《A Beleza Oculta da Minha Colega de Classe》Capítulo 48

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Capítulo 48: O Choro de Desespero

Ao ver que ele permanecia em silêncio, ela imaginou que ele ainda não havia se recuperado do choque.

Se não tivesse se disfarçado de feia, ela não teria encontrado um colega de banco tão incrível.

Alguém disposto a sentar ao seu lado, que a ajudava pacientemente nos estudos, que a levava a shows e que não se importava com sua aparência desleixada.

Depois de conviver com ele todo esse tempo, ela tinha certeza de que o amava.

— Lucas, por que você não diz nada? Ficou paralisado?

Ao ver que ele a encarava sem nenhuma expressão, ela sentiu que algo estava muito errado.

Como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.

— Eu gostava daquela garota alegre, fofa e de sentimentos puros.

— E não dessa garota que parece intocável, que me fez de bobo, me testando uma vez atrás da outra e achando tudo muito divertido.

Ele se levantou lentamente, com o olhar frio fixo nela.

— Sinto muito. Você realmente é linda, mas eu não consigo aceitar quem você é agora.

— Por favor, devolva a garota por quem eu me apaixonei!

Dizendo isso, ele demonstrou grande emoção, com os olhos avermelhados.

Ele pensou consigo mesmo que a atuação de muitos galãs de novelas não chegava aos pés da dele.

Na verdade, se ele realmente não soubesse do disfarce desde o início, sua personalidade ditaria exatamente essa reação.

Talvez agisse de forma ainda mais dura.

Porque ele detestava mentiras.

Assim como o pai biológico que ele nunca conheceu e que havia mentido para sua mãe.

Por isso, ele nunca mentia para os outros e não admitia que mentissem para ele.

O rosto dela empalideceu instantaneamente.

A atitude dele parecia completamente estranha.

Ela ficou apavorada.

Imaginou que ele ficaria radiante ao ver sua beleza real.

Mas o resultado foi o oposto do que idealizara.

Ele estava furioso, e ela nunca o vira daquela maneira.

— Que seja assim.

Após deixar essa frase no ar, ele virou as costas de forma resoluta e partiu.

Ela ficou estática no lugar.

As lágrimas começaram a rolar sem parar.

— Lucas, não vá! Eu errei, eu realmente errei, não me deixe, por favor!

Ela chorava copiosamente, tomada pelo desespero, exibindo uma beleza trágica.

Correu na direção em que ele havia saído.

Estava apavorada; aquela frase dele pareceu uma faca cravada em seu coração.

Doía tanto que parecia sufocá-la!

Não muito longe dali, a amiga que assistia a tudo ficou boquiaberta.

Não entendia o que havia acontecido.

Os dois estavam bem e, de repente, começaram a brigar; ele disse algumas palavras e foi embora, deixando a amiga chorando copiosamente.

— Valen, o que aconteceu?! — A amiga correu para segurá-la.

Mas ela nem sequer olhou para trás, soltou-se do aperto da amiga e saiu correndo do restaurante em prantos.

Deixando a outra para trás, completamente confusa.

Do lado de fora do restaurante, ele respirou fundo, contendo o impulso de voltar.

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Sabia que estava sendo cruel.

Que servisse de castigo pelos sucessivos testes que ela fizera com ele.

Ele confiava que ela não seria tão frágil a ponto de cometer alguma loucura por causa de uma frustração.

Também não temia que se tornassem estranhos; casais sempre têm desentendimentos, e eles acabariam se resolvendo.

— Lucas!

Ela saiu correndo do restaurante atrás dele.

Ele não se virou para olhar.

Ela correu chorando e o abraçou por trás:

— Lucas, me desculpa, eu errei! Não vá embora, por favor!

Ele permaneceu imóvel e disse friamente:

— Por favor, me solte. Eu preciso voltar.

— Não vou soltar! — Ela balançava a cabeça desesperadamente, temendo que, se o soltasse, ele sumiria de sua vida.

Nesse momento, vários pedestres que passavam por perto pararam para observar a cena.

Viam uma garota linda chorando muito, abraçada a um rapaz, implorando para que ele não a deixasse.

"Aquela garota é tão linda e está implorando para o rapaz não ir embora. Que cara sem coração, não sabe valorizar o que tem."

"Se fosse eu, já teria perdoado na hora. Uma namorada maravilhosa dessas a gente enche de carinho, jamais faria chorar."

"Os jovens de hoje não fazem ideia de como garotas lindas são raras nesta época."

As pessoas na rua comentavam, achando que o rapaz não sabia dar valor e que se arrependeria no futuro.

Esse era o pensamento das pessoas comuns.

Mas ele era diferente delas.

A amiga que saíra do restaurante, ao presenciar a cena, repreendeu a multidão:

— O que tem de tão interessante para ver? Circulando, por favor.

Ela correu até lá e afastou à força a garota que abraçava o rapaz.

Se isso se espalhasse, seria terrível para a reputação dela.

Se alguém da família dela visse, causaria um problema enorme.

Ele finalmente manteve a firmeza e partiu sem olhar para trás.

Ela observou a silhueta dele se afastar, com as lágrimas embaçando a visão.

Estava com o coração partido.

— Alice — ela ergueu os olhos vermelhos para a amiga. — Eu agi tão mal assim para ele ficar com tanta raiva de mim?

A amiga balançou a cabeça, consolando-a:

— Valen, não chore. Foi ele quem não soube te valorizar, com certeza vai se arrepender e vir atrás de você!

Ela apenas continuava a chorar.

Voltou para casa completamente desolada, como se tivesse perdido a própria alma.

A amiga perguntou o que de fato havia acontecido.

— Ele disse que não gosta de quem eu sou agora, que só gostava de antes, e pediu para eu devolver a garota de antes!

— Alice, ele também estava sofrendo, eu percebi no olhar dele. Fui eu quem o machucou.

Dizendo isso, ela começou a chorar novamente.

— Valen, você não pode pensar assim — disse a amiga. — Isso só prova que ele te ama de verdade!

— E de que adianta? Ele nunca mais vai gostar de mim! — ela respondeu com um olhar indefeso e abatido.

Nem sequer sabia como encará-lo na sala de aula no dia seguinte.

A amiga tentou ajudar:

— Faz o seguinte: mande uma mensagem pedindo desculpas e explicando o motivo, veja o que ele responde.

Ela obedeceu, mas logo voltou com o rosto triste:

— Ele não respondeu.

— Talvez ele não tenha visto.

Ela balançou a cabeça:

— Não. Antes, sempre que eu mandava mensagem, ele respondia na hora.

— Então ligue para ele!

Ela discou o número dele.

Chamou por muito tempo, mas ninguém atendeu.

Acabou.

Não respondia às mensagens, não atendia às ligações... acabou!

Pensou ela.

— Valen, não se desespere. Você é linda, acha que não vai encontrar um namorado em melhores condições?

A amiga tentava acalmar a ansiedade dela:

— Ele com certeza vai se arrepender quando chegar em casa e vai te procurar para fazer as pazes, não pense muito nisso.

Ela balançou a cabeça.

Amava-o de verdade; se alguém fosse se arrepender ali, ela sentia que seria ela mesma.

— Alice, só você pode me ajudar. O que eu faço para ele me aceitar de volta?

A amiga pediu um tempo e enviou mensagens para vários contatos conhecidos que tinham experiência em relacionamentos para pedir conselhos.

"Demonstre arrependimento com ações, compre o café da manhã dele todos os dias, faça dobraduras de coração..."

"Que absurdo, desde quando uma mulher precisa se humilhar para pedir desculpas ao namorado? Ignore-o, se for o caso, termine!"

"Finja que ficou doente e faça com que ele saiba; os homens sempre amolecem o coração nessas horas."

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