《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 56

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— Não, Sr. Duque — Olie explicou apressadamente. — Desta vez o círculo mágico está estável, isso não aconteceria.

A noite se aprofundou, as estrelas foram lentamente engolidas pela escuridão, e o Duque de cabelos prateados tornou-se cada vez mais silencioso.

Finalmente, o sino das doze badaladas da meia-noite tocou, mas a mansão estava em um silêncio mortal.

A orquestra retirou-se da casa.

As rosas nas mãos de Tallon murcharam; suas pétalas secas caíram sobre seus sapatos brancos, como se chorassem pela princesa que faltara ao encontro.

Até os criados comentavam:

【 Será que a pequena senhorita não vai mais voltar? 】

0137 137 Fale-me sobre ela

De madrugada, a capital emitiu uma ordem de busca de emergência, e os soldados realizaram uma varredura minuciosa sem descanso.

Diziam que o Duque estava procurando por sua companheira desaparecida.

Em apenas uma noite, o assunto tomou conta de toda a capital.

No segundo dia, o Duque foi pessoalmente ao subúrbio oeste, mas não encontrou nada.

No terceiro dia, o Duque recebeu o relatório dos soldados, e o resultado da busca também não foi satisfatório.

Hoje já é o quarto dia; o Duque mal pregou o olho nesses últimos dias.

Qualquer um percebia o abalo emocional do Duque, embora ele se esforçasse para manter a compostura.

Antony, seu secretário, notificou o tio Siou, o Grande Arquivista da capital, esperando que ele retornasse rapidamente de sua viagem, pois o Duque parecia estar prestes a desmoronar.

Na manhã do quinto dia, Tallon entrou no jardim de inverno do quintal.

Ele olhou para a fileira de dentes-de-leão onde um dia enterrara o pequeno hamster com ela; o lugar estava deserto, restando apenas os caules secos. Parecia que o vento da primavera já havia levado embora os polens.

Por outro lado, as eustomas brancas ao lado floresciam com vigor.

Tallon ficou ali parado, olhando fixamente por uma hora inteira, até que Wilder o lembrou na porta de que era hora de trabalhar.

No sexto dia, o Dr. Will veio à mansão.

O Duque parecia extremamente exausto. O brilho afiado de seus olhos roxos desaparecera, dando lugar a um olhar sem vida.

Will sentou-se com Tallon à longa mesa de jantar. Não havia mais ninguém na sala, pois os criados sabiam que o Dr. Will detestava interrupções de terceiros durante suas consultas.

— Sinto tanto a falta dela. — A voz do Duque soava rouca e fraca, e a última parte tremeu: — Sinto tanta falta que parece que vou morrer.

Will suspirou: — Sinto muito, não há nada que eu possa fazer para ajudar com essa "doença".

— Mas espero que o senhor se sinta um pouco melhor. — Will tirou um rolo de papel de sua maleta. — O professor Vis pediu que eu entregasse isso ao senhor.

Tallon o pegou e, ao desenrolá-lo, surgiu uma pintura. Seu olhar tornou-se profundo instantaneamente.

A pintura não era de outra pessoa, mas sim um esboço habilidoso dele e dela. A cena era a competição de caça naquele dia de neve; ela estava agitando aquela bandeirinha de sapo torcendo por ele.

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Ela sorria alegremente, e ele também.

Só então o Duque percebeu que, naquela época, o cabelo dela já passava dos ombros. Ele se lembrou de quando a vira pela primeira vez na loja, com aquele cabelo curto cortado de forma bagunçada.

Ele desejou que cada momento entre eles pudesse ser transformado em pintura; começou a temer que o tempo apagasse as memórias preciosas.

— Fale-me sobre ela — disse Tallon, levantando subitamente os olhos para Will.

— Falar o quê? — perguntou Will.

— Fale-me sobre ela, qualquer coisa serve.

— Eu não tive muitas conversas com a Senhorita Hilda.

— Não importa, eu só quero ouvir. — O Duque enrolou o papel cuidadosamente e continuou: — Três meses foi pouco tempo demais. Já repassei todas as minhas memórias com ela nestes dias, não há nada novo.

— Quero ouvir o que vocês conversaram — disse o Duque.

A expressão de Will pareceu um pouco hesitante, pois ele não era bom em lembrar conversas alheias, afinal atendia muitos pacientes por dia. Mas ele acabou aceitando o pedido: — Está bem...

Naquele dia, Will ficou sentado na cadeira de jantar, contando memórias triviais e breves que tivera com ela.

Mas o Duque ouvia com deleite, soltando ocasionalmente uma risada leve, como se Will estivesse contando a história mais fascinante do mundo.

Isso fez com que Will também sentisse uma pontada de dor.

0138 138 Eu vou atrás dela.

Na noite do sétimo dia, Olie recebeu a resposta do Sr. Dixiuwa.

Olie leu atentamente. Conforme escrito pelo Sr. Dixiuwa, era impossível haver erro no talismã, na pedra ou no círculo mágico. Então, por que a Senhorita Hilda...

Ele olhou para o Duque, que usava óculos e revisava documentos sob a luz da luminária no escritório.

De repente, Olie lembrou-se daquela conversa com ela na biblioteca. (Contexto: Capítulo 109 - Nosso Segredinho)

Era um dia ensolarado, o sol de inverno batia na mesa, e eles estavam sentados frente a frente diante da janela da biblioteca.

— Eu venho de outro mundo — disse ela.

Olie ficou estupefato. De início, pensou que ela estivesse brincando, mas a expressão dela era de total seriedade.

Além disso, aquele tipo de piada não tinha graça.

Olie franziu a testa: — Então a senhora me procurou para encontrar um jeito de voltar?

Ela assentiu, o que deixou Olie angustiado, pois sabia o que aquilo significaria para o Duque.

— A senhora pretende deixar o Duque? — perguntou Olie.

— Não — negou ela imediatamente, mas viu as sobrancelhas de Olie se franzirem ainda mais. — Eu não quero deixar o Sr. Tallon, mas no meu mundo também há pessoas que sentem minha falta.

— Não posso abandoná-los, preciso dar uma resposta para que fiquem tranquilos. — Ela hesitou, mas decidiu falar: — Na verdade, antes de conhecer Tallon, eu já tinha um noivo.

O silêncio perdurou por muito tempo. Hilda não ousava levantar a cabeça para ver a expressão dele.

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Aquilo certamente era infidelidade.

Certamente seria condenado por Deus.

Suas mãos suavam sem parar, e o coração batia forte.

O homem à sua frente finalmente falou, soltando um suspiro que a fez apertar as mãos com mais força.

— Talvez seja meu egoísmo — disse Olie com um sorriso leve. — Mas se for para escolher alguém para confiar a vida toda, acredito que o Duque seja um homem que vale a pena.

Ela levantou a cabeça surpresa e disse por fim: — Obrigada.

— Porém... — perguntou Olie. — O Duque sabe disso?

— ...Ele não sabe. Tenho medo que isso o faça pensar que eu sou uma... uma...

— Eu entendo seus sentimentos. Sobre a magia, farei o meu melhor para ajudá-la.

Lembrando disso, Olie aproximou-se da escrivaninha do Duque com a carta do Sr. Dixiuwa.

O homem à mesa não o notou, continuando concentrado nos documentos; seu cabelo prateado parecia amarelado sob a luz.

Talvez ela tivesse mudado de ideia agora.

Ao voltar para o seu mundo, talvez tivesse sido conquistada novamente pelo noivo.

Ela certamente não voltaria; deveria ter retornado ao lado do Duque há sete dias.

Ela perdeu o prazo da pedra mágica.

Se ela realmente amasse o Duque, como poderia perder essa única oportunidade?

— Sr. Duque, quero falar com o senhor.

Olie contou toda a verdade a Tallon, pois ele tinha o direito de saber.

Claro, Olie também esperava que ele saísse daquele estado de desolação; ver o Duque assim lhe causava um sentimento indescritível.

Mas a resposta imediata do Duque superou as expectativas de Olie.

— Se ela não me quiser mais, quero ouvir essa recusa da boca dela — disse o Duque, tirando os óculos. Seus olhos mostravam cansaço, mas o tom era estranhamente calmo: — E não da boca de outros.

— Mas...

— Eu vou atrás dela. — O Duque levantou-se e passou por Olie.

— Onde vai procurá-la?! — Olie virou-se rapidamente.

Ele viu a figura alta do Duque sumindo na escuridão da noite.

E ouviu claramente a resposta:

— No mundo dela.

0139 139 A linha de retorno do amor.

——— Duas semanas atrás, hospital ———

Após estabilizar suas emoções, Hilda preparou-se para deixar o hospital.

Havia muita gente na fila do elevador, parecia que demoraria várias viagens. Como não estava em um andar alto, ela pegou sua bolsa e procurou a escada para descer a pé.

A placa da saída de emergência brilhava em verde. Quando ia empurrar a porta entreaberta...

Uma voz familiar veio de dentro.

— Na verdade, Hilda era uma ótima opção — dizia Chris para alguém ao telefone. — Para nos dar um filho.

Ele zombou: — Ela é só uma azarada que cria ratos. Ter a chance de ficar comigo é uma honra para ela.

— Ela até acreditava naquela bobagem de que sou cristão. Eu só não queria tocá-la, ela é muito fácil de enganar.

Sua risada ecoava de forma distorcida no vão da escada.

— É uma pena — lamentou Chris. — Vai dar trabalho achar outra mulher assim. Meus pais ainda querem que eu case e tenha filhos logo. Você sabe, uma família tradicional não aceita o fato de eu amar homens.

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