localização atual: Novela Mágica Fantasia A Noiva do Dragão Tirano: Marcada pelo Fogo Capítulo 10: Fúria Possessiva

《A Noiva do Dragão Tirano: Marcada pelo Fogo》Capítulo 10: Fúria Possessiva

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O rugido de Kaelen não foi apenas um som; foi uma onda de choque térmica que varreu o salão de banquetes, fazendo com que as imensas taças de ferro e os pratos de ouro em cima das mesas chacoalhassem violentamente. Em questão de segundos, o pânico generalizado se instalou na alta corte. Os nobres dragões, que segundos antes exibiam sorrisos cheios de deboche e desdém, empurraram suas cadeiras para trás em um estrondo coletivo. Ninguém queria estar na linha de frente quando o Rei dos Dragões Negros perdia o controle.

No centro do salão, o jovem servo que havia trazido a taça envenenada estava completamente paralisado, encolhido no chão de mármore negro. Ele tremia tanto que os dentes batiam uns contra os outros, produzindo um estalido patético.

Kaelen desceu da plataforma do trono com passos lentos, mas carregados de uma promessa explícita de morte. A cada centímetro que ele avançava, as linhas douradas em seu pescoço brilhavam mais intensamente, e o ar ao seu redor ficava tão quente que a poça de veneno que havia derretido a mesa começou a evaporar em uma fumaça roxa altamente tóxica.

— Quem. Mandou. Você. Fazer. Isso? — Kaelen sibilou, cada palavra saindo pausada, grave e terrivelmente fria. Ele parou bem diante do servo, olhando-o de cima com suas pupilas verticais totalmente dilatadas, brilhando em um tom de ouro assassino.

— M-Majestade... piedade... eu não sabia... juramento pelos deuses... eles disseram que era apenas um tônico para... para acalmar a humana... — o garoto chorava, as lágrimas secando quase instantaneamente em suas bochechas por causa do calor emanado por Kaelen.

— Você achou que podia espalhar a podridão de uma traição sob o meu teto e sair vivo? — Kaelen inclinou a cabeça, a expressão de uma beleza cruel e absolutamente implacável. — Você tocou no que é meu.

Antes que o servo pudesse emitir mais um único som, a mão direita de Kaelen se moveu com a velocidade de um raio. Ele não precisou de uma lâmina. Suas unhas se transformaram em garras negras e afiadas por um breve segundo, e um fluxo de chamas escuras, quase pretas, irrompeu diretamente de sua palma.

O fogo engoliu o traidor em um estalo seco. Não houve tempo para gritos longos ou agonia prolongada. A intensidade do fogo dracônico real era tamanha que, em menos de três segundos, o corpo do servo foi reduzido a nada mais do que um punhado de cinzas cinzentas que se espalharam pelo mármore polido, levadas pelo vento quente que corria pelo salão.

Lyra deu um passo para trás, chocada com a brutalidade e a velocidade da execução. Ela já havia visto a morte na fronteira, mas nunca de forma tão sumária, tão absoluta.

Kaelen virou-se lentamente para o restante do salão. Seu olhar de fogo varreu cada mesa, parando por um segundo a mais em um grupo de lordes das províncias do sul, cujos rostos haviam ficado completamente pálidos. A mensagem estava dada. Ele sabia quem eram os mandantes, e a execução do servo era apenas o aviso prévio.

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O Rei caminhou de volta até onde Lyra estava. O ambiente ainda estava imerso em um silêncio sepulcral; ninguém ousava pigarrear.

Sem a menor hesitação diante de sua corte, Kaelen estendeu o braço e puxou Lyra pela cintura, colando o corpo esguio dela contra o seu flanco de forma violenta e extremamente possessiva. O calor dele ainda era alto, fazendo a seda azul do vestido dela parecer morna, mas a Marca da Alma no peito de ambos pulsou em perfeita sintonia, acalmando as chamas que ameaçavam sair do controle de Kaelen.

Ele ergueu o queixo, encarando a plateia de nobres e generais com um desdém monumental.

— Que fique bem claro para cada um de vocês, desde os anciãos até os soldados da fronteira — a voz de Kaelen ecoou, fazendo o mármore vibrar sob os pés de todos. — Esta humana não é apenas um tributo político. Ela é minha propriedade. Cada gota de sangue que corre nas veias dela pertence ao Rei do Pico Draconiano.

Ele apertou ainda mais o braço ao redor de Lyra, fixando seus olhos dourados diretamente na General Lyana, que sustentava o olhar com uma rigidez militar, embora suas mãos estivessem fechadas em punhos apertados sob a mesa.

— Quem tentar tocá-la, quem ousar colocar um miligrama de veneno em sua comida ou armar contra sua vida nos corredores deste palácio... não terá uma morte rápida como a deste garoto. Eu farei questão de caçar sua linhagem, queimar suas terras e transformar suas asas em cinzas. Ninguém toca no que me pertence. O banquete acabou. Saiam todos da minha frente.

A ordem foi o suficiente para que o salão se esvaziasse em menos de um minuto. Os nobres retiraram-se às pressas, deixando para trás os pratos meio cheios e o cheiro de fumaça e traição.

Lyra continuou presa ao lado de Kaelen, sentindo a respiração pesada dele contra seus cabelos. Ela sabia que aquela possessividade brutal era a sua maior prisão, mas, ao mesmo tempo, olhando para as cinzas no chão, ela percebeu que aquele monstro era a única coisa que a manteria viva no ninho de cobras que era o Pico Draconiano.

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