《A Beleza Oculta da Minha Colega de Classe》Capítulo 51

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Capítulo 51: Valentina Fica Doente

Desta vez, Lucas estava realmente bravo.

Valentina não havia obedecido ao seu conselho de descansar; pelo contrário, passara a noite fazendo todas aquelas dobraduras de coração, e o cansaço evidente em seus olhos avermelhados entregava que ela havia madrugado outra vez.

Por que não cuidava da própria saúde? Destruir-se dessa forma apenas para ouvir uma palavra de perdão dele?

Ela abaixou a cabeça, tomada por uma frustração inevitável.

Apenas ansiava pelo perdão de Lucas.

— Eu te disse para descansar. Por que insistiu em me desobedecer? Madrugou de novo, não foi?

Lucas olhava para ela, repreendendo-a com irritação.

Valentina não ousava emitir som.

Ela de fato passara a noite em claro, ignorando o descanso, e seu estado físico estava deplorável; sentia a cabeça pesada e confusa.

— Se continuar agindo assim, eu nunca vou te perdoar. Voltar para casa após a aula e dormir bem é a melhor forma de se desculpar comigo!

— Tá bom. — Ela assentiu docilmente. — E quanto a estes corações de papel...

— Leve de volta.

— Ah, sim.

Restou a ela recolher a caixa com as dobraduras.

Contudo, não havia um pingo de tristeza nela; no fundo, compreendia que a irritação de Lucas nascia do cuidado que ele tinha por ela.

Isso era reconfortante!

Um leve sorriso desenhou-se em seus lábios de forma espontânea.

Lucas percebeu e acabou deixando escapar um sorriso sutil.

Ela, com o seu olhar atento, notou o gesto dele, o que o fez fechar a cara na mesma hora, recuperando a expressão séria.

Mas a descoberta já havia melhorado o humor de Valentina por completo: ele sorrira, o que significava que não estava mais tão irado com ela.

Ela sorria disfarçadamente, e ele, observando-a, sorria também.

Flores e árvores são como nós, todos buscando a luz do sol.

A juventude e um romance doce de verão são sempre fascinantes de se vivenciar.

Ao retornar para casa ao meio-dia, Valentina obedeceu e foi se deitar.

Acomodou-se na cama e logo pegou no sono.

Dormiu tanto que perdeu completamente a noção do tempo.

Durante a primeira aula da tarde, Lucas fitou a carteira vazia ao seu lado e enviou uma mensagem imediata para ela.

Esperou por alguns instantes, mas não obteve retorno.

Após o término da aula, resolveu ligar.

O som do aparelho despertou Valentina, que finalmente atendeu.

Do outro lado da linha, a voz dela soava fraca e distante, evidenciando sua debilidade física.

— Por que não veio para a aula? Ficou doente? — Lucas questionou.

— Eu perdi a hora do sono, mas está tudo bem. No máximo vou levar uma bronca do professor. Desculpa, Lucas, mas não vou conseguir ir para as aulas da tarde.

Deitada na cama, Valentina sentia o corpo arder em febre e os lábios pálidos, desprovidos de qualquer cor.

Sua mente estava nublada e o mal-estar era imenso, a ponto de faltar-lhe forças até para se levantar e caminhar até a escola.

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Estava doente.

Mas preferia ocultar o fato.

Temia que ele ficasse preocupado.

— Entendi. — Lucas desligou abruptamente.

Em seguida, ignorando o sinal que anunciava o início da próxima aula, caminhou apressado em direção à saída da escola.

— A aula já começou, para onde você pensa que vai? — o segurança da escola o barrou, questionando sua conduta.

— Uma colega minha ficou doente, preciso ir vê-la — Lucas justificou.

— Negativo, você pode ir visitá-la após o horário de saída — o segurança recusou a liberação.

— O senhor sabe de qual sala eu sou? — Lucas perguntou subitamente.

— Não faço ideia! — O homem o encarou; com tantos estudantes circulando diariamente pela portaria, era impossível conhecer a todos.

— Perfeito, então.

Antes que o segurança pudesse esboçar qualquer reação, Lucas saltou o portão eletrônico pantográfico e saiu correndo sem olhar para trás.

— Caramba!

O segurança ficou completamente boquiaberto com a audácia.

...

Após encerrar a chamada com Lucas, Valentina fechou os olhos.

Uma lágrima solitária escorreu pelo canto de seu rosto.

Sentia-se completamente desamparada.

No passado, sempre que adoecia, seus pais se mantinham presentes oferecendo cuidados, e Alice a conduzia imediatamente ao médico.

Mas agora encontrava-se sozinha, sem apoio, precisando resolver tudo por conta própria.

TOC, TOC, TOC!

Pouco tempo depois, imersa em meio ao torpor da febre, Valentina pareceu ouvir batidas na porta da frente.

— Valen, você está aí? Abre a porta!

Quem seria? A voz soava familiar.

Ela imaginou estar sonhando, projetando uma voz que a chamava em seu subconsciente.

— Valentina, é o Lucas! Se estiver me ouvindo, responda logo!

Era a voz de Lucas!

O susto a fez despertar de imediato.

Reuniu forças para se levantar da cama, mas, após os primeiros passos no chão, quase desabou, precisando se apoiar na parede para manter o equilíbrio.

Caminhou com dificuldade até a entrada e destrancou a porta.

Ao abrir, deparou-se com o semblante aflito de Lucas direcionado a ela.

Esforçou-se para esboçar um sorriso e, em seguida, perdeu totalmente os sentidos.

— Valen!

Lucas amparou o corpo dela antes que caísse e tocou sua testa.

Estava fervendo; era uma febre alta!

"Por que ser tão teimosa a ponto de não me avisar que estava com febre?", pensou ele.

Colocou-a em suas costas e saiu correndo sem parar rumo ao hospital.

No caminho, conseguiu parar um carro particular e implorou ao motorista que os levasse até o pronto-socorro.

O homem não hesitou em permitir que subissem e os conduziu rapidamente ao hospital.

Lucas tentou obter o contato dele para retribuir o favor no futuro, mas o motorista recusou.

— Não precisa me dever nada, cuidar da sua namorada é o mais importante agora. Se no futuro você encontrar alguém precisando de ajuda tanto quanto você precisou hoje, faça o que puder para estender a mão; essa será a melhor forma de me retribuir.

Após dizer isso, o homem partiu. Lucas guardou o número da placa mentalmente e levou Valentina ao encontro dos médicos.

 

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