localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 16

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 16

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Mas o fato de Gabriel vir pessoalmente trazer esse "informativo" era, por si só, estranho.

Desde quando ele era tão bondoso?

Olhei para ele e perguntei diretamente: — Por que está me contando isso?

Gabriel silenciou por dois segundos e, de repente, sorriu.

— Talvez eu não queira que você me coloque sempre no mesmo saco que ela.

Eu não acreditei nem um pouco.

— Terminou?

— Ainda não.

Ele lançou um olhar para o Lucas, como se o achasse um estorvo, mas, incapaz de expulsá-lo dali, continuou falando para mim:

— Alice sofreu uma derrota desta vez, e a família Duarte não vai permitir que ela continue passando vergonha na escola. É muito provável que ela seja enviada para o exterior ou, no mínimo, transferida de escola por um tempo.

Meu coração deu um leve salto.

Isso eu não esperava.

Na vida passada, a obsessão da Alice pelo Lucas era profunda e ela não o largava porque ele havia caído primeiro em uma zona que ela podia controlar, sem que ela precisasse pagar preço algum.

Mas esta vida era diferente.

Ela não conseguiu o que queria; pelo contrário, envolveu-se em escândalos repetidos e agora até a família interveio.

Se os Duarte realmente decidissem mandá-la embora, seria, de fato, uma enorme reviravolta para nós.

No entanto, não demonstrei alívio; apenas perguntei com calma: — O que você quer obter de mim com isso?

Gabriel me observou, e seu olhar subitamente se tornou um pouco mais profundo.

— Você sempre pensa assim de mim?

— E não deveria?

— ... — Ele pareceu ter ficado sem resposta por um instante e soltou uma risada baixa. — Tudo bem.

— Então considere que eu quero trocar essa informação por uma atitude melhor sua em relação a mim.

Franzi a testa.

Soava como uma piada, mas não me trouxe leveza.

Na fase final da vida passada, ele também usava esse tom, ora real, ora falso, para dizer coisas que confundiam os limites, apenas para apertar a corda pouco a pouco no momento em que você tentasse baixar a guarda.

Eu disse friamente: — Então você está querendo demais.

Gabriel fixou o olhar em mim e, após um momento, soltou um estalido com a língua.

— Você realmente não aceita perder nada.

— Digo o mesmo.

Provavelmente porque a resistência no meu tom era óbvia demais, o ar de desleixo em seu rosto finalmente diminuiu um pouco.

Mas, no fim, ele apenas me olhou e disse algo com um significado ambíguo:

— Linne, é melhor que você continue sempre lúcida assim.

Dito isso, ele se virou, entrou no carro e partiu.

Após o carro se distanciar, Lucas olhou para mim de lado: — Você acredita no que ele disse?

— Acredito em metade.

— Qual metade?

— Que a Alice foi contida pela família, é quase certo que seja verdade. — Fiz uma pausa. — Mas o motivo dele ter me contado isso não foi apenas por falta do que fazer.

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Lucas franziu ainda mais a testa.

— Ele não tem agido de forma normal ultimamente.

Eu dei um sorriso amargo: — E quando é que ele agiu de forma normal?

Apenas que o Gabriel da vida passada, ao menos no início, não se dava ao trabalho de girar ao meu redor com tanta frequência.

Nesta vida, talvez porque eu não tenha sido encurralada passo a passo como antes, e esteja sempre resistindo e fugindo, eu tenha me tornado mais "interessante" aos olhos dele.

Ao pensar nisso, aquele pouco de alívio se dissipou.

Se Alice fosse realmente enviada para longe, a maior ameaça diminuiria pela metade.

Mas a outra metade — Gabriel — não desapareceria por causa disso.

Pelo contrário, ele poderia se tornar ainda mais difícil de lidar.

Dois dias depois, a lista final do projeto de intercâmbio foi publicada.

Vi meu nome no mural de avisos da secretaria.

A lista estava impressa de forma muito formal, em letras pretas no papel branco, ordenada por desempenho.

Meu nome estava na primeira coluna, em uma das posições de cima.

Naquele instante, não ouvi mais nenhum som ao meu redor; senti apenas como se meu peito tivesse sido subitamente aberto, uma onda de calor subiu e até a ponta dos meus dedos formigou.

Eu consegui a vaga.

Não foi por pouco, não foi por sorte.

Foi após tantos obstáculos, humilhações, boatos e provocações que conquistei isso, puramente pelo meu próprio esforço.

Alguém atrás de mim exclamou: — Linne, você passou!

— E em uma das primeiras posições!

— Meu Deus, que incrível...

Voltei a mim, com os olhos já ardendo.

Lucas caminhou por trás, parou ao meu lado e seguiu meu olhar até a lista.

Ele não disse nada.

Mas vi sua mão, caída ao lado do corpo, fechar-se lentamente e depois relaxar, como se estivesse finalmente soltando um ar represado por muito tempo.

Após alguns segundos, ele disse baixo:

— Parabéns.

Virei-me para olhá-lo, com o nariz ardendo, e subitamente sorri.

— Lucas, eu consegui.

— Sim. — Ele também sorriu levemente. — Você conseguiu.

Havia outros colegas ao redor observando, comentando e dizendo que, afinal, aqueles boatos eram realmente falsos.

Mas todas as vozes pareciam distantes naquele momento.

Senti apenas que a luz do dia estava muito brilhante e o vento em meu rosto trazia um calor reconfortante.

Como se, finalmente, eu tivesse quebrado uma corrente que me prendeu por duas vidas.

19

Mas conseguir a vaga não significava que tudo terminaria ali.

Pelo contrário, os verdadeiros desafios vinham a seguir —

A burocracia antes da partida, a avaliação dos auxílios, os documentos para o visto, o treinamento pré-viagem e, o mais realista de tudo: o custo de vida.

Embora o projeto de intercâmbio oferecesse parte de uma bolsa e auxílio moradia, não cobria tudo. Somando o passaporte, tradução de documentos, exames médicos e despesas diversas, ainda era um valor considerável.

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Ao voltar para casa à noite, peguei o guia informativo do projeto e fui analisando item por item; meu coração, gradualmente, foi se acalmando da empolgação inicial e aterrissando novamente na realidade.

Lucas sentou-se à minha frente e revisou a tabela de despesas que eu havia listado.

— Quanto ainda falta?

Cerrei os lábios: — Se eu contar todo o dinheiro que tenho agora, ainda faltam cerca de três mil.

Três mil.

Para alguém como a Alice, isso talvez fosse apenas o preço de um enfeite em uma bolsa, o custo de uma refeição, ou nem bastaria para comprar um par de sapatos.

Mas, para a minha situação atual, era como uma parede muito real.

Lucas silenciou por um momento e disse: — Vou pegar mais alguns trabalhos temporários.

— Não. — Neguei quase imediatamente. — Você já dorme pouco; se pegar mais trabalhos, seu corpo não vai aguentar.

— Mas também não posso ver você deixar de ir por causa desse dinheiro.

— Eu vou dar um jeito.

— Que jeito você vai dar? — Lucas franziu a testa. — Linne, este não é o momento para ser teimosa.

Olhei para ele, sentindo uma mistura de impotência e amargura.

Ele parecia ser sempre assim.

Em momentos críticos, sua primeira reação era se sacrificar como suporte.

Eu disse suavemente: — Não se esqueça, eu ainda tenho uma chance.

— Qual?

— A solicitação de auxílio suplementar para alunos carentes da escola. — Apontei para o informativo. — Como já fui selecionada para o projeto, a escola e a equipe do projeto podem oferecer um suporte extra. O professor não disse antes que ajudaria a coordenar isso?

Lucas continuava de cenho franzido: — Mas isso pode não sair a tempo.

— Então teremos dois planos. — Eu disse. — Você pode pegar alguns trabalhos curtos, mas não pode se exigir demais. Eu também vou procurar o professor novamente para ver se há auxílios emergenciais ou doações de ex-alunos.

Após ouvir, a expressão dele finalmente suavizou um pouco.

— Está bem.

Eu sabia que aquele "está bem" era o máximo que ele aceitaria ceder.

Ao meio-dia do dia seguinte, fui procurar o Professor Souza.

Após ouvir sobre a falta de recursos, ele ficou em silêncio por um bom tempo antes de suspirar: — Você, mesmo tendo passado, ainda não se permite relaxar nem um pouco.

Dei um sorriso um tanto sem jeito.

— Professor, eu só quero tentar resolver por conta própria o máximo possível.

— Você já resolveu o suficiente. — Ele disse, tirando duas fichas da gaveta. — Esta é a solicitação de auxílio temporário da escola e esta outra é uma bolsa específica criada por ex-alunos. Complete a documentação e eu a encaminharei para você.

Peguei os formulários e o peso em meu coração finalmente diminuiu um pouco.

— Obrigada, professor.

— Não precisa agradecer sempre. — Ele ajustou os óculos, com uma expressão séria. — Você conseguir partir é, por princípio, algo que você merece.

Ao sair da sala, segurando aqueles dois formulários, senti pela primeira vez uma sensação real —

Nem todo caminho precisa ser aberto sozinha na força bruta.

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