localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 13

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 13

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Com seus saltos altos, ela quase tentou avançar em minha direção, mas foi contida por um professor.

— Sabe o que eu mais odeio em você?

— Não é o fato de você ser pobre, nem de fingir ser superior.

— É que você não tem absolutamente nada, mas sempre age como se eu estivesse perdendo para você!

Ela chorava de forma desgrenhada, a maquiagem borrada, com uma voz tão aguda que chegava a ser irritante.

— Com que direito?

— Com que direito o Lucas prefere ficar com alguém como você em vez de mim?

O silêncio na coordenação foi mortal.

Olhei para aquele rosto distorcido e disse baixinho:

— Porque você nunca o respeitou de verdade.

Alice travou.

Continuei: — Você não gosta do Lucas.

— Você gosta daquela versão de si mesma que quer vencer alguém que não se curva a você.

— Você não se importa com quem ele é, nem com o que ele quer. Você só quer ganhar.

Eu já tinha dito essas palavras antes.

Mas em nenhum momento elas foram tão apropriadas quanto agora.

Pois ela mesma tinha exposto seus pensamentos distorcidos e egoístas diante de todos.

Alice encarou-me fixamente, as lágrimas continuavam a cair e os lábios tremiam.

Mas, no fim, ela não conseguiu dizer uma única palavra para rebater.

Talvez porque ela mesma soubesse que eu estava certa.

Por fim, a escola deu o veredito.

As duas garotas receberam uma advertência grave no prontuário, teriam que escrever uma carta de retratação e o caso seria comunicado a toda a escola.

Alice, por ser a mentora e pela natureza grave do ato, foi suspensa por uma semana, teve canceladas todas as suas indicações e prêmios deste semestre, e os pais seriam notificados formalmente.

A punição não era a mais severa possível, mas para uma "princesinha" acostumada a ser mimada, já era uma humilhação suficiente.

Ao sair da coordenação, já escurecia.

Pela janela ao fim do corredor, via-se o crepúsculo denso e o vento balançando as árvores.

Lucas estava me esperando do lado de fora.

Assim que me viu, aproximou-se e perguntou baixo: — Como foi?

— A punição foi decidida.

Resumi os resultados brevemente.

Lucas suspirou aliviado, mas logo franziu a testa: — Você está com uma aparência péssima.

— Estou um pouco cansada.

Era verdade.

Não era apenas pelo evento de hoje em si, mas pelas sombras da vida passada que aquela foto trouxe à tona, que ainda pareciam grudar em mim como água fria e úmida.

Tentei parecer normal, mas o Lucas obviamente percebeu que eu não estava bem.

— Eu te levo para casa.

— Está bem.

Caminhamos pelo pátio em direção à saída.

Perto do portão, ouvi alguém me chamar.

— Linne.

Parei meus passos.

Aquela voz era familiar demais.

Tão familiar que eu mal precisava me virar para saber quem era.

A expressão do Lucas esfriou na hora.

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Gabriel caminhou lentamente em nossa direção, mexendo no celular; sua expressão estava desleixada como sempre, como se o homem que acabara de entregar a Alice na coordenação não fosse ele.

Ao parar, ele me olhou por dois segundos e disse subitamente: — Você tem mais coragem do que eu imaginei.

Encarei-o sem responder.

Lucas colocou-se na minha frente: — O que você quer agora?

Gabriel levantou as pálpebras, lançou um olhar para ele com desdém e continuou falando para mim:

— Aquela foto foi loucura da Alice.

— Não tem nada a ver comigo.

Ao ouvir aquilo, tive vontade de rir.

— E daí?

— Você veio aqui agora para se justificar?

Gabriel olhou para mim e franziu levemente o cenho, como se não gostasse do meu tom de voz.

— Eu não preciso me justificar para você.

— Apenas vi o seu estado agora pouco e achei que você fosse colocar essa conta na minha conta também.

Meus dedos se contraíram.

Ele percebeu.

Na porta da coordenação, ao ver a foto, eu realmente misturei a vida passada com a atual por um instante; ao vê-lo pela primeira vez, senti como se meu coração fosse atravessado por agulhas de gelo.

Provavelmente aquela perda de compostura foi tão óbvia que ele a captou.

Respirei fundo, tentando manter a voz estável:

— E não deveria ser colocada na sua conta?

— Na vida pass... antes, vocês não estavam sempre juntos?

Por pouco não falei demais de novo.

O brilho nos olhos do Gabriel mudou levemente, como se tivesse notado algo, ou talvez não.

Ele me encarou por alguns segundos e soltou uma risada baixa.

— Você realmente sabe culpar os outros.

— Mas tudo bem.

Ele falou com desdém, e seu olhar caiu sobre meus lábios claramente pálidos.

— De qualquer forma, você já tem medo só de me ver; uma conta a mais ou a menos não faz diferença.

O rosto do Lucas escureceu: — Suma daqui.

Gabriel pareceu finalmente perder o resto do interesse e esfregou a nuca.

— Certo, não vou atrapalhar vocês.

Ele se virou para sair, mas parou por um instante e disse de lado para mim:

— Mas Linne, deixo um conselho para você pensar bem.

— A Alice passou por uma humilhação enorme desta vez e não vai deixar barato.

— É melhor você não andar sozinha.

Dito isso, ele partiu de verdade.

Mas eu, parada ali, senti um frio percorrer minha espinha.

Pois eu não conseguia distinguir se aquela frase era um aviso ou uma ameaça.

16

De volta ao novo endereço, pela primeira vez, eu não sentia vontade de fazer absolutamente nada.

Os materiais de inglês estavam espalhados sobre a mesa e a caneta posicionada ao lado, mas eu não conseguia absorver uma única palavra.

Embora aquela foto já tivesse sido rasgada e tratada, o impacto residual permanecia.

Era como se alguém, de repente, tivesse arrancado a cicatriz de uma ferida antiga pelas minhas costas, forçando-me a olhar mais uma vez para os vestígios mais insuportáveis.

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Lucas estava na cozinha fervendo água.

A base da chaleira velha estava um pouco solta, emitindo ocasionalmente um som de estática. Este lugar era tão pequeno que qualquer ruído podia ser ouvido com clareza. E, por causa disso, havia uma estranha sensação de estabilidade.

Pelo menos, não era aquele tipo de quarto vasto, vazio e silencioso a ponto de enlouquecer alguém.

Depois de um tempo, Lucas trouxe um copo de água quente e colocou ao lado da minha mão.

— Beba um pouco primeiro.

Assenti, segurando o copo; o vapor atingiu meu rosto, e só então senti a ponta dos meus dedos recuperar um pouco de calor.

Lucas agachou-se, ficando com a visão na minha altura.

— Aquela foto de hoje... fez você se lembrar de algo?

Meu peito se contraiu.

Ele perguntou com suavidade, quase como uma sondagem.

Mesmo assim, eu não conseguia responder imediatamente.

Porque por trás dessas palavras, "lembrar de algo", pesava uma vida passada que eu, até hoje, não ousava pronunciar levianamente.

Vendo meu silêncio, Lucas não me pressionou.

Apenas ficou me observando em silêncio, esperando que eu mesma falasse.

Baixei a cabeça, fitando a superfície da água oscilando levemente no copo e, depois de muito tempo, disse com a voz rouca:

— Lucas, se eu te dissesse que, às vezes, sonho com coisas terríveis, você me acharia estranha?

— Não. — Ele respondeu prontamente.

— E se nesses sonhos... estivéssemos você e eu, e nada fosse bom?

O brilho nos olhos do Lucas mudou levemente, mas sua voz permaneceu estável: — Então seria menos estranho ainda.

— Por quê?

— Porque ultimamente você tem estado com medo. — Ele disse. — Medo da Alice, medo do Gabriel, medo de que eu faça alguma bobagem. Você não está com medo por nada.

— Ninguém sente tanto pavor de certas coisas sem um motivo.

Senti meu nariz arder.

Então ele sempre soube.

Não que soubesse da verdade, mas sabia que por trás de todas as minhas atitudes incomuns, certamente havia uma razão.

Finalmente levantei a cabeça para olhá-lo e disse suavemente:

— Eu sonhei que, por minha causa, você aceitava a proposta da Alice.

— E também sonhei... que eu era aprisionada pelo Gabriel.

Ao dizer essa frase, meus dedos não puderam evitar um tremor.

As pupilas do Lucas contraíram-se bruscamente.

Continuei: — No sonho, a Alice nunca deixava você em paz. Ela te prendia ao lado dela, usando dinheiro, o futuro e até a mim para te forçar a se curvar.

— E eu, por sua causa, também virei alvo do Gabriel.

— Anos depois, nenhum de nós conseguiu realmente escapar deles.

O quarto ficou em um silêncio assustador.

Ouviu-se apenas o estalo do interruptor automático da chaleira ao desligar após a água ferver, vindo da cozinha.

Eu não sabia se o Lucas acharia que eu estava louca.

Afinal, algo assim soava absurdo demais.

Eu tinha até pensado que, se ele mostrasse o menor sinal de dúvida ou descrença, eu não o culparia.

Mas, no segundo seguinte, ouvi o Lucas perguntar baixinho:

— Então é por isso que você tinha tanta certeza de que não podia me deixar aceitar a proposta dela?

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