localização atual: Novela Mágica Fantasia O Destino da Loba: Aliança Proibida Capítulo 40

《O Destino da Loba: Aliança Proibida》Capítulo 40

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Guilherme observou os passos calmos de Milan até o sofá onde sentou-se. Ele ainda tentava fazer sua mente processar o que acabou de ouvir. Sua mãe recuperou o fôlego ao ponto de aproximar-se de Milan em passos rápidos.

_Você está desmiolada?_Madalena obriga a garota a levantar-se._Quem você pensa que é pra vim até minha casa contar essa mentira sem pé nem cabeça?

_Eu sou Milan Lavine, mãe do seu neto ou neta._A garota cruza os braços começando a ficar levemente chateada._Eu não vou ficar me humilhando pra vocês, já bastou o que me fizeram há uns meses atrás. A única coisa boa daquilo tudo foi o bebê que agora carrego.

Guilherme abriu e fechou várias vezes a boca, ele ainda estava em absoluta negação. Madalena vira-se afim de saber qual a reação que seu filho esboça, engoliu seco ao vê-lo tão absorto.

Você só pode estar brincando..._Guilherme enfim diz alguma coisa fazendo todos na sala prestarem atenção nele._Foi só uma vez, Milan. Você pode estar enganada ou é de um outro homem.

Cale-se! A voz autoritária de Milan faz todos a olharem abismados._Desde aquele episódio eu prometi não me entregar a nenhum outro homem até que eu tivesse esquecido você. Eu me entreguei a você verdadeiramente, Guilherme. E você sabe o que fazer caso tenha dúvidas, você tem uma bruxa à sua disposição. E aí? Vai permanecer negando?

Madalena caminhou até perto de Guilherme segurando seu rosto com as suas mãos agora gélidas. Ela viu lágrimas nascerem nos olhos do seu filho, aquilo doeu.

_Leve-a até Yuli, com certeza ela está blefando._Disse em voz suave._Vai dar tudo certo. Iremos resolver tudo isso antes da Marianna voltar.

Eu irei perdê-la, mãe..._Sussurrou mais para si do que para Madalena.

_Não, não vai. Agora suma com ela daqui e volte com notícias boas.

Guilherme assentiu e abriu a porta para Milan passar. Já do lado de fora e caminhando ao lado de Milan, Guilherme então a encarou como queria.

O que você quer afinal? Não me diga que acha que eu me separarei pra casar com você caso esse bebê seja meu?

Claro que não, Guilherme._Ela encara o céu que está fortemente azulado._Só não irei assumir um filho sozinha, sem o seu apoio. Você também é responsável por ele, acha justo eu me virar sozinha? E por que essa demora toda para me procurar?

_Tem mulheres que descobrem um gravidez rapidamente, outras não. Respondeu olhando nos olhos de Guilherme. Estou com 3 meses e alguns dias pelas minhas contas. A bruxa dirá mais detalhes, vamos logo.

Guilherme estava com a garganta seca, todo seu corpo tremia de nervosismo e agonia. Jamais imaginou-se sendo pai, e nem que seria dessa forma. Ficaria bem mais contente se fosse Marianna a gestante, afastou seus pensamentos ao se dar conta do quanto será difícil explicar essa situação a ela. Chegaram na frente da casa da Yuli e então Guilherme bateu na porta. Não demorou nada para já estarem sentados na sala da casa da bruxa.

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_Então você quer saber se é você o pai dessa criança?_Yuli diz encarando o ventre de Milan._Preciso do seu sangue, Guilherme. Derrame um pouco dele naquela taça.

Yuli apontou para uma taça que estava em cima da mesinha de centro e depois deu uma faca para que ele se cortasse. Poucos minutos depois, a taça já tinha uma quantidade de sangue suficiente. Yuli pega a taça e entrega nas mãos de Milan.

_Fechem seus olhos e concentrem-se no bebê que está sendo gerado.

Yuli coloca suas duas mãos na barriga da garota e então começa a cantar uma cantiga de ninar em outra língua. Soou um pouco aterrorizante para Guilherme e Milan. _Agora derrame o sangue do jeito que quiser em cima dessa mesa._Ordena a bruxa.

Sem mais delongas, Milan despeja com força o sangue da taça em cima da mesa. Como mágica, o sangue retorna com tudo para o pequeno corte que Guilherme fez. No momento que o sangue entra, Guilherme começa a ver imagens embaçadas, como se fosse o bebê dentro do útero de Milan, ainda muito pequenino. Ao abrir os olhos, Guilherme estava sendo encarado pela bruxa e por Milan.

_Eu sou o pai._Afirmou ao se dar conta do que sentiu ao ver as imagens.

XXX

Depois de um banho na cachoeira, Marianna foi trocar-se dentro da barraca armada para dormir à noite. Vestiu-se totalmente frustrada ao se dar conta de que arriscou muita coisa e até agora não obteve nenhum resultado. Ajeitou sua mochila e quando iria sair da barraca, uma dor estranha atingiu seu peito fazendo-a cambalear. Augusto, que estava perto, segurou a garota que ficou pálida do nada. _Você não está nada bem. Acho que está na hora de procurarmos um médico._Disse pensando nas hipóteses desse mal estar repentino de Marianna.

_Não, não se preocupe. Eu quero voltar, eu preciso ver o Guilherme. Respondeu sentindo seus olhos ficarem molhados._Acho que não aguento mais tanta distância.

Augusto encarou Marianna por poucos segundos e então entrou em sua barraca para trocar-se. Augusto sentia um cheiro diferente emanando de Marianna, tinha quase certeza do que era, mas precisava fazê-la ir ao médico. Seu coração doía sempre que tinha que escutar Marianna falar do Guilherme com tanto sentimento, ele sentia uma pontada de inveja da sorte que ele tem ao tê-la.

_Se você tiver outro mal estar no caminho, iremos procurar um médico._Disse ao sair da barraca._Vamos, iremos chegar no vilarejo em alguns dias.

Marianna desfez sua barraca, colocou suas coisas na carruagem e sentou ao lado de Augusto. Sentiu uma tensão estranha no ar, chacoalhou a cabeça tentando não dar muito crédito a isso, afinal estava indo ver seu amor, seu marido. Sabia que pela distância que estavam, o caminho irá ser longo. Estava ansiosa pra mostrar ao Guilherme as coisas que aprendeu treinando com Augusto. Ele era um ótimo professor, e sem dúvidas um ótimo amigo.

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