigar este assunto. O senhor, a minha tia, a minha prima e o meu primo devem prestar atenção à própria segurança.

— Nós faremos isso. — Após uma breve pausa, o pai de Íris acrescentou com certa hesitação: — Há mais uma coisa.

— Por favor, diga, tio.

— Se for possível, você poderia fazer uma investigação sobre a sua prima?

— A minha prima? A Íris? — O primo demonstrou surpresa em sua voz. — Tio, não estou conseguindo compreender muito bem. Aconteceu algo com ela?

— Não é isso. É que eu gostaria de saber o que de fato aconteceu com a Íris ao longo destes anos. Como você sabe, ela deixou a nossa cidade aos dezesseis anos para ir estudar na capital e, em menos de dois anos, concluiu antecipadamente os seus estudos universitários. Depois disso, passou a maior parte do tempo trabalhando fora e raramente retornava para cá. Eu gostaria de saber se houve algum acontecimento especial com ela durante esse período.

— Não houve nada de estranho. A Íris e a nossa amiga em comum fazem parte da mesma orquestra e, tanto comigo quanto com os meus pais e os meus avós, ela circula praticamente no mesmo meio social. Se tivesse acontecido algo de especial com ela, seria impossível nós não sabermos. Contudo, já que o tio mencionou isso, certamente deve ter as suas razões; eu irei investigar.

— Então deixo este assunto sob a sua responsabilidade. A Íris ultimamente... está agindo de forma um pouco incomum. Sinto constantemente que algo deve ter acontecido com ela, mas não seria conveniente eu mesmo investigar diretamente. Ela é muito inteligente desde pequena; se eu tentasse investigar, haveria o risco de ela perceber e acabar interpretando mal a situação.

— Eu compreendo a sua preocupação, tio. Fique tranquilo, deixe que eu cuido de resolver isso.

Após desligar o telefone, o pai e a mãe de Íris trocaram um olhar, ambos com o coração tomado por uma grande complexidade de sentimentos.

Do outro lado, Íris terminou de assistir àquela gravação de segurança.

Tratava-se de um caminhão de carga, e o veículo visivelmente avançou de forma intencional contra o carro em que sua mãe estava.

Ela conseguiu visualizar com clareza o número da placa do caminhão.

Fora isso, não havia mais nenhuma informação adicional.

Contudo, já era melhor do que nada.

A outra parte provavelmente não esperava que ela conseguiria colocar as mãos na gravação antes que o circuito fosse danificado e, por isso, não fez nenhuma ocultação na placa do veículo, o que poderia vir a ser um ponto de partida para a investigação.

Assim que o banquete de depois de amanhã terminasse, ela se dedicaria a investigar a fundo essa questão.

Tendo falhado no primeiro ataque, o inimigo provavelmente não ousaria fazer nenhum novo movimento em um curto espaço de tempo.

Mesmo que ousasse, ela não teria medo.

Estando prevenida, ela sabia o que esperar.

Com o funcionário e Alce cuidando de seus pais, ela se sentia consideravelmente tranquila; o único detalhe era que, nestes próximos dois dias, precisaria ficar mais de olho em Pedro.

No dia seguinte, os dois desfiles de moda aconteceram exatamente no mesmo horário e no mesmo local.

Thiago chegou bem cedo à residência da família Paes para buscar Íris.

 

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