localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 15

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 15

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O título do post era chamativo —

【Uma candidata de certo projeto de intercâmbio tem uma vida privada caótica. Ela realmente merece representar a escola?】

Ao clicar, meu corpo todo tencionou.

O que havia ali era aquela foto forjada que a Alice e suas amigas tinham colocado na minha mesa.

Embora a escola já tivesse lidado com o assunto uma vez, obviamente alguém a postou novamente na internet, acompanhada de textos com fortes insinuações. Coisas como "conseguiu a vaga por relações especiais", "fingindo ser pura de dia, quem sabe à noite", "o caminho de crescimento de garotas pobres é sempre o mesmo"...

Cada frase era maldosamente calculada.

O suficiente para gerar especulações e fazer com que quem não soubesse da verdade tomasse partido rapidamente.

Encarei a tela do celular e minha respiração falhou.

Desta vez não era apenas uma foto interna na escola, mas sim uma exposição pública em um fórum, o que equivalia a me arrastar para o centro da multidão para ser observada, julgada e humilhada.

Aquela náusea da vida passada — de estar sob câmeras, sob olhares e sendo comentada — ressurgiu com força.

Desliguei o celular bruscamente, com as palmas das mãos suadas de frio.

Lucas acabara de voltar de fora e, ao ver minha expressão, percebeu que algo tinha acontecido.

— O que houve?

Não falei nada, apenas entreguei o celular a ele.

Depois que ele leu, sua expressão esfriou ao limite quase instantaneamente.

— Vou à sala de informática descobrir quem postou.

— Não adianta — eu disse com a voz embargada. — É um post anônimo, com certeza há alguém por trás, será difícil descobrir de imediato.

— Mas não podemos deixar como está.

— Claro que não podemos deixar como está.

Forcei-me a manter a calma, com o cérebro trabalhando rápido.

A questão chave aqui não era apenas limpar meu nome, mas sim o fato de que isso poderia afetar a avaliação final do projeto de intercâmbio. Se a equipe do projeto visse um post desses, mesmo sendo falso, temeria a controvérsia e poderia me eliminar.

Era exatamente esse o efeito que eles queriam.

Olhei para o Lucas, com a voz leve, mas que foi se estabilizando pouco a pouco.

— Vamos falar com o Professor Souza.

— Desta vez não pode ser tratado apenas como um boato comum.

— Temos que prestar queixa na polícia.

Lucas hesitou por um momento.

Encarei-o e disse palavra por palavra:

— Já que eles ousaram colocar isso em uma plataforma pública, que não me culpem por fazer disso um caso sério.

Na vida passada, meu erro foi sempre achar que bastava aguentar, esconder e esperar passar.

Mas qual foi o resultado?

Aquelas pessoas, por causa do seu silêncio, só acham que você é um alvo mais fácil.

Nesta vida, eu me recuso.

O assunto logo alarmou a escola.

O Professor Souza, ao ver o post, ficou com as mãos tremendo de raiva; ele contatou imediatamente a administração do fórum e o centro de informações da escola para deletar o conteúdo e preservar os registros de acesso, sugerindo também que eu fosse à polícia acompanhada de um responsável.

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Cerrei os lábios e disse suavemente: — Professor, eu não tenho nenhum responsável que possa vir tratar disso.

Houve um silêncio na coordenação.

O Professor Souza olhou para mim e um brilho de compaixão atravessou seus olhos.

Ele provavelmente percebeu, naquele momento, que aquela garota que sempre parecia calma, na verdade, muitas vezes não tinha nenhum adulto para lhe dar suporte.

Depois de dois segundos, ele disse com firmeza: — Não tem problema, eu acompanho você.

Naquele instante, senti meus olhos arderem.

Lucas também se colocou ao meu lado: — Eu vou junto.

O professor assentiu: — Certo.

O processo na delegacia foi mais formal do que eu imaginei.

Depoimentos, explicação dos fatos, entrega da origem da foto e dos registros de punição da escola, além de capturas de tela e links do fórum.

Sentada sob as luzes claras da delegacia, ao relatar os fatos palavra por palavra, eu não tremi.

Provavelmente porque, ao chegar ao fim, eu tinha apenas um pensamento em mente —

Eu faria com que elas pagassem o preço.

Não porque eu fosse frágil ou estivesse injustiçada e precisasse que alguém me defendesse.

Mas porque coisas assim, por princípio, não deveriam ser relevadas.

Ao sair da delegacia, já era muito tarde.

Os postes da rua estavam acesos e o ar tinha um frescor úmido.

O Professor Souza tocou meu ombro: — Não tenha medo, a escola continuará acompanhando o caso.

Eu disse seriamente: — Obrigada, professor.

Ele suspirou: — Quem deve agradecer é a escola. Fomos nós que não protegemos vocês direito.

Senti o nariz arder e não disse mais nada.

No caminho de volta, Lucas esteve muito quieto.

Somente quando estávamos chegando em casa, ele falou subitamente: — Linne.

— Sim?

— Desta vez, não importa o resultado, estarei com você.

Parei meus passos por um instante e olhei para ele.

Lucas olhava para frente, como se não estivesse acostumado a dizer essas coisas; sua voz era baixa, mas firme.

— Se o projeto não der certo, faremos o vestibular e seguiremos por outro lugar.

— Se o projeto der certo, eu te levo até a partida.

— Independentemente do caminho, você não estará mais sozinha.

A noite estava densa, a mercearia na entrada do beco ainda estava com as luzes acesas e o sino de vento pendurado na porta tilintava suavemente.

Olhei para ele e senti meu coração ficar incrivelmente em paz.

— Combinado.

18

No dia seguinte à denúncia na polícia, as ações da escola aceleraram visivelmente.

As postagens relacionadas no fórum foram completamente deletadas e as informações de acesso foram transferidas para as autoridades. Uma breve reunião foi realizada para a série, proibindo estritamente os alunos de espalharem informações falsas, especialmente conteúdos envolvendo privacidade e humilhação pessoal; qualquer violação seria punida severamente.

Assim que essa postura foi adotada, muitos que apenas seguiam a maré se calaram imediatamente.

A multidão é assim.

Na maioria das vezes, não há uma grande maldade real; as pessoas apenas têm preguiça de distinguir o verdadeiro do falso e olham para onde houver barulho. Assim que percebem que o assunto pode trazer problemas, recuam rapidamente, como se nunca tivessem observado ou comentado nada.

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Não fiquei decepcionada com isso.

Pois, ainda na vida passada, eu já havia perdido as expectativas em relação à "omissão dos outros".

O que realmente me importava era a atitude da equipe do projeto.

Felizmente, à tarde, a professora responsável pelo projeto me ligou pessoalmente.

Seu tom era muito gentil; ela disse que a escola já havia prestado esclarecimentos sobre o caso de calúnia e que a equipe não deixaria boatos não confirmados da internet influenciarem a avaliação justa. Ela me pediu para esperar o resultado com tranquilidade.

Após desligar o telefone, fiquei sentada em meu lugar por um longo tempo, imóvel.

Lucas entrou pela porta de trás e, ao me ver assim, seu coração disparou de preocupação.

— O que aconteceu?

Olhei para ele e, lentamente, sorri.

— A equipe do projeto disse que não haverá impacto.

Ele soltou um suspiro de alívio visível, e a tensão em seus ombros relaxou.

— Que bom.

Assenti: — Sim, que bom.

Mas essa sensação de alívio ainda não havia se consolidado totalmente quando, após as aulas, vi o Gabriel do lado de fora do portão da escola.

Ele estava encostado naquela limusine preta, com o mesmo ar desleixado de sempre, como se tivesse certeza de que eu passaria por ali e de que não teria como evitá-lo.

Senti uma onda imediata de aborrecimento.

Lucas obviamente também o viu, e seu rosto gelou instantaneamente: — Ignore-o.

— Sim.

Mas, assim que tentamos contorná-lo, Gabriel se empertigou e me chamou:

— Linne.

Não parei meus passos.

Ele soltou uma risada baixa: — O que aconteceu no fórum não fui eu quem fez.

Acabei parando, afinal.

Não porque acreditasse nele, mas porque, em um momento como este, ele não precisaria vir até aqui apenas para dizer bobagens.

Virei-me para encará-lo: — E então?

Gabriel deu dois passos à frente, com o olhar fixo em meu rosto.

— Então, pare de me olhar como se eu fosse o culpado por tudo o que acontece.

Eu quase ri de indignação.

— E você se acha muito inocente?

— Não disse que sou inocente — o tom dele era plano. — Mas desta vez realmente não fui eu.

Lucas interrompeu friamente: — Então o que veio fazer aqui?

— Vim dizer a ela — Gabriel nem sequer levantou as pálpebras para olhar para ele — que a Alice foi trancada em casa pela família e teve o celular confiscado. Aquele post no fórum provavelmente foi feito por uma daquelas duas seguidoras dela, tentando defendê-la, mas acabaram perdendo a mão na confusão.

Encarei-o, ponderando rapidamente a veracidade daquelas palavras.

Dado o estilo da família Duarte, não era estranho que Alice fosse isolada após ser suspensa, passar vergonha e envolver a polícia.

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