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《O Segredo de Suely》Capítulo 5

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Bianca disse: "Lucas, quando eu fizer o exame, quero que a Suely entre comigo."

Lucas olhou para ela com preocupação, mas Bianca insistiu: "Não se preocupe, os médicos e enfermeiras estarão lá. Não vou me machucar, e também amo muito a criança no meu ventre. Mas acho melhor que a Suely veja com os próprios olhos; caso contrário, depois ela vai me difamar, dizendo que, como o hospital é da família Lin, você subornou os médicos e enfermeiros."

Lucas, sem escolha, concordou.

Suely, naturalmente, não se opôs. Ela realmente tinha esses receios.

Ela não sabia do que Lucas seria capaz de fazer por Bianca.

Pelo bebê que carregava, ela não poderia correr riscos.

Suely seguiu Bianca até a sala de ultrassom.

Bianca sentou-se na maca com um olhar de ódio e disse: "Suely, eu já te dei uma chance de sobreviver. Aceite aquele cheque, preencha o valor que te garantiria uma vida inteira de conforto. Já que você insiste em recusar, não me culpe por ser impiedosa."

Uma premonição sinistra tomou conta de Suely. Antes que ela pudesse reagir, viu Bianca segurar a barriga e cair no chão.

Sangue vermelho começou a escorrer entre suas pernas, manchando seu vestido branco.

"Socorro! Suely, por favor, poupe meu bebê, ele é inocente!" Bianca gritou com todas as forças. Suely tentou se soltar, mas Bianca a agarrou com força mortal.

"Bianca, você enlouqueceu? Esse é o seu próprio filho, você está usando o bebê para me incriminar?"

A porta da sala de ultrassom foi aberta com um estrondo. Lucas viu Bianca caída no chão, banhada em sangue, e seus olhos ficaram injetados de ódio: "Suely! Se acontecer alguma coisa com a Bianca, eu vou cobrar com a sua vida!"

Bianca foi levada às pressas para o centro cirúrgico. Horas depois, o médico saiu: "Sinto muito, não conseguimos salvar o bebê da Srta. Bianca, e o útero sofreu danos graves. Provavelmente, ela terá muita dificuldade para engravidar novamente."

Suely balançou a cabeça: "Não, ela caiu sozinha e provocou o aborto. Eu nem a toquei! Havia médicos e enfermeiros na sala, eles podem testemunhar!"

"Srta. Suely, foi claramente a senhora quem empurrou a Srta. Bianca e ainda chutou a barriga dela violentamente, causando tudo isso. Eu e a enfermeira vimos tudo com clareza."

Suely ficou estupefata. Como era possível? O que eles estavam dizendo? A realidade era completamente diferente!

Lucas agarrou o braço de Suely, seus olhos negros sombrios como gelo: "Suely, você é uma mulher tão venenosa! Vou te matar para que pague pela vida da Bianca!"

As mãos de Lucas apertaram o pescoço de Suely com força. Ela não conseguia respirar e tentou golpeá-lo, mas ele não dava sinais de que a soltaria.

"Lucas, chega! Não me importa o que você faça com ela, mas isso terá que esperar até que a criança nasça."

Dona Helena ordenou que os guarda-costas separassem Suely de Lucas, que perdera o juízo.

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"Suely, vou fazer com que você deseje a morte."

O corpo dela enrijeceu.

No momento em que Lucas apertou seu pescoço, ela viu com clareza: o ódio nos olhos dele era terrivelmente gélido.

Ele, realmente, queria matá-la.

Capítulo 11: Lembre-se do que você prometeu

Suely foi mantida em cárcere privado na residência principal da família Lin, e, após dois dias, Dona Helena a entregou diretamente a Lucas!

Ela se encolheu no quarto, recusando-se a sair.

Lucas ordenou que os guarda-costas a arrastassem à força para dentro do carro.

"Onde está a mamãe? Eu preciso vê-la."

Sendo arrastada pelos seguranças, Suely gritou em voz alta para uma empregada que passava.

Lucas disse friamente: "Minha mãe não é mais o seu apoio. Suely, se não fosse com a permissão dela, você acha que eu conseguiria te tirar da residência principal tão facilmente?"

Ela congelou.

Dona Helena era seu único pilar; se nem ela a protegesse, então...

Lucas segurou seu queixo, aproximando-se bruscamente, forçando-a a olhar para cima, e disse com frieza: "O que minha mãe quer é apenas a criança. Eu prometi a ela que o bebê sobreviverá. Quanto ao que acontecerá com você, ela não se importa nem um pouco."

Suely silenciou por um momento antes de dizer lentamente: "Lucas, você pode realmente me prometer que deixará o bebê nascer em segurança, que cuidará dele até que cresça e que não deixará que sofra nenhum tipo de dano?"

Lucas franziu a testa; aquela calma repentina de Suely o deixava desconfortável.

"É claro. Esse também é o meu filho."

"Está bem. Então eu concordo com o divórcio e não me oporei ao seu casamento com Bianca." Ela exibiu um sorriso em seus lábios pálidos e disse: "Desde que você se lembre do que prometeu."

"Tarde demais. Você acha que, só porque concorda com o divórcio agora, o mal que causou a Bianca será esquecido?"

Ele disse que pouparia o bebê, não que a pouparia!

Suely levantou-se subitamente, seus olhos ternos encontrando os de Lucas, e disse com seriedade: "Lucas, cinco anos de casamento, vinte anos nos conhecendo... tudo o que fiz foi sempre com retidão. Se eu digo que nunca fiz nada contra Bianca e que tudo aquilo foi encenado por ela, saiba que as ações sempre deixam rastros. Se você estiver disposto a investigar, tenho certeza de que descobrirá a verdade."

"Eu não quero!" Lucas riu com desdém: "Suely, não tente me enganar com seus jogos. Não acredito em uma única palavra sua."

Cinco anos atrás, ela o forçou a afastar Bianca diante de seus olhos.

Cinco anos depois, ela o fez perder o filho que ele e Bianca teriam.

Nesta vida, ele só foi enganado por essa mulher.

Ele não podia acreditar nela. Além disso, aquele hospital era propriedade da família Lin, e os funcionários foram escolhidos pessoalmente pela mãe. Como Bianca, que vivia no exterior, poderia suborná-los?

Os cílios de Suely tremeram levemente e ela os baixou.

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Como esperado.

Como ele poderia acreditar nela?

"Desde que você cumpra sua promessa, pode fazer o que quiser comigo e com Bianca. Não me importa."

De qualquer forma, ela não viveria muito tempo mesmo.

Enquanto a criança pudesse crescer bem, ela suportaria qualquer coisa que eles quisessem.

Mesmo que quisessem sua vida!

Os dedos de Lucas, que tamborilavam na mesa, pararam subitamente. Um vislumbre de dúvida brilhou em seu olhar.

Mas ele recuperou a calma rapidamente.

Chega, Lucas, não se deixe confundir por essa mulher.

Ela estava apenas fazendo um último esforço desesperado.

Capítulo 12: Ele não machucará a criança

Na mansão de Lucas, nos subúrbios.

"Reformaram este lugar?"

"Sim, o senhor disse que a senhora gosta de tons quentes e que o preto e branco pareciam sombrios demais para uma ocasião feliz!", disse a nova empregada.

Suely mordeu os lábios e silenciou.

Voltar a este lugar era como atravessar um abismo temporal.

A decoração estava completamente diferente: tapetes cor-de-rosa, cortinas amarelo-claro.

Quando ela vivia aqui, só existiam duas cores: preto e branco, mesmo durante a lua de mel.

Uma vez, ela comprou um buquê de flores e foi repreendida por Lucas.

Naquela época, ela pensou ingenuamente que era porque Lucas gostava de um estilo minimalista e não permitia mudanças.

Na verdade, era apenas porque a pessoa que vivia aqui era ela.

O mundo dele perdera Bianca e só restara o preto e o branco; ele trancara o coração e construíra um mausoléu para Bianca dentro de si.

E ela era a guardiã do mausoléu, prisioneira junto com ele.

"Sua barriga está tão grande. O que seu marido pensa? Você já vai dar à luz e ainda tem que trabalhar."

"Está tudo bem, eu sou forte."

As antigas empregadas foram todas demitidas; estas eram pessoas novas contratadas após a chegada de Bianca.

Aos olhos deles, Lucas e Bianca eram um casal recém-casado que se amava.

Lucas redefiniu a identidade de Suely: ela era uma empregada, alguém que precisava expiar seus pecados diante de Bianca até que ela se recuperasse.

...

"Está tão quente! Quer me queimar?"

"Está frio! Você fez isso de propósito?"

Bianca, agindo como uma rainha, sentava-se no sofá ordenando Suely.

Ela já havia preparado aquela sopa doce cinco vezes. Suely estava coberta de suor fino, seus passos eram instáveis e ela precisava se apoiar na parede para se manter de pé.

Nos últimos dois meses, Bianca a torturou ao extremo. Sua barriga crescia como um balão, mas seu corpo emagrecia a olhos vistos.

"O quê? Por que está me olhando assim? Acha que estou te dificultando de propósito?" Bianca apontou para a tigela de cerâmica branca sobre a mesa: "Se não acredita, prove você mesma. Isso não serve nem para porcos."

Suely não se moveu e, instintivamente, protegeu a barriga com as mãos.

Como ela poderia comer algo dado por Bianca?

Os grandes e belos olhos de Bianca brilharam com um riso frio: "Suely, você tem medo de que eu machuque o bebê? Na verdade, você está certa! Eu pretendia levar a criança para um orfanato assim que nascesse, para que vivesse a vida toda sem pai nem mãe!"

O corpo de Suely tremeu. Bianca continuou: "Mas agora não penso mais assim. Lucas disse que, assim que a criança nascer, vai entregá-la para que eu a crie. A mãe de Lucas já sabe que não posso engravidar; se não fosse pelo seu bebê, eu não entraria na família Lin. Então não se preocupe, não farei nada contra a criança."

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