《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 51

PUBLICIDADE

— Totó... — O Duque estava no ápice da carência. Ele se ajoelhou diante do vestido de seda longo de Hilda e apoiou-se nela com força, até encostar o rosto em seu peito macio. — Eu prometo que não vou mais fazer pirraça, Totó...

Hilda soltou um som de estranhamento; achou aquilo bizarro, como se um babuíno robusto estivesse tentando entrar em seu abraço pequeno.

— Tallon, por favor, me solte — ela disse seriamente.

— Não solto! — Tallon roçou o rosto no peito dela, com uma voz baixa e rouca: — Eu também quero deitar no seu colo!

O Duque acabara de dizer que não faria mais pirraça.

Hilda ficou preocupada se a largura dos ombros dele não causaria um problema na cervical se ele deitasse ali, mas suspirou e cedeu: — Só um pouquinho, está bem?

— Sim~ — O Duque ficou radiante. Ele repousou a cabeça nas coxas dela, sentindo o leve perfume de orquídea que emanava de sua pele.

Ela começou a ajeitar os cabelos dele, que ficaram bagunçados pelo vento após uma tarde inteira de espera.

Nesse momento, o Duque pensou em algo. Ele imitou o pequeno Alpha, arregalando os olhos e tentando fazer uma expressão digna de pena para conseguir uma migalha de compaixão. Mas, obviamente, Hilda parou o que estava fazendo e cobriu aqueles olhos enormes com a mão.

O Duque vinha navegando em um mar de mágoa nos últimos dias. Achava que seu "algodão-doce" não gostava mais dele, mas ele ainda a amava muito.

Mas! O Duque, ele! Não estava nem aí se ela gostava dele ou não.

A cara de pau do Duque era inabalável.

Ele! Adorava! Ser persistente! Aproveitador! Abusado!

— Totó, posso te beijar? — O Duque fingiu cautela, segurando a mãozinha dela que cobria seus olhos com a leveza de quem segura um algodão.

— Há um segundo você disse que precisava deitar no meu colo — Hilda reclamou da audácia dele.

— Mas agora preciso de um beijinho — o Duque sentou-se, ainda ajoelhado diante dela, envolveu a cintura dela com os braços e fez um biquinho.

Hilda achava que o comportamento de Tallon às vezes não condizia em nada com o de um monarca sério e maduro; era sempre tão infantil. Ela acabou cedendo, colocou as mãos nos ombros largos dele e inclinou-se para dar um selinho nos lábios projetados: — Pronto.

— Vamos cavalgar? — Tallon beijou as costas da mão dela. A luz baixa do pôr do sol suavizava seus cabelos prateados e as linhas marcantes de seu rosto.

O Duque a olhava com seus olhos roxos profundos, carregados de paixão. Seus cílios prateados eram belos como flocos de neve.

— Já está quase escuro, Sr. Tallon — Hilda sorriu gentilmente, segurando a mão grande dele.

Ele então acariciou a mão dela e sussurrou em seu ouvido, com a respiração quente atingindo seu pavilhão auditivo: — Bebê, a cavalgada que eu digo é na cama.

PUBLICIDADE

Hilda ficou paralisada.

— Você entende... cavalgar em mim~

— TALLON!!!

Ao voltarem para o casarão, os criados viram a marca nítida de um tapa no rosto alvo do Duque, que caminhava sorridente segurando a mão de uma pequena senhorita que parecia estar com os nervos à flor da pele.

Os criados não puderam evitar cochichos sobre o Duque estar começando a desenvolver alguns fetiches estranhos.

0127 127 Belo Sonho

A lua cheia pairava alta no céu noturno, e sua luz atravessava as frestas da janela do quarto principal, caindo sobre a cama vazia.

A mansão estava silenciosa, mas o escritório, que deveria estar às escuras àquela hora, mantinha o brilho quente e amarelado de uma luminária de parede.

O Duque estava à escrivaninha revisando documentos; precisava compensar o trabalho que deveria ter feito à tarde.

Hilda, vestindo uma camisola longa de seda branca, entrou no quarto silenciosamente carregando uma xícara de café fumegante.

Ela controlava seus movimentos para serem o mais discretos possível; não queria interrompê-lo.

Foi a primeira vez que ela viu Tallon trabalhando seriamente. Ele acabara de tomar banho e usava aquele pijama casual de seda preta com estampa de leopardo. Embora a vestimenta não combinasse muito com a seriedade dos documentos e da caneta de pena, vê-lo concentrado e de cenho franzido sob a luz era algo fascinante.

Hilda colocou o café suavemente na mesa e, na ponta dos pés, preparou-se para sentar no sofá de dois lugares atrás dele para esperar.

Mal deu um passo e sentiu a cintura ser envolvida, sendo puxada para o abraço familiar. Sentia o calor úmido pós-banho que emanava dele. Ele olhou para ela e disse, um tanto conformado: — Bebê, talvez eu termine tarde hoje. Se estiver com sono, quer ir dormir primeiro?

Ela balançou a cabeça: — Não estou com sono. Posso te esperar?

Os olhos do Duque suavizaram-se: — Claro.

— ... — Ela não conseguiu evitar o rubor, murmurou um "hum" e escapou do abraço dele.

Às vezes, essa ternura repentina do Duque, somada à sua beleza, era um golpe baixo!

Assim, Hilda cobriu-se com uma mantinha e deitou-se de lado no sofá, folheando um romance despretensioso. Ao fundo, ouvia o som da pena de Tallon riscando o papel com agilidade. O relógio de parede balançava segundo a segundo, e o som rítmico, aliado à paz da noite, começou a soar como uma canção de ninar.

Pensando bem, em seu antigo mundo, mesmo àquela hora, ela estaria cheia de energia mexendo no celular. Mas ali, eram apenas dez e meia da noite e ela já estava cambaleando de sono.

Talvez pela falta das distrações tecnológicas ofuscantes, a vida passava mais devagar.

Hilda bocejou discretamente, suas pálpebras pesaram e sua cabeça pendeu para o lado, caindo em um sono leve no sofá.

Ela teve um sonho.

Um sonho maravilhoso.

Nesse sonho, ela reencontrava Chris. Ela vestia aquele vestido floral, com os longos cabelos loiros bem arrumados, e eles caminhavam de mãos dadas até o túmulo do diretor do orfanato para trocar votos de uma vida inteira.

PUBLICIDADE

No caminho de volta, as cerejeiras estavam em flor, uma paisagem de beleza indescritível.

Deveria ser um belo sonho. Deveria ter sido um belo sonho.

Mas, nesse sonho, ela não via mais o Duque.

O cenário do sonho quebrou-se como um espelho. Ela abriu lentamente os olhos úmidos; a luminária do escritório fora apagada. Sentia o queixo dele encostado no topo de sua cabeça e os braços fortes carregando-a enquanto ele caminhava lentamente.

A curta distância entre o escritório e o quarto principal foi prolongada pelo Duque. Ela ouviu claramente quando ele, com a voz baixa e rouca, sussurrou várias vezes com cautela:

{ Eu te amo, Hilda. }

0128 128 A Suposição do Sr. Dishuva

Na manhã seguinte, o Sr. Olie retornou à mansão.

Ele estava apressado, com as roupas desgrenhadas.

— Espere, Olie — disse o criado à frente do casarão. — O Duque e a pequena senhorita ainda estão tomando café.

Mas Olie o ignorou e escancarou a porta principal.

— Totó, como você sabe fazer de tudo?~ — Tallon estava sentado na luxuosa cadeira de porcelana branca com uma xícara de café na mão. Olhando para cima, ele disse: — O lacinho que você fez para mim da última vez também ficou lindo~

Hilda estava dando o nó na gravata dele e sorriu levemente: — Aprendi essas coisas quando era criança, mas perdi a prática, faz tempo que não...

— Sr. Duque! Senhorita Hilda!

Olie os interrompeu bruscamente.

— ...O que foi? — O tom de voz do Duque perdeu imediatamente a alegria cheia de "corações cor-de-rosa" de um momento atrás. Ele levantou-se lentamente da cadeira, e sua estatura imponente fez Hilda parecer ainda mais miúda e frágil à sua frente.

— A situação da Senhorita Hilda é muito perigosa! — Olie disse, ansioso. — Ela pode ser transportada novamente para um mundo desconhecido de forma incontrolável.

Nos últimos dias, Olie viajara até a costa da cidade vizinha para visitar seu antigo mentor de magia, o Sr. Dishuva — que era mais um amigo do que mentor, dada a idade e os interesses semelhantes.

Dishuva sempre fora um tanto excêntrico, com sua barba longa e falas estranhas, mas sua competência mágica não ficava atrás da de outro grande mago que outrora fora famoso no subúrbio oeste.

Infelizmente, o paradeiro desse outro mago era desconhecido; talvez tivesse morrido ou fugido com alguém. Tudo sobre ele estava envolto em uma névoa de mistério.

Nas conversas com Dishuva, Olie soube que os talismãs mágicos atuais do subúrbio oeste eram sobras defeituosas do passado. Eram absolutamente instáveis e, embora a maioria tivesse sido destruída pelo exército da capital, alguns resquícios ainda existiam.

De acordo com a suposição do Sr. Dishuva...

Olie comprimiu os lábios, com uma expressão muito séria.

— Sendo direto, a Senhorita Hilda está agora na fronteira entre os mundos. Ela pode desaparecer a qualquer momento, e quanto mais tempo passar...

Antes que ele terminasse, a mão do Duque tremeu. Sua xícara caiu no chão com um baque, espalhando café e cacos de porcelana branca por todo lado. Os criados correram imediatamente para limpar a bagunça.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia