《A Esposa que Ele Abandonou, Agora é uma CEO》Capítulo 3

PUBLICIDADE

Ellis tentou afastar aquele pensamento de seu coração, mas sua esposa acabara de lhe fazer a mesma pergunta que ele não queria admitir.

Ele desviou o olhar. Leah e ele haviam pensado na melhor maneira de preservar as propriedades e ativos da família, na esperança de que Louis eventualmente saísse do coma e se recuperasse. "Que opção nos resta?", respondeu Ellis com um tom que deixava clara sua desolação.

Eles precisavam fazer aquilo por Louis; precisavam tomar aquela decisão por ele, apesar de saberem que o filho poderia não aprová-la ao acordar.

Estavam entre a cruz e a espada. O casamento tinha que acontecer; precisavam seguir com o plano para manter o trabalho árduo de Louis intacto até que ele melhorasse.

"Poderíamos encontrar outra noiva, uma com pais responsáveis, diferente da família Grayson. Aquela mãe não me parece uma mulher correta", sugeriu Leah, levantando a cabeça e olhando nos olhos do marido.

"Nós não conhecemos a jovem. Ela provavelmente é um lírio branco que cresceu na lama", respondeu Ellis, olhando pela janela do carro, tentando esconder as lágrimas.

Enquanto isso, Pamela pensava em várias maneiras de evitar aquela união. Ela esperava pela resposta de seu amigo.

Lucas Wright era amigo de Pamela e o único homem que ela amava. Quando seus pais lhe contaram sobre o casamento com o jovem mestre da família Hayden, o primeiro pensamento que lhe veio à mente foi Lucas.

Eles se amavam há três anos; ele era seu apoio e se importava muito com ela.

Ele se tornara parte de sua vida e frequentemente a aconselhava a aceitar a atitude de sua família com bom humor. Sempre a assegurava de que tudo ficaria bem. Nos momentos em que sua mãe gritava, a forçava a trabalhar e, em vez de apreciar seu esforço, reclamava dizendo que ela nunca fazia nada de bom, Lucas estava lá para fazê-la sorrir. Pamela o amava tanto quanto ele dizia amá-la. Ele, com certeza, encontraria uma maneira de tirá-la daquele casamento arranjado.

Como ele não atendia o telefone nem respondia às mensagens, Pamela decidiu visitá-lo naquela noite. Eles fugiriam para algum lugar onde pudessem ser felizes juntos.

Pamela saiu de casa sorrateiramente, usando a porta dos fundos para evitar ser vista. Correu o mais rápido que suas pernas permitiam em direção ao portão. Sorte a dela, encontrou um táxi logo adiante; entrou, pediu ao motorista que fosse rápido e sentiu um alívio imenso por ninguém ter notado sua saída.

Aquilo seria uma vantagem. Antes que dessem por sua falta, ela já estaria longe com Lucas.

Após uma viagem de trinta minutos — que para ela pareceu levar mais de uma hora — Pamela chegou ao apartamento de Lucas. Subiu pelo elevador, sentindo-se feliz por finalmente ter chegado.

Pamela suspirou profundamente; escapar do casamento seria maravilhoso. Ela sabia que tudo ficaria bem assim que encontrasse Lucas. Ele encontraria uma saída. Ao chegar ao andar, tentou girar a maçaneta da porta, que abriu facilmente, sem esforço algum.

PUBLICIDADE

Isso significava que Lucas provavelmente estava com alguém, talvez um amigo na sala. Ela entrou, deixando a porta entreaberta gentilmente.

Não havia ninguém na sala. Pamela ficou surpresa, pois Lucas nunca deixava a porta destrancada quando não estava no ambiente.

De qualquer forma, ele poderia estar na cozinha preparando o jantar ou no quarto. Ela precisava falar com ele imediatamente. Deu apenas alguns passos em direção ao quarto de Lucas quando ouviu vozes roucas. Parou e forçou os ouvidos.

O som que Pamela ouvia não era de dois adultos discutindo, mas gemidos de puro prazer vindos do quarto. Ela caminhou mais rápido, aproximando-se da porta.

"...oh... oh... me fode mais forte!... oh Lu... cas, você é maravilhoso..."

As pernas de Pamela tremeram. Na verdade, todo o seu corpo sentiu-se pesado e fraco; ela quase não conseguia ficar em pé e teve que se apoiar na parede para não desabar.

Pamela reconheceu a voz imediatamente. Mesmo que estivesse dormindo, seria capaz de identificar a quem ela pertencia. Seu coração disparava. Mesmo que fosse quem Pamela temia, aquela pessoa não poderia estar na cama com Lucas. Lucas era só dela; ele a amava. Tinha de ser outra pessoa lhe dando prazer.

Pamela respirou fundo e decidiu entrar para ver por si mesma. Empurrou a porta gentilmente. Como a da frente, a do quarto também estava entreaberta.

Não precisou ir mais longe; eles estavam em sua plena visão. Diante dela, dois corpos entrelaçados sobre os lençóis; o edredom fora jogado de lado.

A mulher estava por baixo, e o homem movimentava-se em sua intimidade em um ritmo violento. A perna esquerda da mulher estava erguida, e o homem esfregava-se nela em diferentes ângulos.

O coração de Pamela quase parou. O homem não era outro senão Lucas — seu amado, seu amigo, o único homem que ela amava com todas as fibras de seu ser.

Se outra pessoa a traísse, Pamela não esperaria nada diferente, especialmente de pessoas como Emma e Freya.

Mas não Lucas. Ele conhecia suas dores, entendia sua tristeza e sempre lhe oferecera os ombros para apoiá-la. Ele era seu pilar nos momentos difíceis.

Ver seu corpo nu e seus quadris sobre o corpo de sua própria irmã foi a cena mais terrível que já presenciara na vida.

Lucas Wright, seu namorado, e sua irmã, Emma Grayson, mantendo um relacionamento e transando sem qualquer vergonha.

Ela não soube quando as lágrimas vieram; só percebeu quando sentiu a respiração engasgar.

O que ela deveria fazer naquele momento? Entrar e bater um vaso de flores na cabeça de Lucas, ou apenas sair e fingir que nada viu?

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia