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《O Filho Secreto do Bilionário》Capítulo 25

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“Eu vou destruir tudo o que ela ama.”

As palavras de Beatriz Vale continuaram ecoando na cabeça de Adrian.

Mesmo depois da ligação terminar.

Mesmo depois da televisão ser desligada.

Mesmo depois de Elena finalmente conseguir dormir.

Porque Adrian conhecia a própria mãe.

Melhor do que qualquer pessoa.

E sabia uma coisa.

Quando Beatriz fazia uma promessa...

ela cumpria.

Dois dias depois.

O caso continuava explodindo na mídia.

Novas reportagens surgiam a cada hora.

Programas de televisão discutiam a família Vale.

Influenciadores comentavam o escândalo.

Advogados davam entrevistas.

Ex-funcionários começavam a aparecer.

E pela primeira vez...

o império da família Vale parecia vulnerável.

Mas para Elena...

nada disso importava.

Porque naquela manhã ela tinha outra preocupação.

O bebê.

Ela estava entrando no oitavo mês.

A pressão arterial precisava ser monitorada.

O obstetra recomendou exames adicionais.

E apesar da segurança reforçada...

ela insistiu em continuar as consultas.

“Eu vou com você.”

Adrian disse.

“Você tem uma reunião.”

Elena respondeu.

“Eu cancelo.”

“Não.”

Ela sorriu.

Pequeno.

Cansado.

Mas sincero.

“Você já cancelou metade da sua vida por minha causa.”

Adrian se aproximou.

Colocou uma das mãos sobre a barriga.

Sentiu o bebê se mexer.

E sorriu.

“Por vocês.”

Elena sentiu o coração apertar.

Porque durante meses imaginou aquele momento.

Meses.

Mas nunca imaginou que chegaria acompanhado de tanto medo.

Antes de sair.

Adrian chamou dois seguranças.

“Não saiam do lado dela.”

“Sim, senhor.”

“Nem por um segundo.”

Os homens assentiram.

Mas mesmo assim...

uma sensação estranha permaneceu.

Como um aviso.

Como um pressentimento.

Como algo ruim esperando para acontecer.

A consulta durou quase uma hora.

O bebê estava bem.

Os batimentos estavam fortes.

O crescimento era normal.

Tudo parecia perfeito.

Pela primeira vez em semanas...

Elena conseguiu respirar.

Saiu da clínica segurando as imagens do ultrassom.

O rosto iluminado por um sorriso.

Porque aquela era a prova de que o filho estava vivo.

Forte.

Lutando.

Ela queria mostrar para Adrian.

Queria vê-lo sorrir.

Queria esquecer o caos por alguns minutos.

A rua estava movimentada.

Carros.

Pedestres.

Motocicletas.

Uma tarde comum.

Ou pelo menos parecia.

Um dos seguranças abriu a porta do carro.

“Senhora Elena.”

Ela assentiu.

Começou a caminhar.

Devagar.

Protegendo a barriga com uma das mãos.

Foi então que ouviu.

O som de um motor acelerando.

Muito forte.

Muito rápido.

Errado.

Completamente errado.

Elena virou a cabeça.

E viu.

Um carro preto.

Vindo diretamente na sua direção.

Sem reduzir.

Sem frear.

Sem desviar.

Tudo aconteceu em segundos.

Mas para Elena pareceu uma eternidade.

O coração congelou.

O corpo travou.

O mundo desapareceu.

Restando apenas aquele carro.

Cada vez mais perto.

Mais perto.

Mais perto.

“ELENA!”

O grito do segurança explodiu.

Mas era tarde.

Muito tarde.

O impacto veio como uma explosão.

Violento.

Brutal.

Incontrolável.

Elena sentiu o corpo ser lançado.

As imagens do ultrassom voaram.

O celular caiu.

A bolsa desapareceu.

O chão atingiu suas costas.

A cabeça bateu no asfalto.

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E a dor explodiu.

Uma dor tão forte que ela não conseguiu respirar.

A primeira reação foi automática.

A mão na barriga.

Sempre a barriga.

Sempre o bebê.

“Meu filho...”

A voz saiu fraca.

Quase inaudível.

Ao redor.

Gritos.

Pessoas correndo.

Frenagens.

Confusão.

Pânico.

O carro não parou.

Não tentou ajudar.

Não reduziu.

Não voltou.

Apenas desapareceu.

Como se tivesse cumprido uma missão.

Os seguranças correram.

Um deles chamou a ambulância.

O outro tentou perseguir o veículo.

Mas era impossível.

O carro já tinha sumido.

Elena tentou se levantar.

Não conseguiu.

A dor atravessava todo o corpo.

Mas havia algo pior.

Muito pior.

Ela sentiu algo quente escorrendo pela perna.

E imediatamente entrou em pânico.

“Não.”

As lágrimas surgiram.

“Não.”

A mão tremendo sobre a barriga.

“Por favor.”

Porque conhecia aquele medo.

Conhecia muito bem.

O medo de perder o filho.

O medo que carregou durante toda a gravidez.

O medo que Victoria tentou transformar em realidade.

“Meu bebê.”

Ela começou a chorar.

Desesperadamente.

“Meu bebê.”

Do outro lado da cidade.

O telefone de Adrian tocou.

Uma vez.

Duas.

Três.

Número do segurança.

O coração dele congelou imediatamente.

Porque ninguém ligava daquele número sem motivo.

“Fala.”

Silêncio.

Depois uma voz apavorada.

“Senhor Vale...”

O sangue desapareceu do rosto dele.

“O que aconteceu?”

Outra pausa.

“Foi Elena.”

O mundo parou.

“O quê?”

“Ela foi atropelada.”

A cadeira caiu.

A reunião desapareceu.

Os executivos sumiram.

Nada mais existia.

“Ela está viva?”

Silêncio.

Longo demais.

Assustador demais.

“Ela está indo para o hospital.”

Adrian já estava correndo.

“Ela está viva?”

“Sim.”

Outra pausa.

“Mas o bebê...”

A ligação falhou.

Adrian não ouviu o resto.

Porque naquele instante...

o medo tomou conta.

Um medo absoluto.

Brutal.

Animal.

Durante meses ele lutou para recuperar Elena.

Durante meses lutou para proteger o filho.

Agora podia perder os dois.

No mesmo dia.

O carro avançava pela cidade.

Sinais vermelhos eram ignorados.

Buzinas ecoavam.

Nada importava.

Nada.

Enquanto isso...

Na mansão Vale.

Beatriz observava a chuva pela janela.

Um funcionário entrou.

Discreto.

Silencioso.

Treinado.

“Senhora.”

Ela não virou.

“Sim?”

“Acabou de acontecer.”

Silêncio.

“E?”

O homem hesitou.

“Ela foi levada ao hospital.”

Beatriz permaneceu imóvel.

Por alguns segundos.

Longos segundos.

Então perguntou:

“O bebê?”

“Não sabemos.”

Silêncio.

Outro.

Mais pesado.

Mais perigoso.

Então Beatriz fechou os olhos.

E apenas assentiu.

Como alguém aguardando um relatório.

Nada mais.

Quando o funcionário saiu...

ela continuou olhando para a chuva.

Sem emoção.

Sem culpa.

Sem remorso.

Mas muito longe dali...

Adrian acabava de chegar ao hospital.

As portas da emergência se abriram.

Médicos corriam pelos corredores.

Enfermeiros gritavam instruções.

Luzes vermelhas piscavam.

Caos.

Puro caos.

Adrian agarrou o primeiro médico que encontrou.

“Onde está Elena Ruiz?”

O homem reconheceu o nome.

Reconheceu o caso.

Reconheceu a urgência.

E o olhar dele foi suficiente.

Suficiente para fazer o coração de Adrian parar.

Porque não era um olhar tranquilo.

Não era um olhar otimista.

Não era um olhar normal.

Era um olhar de preocupação.

“Médicos estão avaliando a criança.”

O mundo desapareceu.

“E Elena?”

O médico respirou fundo.

“Ela está consciente.”

Outra pausa.

“Por enquanto.”

Adrian sentiu as pernas fraquejarem.

Porque pela primeira vez...

desde o início daquela guerra...

ele teve certeza de uma coisa.

Aquilo não foi um acidente.

Alguém tentou matar Elena.

E quase conseguiu.

Enquanto isso...

em algum lugar da cidade...

um carro preto entrava numa garagem subterrânea.

O motorista desligou o motor.

Pegou um telefone descartável.

E enviou apenas uma mensagem:

"Falhamos."

Menos de dez segundos depois...

a resposta chegou.

Uma única frase.

Uma frase capaz de gelar qualquer pessoa.

"Então terminem o trabalho."

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