《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 54

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Hilda, em pânico, segurou a camisa de Chris. O copo de aço inoxidável caiu no chão, espalhando água quente. — Não vá, estou com medo...

Seu apelo não obteve resposta.

— Este tufão vai durar uma semana inteira. Vou para casa agora e depois volto para te levar ao hospital para um exame. — Chris soltou os dedos de Hilda que seguravam sua roupa. A expressão sombria no rosto dele a fez tremer involuntariamente. Ele olhou de cima para ela, que estava cada vez mais pálida. — Você não parece bem. Quando seu rosto estiver melhor, iremos visitar nossos pais.

Chris não deu chance para Hilda falar; abriu a porta e saiu do apartamento.

Hilda apoiou seu corpo exausto, levantou-se da cama e começou a limpar a água espalhada.

Ela achara que tudo correria bem, mas a pedra mágica que a enviaria de volta para Tishuia e para o Duque em sete dias estava quebrada, e o talismã era o último daquele mundo.

Deve haver um jeito...

Deve haver um jeito de nos vermos de novo...

Hilda esperava por isso, tentando se consolar. Tinha que aguentar; ele certamente estaria sentindo sua falta e esperando por ela.

Ela fez uma limpeza simples no apartamento onde não entrava há três meses. Nesse tempo, seu celular reserva terminou de carregar e a chuva lá fora diminuiu um pouco.

Ela ligou para o telefone comercial da sua loja de hamsters.

Ninguém atendeu.

Aquele tempo a deixava extremamente preocupada com os animaizinhos na loja. Trocou de roupa e, enfrentando o tufão, correu para lá.

Hilda chegou ao mercado de pássaros e, de longe, avistou sua loja { Hamster Baby }; as luzes estavam acesas.

0133 133 Porque a Senhorita Hilda é muito gentil

Amy estava escovando os gatos da loja; em instantes, teria que limpar as caixas de areia e trocar a ração dos pequenos hamsters.

Com aquele tempo, nenhum cliente viria, e as aulas na universidade haviam sido suspensas devido ao tufão. Ela podia fazer o serviço com calma.

O grande Maine Coon malhado, chamado Tigrão, espreguiçou-se no chão e bocejou, olhando para Amy com um miado manhoso.

Amy riu e afagou a grande cabeça peluda do gato.

Nesse momento, batidas insistentes ecoaram contra a porta de metal reforçada da loja.

Os gatos, em uníssono, viraram a cabeça em direção ao som.

O vento lá fora não dava trégua, e o som de alguém batendo naquelas condições fez Amy sentir medo.

Ainda assim, ela se aproximou da porta de ferro e inclinou a cabeça.

— Quem é?

— Pequena Amy? É você, Amy?

— Senhorita Hilda?!

Hilda jamais imaginaria que, durante esses três meses, Amy estivesse guardando e cuidando da sua loja de hamsters.

Ela poderia ter escolhido simplesmente deixar aquela loja cujo dono havia desaparecido.

— Senhorita Hilda, por onde a senhora andou todos esses dias... — As sardas no rosto de Amy ficaram vermelhas enquanto ela soluçava. — Eu chamei a polícia, entrei em contato com o Sr. Chris, mas ninguém tinha notícias suas. Naquele dia, corri para a clínica veterinária, mas só encontrei a Alice... eu a trouxe de volta... e ainda levei uma bronca do médico de lá...

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Hilda sorriu com o relato da pequena Amy e, então, contou-lhe tudo o que havia acontecido, para onde tinha ido e como tudo se passou, mesmo que soasse como uma história inventada.

O rosto de Amy mostrava uma expressão de total descrença, e seu semblante tornou-se hesitante.

Hilda forçou um sorriso nos lábios e disse suavemente: — É difícil de acreditar, não é?

Ela pretendia mudar de assunto para aliviar o constrangimento.

— Não! — Amy segurou a mão de Hilda, que ainda estava úmida da chuva. — Eu acredito na Senhorita Hilda!

— ...Por quê... — A voz de Hilda tremeu, e lágrimas deslizaram pelas suas bochechas gélidas.

— Porque a Senhorita Hilda é uma pessoa muito gentil. — Amy sorriu radiante. — Então, com certeza, foi isso que aconteceu.

Já fazia quase meio ano que Amy trabalhava meio período naquela loja. Ela viera de um pequeno vilarejo no interior para estudar na cidade; o pai falecera cedo e ela tinha um irmão mais novo no ensino fundamental. A situação financeira não era farta, mas sua mãe se esforçava para mantê-la nos estudos.

A mensalidade da universidade era cara, um grande desafio para sua mãe. Amy decidiu aproveitar as férias de verão para trabalhar na cidade, querendo aliviar o fardo da família e cuidar da mãe que a amava.

A paisagem da cidade era completamente diferente da do campo; o ar aqui parecia exalar um perfume agradável.

Isso fez com que a menina de sardas, tranças castanhas e óculos redondos e pesados se sentisse inferior.

Ela tornou-se hesitante e tímida; sua falta de confiança fez com que muitas lojas a rejeitassem.

Por fim, ela caminhou sem rumo até aquele mercado de animais. A primeira coisa que notou não foi a loja, mas sim Hilda, que na época segurava um gato branco de pelo longo na porta, sorrindo e cumprimentando os vizinhos.

Ela parecia tão linda, com aquele cabelo loiro puro que Amy tanto admirava, vestindo um vestido floral, gentil e bela como uma estrela no céu.

A pequena Amy também notou um cartaz de recrutamento com desenhos fofos ao lado dela.

Ela ajeitou os óculos redondos e, criando coragem, caminhou até Hilda.

Gaguejou em sua apresentação, e a bela dona da loja ficou ali, ouvindo-a falar bobagens por meia hora.

— Por favor... a senhora... poderia me contratar... me contratar?... — Seus dedos e lábios travavam de nervosismo.

Naquele momento, um par de mãos finas e macias segurou suas mãos trêmulas.

E então, ela pôde tocar a cabecinha peluda do gato.

— Claro que sim. Conto com você de agora em diante, Senhorita Amy.

Naquele dia, Amy teve certeza de que havia encontrado um anjo.

Mas, quando ela recebeu seu salário para pagar a mensalidade, recebeu a terrível notícia de que seu irmão havia se ferido e sido internado.

As economias da família haviam acabado. Ela transferiu o dinheiro do trabalho para a mãe chorosa, mentindo que a mensalidade já havia sido paga.

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Foi então que Hilda descobriu Amy chorando escondida na loja. Hilda segurou a mão de Amy novamente e a levou para seu apartamento, onde a confortou a noite inteira.

No dia seguinte, quando Amy ia solicitar o trancamento da matrícula, encontrou um envelope grosso em sua mochila com o dinheiro que faltava para os estudos.

E um bilhete escrito com uma caligrafia elegante:

"Este dinheiro será descontado do seu salário futuro, então estude e trabalhe com dedicação."

0134 134 Talvez eu nunca mais o veja

O tufão soprava furiosamente, fazendo os outdoors do mercado balançarem.

Em toda a rua, apenas as luzes da { Hamster Baby } estavam acesas.

— Deve haver outro jeito, não acho que o Sr. Tallon gostaria de ver a Senhorita Hilda tão triste assim... — Amy limpava sem parar as lágrimas no rosto de Hilda com lenços de papel.

— Ele também limpava minhas lágrimas com tanta paciência... — Ao ouvir o nome do Duque, o coração de Hilda se partia novamente.

— Oh~ — Amy não sabia como responder, não era boa em consolar pessoas, então apenas continuou: — Ele parece ser muito bom~

— ... — Hilda parou por um instante, fungou, olhou para Amy e disse soluçando: — Ele também me levava para cavalgar... e tocava violino para mim...

— Isso é maravilhoso.

Amy, percebendo que ela estava se estabilizando, pegou Tigrão — que as observava do chão — e sentou-se na cadeira à frente de Hilda: — Posso ouvir mais um pouco?

A Senhorita Hilda realmente parecia precisar de alguém para compartilhar suas emoções agora. Embora Amy sentisse pena do Sr. Chris, ela sempre achou que ele não gostava da loja de Hilda; desde que começara a trabalhar ali, as vezes que viu o Sr. Chris podiam ser contadas nos dedos de uma mão.

Ela pensava que era porque o trabalho do grande designer era ocupado, mas um dia ela viu claramente o nojo nos olhos dele, apenas porque o vestido de Hilda tinha alguns pelos brancos de gato após o trabalho.

Aquele é o tipo de olhar que amantes devem ter?

Enquanto isso, o rosto de Hilda se iluminava gradualmente com felicidade e doçura enquanto compartilhava sobre aquele outro homem que, embora Amy ainda não tivesse conhecido, parecia amá-la de verdade.

— A técnica de caça dele é péssima, mas o violino dele é realmente lindo de ouvir...

— Às vezes ele tem um temperamento infantil, mas me escuta muito bem...

— Ele até comprava hamsters e rosas lindas para me ver feliz...

— Aquele cupcake que comi com ele foi o melhor que já provei...

— Ele adora me chamar pelo meu apelido, foi a primeira pessoa que gostou tanto de me chamar assim...

— Não consigo lembrar quantas vezes ele me disse que me ama, mas agora, talvez eu nunca mais o veja...

Por fim, aquele relato que durou da manhã até a noite terminou em prantos.

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