《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 53

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Os olhos roxos do Duque ardiam com a intensidade do brilho. Papéis espalhados pelo escritório voavam por toda parte. A silhueta de Hilda começou a se distorcer sob a luz; aquela cena o lembrou das cinzas daquele pesadelo antigo.

Involuntariamente, ele virou as costas.

Dentro do halo, Hilda via a silhueta de Tallon cada vez mais embaçada. Ela apertava a pedra mágica em sua mão, mas subitamente teve um mau pressentimento.

Como se aquela fosse a última vez que se veriam.

O sentimento tornou-se tão forte que ela começou a entrar em pânico.

Havia uma barreira invisível no círculo mágico; ela só conseguia encostar-se nela e gritar o nome dele repetidamente.

Até que o som do vento cessou e as folhas de papel cobriram todo o quarto.

O único som audível era o tiquetaque do relógio de parede, que doía como uma flecha sangrenta atingindo o coração do Duque.

Sua voz tremeu.

— Totó, você ainda está aí?

— ...Responda-me.

— Você já foi?

— Totó?

— Sr. Duque, a Senhorita Hilda partiu em segurança. — Olie estava recolhendo os papéis brancos do chão.

Tallon virou-se rigidamente. Ele olhou fixamente para o círculo mágico agora vazio.

———

Hilda sentiu tontura e abriu os olhos com esforço.

O céu escuro, acompanhado pelo som do vento uivante, golpeava seus ouvidos violentamente. A ventania fazia sua cabeça latejar ainda mais.

"O tufão número X chegou à cidade hoje. Alerta de tempestades e raios. Não se abriguem ou parem debaixo de árvores. Pedimos aos cidadãos que tranquem portas e janelas e evitem sair..." — ouvia-se o anúncio de um carro de patrulha ao longe.

Hilda agarrou uma barra de ferro próxima e usou-a como apoio para erguer seu corpo enfraquecido. Olhou para cima: era um poste de anúncios com um pôster de uma celebridade famosa que ela conhecia.

Isso deu a Hilda a certeza de que havia retornado ao seu mundo.

Ela estava em uma rua comercial não muito longe de seu apartamento.

Em teoria, ela deveria estar feliz em voltar para seu lar original, mas agora parecia ter perdido a alma enquanto segurava aquela pedra mágica que deveria estar brilhando.

O Sr. Olie lhe dissera que a pedra emitiria uma luz fluorescente nítida assim que ela chegasse e, sete dias depois, a levaria de volta ao continente de Tishuia.

A pedra deveria brilhar.

Mas agora, a pequena pedra branca apertada em sua palma estava opaca. Parecia um pedaço comum de vidro, refletindo friamente suas pupilas dilatadas.

Com o zumbido em sua cabeça, Hilda não ouviu os passos apressados atrás de si. Um homem vestindo uma capa de chuva grossa esbarrou violentamente em seu ombro estreito.

Ela tentou agarrar o amor que caía de sua mão.

Mas o som do estilhaço foi engolido pelo vento uivante. Os cacos de vidro partido espalharam-se pelo piso de mármore amarelado, como uma flor esculpida transparente.

0131 131 A senhorita desaparecida

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— Desculpe. — O homem virou-se, olhou de forma estranha para Hilda caída no chão, pediu desculpas apressadamente e saiu correndo.

Os cabelos loiros de Hilda estavam encharcados pela chuva, seu vestido estava coberto de lama da queda. Ela desabou no chão, sem forças. Com as mãos trêmulas, tentou juntar os cacos, tentando desesperadamente reconstruir os restos no chão com sua visão embaçada.

Estilhaços de vidro entraram em sua palma, e o sangue vermelho misturou-se gota a gota à chuva.

Hilda chorava desesperadamente. Entre a tristeza extrema e o turbilhão interno provocado por outros motivos, ela começou a ter ânsias de vômito em meio às lágrimas e soluços.

Sentia que algo estava errado com seu corpo, mas não tinha energia nem disposição para pensar nisso agora.

No meio do tufão, o som da sirene do carro de patrulha aproximou-se. A luz branca intensa dos faróis iluminou o rosto pálido de Hilda, e então ela desmaiou completamente.

——— Continente de Tishuia ———

Pela manhã, Wilder preparava-se para ir à cozinha supervisionar o café da manhã do Duque. Ao descer as escadas, ouviu as exclamações de alguns colegas.

— O que você disse?! O pequeno senhor não é um senhor?!

— Então o que ele é?!

— Foi o que o Sr. Olie, o bibliotecário, disse. Talvez devêssemos chamá-lo de pequena senhorita.

— Pequena senhorita?! O que é isso?!

— Desculpe, eu também não sei.

— Mas eu sei que se mudarmos o tratamento e o chamarmos de pequena senhorita, ele certamente ficará feliz.

— Então parece que vou ter que mudar meus hábitos.

— Pequena senhorita, pequena senhorita, pequena senhorita~ Espero ver o sorriso alegre dela todos os dias.

Wilder esboçou um sorriso e, quando ia sair, ouviu passos pesados na escada.

Os criados que conversavam formaram uma fila apressadamente. Wilder também abriu caminho no corredor. Quando o Duque passou por ele, Wilder olhou desconfiado para o relógio: eram apenas seis da manhã, faltando duas horas para o horário de trabalho do Duque.

Normalmente, o Duque nunca se vestia e levantava tão cedo; desde que o pequeno senhor chegara à mansão, o Duque quase sempre saía do quarto no último minuto.

Mais estranho ainda foi que o Duque caminhou direto para a mesa de jantar e puxou a cadeira sem expressão, ficando ali sentado sozinho.

— Sr. Duque, o café da manhã ainda não está pronto. Gostaria de algumas frutas para forrar o estômago? — sugeriu Wilder.

— Não precisa. — A voz do Duque soou extremamente rouca.

Wilder franziu a testa; percebeu que o rosto do Duque hoje parecia muito exausto, provavelmente por não ter dormido bem.

Ele preparou-se para servir um chá quente para o Duque aliviar a garganta.

— Nos próximos dias o pequeno senhor não estará na mansão. Prepare apenas a minha porção — disse o Duque.

Wilder estacou por alguns segundos, murmurando: — Como o pequeno senhor não estaria na mansão...

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Assim que Wilder terminou de falar, viu o Duque levantar-se. Percebeu que os cantos da boca do patrão estavam caídos e seus olhos roxos, antes afiados, estavam opacos.

O Duque não disse mais nada. Virou as costas e saiu do casarão com passos firmes.

Os criados entreolharam-se. Apenas Wilder abriu a porta do quarto principal.

O lugar estava realmente vazio, mas as roupas de Hilda ainda estavam perfeitamente organizadas no armário; tudo parecia normal.

Até o criado de plantão da noite anterior disse que, exceto pela entrada e saída do Sr. Olie, ninguém mais havia deixado a casa.

Wilder suspirou.

【 Pequena senhorita, onde a senhora está? 】

——— Cidade X, dentro do apartamento ———

O tufão golpeava as janelas com força; a tempestade da noite anterior persistiu até a manhã.

— Espero que possa me dar uma explicação plausível sobre o que aconteceu nestes três meses em que você desapareceu.

0132 132 O escárnio de Chris

Chris estava sentado na beira da cama. Ao seu lado, Hilda mantinha a cabeça baixa, mordendo o lábio inferior sem coragem. Suas mãos apertavam o copo de água quente que acabara de encher.

— Você pode me dar mais um tempo?...

— Você está brincando comigo, Hilda? — Chris achou aquilo inacreditável. — Ontem à noite eu fui te buscar na delegacia no meio de um tufão, passei a noite inteira acordado cuidando de você e estou exausto. Espero que você seja sincera comigo agora.

Ontem ele já achara estranho o fato de ela estar usando aquele tipo de vestido clássico que parecia ser do século XIX.

O cabelo dela também estava bem mais curto do que antes; os fios que antes chegavam à cintura agora batiam nas clavículas. Ela sempre amara muito seu longo cabelo loiro liso.

O mais importante: por três meses inteiros ela abandonou sua própria loja de hamsters. Felizmente, uma funcionária chamada Amy o avisou, para que aquelas pobres criaturinhas não ficassem desamparadas, embora ele detestasse aquela loja de animais fedorenta.

Pensando nisso, Chris franziu a testa e suspirou: — Já pensou?

— ...Vai parecer absurdo.

— Existe algo sobre você que não seja absurdo? — ironizou Chris.

— Espero que possa acreditar em mim — disse Hilda, ansiosa.

— Sim, é claro que vou acreditar em você — respondeu ele.

— Três meses atrás, eu acabei viajando acidentalmente para outro mundo. — Hilda olhou nervosa para Chris após dizer isso. O rosto dele não tinha expressão. Ela apertou o copo e continuou: — Lá, encontrei uma pessoa que amo muito. Sinto muito, Chris, não posso mais continuar com você...

— Pff.

Ela ouviu o escárnio dele.

Chris sorriu com desprezo, como se olhasse para uma doente mental ou uma mentirosa compulsiva. A antiga Hilda nunca vira aquela expressão no rosto dele.

Mas ali, a única pessoa com quem ela podia desabafar era ele; ele era o único que ela achava que poderia acreditar em um fato tão absurdo.

Afinal, eles já haviam se "amado".

— Chris, por favor, acredite em mim, não estou mentindo — Hilda desesperou-se. — Eu realmente sinto muito em relação a você.

Assim que ela falou, viu ele se levantar da cadeira.

Um trovão estrondou e o relâmpago iluminou o quarto escuro.

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