《A Esposa que Ele Abandonou, Agora é uma CEO》Capítulo 19

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Capítulo 19

Leah Hayden sentou-se sozinha no jardim. Era um espaço pequeno, mas perfeito; seu refúgio quando precisava de isolamento. O local, centrado por uma grande árvore, oferecia sombra sobre a grama verde, com mesas dispostas em círculo e um muro de flores que o separava da plantação externa. A brisa fresca ali costumava induzir ao sono, mas Leah apenas olhava para o horizonte, esperando notícias de Pamela. Nem a polícia trouxera respostas em dois dias. Ela esperava por um milagre, uma história diferente das que ouvira ultimamente. O suco posto à mesa diante dela permanecia intocado, assim como as bebidas trazidas pelos servos nas horas seguintes; o apetite de Leah havia desaparecido.

Seu cabelo voava ao vento. Parecia mais velha, com a mente em um lugar distante, a ponto de não notar a chegada do marido e do filho pelo portão de madeira. Louis viu a mãe e sentiu-se culpado. Seu rosto estava marcado por rugas, assim como suas mãos finas. Ele era a razão daquele estado. Se não tivesse dirigido naquela noite, o acidente não teria ocorrido; não haveria coma, nem casamento arranjado, e Pamela não teria sido envolvida. Mas suas ações levaram Leah àquela desolação: ela estava despedaçada, mal pronunciando palavras.

As buscas por Pamela haviam sido exaustivas, mas infrutíferas. A polícia prometera dedicação total, e seu pai o acompanhara em cada tentativa de encontrá-la, mas a esperança parecia escassa.

"Meu amor", chamou Ellis. Leah não ouviu até que ele a tocou no ombro. Ela se levantou sobressaltada.

"Pamela foi encontrada?", perguntou ela. O silêncio dos dois homens foi a resposta. Leah desabou em choro novamente. "Quatro bebês rejeitados pelo pai... A pobre mulher submetida a tanta dor."

"Nada. Nem a família dela sabe onde está. Ninguém sabe para onde foi", relatou Ellis.

Leah segurou a mão do marido com força. "Quatro bebês não nascidos se foram e sua mãe desapareceu. Eu queria que Louis nunca tivesse se recuperado. Se eu soubesse que meu filho me sujeitaria a tanta dor, nunca teria concordado em colocá-lo no suporte de vida. O que eu fiz para merecer isso?" Leah soluçava.

Louis congelou. Sua mãe desejava que ele tivesse morrido. Ellis colocou a mão no ombro de Leah. "Não diga mais nada. Louis nos decepcionou. Nunca vi um homem forçar convenientemente uma mulher a abortar seus bebês. Seus pecados nunca poderão ser apagados", declarou Ellis, lançando um olhar furioso ao filho.

"Saia. Não quero ver seu rosto a menos que seja chamada", ordenou Leah, com os olhos vermelhos de ódio. Louis quis implorar perdão, mas a voz de Ellis cortou o ar: "Me arrependo de tê-lo criado com tanto amor. Vá embora!"

Louis virou-se e partiu. Dentro do carro, rangeu os dentes. Apenas naquele instante compreendeu a gravidade de seus erros. Divorciar-se era errado, mas deixá-la desamparada e forçar aquele aborto fora a maior crueldade. Sabendo que ela apenas seguira as instruções de sua mãe, ele se desprezava por ter tomado decisões precipitadas.

Semanas se passaram sem notícias de Pamela Grayson. Os Hayden haviam aceitado o destino, acreditando que o pior pudesse ter acontecido. Leah tentou retomar a vida, mas nunca esqueceria Pamela, a garota que conquistara seu coração. Louis, incapaz de se livrar da culpa, foi ao cemitério e ergueu quatro túmulos vazios, onde plantou flores. Ele havia feito o impensável, ignorando os apelos da mulher que carregava seu sangue e sua carne. Agora, seus pais se distanciavam, e sua mãe sofria as consequências de sua estupidez.

Meses depois, Louis voltava do escritório quando seu telefone tocou. Era sua mãe. Ele não a via há meses; seu pai o visitava, mas ela ainda não o perdoara. Louis atendeu prontamente. Leah disse que ele poderia ir até a Mansão Hayden; precisava mostrar-lhe algo.

Louis ordenou ao motorista que retornasse. Sentia-se novamente como o filho pequeno que esperava ansioso pela buzina do carro da mãe. Ao chegar, foi recebido por Leah, sentada elegantemente. "Mamãe", tentou abraçá-la, mas ela ergueu a mão, interrompendo-o. "Venha comigo", instruiu ela.

Louis a seguiu, intrigado, até o antigo quarto que ele ocupava na infância, o qual não visitava há anos. Quando ela abriu a porta, deixou-o entrar primeiro.

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