《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 57

PUBLICIDADE

Hilda ouviu tudo com uma calma estranha. Ela entendeu tudo: por que ele sempre se esquivava quando ela tentava se aproximar.

Lembrando agora, o tempo com Chris não teve sequer um beijo no rosto ou um "eu te amo" formal.

Naquela época, ela estava tão solitária e cega que achava que ter alguém ao lado já era o suficiente.

Hilda não quis ouvir mais; saiu dali imediatamente. Em vez de confrontá-lo, ela queria cuidar de si mesma; já estava exausta.

Comprou comida, água e vitaminas em uma loja de conveniência.

Precisava de nutrição, por causa do bebê.

Ao chegar em casa, sentou-se no sofá e olhou novamente para o exame com a sombra do embrião.

Não sabia se seria menino ou menina, ou se pareceria com o pai.

Com esse desejo, seu humor melhorou um pouco.

Nos dias seguintes, o efeito do tufão diminuiu, o comércio voltou a ficar movimentado e ela reorganizou sua loja.

Amy a ajudou muito durante o inventário. Se ela não tivesse guardado o lugar nesses três meses, Hilda nem imaginava como enfrentaria a bagunça.

Mais alguns dias se passaram. Após terminar o trabalho e trancar a loja, ela se preparava para sair.

Ouviu o som de um violino ao longe e viu um artista de rua se preparando.

O pôr do sol caía sobre a longa rua comercial, e seus olhos rosa arderam com a luz alaranjada.

Colocou as mãos nos bolsos do casaco e caminhou em direção ao artista.

Ficou no meio da pequena multidão ouvindo do crepúsculo até a noite, até que o homem fechou a caixa do violino e lhe agradeceu com um sorriso.

Ela não foi para casa; seguiu pela rua comercial até parar em frente a um grande hipermercado.

O local era um pouco isolado, por ser um atacado em larga escala, e não havia muita gente.

Ela deu a volta no supermercado e caminhou até um terreno baldio nos fundos.

Havia alguns aparelhos antigos, brinquedos de criança: escorregador, gangorra... as cores originais estavam desbotadas pelo tempo.

Originalmente, ali funcionava um orfanato chamado "Sunshine", o lugar onde Hilda cresceu. No entanto, após a morte do antigo diretor há alguns anos, o lugar foi demolido e substituído pelo supermercado.

As crianças que ainda viviam lá foram levadas pelo governo.

E os jovens que cresceram ali seguiram caminhos diferentes. Ocasionalmente, alguém como Hilda aparecia para visitar, mas com o tempo, restou apenas ela.

Hilda olhou para o velho balanço pendurado na árvore torta do quintal, que ainda estava lá, imóvel, como se o tempo não tivesse passado.

Aquele balanço fora colocado pelo antigo diretor. Quando criança, Hilda amava se balançar ali.

Sentia que, ao se balançar, as preocupações sumiam com o vento.

Mesmo adulta, quando se sentia sozinha ou triste, passava a tarde inteira ali.

Às vezes, funcionários que saíam para jogar o lixo viam uma jovem loira sentada no velho balanço falando sozinha.

PUBLICIDADE

Ou rindo, ou chorando.

Hoje, o velho John levava sacos de lixo cheios para as lixeiras nos fundos.

Ele cerrou os olhos e colocou os óculos que levava no peito.

No terreno baldio, via-se um vulto com cabelos loiros ao vento.

Aquela moça voltou, não a via há meses, pensou que não voltaria mais.

Mas ela não parecia bem; parecia estar chorando.

John virou-se, suspirou e jogou o lixo nos cestos de coleta seletiva.

Nesse momento, alguém passou por ele.

Era um homem alto.

Muito bonito.

Seu cabelo prateado brilhava sob a luz da noite.

E então, John ouviu:

【 Totó, eu te encontrei. 】

0140 140 Deve ser amor, não é?

—— Dias atrás, continente de Tishuia ———

Will passara esses dias na clínica particular da mansão, e hoje finalmente poderia ir para casa, pois o Duque iria pessoalmente ao subúrbio oeste novamente, para aquela torre mágica abandonada.

Ouvira de Olie que o Duque procurava um jeito de ir para outro mundo.

Will achava aquilo um absurdo completo, afinal o último talismã já havia sido usado.

O Duque, que antes era um Alfa racional, tornara-se alguém desolado desde que se apaixonara.

É terrível... o chamado feitiço do amor.

Pensando nisso, Will abriu a porta de sua clínica e pegou na estante o livro antigo que mencionava as "mulheres".

Ele folheou o livro grosso, procurando minuciosamente pela parte sobre as 【Mulheres】.

A noite caiu lá fora e, exausto, Will espreguiçou-se; o livro escorregou de suas pernas.

Bocejando, ele o recolheu para voltar à página anterior.

As páginas grossas levantaram uma poeira sufocante.

Enquanto Will tossia, um pedaço de pergaminho velho voou de dentro do livro.

Will abaixou-se novamente para pegá-lo.

Limpou a poeira e olhou fixamente.

Caracteres antigos, traços mágicos.

Ele virou o papel; no rodapé do verso, havia uma frase escrita em inglês:

【 I can't live in a world without her. 】

——— No dia seguinte, mansão do Duque ———

Para ir ao mundo de Hilda, deveria haver algum meio de ligação entre eles.

— Mas obviamente funcionou.

— É a intuição de um mago.

— Eu não sei — ponderou Olie. — O que os ligaria?...

— Deve ser o amor — disse Dixiuwa.

— Será???

— Meu caro, você nunca leu nos livros? O amor verdadeiro transcende mundos.

— Ah, eu não leio essas coisas românticas, são para enganar crianças.

— Mas quem você acha que deixou esse talismã de teletransporte?

— Talvez o dono desaparecido daquela torre mágica.

— Por que ele deixaria isso?

— Deve ter sido pelo amor também.

— Será...

——— Antigo local do orfanato "Sunshine" ———

A noite no subúrbio era sempre muito silenciosa; ocasionalmente viam-se algumas estrelas.

Alguém caminhava em sua direção.

Ele pareceu chamá-la pelo apelido; a voz soava familiar.

Ele era idêntico a Tallon.

Mas aquilo era impossível.

A visão de Hilda tornou-se turva; ela olhou para ele e disse suavemente: — Estou sonhando?

PUBLICIDADE

O Duque ajoelhou-se diante do balanço, diante dela.

Ele segurou a mão pequena dela e a levou ao seu rosto: — Toque, veja se é um sonho.

Hilda segurou o rosto dele, observando-o com atenção.

Ela murmurou: — Tallon?

— Sou eu.

— Sr. Tallon?

— Sou eu.

Hilda estava atônita; disse sem acreditar: — Como você está aqui?...

— Vim buscar minha Totó que se perdeu.

O tom gentil do Duque atingiu o coração trêmulo dela.

O balanço oscilou.

Ela se jogou nos braços dele com força.

Ele caiu sentado no chão, os braços envolvendo-a firmemente. Ele acariciou o cabelo dela e beijou sua bochecha úmida.

O vento da noite do início da primavera soprava sobre os dois, um pouco frio.

— Está com frio? — perguntou ele primeiro.

Ela balançou a cabeça negativamente, escondendo o rosto ainda mais, abraçando-o pelas costas sem soltar.

— Tem alguém nos olhando ali — disse Tallon, arqueando a sobrancelha.

— Não me importa...

Ele riu baixinho, querendo erguer o queixo dela para um beijo profundo.

— Como você encontrou este lugar? — Ela perguntou, abraçada à cintura dele, levantando a cabeça diante do uniforme impecável.

Tallon suspirou: — Não foi fácil, mas encontrei algumas boas pessoas.

0141 141 Quem é você para ela?

O Duque abriu os olhos; a luz do amanhecer aqui era excepcionalmente penetrante, fazendo sua cabeça latejar.

Levou mais de uma hora para se acostumar com aquelas máquinas de ferro de quatro rodas que passavam ruidosamente emitindo zumbidos constantes e com a multidão de prédios altos e luxuosamente decorados que se amontoavam ao redor.

Sua "Totó" deve ter tido uma vida muito difícil morando em um lugar assim; como ela suportava tanto barulho e o esforço de subir escadas tão altas?

A escada em caracol de três andares da mansão já era o suficiente para ele.

Mas agora, ele precisava encontrar o orfanato chamado "Sunshine", sobre o qual Hilda sempre falava em suas conversas antes de dormir.

Essa era a única informação específica que ele possuía, pois Hilda apenas mencionara que era dona de uma loja de animais, mas nunca disse o nome; dissera também que morava em um lugar pequeno, mas nunca o endereço exato.

Ele deveria ter perguntado com mais clareza na época.

Não havia muitas pessoas nas ruas logo cedo. O Duque ajeitou o uniforme e começou a abordar cada transeunte que encontrava.

— Olá, por favor, sabe onde fica o orfanato Sunshine?

— ...Desculpe, não sei.

— Olá, por favor...

— Não compro seguros.

— Olá...

— Gatinho, quer me adicionar no chat?

O Duque perguntou do amanhecer ao meio-dia, mas ninguém conhecia o tal orfanato.

Ele caminhava sem rumo, e as ruas ficavam cada vez mais lotadas.

Havia muitas mulheres neste mundo, mas obviamente nenhuma delas era o seu "Algodão-doce".

O estranho era que muitas pessoas que passavam por ele acenavam, e algumas até seguravam pequenas placas brilhantes que emitiam flashes em sua direção, rindo e gritando: "Viva a América!!"

Embora, como Duque da capital, ele não se sentisse intimidado por tais situações, estava de fato exausto.

Ele decidiu sentar-se em um bloco de pedra próximo para descansar.

— Uau!

Um grito de surpresa veio de perto. Vários papéis e documentos caíram ao lado das botas de couro brancas de Tallon, parecendo muito com os processos que ele costumava despachar.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia