《A Esposa que Ele Abandonou, Agora é uma CEO》Capítulo 16

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Capítulo 16

Louis batia os pés no chão, impaciente. O hospital para onde Pamela fora fazer a ultrassonografia ligara para se desculpar por um mau atendimento que teria causado a saída dela, mas, por engano, ligaram para a residência de Louis. O médico, sem cautela, pediu desculpas e mencionou que Louis Hayden deveria estender sua compreensão à esposa, pois ela precisava cuidar de si e não ferir seus bebês não nascidos. Louis franziu o cenho. Bebês? Ela tinha quadrigêmeos e mentira sobre a gravidez, alegando estar menstruada?

Aquilo era demais. Como ela ousara mentir? Ele faria com que ela se arrependesse. Ele já possuía os papéis do divórcio e pretendia entregá-los na manhã seguinte, mas não esperaria mais. Pamela era uma oportunista que queria se aproveitar de seu sucesso. Ele a esperaria voltar, não importava o horário.

Quando Pamela retornou à noite, encontrou Louis na sala de estar. A atmosfera era tensa. "Pare aí", ordenou Louis. Pamela, exausta, parou e encarou-o. "De onde você está vindo?", perguntou ele. "Saí com amigos. Mas por que você está interessado?", respondeu ela. Louis riu ironicamente; sabia que era mentira. Ele levantou-se, entregou-lhe o papel e ordenou: "Assine."

Pamela sabia que eram os papéis do divórcio. Ela hesitou, mas assinou, sabendo que teria o apoio da família de Louis. Viu que ele oferecia 10 milhões de dólares como compensação, mas pegou a caneta e riscou o valor. "Obrigada pela liberdade", disse ela. Louis ficou atônito. Por que ela não fizera um escândalo? Ele concluiu que ela tinha um plano maior: prendê-lo com os bebês.

"Você acha que é esperta e quer me chantagear com essas distrações em sua barriga. Mentiu que não estava grávida e ainda foi ao hospital? Você pode enganar meus pais, mas não a mim. Não vou dar a chance de você dar à luz essas coisas e me chantagear depois", Louis trovejou. Pamela tremeu; ele sabia da gravidez. Antes que pudesse se defender, ele a puxou pelo pulso, arrastando-a para fora. Ela sentiu o tornozelo torcer, mas a dor física era nada perto do terror.

Ele a jogou no carro e ela segurou a barriga, soluçando. Louis estava impiedoso; pretendia levá-la para um aborto. "Como pode tratar uma mulher assim? Você não pode se comportar desse jeito!", gritou ela. "Quem diz? Você me reduziu a um idiota incapaz de tomar decisões. Vamos interromper essa gravidez de uma vez por todas", rosnou ele.

Ao chegarem ao hospital, Pamela implorou: "Por favor, Louis, não machuque esses bebês. Eu vou ficar longe, muito longe. Eles são seus tanto quanto meus." "Chega! Não quero bebês que não foram concebidos por amor e prazer íntimo", gritou Louis, saindo do carro e ordenando que ela o seguisse.

Pamela, com mãos trêmulas e o tornozelo ferido, curvou-se, sentindo uma pontada de dor no baixo ventre. Ela não conseguia acreditar que aquele homem era humano; parecia uma máquina sem sentimentos. Na recepção, viu Louis assinar o termo de consentimento. Aquilo era o auge da maldade. Uma enfermeira a levou em uma cadeira de rodas. Ao fechar a porta, ela viu Louis desviar o olhar, evitando vê-la pela última vez.

Louis sentiu uma onda de culpa invadir sua consciência. O que ele estava fazendo estava errado. Aqueles bebês pertenciam a ele tanto quanto a Pamela.

Enquanto isso, Leah Hayden chegou em casa e foi procurar Ellis em seu escritório. Ela contou sobre o resultado do ultrassom e a felicidade de Ellis logo se transformou em preocupação com a segurança de Pamela. Eles concordaram que era hora de tirá-la da casa de Louis, talvez enviando-a para o exterior, e Leah prometeu visitar a casa na manhã seguinte.

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