《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 55

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Hilda dissera que precisava voltar no sétimo dia, caso contrário jamais retornaria ao continente de Tishuia. Já se haviam passado cinco dias e a pedra mágica continuava sem vida, mantendo-se como meros cacos de vidro.

O semblante de Hilda piorava a cada dia. No sexto dia, como Amy estava muito preocupada, decidiu ir ao apartamento de Hilda para cuidar dela.

No meio da madrugada, Amy acordou com o movimento agitado da pessoa ao seu lado.

— Irmã?

Logo em seguida, Amy ouviu sons de vômito vindos do banheiro.

Na manhã do sétimo dia, o tufão finalmente cessou. O Sr. Chris apareceu na porta do apartamento e levou Hilda ao hospital.

0135 135 De quem é o filho

Ao chegar ao hospital, passaram a manhã inteira realizando exames. Hilda não entendia por que Chris exigia um check-up tão completo.

Mas como ela realmente se sentia mal nos últimos dias, não recusou o pedido.

Por fim, Chris entregou uma pilha de relatórios ao médico, enquanto Hilda esperava ansiosa na cadeira do consultório.

Ela tinha um medo inexplicável de hospitais desde pequena; era sempre o diretor do orfanato quem a acompanhava nos exames. Após a morte dele, ela raramente vinha ao hospital, exceto por obrigações contratuais, já que sua saúde era boa.

Tinha pavor de enfrentar aqueles aparelhos frios sozinha.

Pensando nisso, Hilda olhou de soslaio para Chris; o rosto dele não demonstrava emoção, apenas observava o médico folhear os resultados.

Ela virou o rosto e começou a mentalizar o nome do Duque.

Estava preocupada se teria alguma doença grave.

Enquanto Hilda se perdia em pensamentos, o médico parou seus movimentos e o consultório ficou em silêncio absoluto.

Então, Hilda ouviu a risada leve da médica, cujas palavras foram muito nítidas:

— Parabéns, você está grávida. Pelo que vejo, o bebê já deve ter uns dois meses.

— O quê? — Hilda ficou em choque.

Chris, por sua vez, arrancou o formulário de exames da mão da médica.

Ele leu claramente as palavras escritas no rodapé: "Gravidez uterina precoce".

A médica olhou desconfiada para Chris e perguntou a Hilda: — Este é o pai da criança?

Hilda não conseguiu negar.

— Vamos conversar lá fora, Hilda. — O rosto de Chris estava péssimo; ele a puxou pelo braço e a levou para fora.

No corredor do consultório, muitas pessoas aguardavam atendimento.

— Não me diga que vai vir com aquela história de outro homem de outro mundo!

Hilda ainda não havia processado a notícia da gravidez. O som da voz de Chris a deixava ainda mais tonta, com a mente em total confusão. Naquela situação, ela sentia ainda mais falta de Tallon; desejava intensamente que ele estivesse ali para lhe dar apoio e segurança.

Ela poderia compartilhar essa alegria com ele; ele certamente a abraçaria com força e diria que a amava.

Muitas pessoas na fila olhavam curiosas para Chris. Ele percebeu e sentiu como se estivesse usando um par de chifres verdes e brilhantes.

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Não era algo honroso.

Ele a arrastou com força para uma sala de espera com fileiras de cadeiras de ferro, onde não havia muita gente.

— Me solte! — Hilda tentou livrar-se da mão dele, mas ele a pressionou com força para baixo.

Ela foi obrigada a sentar na cadeira.

— Diga-me a verdade, de quem é esse filho? — Chris perguntou sombriamente.

— Eu já te disse — respondeu Hilda friamente. — Mas você não acredita, não é?

Ela ouviu o escárnio dele novamente.

— Claramente um homem ruim e irresponsável. — Chris agachou-se, franzindo a testa. — Você pretende criar esse filho sozinha?

— ... — Hilda baixou a cabeça. Sabia de sua situação; a pedra mágica estava quebrada e hoje era o prazo final para voltar.

Suas mãos começaram a tremer. Ela não queria aceitar o fato de que nunca mais veria o Duque.

Mas o que mais a desestruturava era descobrir a gravidez justo naquele momento; era o filho dela com Tallon, o único vínculo que restava dele.

Hilda também sabia muito bem o que significava ser mãe solo.

Chris suavizou o tom: — Vamos continuar vivendo juntos, está bem?

Ela pensou que talvez ele quisesse ajudá-la.

Mas ele se aproximou de seu ouvido e as palavras que disse a deixaram sufocada.

— Aborte a criança. Agora mesmo.

0136 136 Quando soou o sino das doze badaladas

Abortar a criança?

As memórias com o Duque ainda estavam vivas; a felicidade e a alegria que ele lhe dera eram algo que ela nunca experimentara em todos esses anos.

.....

Hilda, com os olhos cheios de lágrimas, levantou-se e deu um tapa sonoro no rosto de Chris.

— Eu jamais faria um aborto!

Ela não controlou a força; sua própria palma ficou dormente com o golpe.

A única outra vez que ela batera em alguém seriamente fora quando criara coragem para dar um tapa em Tallon dentro da carruagem.

Chris ficou atônito por um instante. Ele virou o rosto lentamente e, com um olhar sombrio, jogou o relatório de gravidez sobre ela: — Faça o que quiser.

Dito isso, ele saiu dali imediatamente.

As pernas de Hilda fraquejaram. Ela se agachou e, com as mãos trêmulas, pegou o formulário do chão.

Olhando para a pequena sombra do embrião no papel, ela não conseguiu mais conter sua angústia e desamparo.

— Sr. Tallon, sinto tanto a sua falta...

——— No mesmo momento, continente de Tishuia ———

O Duque finalmente chegou ao sétimo dia, aguardando o retorno da pedra mágica. Para ele, cada dia sem Hilda fora como um ano de tortura, mas, nesse ínterim, ele preparou muitas coisas.

Toda a mansão estava repleta de flores e decorações lindas.

Embora parecesse um pouco exagerado, tudo fora organizado minuciosamente pelo Duque em suas horas vagas.

Naquela manhã, ele saíra cedo de carruagem para escolher o buquê mais vibrante de rosas vermelhas na floricultura.

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Vestia seu terno branco e dourado favorito e, na carruagem sacolejante, verificava inúmeras vezes a pequena caixa de presente vermelha em seu bolso.

Ao abrir a tampa, via-se um luxuoso anel de rubi; o diamante do tamanho de um ovo de pombo brilhava intensamente sob a luz.

No aro de ouro, havia uma curta gravação em inglês: "Meu amado algodão-doce".

Era o anel de noivado que ele encomendara há dois meses.

O Duque segurava-o com alegria; achava que Hilda certamente adoraria. Qual Omega na capital não desejaria um pedido de casamento luxuoso e um diamante daquele tamanho?

Além disso, ele mesmo adorava sua gaveta cheia de anéis de pedras preciosas.

Como Hilda seria a futura Duquesa da capital, para ele, ela merecia o tratamento mais magnífico do mundo.

O Duque começou a imaginar a expressão dela quando dissesse "eu aceito".

Certamente seria mais bela que um anjo.

Tallon abriu a cortina da carruagem. O dia estava ensolarado, e o vento da primavera com perfume de flores soprava em seu cabelo prateado e em seu rosto bonito, acalmando as batidas excitadas de seu coração.

Este dia seria o momento mais importante de sua vida.

No futuro, ele jamais estaria sozinho naquela mansão fria; teria a companhia de sua bela esposa para construir o lar deles.

Ele esperava pela volta dela.

Estava morrendo de saudades.

Olie organizou o círculo mágico no centro do pátio que o Duque já havia decorado.

A convite do Duque, uma renomada orquestra de cordas chegara à mansão; os músicos, com seus cabelos penteados para trás, ensaiavam a marcha nupcial.

Balões coloridos e fitas de todos os tipos faziam a mansão parecer um parque de diversões.

— Você acha que ela ficará feliz ao ver isso? — O Duque, segurando o buquê, parou diante do círculo mágico; não pôde evitar o nervosismo.

— Com certeza ficará feliz — afirmou Olie com convicção. — Quem odiaria um senso de celebração tão grandioso?~ O senhor parece o príncipe encantado dos livros de histórias.

— Exatamente! Sr. Duque!! — ecoou um coro de vozes abaixo.

Todos os criados da mansão estavam sentados em fileiras de cadeiras no gramado, prontos para aplaudir.

— É verdade~ — Tallon acalmou-se, ajeitou os sapatos, sentindo-se vitorioso.

Após meia hora de espera...

— Por que ela ainda não voltou... — O Duque começou a se preocupar.

— Ainda é cedo, a Senhorita Hilda pode não ter acordado ainda — disse Olie.

Mas o Duque continuou de pé até o meio-dia. Olie foi almoçar e trouxe um pequeno pedaço de pão para o patrão.

— Não quer comer um pouco primeiro? — Olie ofereceu o pão a Tallon.

— Não preciso, não tenho fome — recusou o Duque, baixando a cabeça para ajeitar as rosas em seus braços; elas já não estavam tão vibrantes quanto pela manhã, o que lhe trouxe um leve pesar.

Passou-se mais uma hora, duas, três...

O céu mudou da manhã para o entardecer, e do entardecer para a noite enluarada.

— Sr. Duque — Olie limpou o suor da testa. — Talvez o senhor devesse ir descansar, já está muito tarde.

— Não estou cansado, temo que Hilda não me encontre assim que chegar — o Duque estava realmente preocupado. — Será que ela caiu novamente no subúrbio oeste?

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