Ela segurou o rosto dele com as mãos e tomou a iniciativa de beijá-lo.
O beijo doce terminou entre risadas felizes de ambos.
— Onde você quer morar? — O Duque a colocou de volta sob o edredom quente e envolveu sua cintura. — Eu farei o que você decidir.
— Isso não. — Ela encostou no ombro dele, segurando sua mão grande com a dela pequena. — Você precisa voltar, e nós iremos juntos.
Para ela, o único parente que tinha aqui já havia falecido, e além de sua loja, não havia outros vínculos.
Mas ele não; ele tinha um país inteiro para administrar e muitos assuntos para resolver.
Além disso, ela sentia falta do continente, do brilho solar de Wilder e dos outros mordomos adoráveis, do gentil Sr. Olie na biblioteca, do mestre Vis, do severo Dr. Will, de seus sete hamsters na mansão, da pequena Aman que parecia não gostar muito dela, das reclamações do tio Siou e da pequena Simi que sempre a chamava de "Senhora".
E, finalmente, o Duque que mais a amava, o homem que estaria disposto a desistir de tudo por ela.
Antigamente, sua felicidade era sua loja, seus doces e o avô do orfanato; agora, sua felicidade era estar ao lado dele.
— Mas tenho que pensar em como resolver o problema de ser uma "pessoa desaparecida" aqui — comentou ela, franzindo a testa.
— Pense nisso amanhã, durma agora. — O Duque deitou-se de lado, acariciando a cabeça dela e abraçando-a com força. — Está tarde, você precisa descansar cedo agora, querida.
— Você acha que será menino ou menina? — perguntou ela, curiosa.
— Qualquer um será bom, será o nosso tesouro. — Ele beijou o topo da cabeça dela. — Eu amo vocês.
0147 147 Vamos embora. (Final)
No dia seguinte, ela comprou várias mudas de roupa para o Duque, afinal ele não podia ficar andando pelas ruas com aquele uniforme de gala branco e dourado.
Ela não pretendia comprar tantas roupas modernas, mas...
O Duque era bonito demais.
Cada camisa, terno ou sobretudo que ele provava fazia o coração dela disparar.
Por fim, foi o próprio Tallon quem segurou as mãos dela para que parasse de escolher roupas para ele provar.
Depois, ela o levou pela mão até sua loja de animais.
A pequena Amy os recebeu com alegria e soube da notícia da gravidez.
Embora o progresso parecesse rápido, o Sr. Tallon parecia combinar muito mais com ela do que Chris.
— Este é o Tigrão, este é o Canhão, esta é a Alice e seus filhotinhos — apresentou ela.
— Eles são fofos — disse Tallon.
Ela deu um beijo doce na bochecha dele: — Eu também acho.
— Mas você é a mais fofa, querida.
— Para com isso...
Amy suspirou ao lado; já estava saturada de tanto mel.
Mas...
A mão de Amy, que abria uma lata de comida para gatos, hesitou.
Ela nunca mais veria a pessoa que lhe estendeu a mão no momento mais difícil.
Lágrimas começaram a cair sobre as sardas de Amy.
Ela se aproximou, preocupada: — O que houve, Amy?
— Embora você não seja muito esperta e às vezes até atrapalhe... — Amy soluçou.
Ela ficou um pouco sem graça enquanto limpava as lágrimas da menina.
— ...Mas ela é muito, muito bondosa e tem uma personalidade adorável.
— Eu sei — sorriu o Duque.
— Sr. Tallon, por favor, cuide bem dela.
— Eu cuidarei. Pode ficar tranquila ao entregá-la a mim, Senhorita Amy.
Nos dias seguintes, ela apresentou o seu mundo ao Duque; eles saíram em encontros como um casal comum por uma semana inteira.
No último dia antes da partida...
O entardecer estava belíssimo.
O Duque colocou um buquê de lírios brancos no túmulo do antigo diretor do orfanato.
— Vamos?
— Sim.
Ela não levou muitas coisas deste mundo, apenas um álbum de fotos dela com o diretor desde a infância.
Mais tarde, Tallon folheou o álbum.
A menina loira crescia página após página, enquanto as rugas aumentavam no rosto do idoso.
Na última página, havia uma foto de formatura.
A jovem radiante segurava um troféu, enquanto o avô de óculos fazia um sinal de "v" para a câmera.
Abaixo, havia uma frase escrita em inglês:
【 Espero que minha pequena Totó possa ser feliz todos os dias e que, no futuro, encontre alguém que nunca mais a faça chorar. 】
——— Continente de Tishuia ———
O Duque estava provando ternos sozinho, todos da coleção preciosa do Sr. Vis.
Por fim, escolheu um modelo vermelho brilhante da fileira esquerda, acompanhado de uma luxuosa máscara de pavão colorida.
Ele foi animado para o provador principal ver sua bela esposa.
Vis estava terminando de amarrar o laço de fita nela. Após saber da gravidez, ele correu para ajustar a cintura do vestido; embora ela ainda não tivesse barriga, era melhor prevenir, afinal tratava-se do futuro herdeiro da capital.
A longa cauda era adornada com areia estelar prateada, e joias em formato de flores prendiam seu longo cabelo.
Vis abriu a cortina satisfeito, mas nem teve tempo de reagir ao ver alguém de terno vermelho vivo e penas de pavão, exibindo um sorriso largo e orgulhoso.
Ela ficou atônita.
— Você está linda, querida~ — O Duque aproximou-se rapidamente, fascinado. — Hoje você é a pessoa mais bonita do mundo!
— Que roupa é essa? — Ela tirou a máscara dele com agilidade.
— O que foi?
— Não use isso.
— Por que?~ — O Duque ficou todo convencido. — Está com medo de que eu seja bonito demais e alguém me roube?~
A mão dela tremeu; sua expressão congelou.
Ela realmente deveria aprender com a autoconfiança dele.
— Mas eu só amo você, bebê~ — Tallon, radiante, a pegou no colo e girou. — Serei seu para sempre, meu amor~
Somente depois que o Sr. Vis levou o Duque de volta à sala de coleções e explicou que aquela fileira de ternos era para os mestres de cerimônia, o Duque finalmente trocou de roupa.
Aquele foi o maior casamento da história da capital.
A mansão recebeu todos os cidadãos que foram oferecer seus votos.
Ceci apareceu, assim como os rapazes da loja.
— Peço desculpas pelo meu comportamento anterior, pequena... digo, Duquesa.
Rails e Kieran usavam ternos formais; eles haviam pedido demissão do clube Prince e abriram juntos uma casa de massagem para os pés, que estava indo muito bem.
— Você não disse que ia demolir aquela loja? — Ela olhou para Tallon.
— Foi lá que nos conhecemos, como eu teria coragem? — confessou Tallon.
Ela deu um olhar de desdém para ele.
— Desejo felicidades, Milorde e Milady — disse Ceci, acompanhado de seu neto.
O neto tinha cabelos castanhos claros e uma estrutura pequena, lembrando um pouco como ela era no início.
O mestre de cerimônias foi o Sr. Olie, a convite especial do Duque, que disse que Olie o ajudara muito, especialmente em questões emocionais.
Embora ela tivesse dúvidas sobre isso, era imensamente grata a Olie e Dixiuwa.
Quanto à troca da pedra mágica, enquanto o Duque procurava por ela, Wilder, em seu turno da noite, descobriu Nova escondido no jardim com algo brilhante, tentando jogá-lo no poço profundo.
Tallon não contou a ela sobre a punição de Nova, apenas disse que não queria perdê-la nunca mais.
No final do casamento, houve o discurso e a bênção do tio Siou.
Ele até sussurrou para ela que, quando o bebê nascesse, ele ajudaria a cuidar, já que estava em idade de se aposentar.
Embora não se saiba como Tallon soube disso, ele comprou imediatamente uma vila à beira-mar para o tio, dizendo que era para ele e o Sr. Carter aproveitarem a aposentadoria — na verdade, ele não queria o tio reclamando na mansão todo dia, preferindo a vida a dois com a esposa.
Além disso, a mansão não carecia de criados para cuidar do recém-nascido; ele não queria que o idoso se cansasse com um bebê barulhento.
Sete meses após o casamento.
Ela deu à luz uma filha. Naquele dia, o povo da capital celebrou o nascimento da herdeira, desejando-lhe proteção e paz.
A bebê tinha cabelos prateados e olhos de um tom púrpura avermelhado, um pouco mais claros que o roxo profundo de Tallon.
— Ela se parece tanto com você. — Ela segurava a pequena no colo, que logo começou a procurar o peito da mãe.
Ela ajeitou a roupa, e a pequena começou a mamar com vontade, uma cena adorável.
— Realmente não dói mais? — O Duque ainda estava preocupado com o estado dela.
Ela balançou a cabeça, encostando no ombro dele, sem conseguir parar de sorrir ao olhar para a filha.
Ela era tão fofa que seu coração derretia.
— Senhora, como se sente? — Will abriu a porta do quarto.
O Duque imediatamente se atravessou na frente da esposa para cobri-la.
— Está bem, volto mais tarde.
E pensar que fora o próprio Will quem fizera o parto.
Depois disso, a pequena clínica do Dr. Will fechou novamente por ordens superiores irrecusáveis. Ele voltou para a mansão e retomou sua vida sendo explorado pelo Duque.
Mas desta vez, o foco principal era a recuperação pós-parto da senhora.
Afinal, os criados disputavam para carregar a pequena herdeira.
Após o nascimento, Wilder comprou uma câmera nova e tirou muitas fotos do casal e da pequena dona, colocando todas em porta-retratos.
Mas até hoje, Wilder se lembra de quando a pequena nasceu: o Duque, mesmo com a perna manca, andava de um lado para o outro sem parar.
———
No mercado de animais, há uma loja de hamsters chamada {Hamster Fofo}.
Havia nevado muito na noite anterior, e Aaron limpava a neve na porta.
— Espero que a primavera chegue logo, o inverno nesta cidade é frio demais — disse Amy, abraçada a Alice e Tigrão no sofá para se aquecer.
— Poxa, venha ajudar um pouco — reclamou Aaron, limpando as luvas molhadas.
— Ei! Como você fala assim com a gerente!
— A propósito, sempre tive curiosidade sobre quem são essas duas pessoas nesta foto. — Aaron pegou o porta-retratos no balcão.
— São a antiga dona desta loja e o marido dela — sorriu Amy. — Eram pessoas maravilhosas.
— E para onde eles foram?
— Segredo.
— O que tem de mais em contar?
— Ei! Amy, onde você vai!
— Limpar a areia dos gatos, quer vir junto?!
A neve caía do céu e a rua estava cheia de aroma de waffles.
Quando você oferece sua bondade ao mundo, receberá dele um presente em troca.
——— FIM ———