0144 144 Eu não consigo adivinhar.
Depois, Hilda e Tallon deitaram-se no sofá e passaram uma hora e meia assistindo a um filme de animação que ela queria ver.
O Duque ficou maravilhado com as imagens coloridas da televisão.
Ele nunca imaginara que o mundo dela teria tantas coisas estranhas, porém divertidas.
No entanto, enquanto assistia, Hilda encostou no peito de Tallon e bocejou.
— Com sono?
— Hum.
Ela ajeitou a pequena manta que os cobria.
Em seguida, ele a pegou no colo, passando os braços pelos joelhos e pela cintura dela.
— Vamos descansar. Onde fica o quarto?
— Siga em frente. — Ela envolveu os ombros dele, balançando levemente as pernas no ar.
O quarto não era grande, mas muito limpo e organizado, com um tapete felpudo e decorações fofas.
Ao lado da cama havia uma pequena escrivaninha com alguns materiais literários.
Mas o Duque notou imediatamente, sobre a mesa de cabeceira, um pequeno frasco colorido.
Seus braços ao redor dela se apertaram na hora.
Não era impressão sua; quando vira Hilda de longe hoje, achara que ela parecia mais magra. De perto, percebeu que aquele rosto de boneca estava bem mais fino.
Agora, ao carregá-la, ele sentia o quanto ela estava leve.
Tallon colocou Hilda gentilmente na cama encostada na parede.
Depois, sentou-se na beira da cama e pegou o frasco. Havia termos técnicos em inglês que ele não compreendia bem.
Exceto pela palavra em letras grandes: "VITAMINAS".
O Duque relaxou.
Hilda enrolou-se no edredom quente e sussurrou: — Pode me trazer um copo de água?
— Claro. — Ele foi buscar a água imediatamente.
Ela o observou indo até a sala, sentindo o coração transbordar de doçura.
Achara que nunca mais o veria; quando o viu diante de si, pensou ser um sonho.
Tallon voltou com um copo de água morna.
Ele a viu tomar a vitamina e segurou o pulso fino dela, acariciando-o.
Sentia pena e também se culpava.
Hilda viu Tallon com os cabelos prateados caídos e uma expressão triste.
Ela puxou o braço dele: — Não está com frio?
Em seguida, a pequena cama rangeu. Embora estivesse suportando um peso maior do que deveria, sua dona sentiu-se plenamente satisfeita ao se aninhar no abraço largo do homem.
O Duque apertou Hilda contra si; sentia que não a abraçava assim há muito tempo. Encostou o queixo no topo da cabeça macia dela: — Senti tanto a sua falta.
— Eu também — disse ela com doçura.
Ele riu baixinho e a apertou ainda mais.
A brisa da noite de primavera trazia um perfume suave através da janela.
O condomínio de Hilda era silencioso, exceto pelo som ocasional de um carro passando ao longe.
— Dormiu? — O Duque ainda não tinha sono. Observava sob a luz do luar o pescoço alvo e o belo cabelo loiro dela.
— Não.
— ... — Obviamente, ele começou a ficar inquieto, e ela também sentiu os pequenos movimentos dele.
Ele inclinou a cabeça, beijando a lateral da orelha dela, sentindo-a tremer levemente enquanto corava.
Ele segurou a nuca dela, aproximou-se de seu nariz, roçando-o algumas vezes, enquanto seus olhos roxos fitavam os lábios rosados entreabertos: — Eu te amo, bebê.
No pequeno quarto silencioso, começaram a soar sussurros e gemidos baixos de beijos apaixonados.
As mãos dela, que antes se apoiavam no peito nu dele, agora envolviam seu pescoço.
Ela fechou os olhos sentindo os beijos e toques dele, e a pulsação leve das veias no pescoço dele sob seus braços.
Durante as carícias, ele virou-se lentamente e ficou sobre ela; a cama rangeu novamente.
Ele inclinou a cabeça e começou a beijar o pescoço e a clavícula dela.
Hilda ofegava suavemente. A alça fina de seda foi puxada por ele; seus seios fartos e redondos ficaram expostos, sentindo o ar fresco por um segundo antes de serem cobertos pelo calor da respiração de Tallon.
Ela olhava para os longos cílios dele sobre seu peito, as sobrancelhas levemente franzidas, e a franja prateada espalhada em seu queixo, causando cócegas.
Ela tocou com a mão o osso da sobrancelha dele. Ele levantou os belos olhos roxos, lançando-lhe um olhar profundo, beijou a palma da mão dela e continuou a saborear os dois "algodões-doces" macios.
Ela começou a soltar suspiros dengosos com os movimentos dele, roçando propositalmente a perna na ereção dele.
Ele resmungou, levantou a cabeça bruscamente para beijá-la e deslizou a mão grande sob o tecido fino, segurando uma de suas nádegas, pronto para remover sua proteção.
Hilda imediatamente segurou o dorso da mão dele.
— O que foi? — O Duque perguntou com a voz rouca. Ele parou e olhou nos grandes olhos rosa dela, dando-lhe um beijo carinhoso.
— Adivinha~
— Período menstrual?
— Não. — Ela segurou o rosto dele e deu-lhe um beijo travesso nos lábios.
— Parou de gostar de mim? — Os dedos ásperos do Duque acariciavam a pele nua dela.
— Haha. — Ela sentia muitas cócegas.
— Eu não consigo adivinhar, bebê. — O Duque virou o rosto e a abraçou apertado.
Hilda aproximou-se do ouvido dele.
— Eu estou grávida.
0145 145 Uma sorte para o Duque
Ele paralisou por um momento após ouvir aquelas palavras.
— O quê? — O Duque achou que tivesse ouvido errado. — Não escutei direito.
— Eu disse que vamos ter um bebê — repetiu ela.
O Duque arregalou os olhos, incrédulo: — É sério?
— É sério. — Ela o abraçou, radiante. — O médico disse que já faz dois meses~
Parecia um sonho receber, de repente, a notícia de que seria pai.
No futuro, um pequeno ser que talvez se parecesse com sua amada, ou talvez com ele mesmo, entraria em sua vida para sempre.
Desde o acidente que lhe tirou os pais, ele viveu solitário por muitos anos apenas como o Duque da capital, lidando dia após dia com uma pilha interminável de documentos e processos.
Antes de conhecer ela, ele nem sabia como passar seu pouco tempo livre; talvez a vida de seu cocheiro de meia-idade, Jorett, fosse muito mais interessante que a dele.
Ocasionalmente, ao participar de festivais ou encerrar reuniões, via famílias com crianças e parentes de seus subordinados; ele recebia suas reverências respeitosas e depois partia sozinho, fingindo seriedade.
Sinceramente, ele os invejava, embora eles provavelmente o invejassem por sua alta posição.
Mas para Tallon, ter uma família feliz novamente era um desejo profundo escondido em seu coração.
Infelizmente, desde jovem ele não tinha interesse em Ômegas. Como Alfa, não sabia o que havia de errado consigo, mas não era um problema físico, pois ainda sofria com o passar dos anos e os períodos de sensibilidade cada vez mais inquietos.
Por fim, aceitou a sugestão de Will para realizar algumas marcações temporárias necessárias.
E, por sorte, isso o levou a ela.
Ele jamais a deixaria ir; esses três meses foram os mais felizes de sua vida.
E agora, ela lhe dizia alegremente que tinham um pequeno fruto desse amor.
— Eu vou mesmo ser pai? — perguntou ele mais uma vez.
— Sim. — Ela inclinou a cabeça para encostar no rosto dele, mas notou que os olhos dele estavam vermelhos. — O que foi? Não está feliz?
— Como não estaria? Estou feliz demais. — Ele encostou a testa na dela.
Ela sorriu docemente: — Quer ver o bebê? Embora ainda seja apenas uma sombrinha.
Ao terminar de falar, foi abraçada com tanta força que podia sentir as batidas aceleradas do coração dele contra seu peito.
Ela sentiu gotas úmidas tocarem a pele ao lado de sua orelha.
— Embora eu não tenha nada preparado agora, ainda quero te dizer uma coisa.
— O quê?
— Aceita se casar comigo, Senhorita?
0146 146 Serei seu para o resto da vida!
Quando era adolescente, ela às vezes fantasiava sobre o cenário romântico de seu futuro pedido de casamento.
Estar no centro de velas em formato de coração, enquanto um homem bonito vinha em sua direção com rosas, ajoelhava-se e abria uma caixinha vermelha com um anel.
E depois veriam fogos de artifício explodindo no céu noturno ao lado de um carrossel em um parque de diversões.
Mas, não faz muito tempo, Chris apenas lhe disse secamente "vamos ficar noivos", e isso já a deixou muito feliz.
Pois ela acreditava que, se houvesse amor, era o suficiente.
E agora, diante do pedido do Duque...
— Quero ouvir de novo — disse ela.
— Você aceita...
— Quero que diga que me ama.
— Eu te amo, Totó. — Tallon acariciou suavemente a nuca macia dela. — Amo muito, muito você.
Ela o apertou forte com os braços: — Eu também te amo, Sr. Tallon.
Assim que disse isso, foi erguida no ar com força; por sorte, o teto da casa era alto.
— Desta vez é de verdade? — O Duque olhou para ela com intensidade.
Ela riu da pergunta: — Com toda a certeza, eu te amo muito! Seu bobão!!
— Serei seu para o resto da vida!!!