localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 2

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 2

PUBLICIDADE

Dito isso, ela desligou.

A enorme mansão mergulhou em um silêncio absoluto.

Gabriel jogou o celular de lado, que caiu no tapete com um baque abafado.

Meus cílios tremeram.

Ele levantou o olhar, sorrindo de forma extremamente gélida: — Não tem jeito, parece que o seu amigo de infância agrada muito a minha amiga de infância.

— Por que você simplesmente não tenta me agradar também?

— Vem cá, me abraça.

4

Coloquei os chinelos e saí da cama.

Abri a porta, olhando para a porta da frente com um ar de confusão.

As luzes do corredor do bairro antigo estavam fracas.

Eram duas da manhã.

Lucas já deveria estar dormindo.

Mas ouvi um ruído sutil vindo da porta em frente, que se abriu em seguida.

Lucas estava segurando um saco de lixo e, ao me ver, ficou momentaneamente surpreso.

— Você...

— Tive um pesadelo — eu disse antes que ele falasse algo.

Assim que terminei a frase, as lágrimas caíram descontroladamente.

Percebendo o meu estado, limpei as lágrimas e expliquei: — Deve ser a pressão dos exames ultimamente, desculpe pelo papelão.

Lucas ficou em silêncio por um momento, inclinou-se para deixar o saco de lixo na porta.

Depois, voltou para dentro de casa.

A casa era pequena; parada na porta, eu conseguia ver claramente que ele foi lavar as mãos.

Então, ele veio em minha direção.

Eu não recuei.

Lucas estendeu a mão, dando tapinhas desajeitados nas minhas costas para me acalmar: — Você está com fome? Posso fazer um prato de macarrão para você.

Sentindo o cheiro suave de sabão em pó vindo dele, as lágrimas voltaram a cair.

Segurei a barra da sua camisa, murmurando instintivamente: — Eu tenho dinheiro, não preciso do dinheiro de mais ninguém. Lucas, por favor, não faça nenhuma bobagem...

Nesse momento, uma voz preguiçosa e impaciente veio de baixo da escada: — Já sei, daqui a pouco eu trago ele de volta para você.

— Se eles tivessem que ficar juntos, já estariam. Com o que você está preocupada? O Lucas nem gosta de você, imagina dela.

No segundo seguinte, a voz dele parou abruptamente.

5

A lâmpada ativada por voz no topo da escada acendeu naquele instante.

A luz amarelada caiu sobre o rosto de Gabriel, tornando a sua expressão habitualmente desleixada um pouco fria. Ele estava com uma das mãos no bolso do casaco do uniforme e a outra segurava o celular, como se tivesse acabado de desligar uma chamada; aquele sorriso vago que costumava carregar nos lábios congelou em seu rosto.

Ele me viu.

E viu Lucas com a mão em minhas costas, enquanto eu agarrava a barra da sua camisa com os olhos vermelhos, como se tivesse acabado de chorar.

O ar de repente ficou tenso e silencioso.

O sangue no meu corpo gelou centímetro a centímetro, e até a minha respiração parou.

Inúmeras imagens da vida passada vieram à tona —

PUBLICIDADE

O quarto fechado, as cortinas pesadas, a porta que nunca se abria.

E o olhar dele sobre mim, carregado de escrutínio, possessividade e deboche.

Ele sempre era assim: na superfície, parecia não se importar com nada, mas na realidade era mestre em encurralar alguém silenciosamente até não haver mais saída.

Agora, a emoção em seus olhos era tênue, tão tênue que me deixava com mais medo ainda.

Lucas deu um passo à frente, bloqueando a visão dele sobre mim.

— Já é tarde. O que você está fazendo aqui?

Gabriel levantou o olhar, fixando-o no rosto de Lucas por dois segundos, e de repente soltou uma risada baixa.

— Isso é o que eu deveria te perguntar.

Sua visão passou por cima de Lucas e pousou no meu rosto, com um tom de voz tão preguiçoso que era impossível decifrar qualquer emoção: — No meio da noite, em vez de dormir, você vem chorar na porta de um garoto?

Meus dedos se apertaram aos poucos.

A voz de Lucas soou grave: — Isso não tem nada a ver com você.

— Ah, é? — Gabriel subiu os degraus, passo a passo, aproximando-se lentamente. — Como é que eu me lembro que hoje cedo vocês estavam cheios de orgulho, falando sobre ganhar na loteria, que não faltava dinheiro e que não precisavam da caridade de ninguém?

Ele parou diante de nós, olhando para mim de cima.

— Então, que cena é essa que estão encenando agora?

Consegui estabilizar a minha voz com esforço: — Tive um pesadelo, saí para tomar um ar e por acaso encontrei o Lucas.

— Ah. — Ele agiu como se acreditasse, ou como se simplesmente não se importasse com a verdade, comentando com indiferença: — Que coincidência.

Eu sabia que ele já estava desconfiado.

Pessoas como Gabriel nunca dizem "desconfio" abertamente. Ele apenas guarda no coração e, da maneira mais despreocupada possível, vai testando e provando lentamente até fechar todas as suas rotas de fuga.

Lucas claramente também percebeu isso.

Ele me trouxe para trás de si, com o tom de voz gélido: — Se não tem nada para fazer, vá embora.

Gabriel observou o movimento dele, e aquele resquício de sorriso em seus olhos finalmente desapareceu.

— A Alice me pediu para dar uma olhada. — Ele levantou as pálpebras. — Ela ficou com medo de você fugir com alguém.

Lucas deu uma risada de desprezo: — O que ela pensa que é?

— O que ela pensa não importa. — A voz de Gabriel continuava calma. — O que importa é que, quando ela quer algo, geralmente não desiste fácil.

Aquelas palavras foram como uma agulha de gelo cravada direto no meu peito.

Alice e Gabriel, na vida passada, eram exatamente assim.

Uma obsessiva, o outro cruel.

Eles nunca acharam que gostar de alguém envolvia respeito ou cuidado; eles apenas transformavam o "gostar" em posse e pilhagem, usando o amor como desculpa para pisotear os outros como se fosse um direito deles.

PUBLICIDADE

Respirei fundo e saí de trás de Lucas.

— Pois bem, agora você já viu. Eu não fui levada por ele, e ele não fugiu comigo.

Gabriel olhou para mim, com as pupilas profundas.

— Fugir? — Ele pareceu achar a palavra interessante, com o canto dos lábios levemente arqueado. — Você é boa em dar definições.

Não respondi, apenas o encarei: — Pode ir agora?

De repente, ele se inclinou, ficando mais perto de mim.

Instintivamente, eu paralisei.

Ele pareceu notar a minha reação; seus movimentos hesitaram por um momento e um brilho inexplicável passou por seus olhos. Em seguida, ele falou pausadamente: — Você tem medo de mim?

Meu coração encolheu de repente.

Lucas me puxou de volta com força, sua voz extremamente fria: — Fique longe dela.

Gabriel endireitou o corpo e passou a mão na nuca, como se tivesse perdido a paciência.

— Certo, não vou mais brincar com vocês. — Ele se virou, desceu dois degraus e, como se lembrasse de algo, olhou para trás, para mim: — Mas é melhor que tenha sido mesmo um pesadelo.

— Porque eu detesto quando mentem para mim.

Dito isso, ele se virou e partiu.

O corredor logo ficou preenchido apenas pelo som dos passos dele, cada vez mais distantes.

Só quando o som desapareceu completamente é que senti as minhas forças se esvaírem, e um suor frio começou a brotar nas minhas costas.

Lucas olhou para mim, com o cenho franzido: — Você o conhece?

Meus cílios tremeram.

Essa era uma pergunta que eu teria que enfrentar cedo ou tarde.

Mas ainda não era o momento.

Comprimi os lábios e disse suavemente: — Não exatamente.

Lucas claramente não acreditou.

— Então por que você tem tanto medo dele?

Fiquei em silêncio por um longo tempo antes de levantar a cabeça para encará-lo: — Lucas, se eu disser que a Alice e o Gabriel não são boas pessoas e que precisamos ficar longe deles, você acredita em mim?

Ele me olhou com seus olhos escuros e serenos.

— Acredito.

Fiquei atônita por um momento.

— Você não vai perguntar o motivo?

— Se você não quer dizer, eu não pergunto. — Ele fez uma pausa e acrescentou em voz baixa: — Mas se você diz, eu acredito.

Meus olhos arderam instantaneamente.

Seja na vida passada ou nesta, o Lucas parecia ser sempre assim.

Ele não era bom com palavras doces nem fazia promessas grandiosas. Mas, se eu falasse algo, ele ouvia com seriedade e guardava no coração.

Virei o rosto, limpando o nariz: — Estou bem agora, pode voltar a dormir.

Lucas não se mexeu: — Você consegue ficar sozinha esta noite?

Eu sabia do que ele tinha medo.

E eu realmente estava com receio de ficar sozinha.

Mas eu sabia ainda melhor que, em momentos como este, não podia deixar que ninguém nos pegasse em flagrante. Alice já estava de olho no Lucas, e Gabriel começou a me notar. Se eu ficasse com o Lucas esta noite, o que nos esperaria amanhã não seria apenas um simples teste.

Balancei a cabeça: — Consigo.

Lucas me observou por alguns segundos e, finalmente, assentiu.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia