《Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino》Capítulo 071

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— Aquela atriz!

O coração dos dois disparou instantaneamente.

Será que Íris havia percebido algo?

Após um longo momento de hesitação, Fang Ya perguntou com uma expressão de total confusão: — Aquela atriz? Quem é essa?

Ao ouvir aquilo, o tio de Íris teve vontade de chamá-la de estúpida por dentro.

Afinal, a atriz era considerada uma estrela de primeira linha e muitas pessoas a conheciam. Mesmo que ele não a conhecesse, alguém como Fang Ya, que vivia no mundo da moda, deveria ao menos ter ouvido falar dela.

O mundo da moda e o do entretenimento tinham muitas interseções; havia uma linha divisória entre modelos e celebridades, mas ela não era tão nítida. A notoriedade de algumas modelos era até maior do que a de estrelas de primeira linha.

Originalmente, a atriz não tinha nenhuma ligação com eles, pelo menos na superfície. No entanto, Íris veio diretamente perguntar se eles a conheciam, o que indicava uma enorme probabilidade de ela ter descoberto alguma coisa. Em um momento como esse, se Fang Ya dissesse diretamente que a conhecia, poderia dissipar as suspeitas de Íris; contudo, ao perguntar quem ela era, agiu de forma que apenas denunciava o que tentava esconder.

Ele lançou um olhar de desagrado para Fang Ya e disse a Íris: — Eu, por outro lado, a conheço.

Ao ser atingida por aquele olhar, a mente de Fang Ya estremeceu.

Ela percebeu tardiamente a tolice que havia cometido.

Já era impossível remediar a situação, então ela só pôde depender do noivo.

O tio de Íris continuou: — Dizer que a conheço também não seria o termo mais exato, apenas ouvi falar dessa pessoa. Nem eu nem a sua Tia Fang Ya costumamos prestar muita atenção nos assuntos do mundo do entretenimento. É que, por coincidência, tenho um amigo que é fã dela e, como já o ouvi mencioná-la antes, fiquei com uma leve lembrança.

— Íris, há alguma razão especial para você nos perguntar sobre ela de repente?

— Nenhuma razão especial, foi apenas uma pergunta casual. Já que não há nada em que eu possa ajudar, vou voltar primeiro.

Enquanto falava, Íris exibiu um leve sorriso para Fang Ya, um sorriso que fez os pelos do corpo de Fang Ya se arrepiarem.

Ela disse: — Desejo antecipadamente que a Tia Fang Ya alcance o sucesso e fique famosa com o desfile de amanhã.

Embora fosse claramente uma bênção dita com um sorriso, o coração de Fang Ya deu um salto ao ouvir, tomada por uma inquietação inexplicável.

Mesmo estando nessa situação, e tendo sido provocada tão duramente por Íris momentos antes, agora ela era obrigada a demonstrar gratidão de forma gentil diante dos votos de Íris. Do contrário, pareceria que ela mesma não desejava o próprio sucesso amanhã!

Que raiva extrema!

— Obrigada, que as suas palavras nos tragam sorte.

Íris deu um sorriso de significado ambíguo: — Não há de quê.

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Após terminar de falar, ela se virou e foi embora. Do início ao fim, ela não chegou a entrar no local, permanecendo o tempo todo na entrada. Tendo feito aquela viagem especificamente para dizer tantas coisas, eles ficaram completamente sem entender a intenção dela, sentindo apenas uma estranheza inexplicável e uma ponta de ansiedade.

— Querido, o fato de ela ter mencionado a atriz... será que percebeu algo?

Ele franziu a testa e, em seguida, declarou: — Mesmo que tenha percebido, o que ela pode fazer? Em mais dois dias, ela nunca mais poderá ficar no nosso caminho!

O coração de Fang Ya se aliviou.

De fato, mesmo que tivesse percebido, o que ela poderia fazer? Íris só conseguiria ser um estorvo por mais dois dias.

Íris saiu do prédio menor ocupado pelo tio e, quando estava prestes a retornar ao prédio principal, pensou em ligar para a mãe para perguntar onde ela estava e se precisava que fosse buscá-la. Nesse momento, o telefone tocou.

Era uma ligação de Alce.

Alce tinha esse codinome e originalmente era uma assassina de elite, mas agora havia sido contratada por Íris para servir como assistente e guarda-costas da mãe.

Assim que a ligação foi completada, antes mesmo que Íris pudesse abrir a boca, Alce disse: — Senhorita, no caminho de volta do aeroporto, sofremos um acidente de carro.

O corpo de Íris cambaleou e sua face empalideceu instantaneamente.

Após alguns segundos, ela finalmente conseguiu falar, com a voz carregada de um leve tremor: — E a minha mãe?

— Estamos a caminho do hospital neste momento. Contudo, fique tranquila, senhorita; eu já verifiquei e a senhora está bem, sofreu apenas alguns ferimentos superficiais. Eu estava na direção e consegui desviar a tempo quando o veículo na direção oposta colidiu contra nós. No entanto, o carro provavelmente está destruído.

A identidade de Alce indicava que, se não era onipotente, suas habilidades eram muito superiores às de uma pessoa comum.

Conforme os resultados que Íris havia investigado, a habilidade de condução de Alce era excelente, comparável à de um piloto de corrida de elite.

O fato de até mesmo Alce ter sofrido ferimentos superficiais e o carro ter sido destruído, apesar de ela ter desviado a tempo, permitia imaginar o quão aterrorizante e dramática havia sido a situação naquele momento.

Se a pessoa na direção não fosse Alce, mas sim qualquer outra...

Íris simplesmente não ousava sequer pensar nisso.

Milhares de palavras resumiram-se em duas: — Obrigada.

— A senhorita não precisa ser tão formal comigo, este é apenas o meu trabalho.

Embora fosse o trabalho dela, em um momento crucial como esse, quem realmente seria capaz de arriscar a própria vida para salvar outra pessoa daquela forma? Era algo em que qualquer mínimo descuido poderia resultar em morte!

Íris era grata a Alce do fundo do coração e sentia-se imensamente sortuda por ter encontrado aquele casal.

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Caso contrário, este suposto acidente de carro...

Ela estava claramente de olho no tio e em Fang Ya, e não apenas os vigiava pessoalmente, como também havia contratado um detetive particular para monitorá-los em segredo.

Contanto que eles fizessem qualquer grande movimento, ela saberia no primeiro instante.

Nestes dias, eles estavam ocupados demais cuidando dos próprios problemas, sendo incapazes de dispor de energia para provocar aquele acidente automobilístico.

Para que Alce fizesse aquela ligação especificamente, e com um tom de voz tão sério, não era preciso pensar muito para saber que não se tratava de um acidente comum.

Será que, além do tio e de Fang Ya, havia mais alguém que desejava a vida de seus familiares?

Ao pensar nessa possibilidade, o coração de Íris não pôde deixar de congelar.

Porque, nas memórias que possuía de sua vida passada, um evento assim simplesmente não existia!

Na vida passada, ela havia investigado tudo claramente; as únicas pessoas que causaram a ruína de sua família com a intenção de tomar os bens da família Paes foram o tio e Fang Ya, e não havia mais ninguém por trás deles.

Onde exatamente teria ocorrido o erro?

Ou será que, devido ao seu renascimento, muitas coisas acabaram sofrendo alterações?

Pensar dessa forma não traria respostas. Íris não era alguém que se sentava para esperar a morte; para descobrir quem de fato havia feito aquilo, bastava investigar e tudo ficaria claro!

— E você? Não se machucou? — perguntou ela a Alce.

— Estou bem, fique tranquila, senhorita. Quanto às gravações das câmeras de segurança daquele trecho da estrada onde ocorreu o acidente, eu pedi para o meu marido ir pegá-las. Mais tarde ele as enviará para a senhorita. São as gravações obtidas no primeiríssimo instante, sem que ninguém tenha tido tempo de alterá-las.

— Fez um excelente trabalho, muito obrigada.

Alce e o marido de fato agiam de forma extremamente confiável, fazendo jus a pessoas que ganhavam a vida no fio da navalha; conseguiam considerar os detalhes de forma tão minuciosa sem que ela precisasse lembrar.

— A senhorita não precisa ser tão formal conosco, este é apenas o nosso trabalho.

Era a mesma frase novamente, mas, na verdade, Alce queria dizer que eles é que deveriam agradecê-la.

Se não fosse por ela, eles provavelmente ainda estariam levando uma vida de esconderijos, a doença do filho não receberia um tratamento adequado e seria ainda mais impossível, como agora, ter boas condições de cuidados médicos e poder frequentar uma boa escola infantil. Foi apenas devido à presença da mãe de Íris ao lado que ela se conteve e não estendeu o assunto.

— Acompanhe a minha mãe ao hospital primeiro, eu irei para lá muito em breve.

Ao desligar o telefone e erguer a cabeça, deparou-se com Pedro, que acabava de retornar e estava parado à sua frente.

— Mana, sobre quem você estava falando agora há pouco que foi para o hospital? — Claramente, Pedro ouvira apenas a última frase dita por Íris.

Isso fez com que Íris soltasse um suspiro de alívio secretamente.

As coisas poderiam se tornar ainda mais complexas; quando envolvia apenas o tio e Fang Ya, ela já não desejava que seus familiares se envolvessem, e agora desejava isso ainda menos.

Embora talvez não fosse possível esconder a situação de Pedro.

— Não é nada grave, é apenas que a mamãe se envolveu em um acidente de carro no caminho de volta do aeroporto, sofrendo alguns ferimentos superficiais. Pedi para a Alce levá-la ao hospital primeiro e estou indo para lá agora.

— A mamãe sofreu um acidente de carro? — Pedro levou um susto considerável.

— Não se preocupe, são apenas ferimentos superficiais — Íris sorriu.

Ao ver a fisionomia dela, o coração sobressaltado de Pedro foi se acalmando aos poucos.

Pensou que, se a situação fosse muito grave, Íris provavelmente não estaria agindo com tanta serenidade.

Na realidade, o que ele não sabia era que, mesmo sendo apenas ferimentos superficiais, o coração de Íris estava longe de estar tão calmo quanto a sua aparência sugeria.

A palavra "acidente" era uma sombra que jamais se apagaria de sua mente.

Especialmente quando essa palavra estava ligada à sua mãe.

— Eu também vou — disse Pedro.

 

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