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《O Filho Secreto do Bilionário》Capítulo 12

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“Quero acesso completo aos arquivos.”

Dr. Henrique perdeu toda a cor do rosto.

Elena viu.

Adrian viu.

E aquilo foi suficiente.

Porque pessoas inocentes ficam irritadas.

Pessoas culpadas ficam com medo.

O médico estava com medo.

Muito medo.

Dois dias depois.

A investigação continuava.

E pela primeira vez em sete meses...

Victoria não controlava mais a situação.

Adrian não atendia suas ligações.

Não respondia suas mensagens.

Não voltava para a mansão principal.

E isso a estava enlouquecendo.

“Ele está ficando paranoico.”

Ela repetiu para si mesma.

Mas nem ela acreditava.

Porque sabia exatamente o que estava acontecendo.

A verdade estava se aproximando.

E cada dia tornava mais difícil escondê-la.

Naquela manhã.

Adrian estava sentado na sala de reuniões da Vale Corporation.

Diante dele havia três especialistas em recuperação digital.

Notebooks abertos.

Celulares.

Relatórios.

Cabos espalhados pela mesa.

E o telefone de Victoria.

“Quanto tempo?”

Adrian perguntou.

Um dos técnicos levantou os olhos.

“Conseguimos recuperar boa parte.”

O coração dele acelerou.

“Boa parte de quê?”

“Mensagens apagadas.”

Silêncio.

Elena estava sentada ao lado.

As mãos apertadas.

O bebê se mexeu.

Pequeno.

Suave.

Mas suficiente para fazê-la lembrar por que estava ali.

Porque durante meses alguém tentou destruir sua vida.

Agora ela queria nomes.

“O aparelho foi limpo várias vezes.”

O técnico continuou.

“Mas algumas informações permaneceram no sistema.”

Adrian inclinou o corpo para frente.

“Me mostre.”

O homem girou o notebook.

Uma longa lista apareceu.

Datas.

Horários.

Números.

Mensagens deletadas.

Chamadas apagadas.

Conversas ocultadas.

O coração de Adrian começou a bater mais rápido.

Porque aquilo era real.

Provas reais.

Não depoimentos.

Não memórias.

Não suspeitas.

Provas.

“Essas mensagens foram removidas manualmente.”

Explicou outro especialista.

“Em vários momentos diferentes.”

Adrian observava tudo.

Sem piscar.

Sem respirar direito.

“Existe algum padrão?”

O técnico assentiu.

“Sim.”

O silêncio caiu sobre a sala.

“Qual?”

O homem abriu outra tela.

E então apontou.

Elena sentiu o estômago afundar.

Porque reconheceu imediatamente as datas.

A primeira.

O dia em que tentou entregar a carta.

A segunda.

O dia em que foi expulsa da mansão.

A terceira.

O dia da queda.

O sangue desapareceu do rosto dela.

“Meu Deus...”

Ela sussurrou.

Adrian virou imediatamente.

“O que foi?”

A voz dela tremia.

“Essas datas.”

Uma lágrima escorreu.

“São todas relacionadas a mim.”

O silêncio explodiu dentro da sala.

O técnico abriu mais documentos.

Mais relatórios.

Mais registros.

Quanto mais procuravam...

mais encontravam.

E cada descoberta era pior.

Muito pior.

“Veja isso.”

O especialista ampliou uma conversa.

Grande parte estava destruída.

Mas algumas frases sobreviveram.

Fragmentos.

Pedaços.

Suficientes.

“Ela ainda está insistindo.”

O coração de Elena parou.

Porque alguém estava falando dela.

“Não deixe ela chegar perto dele.”

Adrian ficou imóvel.

“Quem escreveu isso?”

O técnico apontou.

“Conta registrada no telefone da senhora Victoria.”

O silêncio foi brutal.

Elena começou a chorar.

Baixinho.

Sem perceber.

Porque pela primeira vez...

não era apenas sua palavra.

Existiam provas.

Adrian sentiu algo quebrar dentro dele.

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Mais uma vez.

Quantas vezes ainda seria possível?

Quantas mentiras ainda apareceriam?

Quantas traições?

Quantos segredos?

Ele fechou os olhos.

Por apenas um segundo.

Mas foi suficiente para lembrar.

Victoria sorrindo.

Victoria chorando.

Victoria dizendo que Elena fugiu.

Victoria jurando que o bebê morreu.

Victoria prometendo que nunca mentiu.

Tudo começou a parecer falso.

Tudo.

“Existe mais.”

Disse o técnico.

A frase fez todos levantarem a cabeça.

“Mais?”

O especialista assentiu.

“Encontramos registros de chamadas.”

Adrian ficou imóvel.

“Para quem?”

O homem abriu outra tela.

Uma longa sequência apareceu.

O mesmo número.

Várias vezes.

Durante semanas.

Depois meses.

Sempre o mesmo número.

Sempre.

Elena não reconheceu.

Adrian também não.

Mas uma coisa chamou atenção.

As datas.

Outra vez.

As datas.

Sempre próximas dos momentos mais difíceis da gravidez.

Sempre.

“Quem é esse número?”

Adrian perguntou.

O técnico respirou fundo.

“Estamos tentando descobrir.”

O silêncio ficou pesado.

Porque todos já estavam pensando a mesma coisa.

Alguém ajudava Victoria.

Alguém estava do outro lado daquela linha.

O especialista continuou analisando.

Minutos se passaram.

Longos.

Tensos.

Insuportáveis.

Então finalmente encontrou algo.

“Tem mais uma mensagem.”

Adrian ergueu a cabeça.

“O quê?”

O técnico ampliou a tela.

A conversa estava quase destruída.

Mas uma frase sobreviveu.

Uma única frase.

Uma frase suficiente para gelar a sala inteira.

“Ela não pode falar com Adrian.”

Ninguém respirou.

“Faça o que for necessário.”

O coração de Elena disparou.

Porque ela conhecia aquela frase.

Conhecia.

Sentia.

Era exatamente o que aconteceu.

Durante meses.

Durante toda a gravidez.

Durante todo o inferno.

“Data?”

Perguntou Adrian.

A voz quase não saiu.

O técnico verificou.

Depois respondeu.

“Dois dias antes de Elena aparecer no portão da mansão.”

O silêncio ficou mortal.

Porque aquilo mudava tudo.

Absolutamente tudo.

Não era coincidência.

Não era mal-entendido.

Não era ciúme.

Era planejamento.

Planejamento deliberado.

Elena levou a mão à boca.

As lágrimas voltaram.

Mas agora eram diferentes.

Porque durante sete meses ela duvidou de si mesma.

Pensou que estava ficando louca.

Pensou que talvez tivesse exagerado.

Pensou que ninguém acreditaria.

Agora existiam provas.

Provas reais.

Digitais.

Impossíveis de ignorar.

“Você estava certa.”

Adrian falou.

Ela levantou os olhos.

E encontrou algo que nunca tinha visto antes.

Culpa.

Culpa verdadeira.

Profunda.

Pesada.

“Eu devia ter acreditado em você.”

A voz dele falhou.

Elena começou a chorar mais.

Porque durante meses esperou ouvir aquilo.

Meses.

Mas a investigação ainda não tinha terminado.

Nem perto disso.

O técnico voltou para a tela.

Analisando o número desconhecido.

Tentando encontrar uma identidade.

Tentando encontrar um nome.

Tentando encontrar o fantasma escondido atrás de tudo aquilo.

Então ele congelou.

Instantaneamente.

“Espere.”

A sala inteira ficou imóvel.

“O que foi?”

Perguntou Adrian.

O especialista ampliou mais uma vez.

Conferiu.

Depois conferiu novamente.

Como se não acreditasse.

“O número apareceu em outro lugar.”

O coração de Adrian acelerou.

“Onde?”

O técnico respirou fundo.

“Nos registros recuperados da clínica.”

Elena perdeu o ar.

Adrian ficou branco.

Porque imediatamente lembrou de Dr. Henrique.

Dos documentos alterados.

Das páginas desaparecidas.

Dos horários inconsistentes.

Tudo.

Absolutamente tudo.

“O mesmo número?”

Adrian perguntou.

“Sim.”

“Tem certeza?”

“Absoluta.”

O silêncio voltou.

Mais pesado do que nunca.

Porque agora não existiam apenas suspeitas.

Existia conexão.

Uma ligação direta.

Entre Victoria.

A clínica.

E alguém ainda desconhecido.

Alguém importante.

Alguém perigoso.

O técnico girou lentamente o notebook.

A tela mostrava apenas uma linha.

Uma única linha.

Mas foi suficiente.

Porque ali estava.

O número.

O mesmo número.

Repetido dezenas de vezes.

Nos dias mais importantes da gravidez de Elena.

Nos dias das ameaças.

Nos dias das mentiras.

Nos dias das alterações médicas.

Nos dias em que tudo deu errado.

Adrian ficou olhando.

Sem dizer nada.

Durante vários segundos.

Então levantou os olhos.

E perguntou:

“Descubram quem é.”

O técnico assentiu.

“Vamos descobrir.”

Mas naquele instante...

todos já sabiam.

Quando aquele nome aparecesse...

a vida de Victoria jamais seria a mesma.

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