localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 17

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 17

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Quando você se esforça o suficiente para avançar, às vezes, realmente haverá alguém disposto a lhe dar uma mão.

Ao entardecer, contei a novidade para o Lucas.

Ele pareceu visivelmente mais aliviado ao ouvir.

— Então a diferença deve ser coberta?

— Se tudo correr bem, quase totalmente.

— Que bom.

Sorri e baixei a cabeça para organizar os documentos.

No entanto, nesse momento, o celular vibrou novamente.

Uma mensagem multimídia de um número desconhecido.

Apenas ao ver a miniatura, minha respiração parou bruscamente.

Era uma foto do Lucas.

Não era na escola.

Era naquele beco perto do novo endereço.

O ângulo da foto era distante, como se tivesse sido tirada às escondidas; Lucas estava carregando duas sacolas de compras, com as costas magras e eretas, cercado pela luz amarelada do entardecer e pelos fios elétricos emaranhados.

Imediatamente depois, uma segunda mensagem surgiu:

【Mudar de casa não adiantou nada.】

【Vocês realmente acham que estão bem escondidos?】

Minha mão tremeu e o celular quase caiu no chão.

Lucas percebeu na hora: — O que foi?

Entreguei o celular a ele, sentindo meu corpo todo esfriar.

Ao terminar de ler, o rosto do Lucas ficou extremamente hostil.

— Maldito.

Foi a primeira vez que o ouvi xingar com tanto peso.

Ele não faria isso se não estivesse furioso ao extremo.

Minha mente estava um caos.

Mudar de casa, fazer caminhos alternativos, evitar perseguições... pensei que pelo menos conseguiria ganhar um tempo para respirar, mas a realidade parecia zombar da minha ingenuidade.

As pessoas do Gabriel haviam nos encontrado, afinal.

E deliberadamente tiraram a foto para me enviar.

Não para fazer algo de fato, mas para me dizer: você não tem escapatória, posso encontrar vocês a qualquer momento.

Isso era mais sufocante do que uma ameaça direta.

Pois estava destruindo, pedaço por pedaço, a sensação de segurança que eu tanto lutei para construir.

Tentei me acalmar: — Vamos à polícia.

— Com certeza, vamos agora mesmo.

Lucas pegou o celular para discar, mas eu subitamente segurei sua mão.

— Espere.

— Esperar o quê?

— Não vamos agir precipitadamente. — Minha voz soava um tanto rouca. — Desta vez as provas são mais claras do que antes. Espionagem, perseguição, mensagens de intimidação... quero consolidar o caso de uma vez por todas.

Lucas estava com o cenho fortemente franzido.

Respirei fundo: — Além disso, suspeito que quem enviou a mensagem pode não ser o próprio Gabriel.

— Como assim?

— Ele é cruel e louco, mas às vezes age de forma muito escancarada. — Encarei aquela foto furtiva. — Isso parece mais alguém usando a sombra dele para me assustar.

— Ou é alguém próximo a ele, ou a Alice ainda não desistiu.

Lucas silenciou.

Eu sabia que essa análise poderia não estar totalmente correta.

Mas, fosse quem fosse, o objetivo era o mesmo —

Continuar nos atormentando, não nos deixando em paz.

Olhei para ele: — Vamos guardar as provas e fazer um registro suplementar na delegacia. E depois... precisamos preparar a rota final.

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— Que rota final?

— Partir antecipadamente.

Lucas ficou surpreso.

Eu disse baixo: — Embora falte algum tempo para a partida oficial do projeto, o treinamento centralizado pode ser feito na cidade. Posso solicitar para ir antes para preparar os materiais; talvez consigam coordenar o alojamento antecipadamente.

— E você?

— Se antes do vestibular você conseguir uma vaga em um curso preparatório intensivo ou uma cota em outra cidade, também precisa ir.

— Não podemos continuar em um lugar onde eles podem nos alcançar tão facilmente.

Já não era um problema que pudesse ser resolvido apenas "se prevenindo".

Uma vez que viramos alvos, a única solução era encontrar uma maneira de sair completamente do raio de controle habitual deles.

Lucas me observou, com as emoções oscilando em seu olhar.

— E se eu não conseguir partir temporariamente?

Eu travei.

Aquele era o problema mais realista.

Eu poderia sair antes por causa do projeto, mas o Lucas ainda não tinha uma oportunidade tão legítima.

E eu jamais poderia deixá-lo sozinho aqui, como na vida passada.

— Então vamos criar uma oportunidade para você.

Eu disse lentamente: — O Professor Souza mencionou antes um acampamento de verão direcionado de uma universidade em outra cidade, que depende apenas de notas e recomendação docente. Vamos lutar por isso esta semana.

Lucas me encarou por um longo tempo e disse baixo:

— Você já tinha pensado neste passo há muito tempo, não é?

Não neguei.

Pois, desde o primeiro dia em que acordei após o renascimento, eu vinha pensando —

Se desta vez eu ainda não pudesse escapar, eu teria que ser mais precoce e rápida que na vida passada para empurrar o Lucas para fora desta rede junto comigo.

20

Nos dias seguintes, foi como se estivéssemos em uma corrida contra o tempo.

Durante o dia assistíamos às aulas e, à noite, preparávamos os documentos.

Fui à delegacia para complementar o boletim de ocorrência com as fotos furtivas e as mensagens de intimidação; a polícia recomendou que eu evitasse andar sozinha e que andasse sempre acompanhada durante esse período, além de informar que entraria em contato com a operadora para rastrear as informações dos números.

A equipe do projeto também se mostrou mais prestativa do que eu imaginava.

Depois que expliquei a situação real, a professora responsável ficou em silêncio por um bom tempo e me fez apenas uma pergunta: — Você quer vir o quanto antes para participar do treinamento prévio, correto?

Assenti com a cabeça.

Mesmo sabendo que ela não podia ver do outro lado da linha.

— Sim, quero ir o quanto antes.

— Está bem. — O tom dela foi gentil, mas decidido. — Vou coordenar isso para você.

No momento em que desliguei o telefone, quase me senti em um transe.

Ao longo de todo esse caminho, fui tão prejudicada, pressionada e humilhada por tanto tempo que, quando alguém finalmente se dispôs a me tratar com justiça e conforme as regras, tive uma sensação de irrealidade.

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E, para o Lucas, finalmente surgiu uma oportunidade.

Na tarde de quinta-feira, o Professor Souza o chamou até a coordenação e, ao sair, Lucas trazia um formulário de inscrição em mãos.

Era para um acampamento de curta duração para alunos de alto desempenho, organizado por uma renomada universidade de outro estado.

As vagas eram limitadas, mas, uma vez aceito, os passos seguintes para o vestibular e as recomendações seriam muito mais fáceis.

O mais importante era que o programa funcionava em regime de internato e o local era em outra cidade.

Olhei para aquele formulário e meu coração acelerou.

— Há chances?

Lucas assentiu: — O professor disse que, com base nas minhas notas e desempenho recente, vale a pena tentar.

Senti um alívio imediato e meus olhos chegaram a arder.

Que excelente notícia.

Contanto que ele também conseguisse essa oportunidade, ambos poderíamos deixar este lugar antes mesmo do vestibular.

Mesmo que não fosse um distanciamento definitivo, pelo menos sairíamos do raio de alcance mais fácil deles.

Mas o destino parece gostar de colocar mais um obstáculo justamente quando você está prestes a enxergar a saída.

No final da tarde de sexta-feira, a caminho de casa, Lucas foi encurralado.

Não foi na escola.

Foi em frente a um sebo de livros antigos, a duas quadras do portão do colégio.

Quem me ligou foi a dona da loja, com a voz muito ansiosa: — Você é parente do aluno Lucas? Ele entrou em confronto com alguns rapazes, venha rápido!

Minha mente deu um estalo e peguei a mochila correndo para fora.

Quando cheguei lá, uma roda de pessoas já havia se formado na entrada do beco.

Lucas estava no centro, com sangue no canto da boca e o uniforme amassado, segurando algo com muita força em uma das mãos.

À frente dele estavam três rapazes, com idades parecidas, que claramente não pareciam estudantes exemplares; tinham cabelos tingidos e expressões de puro deboche.

A dona da loja tentava intervir enquanto gritava: — Seus bando de vagabundos, eu já chamei a polícia!

Um dos rapazes cuspiu no chão: — Pode chamar, quem tem medo?

Meu coração batia descompassado e corri em direção a eles: — Lucas!

Ao me ver, a expressão do Lucas mudou imediatamente.

— Quem mandou você vir aqui?

— Você está ferido...

— Eu estou bem. — Ele instintivamente se colocou à minha frente para me proteger. — Não se aproxime.

Só então percebi que o que ele segurava com tanta força era o formulário de inscrição do acampamento de verão, com as bordas rasgadas.

E os rapazes fixaram os olhares em mim, mudando visivelmente de postura.

O que liderava soltou um assobio, com um tom insolente: — Olha só, então essa é a tal garotinha?

Senti um calafrio pelo corpo todo.

Essa frase bastava para explicar o propósito deles ali.

Não era um desentendimento casual.

Eles o fecharam de propósito, o alvo éramos nós.

O olhar hostil do Lucas tornou-se incontrolável e ele desferiu um soco imediatamente.

A cena virou um caos novamente.

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