localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 12

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 12

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Para ser exata, era uma foto muito parecida com as da outra vida, o suficiente para causar náusea —

A garota na foto usava uma camisola clara, encolhida no canto da cama, pálida e com o olhar aterrorizado. O ângulo da foto era ardiloso; na beirada da cama, era possível ver o pulso de um homem e um relógio de luxo, sugerindo uma intimidade perturbadora.

Não era eu.

Pelo menos, não a eu desta vida.

Mas aquele rosto era claramente sete ou oito vezes parecido com o meu.

Encarei a foto e senti o sangue esfriar pouco a pouco; meus dedos começaram a tremer.

Muitas imagens da vida passada me atingiram como uma maré.

O quarto, a lente da câmera, as roupas que fui forçada a vestir, os registros feitos propositalmente.

Gabriel, às vezes por capricho, tirava fotos minhas de forma desleixada, dizendo que eu ficava "fotogênica" quando chorava e que guardaria para ver depois com calma.

Sempre pensei que aquelas coisas existissem apenas na vida passada.

Mas agora, aquela foto claramente forjada e manipulada era como um golpe de porrete, jogando-me diretamente de volta ao meu pior pesadelo.

As pessoas ao redor já tinham notado.

Sussurros e comentários começaram a surgir.

— O que é isso?

— Não parece ela?

— Não pode ser, ela faz esse tipo de coisa?

Meus ouvidos zumbiam e minha mente ficou em branco.

No segundo seguinte, a foto foi arrancada da minha mão.

Levantei a cabeça bruscamente e vi o Lucas ao lado da minha mesa, com uma expressão péssima.

Sem nem olhar duas vezes, ele dobrou a foto ao meio, rasgou-a em duas partes, e continuou rasgando até que não sobrasse nenhum vestígio do original.

A sala ficou tão silenciosa que se poderia ouvir o cair de uma agulha.

Lucas levantou o olhar, percorreu o ambiente e disse com a voz fria como gelo:

— Quem colocou isso aqui?

Ninguém falou.

— Vou perguntar mais uma vez: quem colocou isso aqui?

Um garoto no fundo, intimidado pelo olhar dele, balançou as mãos apressado: — Não fui eu, acabei de chegar...

Outra garota disse baixo: — Eu vi as amigas da Alice paradas aqui perto da mesa dela agora pouco.

Ao ouvir o nome "Alice", senti-me bizarramente mais calma.

Era ela.

Além dela, ninguém usaria um método tão baixo e cruel.

Ela sabia que me enfrentar diretamente agora não surtiria efeito, então começou a criar boatos, calúnias e a destruir minha reputação.

Até mesmo uma foto com conotação de humilhação sexual ela foi capaz de usar.

Enterrei as unhas na palma da mão, forçando-me a suprimir a náusea e o tremor.

Lucas já estava se virando para sair.

Eu o segurei pelo braço: — Onde você vai?

— Atrás dela.

— Não.

— Por que não? — O olhar dele transbordava uma fúria incontrolável. — Ela chegou a esse ponto e você ainda quer aguentar?

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— Não é aguentar — eu disse, olhando para ele. — É que não podemos ir assim.

Se o Lucas fosse atrás da Alice agora, independentemente de encontrar provas ou não, no fim eles seriam acusados de "perda de controle emocional" ou "ódio por amor não correspondido".

E eu continuaria carregando aquela lama sem ser limpa.

Já sofri perdas assim muitas vezes na vida passada.

Não sofreria uma segunda vez.

Respirei fundo e me levantei: — Vamos falar com o professor.

Lucas hesitou por um instante.

Recolhi com cuidado os pedaços de papel restantes; minha voz era leve, mas firme.

— Ela não gosta de manipular a opinião pública?

— Então, desta vez, vamos colocar o assunto às claras.

Na coordenação, após o Professor Souza analisar os fragmentos, seu rosto ficou muito sério.

— Quem fez isso?

Não citei nomes diretamente, apenas disse: — Alguns colegas viram as amigas da Alice perto da minha mesa ao meio-dia.

As veias na têmpora do professor saltaram.

— Absurdo.

— Isso é simplesmente absurdo!

Ele obviamente percebeu a natureza maldosa da foto; não era apenas um boato, era uma humilhação pessoal explícita.

Se nada fosse feito, não seria apenas a reputação de uma aluna na escola que seria destruída, mas também sua saúde mental, que já era frágil.

O diretor de ensino também foi notificado.

A investigação não foi difícil.

Havia câmeras no corredor em frente à sala; embora não mostrassem detalhes das mesas, eram prova suficiente de quem esteve perto do meu lugar e em qual horário. Somando-se aos depoimentos dos colegas, as duas seguidoras da Alice logo entraram em pânico.

Antes do fim das aulas, o caso chegou ao conselho disciplinar.

Alice foi chamada.

Mas, para minha surpresa, o Gabriel também apareceu.

Eu estava parada à porta da sala, vendo-o encostado na parede de forma desleixada; sua expressão não mostrava nenhuma emoção, como se estivesse ali apenas para ver a confusão por curiosidade.

Mas quando o olhar dele encontrou o meu, meu corpo todo tencionou.

Ele notou minha palidez; o brilho em seus olhos mudou levemente e depois ele desviou o olhar para dentro da sala.

Alice estava com os olhos vermelhos, negando: — Não fui eu, não sei de nada.

As duas amigas dela já estavam quase chorando, mas mantinham o silêncio.

Parada à porta, senti-me subitamente exausta.

Esse tipo de drama era sempre igual.

Elas feriam as pessoas sem escrúpulos e, quando o assunto ficava sério, começavam a fingir inocência e injustiça.

O Professor Souza estava muito irritado.

— Vocês têm noção da gravidade disso?

— A escola não é lugar para as brincadeiras de vocês!

Alice mordia os lábios, as lágrimas caíam com facilidade, chorando de forma lamentável.

— Professor, eu realmente não fiz...

Enquanto ela falava, Gabriel, que estava em silêncio do lado de fora, subitamente falou sem pressa:

— Por que está chorando?

Todos olharam para ele.

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Ele se empertigou, entrou na sala e fixou o olhar nos pedaços da foto sobre a mesa por dois segundos.

Então, disse calmamente:

— Se já fez, por que ainda finge inocência?

15

O silêncio na sala foi imediato.

Não apenas Alice ficou paralisada, mas até eu hesitei por um momento.

Ninguém esperava que o Gabriel falasse naquele momento e, menos ainda, que sua primeira frase fosse desmascarar a Alice diretamente.

Alice tinha lágrimas presas nos cílios e olhava para ele sem acreditar.

— O que você quer dizer com isso?

A expressão do Gabriel era indiferente, como se estivesse realmente entediado com aquela cena dela.

— Exatamente o que eu disse.

— Não foi você quem mandou colocarem a foto?

O rosto da Alice mudou de cor, e ela negou por instinto: — Eu não fiz isso!

— Ah — Gabriel arqueou levemente as sobrancelhas. — Então foram as suas amigas que agiram por conta própria?

Essa frase foi mais cruel do que dizer diretamente que ela tinha feito.

Era o mesmo que bloquear qualquer rota de fuga.

As duas garotas entraram em pânico na hora; uma delas começou a soluçar: — Não fui eu... eu só, só ajudei —

Assim que as palavras saíram, ela percebeu o erro e seu rosto ficou pálido.

Ninguém ali era bobo.

O diretor de ensino ficou com o rosto fechado: — Então realmente foram vocês?

A garota perdeu totalmente o controle, chorando e dizendo que a Alice estava com raiva e mandou que dessem "uma lição na Linne"; elas pegaram qualquer foto parecida na internet e colocaram na mesa de propósito, não imaginando que a confusão seria tão grande.

O último vestígio de cor sumiu do rosto da Alice.

— Você está mentindo!

— Foi você mesma que —

— Chega! — O diretor bateu com força na mesa. — Calem a boca!

Parada à porta, assistindo àquela farsa, senti apenas náusea.

Não porque a verdade foi revelada.

Mas porque, ao fazerem aquilo, elas realmente nunca pensaram nas consequências.

Acharam divertido, uma forma de extravasar a raiva, de me pisar, de me fazer sentir vergonha.

Quanto ao desespero que uma garota sentiria ao ver uma foto daquelas, se ficaria traumatizada, ou se perderia a oportunidade pela qual lutava — elas simplesmente não se importavam.

Minhas mãos estavam geladas, mas meu coração estava estranhamente calmo.

Porque finalmente não era apenas eu tentando me explicar sozinha.

As provas e o erro delas foram suficientes para expor a situação.

O diretor disciplinar foi chamado, e o caso seguiu para uma punição severa.

Pensei que bastaria seguir os protocolos agora, mas, nesse momento, Alice pareceu enlouquecer e virou-se bruscamente para mim.

— Está satisfeita?

Seus olhos estavam vermelhos; a voz tremia, mas não de tristeza, parecia mais uma perda de controle por ter sido acuada.

— Linne, você deve estar se achando, não é?

— Ver-me passar vergonha, ver o Lucas se voltando contra mim várias vezes por sua causa, e agora até os professores do seu lado... você deve estar muito feliz, não é?

Olhei para ela fixamente, sem dizer nada.

Não por falta de palavras.

É que, neste momento, percebi que certas pessoas não merecem qualquer explicação extra.

Mas Alice não se conformava.

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