localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 10

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 10

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Mas desta vez, ao olhar para mim mesma no espelho, meu coração não estava tão em pânico quanto imaginei.

Provavelmente porque eu já tinha visto uma maldade mais profunda.

Essas humilhações leves já não conseguiam me ferir tanto.

Fechei a torneira, sequei as mãos lentamente e voltei para a sala.

Assim que o Lucas me viu, percebeu que algo tinha acontecido.

— O que houve?

Balancei a cabeça: — Nada, só começaram a espalhar fofocas.

O rosto dele escureceu instantaneamente.

— Eu vou falar com...

— Não. — Segurei-o. — Não adianta procurar ninguém agora, só vai confirmar o que dizem sobre não termos autocontrole.

Lucas cerrou os dentes, com a fúria contida no olhar.

Eu disse suavemente: — Lucas, é exatamente isso que eles querem ver.

— Eles sabem que não podem nos pressionar diretamente, então querem nos arrastar para baixo por outros meios.

— O que menos podemos fazer agora é nos desestabilizar.

Lucas me encarou e, após um longo silêncio, soltou um palavrão baixo.

Isso era realmente raro vindo dele.

Eu, ao contrário, tive vontade de rir, e aquele aperto no peito se dissipou um pouco.

— Está tudo bem — eu disse. — Quando eu conquistar a vaga, não importará o que digam.

Após as aulas, não voltamos para casa imediatamente; em vez disso, fomos conforme o planejado ver um quarto naquela antiga vila urbana.

O lugar era ainda mais caótico do que na minha memória.

Becos estreitos cruzados, fios elétricos emaranhados, prédios muito próximos uns dos outros; ao olhar para cima, o céu era apenas uma linha. No térreo havia vendedores de comida, sapateiros, técnicos de celular; crianças corriam pelos becos, uma barulheira com muito movimento cotidiano.

Mas era justamente por isso que estranhos misturados ali não chamariam atenção.

Quem nos mostrou o lugar foi uma mulher de cerca de quarenta anos, com voz alta, que falava enquanto caminhava: — Este meu quarto é pequeno, mas é limpo, um mês de depósito e um de aluguel, e não cobro luz e água errado. Para vocês, estudantes, é o ideal.

O quarto era no quarto andar, sem elevador.

Um quarto e sala, móveis velhos mas utilizáveis, a janela dava para o beco interno, a iluminação era comum, mas felizmente a fechadura era firme e havia muita gente entrando e saindo lá embaixo.

Eu e o Lucas nos entreolhamos.

Vimos a mesma resposta nos olhos um do outro.

Serve.

Comparado ao local atual que já era conhecido e poderia ser vigiado a qualquer momento, aqui era muito mais seguro.

O único problema era o dinheiro.

Depois que a proprietária informou o preço, fiz as contas mentalmente de forma rápida.

Somando o depósito e os custos básicos da mudança, consumiria quase todas as minhas economias atuais.

Lucas obviamente também estava fazendo as contas, com o cenho levemente franzido.

A proprietária, vendo nosso silêncio, como se temesse perder o negócio, acrescentou: — Se vocês realmente quiserem alugar, posso fazer cem de desconto, mas não menos que isso.

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Respirei fundo e, quando ia falar, Lucas se antecipou: — Vamos alugar.

Fiquei surpresa e olhei para ele.

Lucas estava com a expressão muito calma: — Vamos fechar primeiro.

Ao sair do prédio, perguntei imediatamente: — De onde você tirou o dinheiro?

Ele silenciou por dois segundos antes de dizer: — Nestes dois anos fazendo bicos, juntei um pouco.

— Mas você ainda tem que pagar taxas de materiais, taxas de simulados...

— Com isso eu dou um jeito depois. — Ele me interrompeu. — A mudança não pode esperar.

Olhei para ele, sem saber o que dizer por um momento.

Lucas era sempre assim.

Nos momentos críticos, ele sempre considerava primeiro como afastar a parte mais perigosa, deixando o que faria depois por último.

Eu disse baixo: — Não pode deixar tudo nas suas costas o tempo todo.

— Não está tudo nas minhas costas. — Ele olhou para mim. — Linne, você já não está carregando a sua parte?

— Você está se esforçando mais do que eu imaginei.

— Então eu não posso ficar parado enquanto você corre sozinha.

O vento da noite soprava no beco, trazendo um cheiro misto de comida e poeira.

Senti meu nariz arder e desviei o rosto.

— Mudamos no domingo — eu disse.

— Combinado.

Mas nenhum de nós esperava que, na noite de sábado, o imprevisto chegasse primeiro.

Naquele dia, eu estava no quarto organizando os materiais para entregar ao projeto de intercâmbio quando, subitamente, ouviu-se um estrondo na porta.

Não era uma batida.

Era um esmurro.

O som era urgente e pesado, como se quisessem derrubar a porta diretamente.

Meu coração saltou, e meu primeiro pensamento foi que o Gabriel ou a Alice tinham aparecido.

Assim que me levantei, o Lucas, que morava na frente, já tinha aberto a porta antes de mim.

— Quem é?

Do lado de fora estavam dois homens de meia-idade e uma mulher com maquiagem refinada.

Assim que a mulher viu o Lucas, seu olhar esfriou.

— Você é o Lucas?

Lucas franziu a testa: — Quem são vocês?

A mulher não respondeu, seu olhar passou por ele e caiu diretamente sobre mim.

— Linne, certo?

— Minha filha, ultimamente, por causa de vocês, não come nem volta para casa.

— Pessoas da origem de vocês nasceram especialmente para serem persistentes e inconvenientes?

Fiquei paralisada.

A mãe da Alice.

Na vida passada, eu a tinha visto apenas uma vez de longe e sabia que ela também era do tipo arrogante que valorizava muito a classe social.

Só não esperava que, nesta vida, ela viesse pessoalmente tão cedo.

Várias luzes se acenderam no corredor; obviamente os vizinhos tinham sido despertados.

A Sra. Duarte, usando sapatos de salto alto, estava no corredor estreito e escuro, parecendo que achava sujo até mesmo dar mais um passo ali dentro.

Ela encarava o Lucas com um desprezo indisfarçável.

— Não vim aqui hoje para ouvir explicações.

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— Fiquem longe da minha filha.

— Especialmente você, Lucas.

— Um estudante pobre que nem consegue pagar a própria mensalidade, por que finge ser tão íntegro? Acha que, ao recusar algumas vezes, parece ser mais valioso?

Ao terminar, ela tirou um cartão da bolsa.

— Aqui dentro tem duzentos mil.

— Pegue e suma da vista da minha filha.

O ar ficou silencioso de forma ensurdecedora em um instante.

Vi o rosto do Lucas empalidecer pouco a pouco. Não era hesitação, mas sim uma humilhação impossível de conter ao ter a dignidade pisoteada publicamente daquela forma.

Meu peito se contraiu bruscamente.

No segundo seguinte, a voz do Lucas tremeu de frio.

— Leve isso de volta.

A Sra. Duarte pareceu ouvir uma piada.

— Achou pouco?

— Já vi muitos garotos como você. Dizem que têm princípios, mas, para ser clara, estão apenas esperando um preço melhor.

Ela lançou um olhar para mim e acrescentou com naturalidade:

— Quanto a essa sua amiguinha de infância, não precisa fingir pureza. Pessoas como vocês não são as que melhor sabem usar afeto e pena como moeda de troca?

Minha cabeça latejou.

As humilhações e a raiva acumuladas desta e da outra vida subiram à garganta quase instantaneamente.

E o Lucas já tinha se antecipado, levantando a mão e derrubando o cartão no chão.

13

Aquele cartão bancário caiu no chão de cimento, emitindo um estalo nítido e irritante.

A luz do corredor piscou duas vezes, iluminando com clareza a expressão no rosto de cada um.

A Sra. Duarte obviamente não esperava que o Lucas derrubasse o cartão, e seu rosto escureceu de imediato.

— Você ousa?

Lucas estava parado na porta, com as costas eretas, mas com um olhar extremamente frio.

— Leve as suas coisas.

— E, daqui em diante, não volte mais aqui.

Ele não falou alto, nem sequer alterou o tom de voz, mas cada palavra parecia ter arestas afiadas.

A Sra. Duarte olhou para ele como se visse uma piada de mau gosto.

— Você realmente se acha importante.

— Eu ter vindo aqui falar essas coisas já é lhe dar consideração.

Ela deu um passo à frente com o salto alto, com um tom de benevolência e desprezo condescendente.

— Acha que eu não percebo? Pessoas como você dizem que não querem, mas no fundo só querem mais.

— Dinheiro, futuro, dignidade... qual dessas coisas a minha filha não poderia lhe dar facilmente?

— Você é firme agora porque ainda não foi moído o suficiente pela vida.

— Quando você, no futuro...

— Chega.

Ouvi minha própria voz.

Não era alta, mas estava estranhamente firme.

Todos os olhares se voltaram para mim.

Saí do quarto, parei ao lado do Lucas, olhei para o cartão no chão e depois encarei a Sra. Duarte.

— Sra. Duarte, certo?

Provavelmente por não esperar que eu respondesse diretamente, um brilho de impaciência passou pelos olhos dela: — Quem você pensa que é para se meter?

Meu peito ainda doía com esse desprezo explícito.

Mas, comparado à vida passada, essa dor não era nada.

Olhei para ela com calma: — Quem eu sou não importa. O que importa é que hoje você trouxe pessoas para nos cercar onde moramos, coagindo e tentando subornar um estudante menor de idade; se isso for espalhado, quem passará vergonha provavelmente não seremos nós.

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