《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 50

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Isso lembrou Hilda da vontade que tivera de levar Chris ao túmulo do avô. Ela olhou para os olhos roxos de Tallon, que a fitavam com doçura, e não resistiu. Enlaçou o pescoço dele e beijou seus lábios. — Eu também espero.

Ela ansiava pelo calor dele, mergulhando no amor que sentiam. Seus dedos se entrelaçaram com força; a respiração quente dele percorria cada centímetro da pele dela em carícias e beijos profundos.

Até o fim da madrugada, os movimentos cessaram aos poucos. Ele enterrou o rosto no pescoço dela, ofegante, enquanto se retirava lentamente, deixando um rastro úmido. Ela murmurou algo, e os braços do homem voltaram a puxar as pernas dela para envolver sua cintura...

———

Nos dias seguintes, não houve notícias do Sr. Olie.

Contudo, hoje o tio Sion voltou à mansão, trazendo consigo um jovem de cabelos rosa, magro, com sardas no rosto e grandes olhos verdes.

Segundo Sion, era um primo distante que completara quinze anos e queria aprender equitação na mansão.

Wilder levou o jovem, chamado Simi, até as estrebarias para escolher um cavalo.

O dia estava ensolarado e a paisagem agradável. O pequeno Simi viu o belo cavalo branco, Amã, e ia se aproximar para acariciá-lo quando, por trás da silhueta do animal, avistou um balanço de trepadeiras e os longos cabelos loiros que flutuavam nele.

0124 124 O primo distante do Duque

O pequeno Simi ficou chocado. Nunca imaginara que pudesse existir um homem tão bonito no mundo.

Wilder pegou as rédeas para entregar ao sobrinho repentino, mas percebeu que o jovem estava paralisado, olhando para frente com uma timidez típica de um primeiro amor. Wilder achou estranho e virou-se para ver o que o havia fascinado tanto.

— Ah, Hilda! Você está aqui. — Sion fora primeiro à casa principal, mas não encontrara o futuro sobrinho-neto; agora que o encontrara, uma dúvida surgiu em sua mente, pois o ventre de Hilda estava muito plano para alguém que estaria grávida.

— Tio, o que faz aqui? — Hilda surpreendeu-se com a visita. Fechou o livro que estava em seu colo e levantou-se educadamente para cumprimentá-lo.

Aquele "tio" carinhoso fez o coração de Sion derreter; ele já nem queria mais saber se o sobrinho era capaz de engravidá-la ou não.

Sion puxou o pequeno Simi pelos ombros e o apresentou: — Este é o noivo do seu tio Tallon. Diga olá para o seu tio.

Simi arregalou os olhos verdes, hesitou e finalmente falou com timidez: — Olá, tio... meu nome é Simi, sou um primo distante do Sr. Duque...

O sol da primavera iluminava o corpo magro do jovem. Ele tinha cabelos rosa cacheados, grandes olhos verdes e uma pele muito alva, quase rosada. Hilda percebeu que a genética da família de Tallon era composta inteiramente por peles extremamente brancas.

Contudo, o jovem Simi parecia muito tímido; não ousava olhá-la nos olhos e apertava os próprios shorts com as mãos.

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Hilda sorriu gentilmente para ele: — Olá, Simi. É um prazer conhecê-lo.

As orelhas de Simi ficaram vermelhas e ele começou a gaguejar de cabeça baixa.

Depois disso, Sion confiou Simi aos cuidados de Hilda e Wilder e partiu na carruagem; afinal, o trabalho de Grande Secretário era exaustivo. Ele voltaria ao entardecer para buscar Simi.

Wilder levou-os ao campo de equitação. Nas horas seguintes, Hilda observou Simi aprender com Wilder; ele aprendia rápido, era talentoso e inteligente.

Durante o descanso, Hilda serviu chá de flores para Simi, e sentaram-se juntos para conversar. Ela sempre fora boa com adolescentes e, aos poucos, Simi relaxou e começou a compartilhar hobbies e histórias do seu dia a dia.

Hilda achou que ele era um bom garoto.

— Com licença... — Simi baixou os cílios, segurando a xícara de porcelana com as duas mãos. Ele se sentia desconfortável em chamar Hilda de "tio". — Senhorita Hilda... posso chamá-la assim?

Hilda estacou; ia dizer que não precisava de formalidades, mas o olhar dele a impediu de recusar. — Claro que sim.

— Obrigado, Senhorita Hilda! — comemorou Simi. Ele tomou o chá de um gole só e montou no cavalo animado, galopando pelo campo.

——— MEIO-DIA ———

A carruagem branca e dourada da mansão estava retornando. Hoje o Duque não estava tão ocupado e pretendia almoçar com sua amada.

No caminho, porém, ele avistou a carruagem preta e dourada saindo da estrada da mansão.

0125 125 A Crise do Duque

O Duque achava que talvez seu tio estivesse com tempo livre demais, já que vivia aparecendo por ali.

Ao descer da carruagem, ele entrou animado no casarão, mas não conseguiu encontrar seu tesouro.

Após perguntar, soube que seu "coraçãozinho" estava acompanhando um primo distante que o tio trouxera de algum lugar para aprender equitação.

O sinal de alerta disparou na mente do Duque, e ele correu desesperado para o campo de treinamento.

Ao pisar no campo com seus sapatos brancos, deparou-se com uma cena que quase fez seu coração parar.

— ...Fui autoconfiante demais... — O jovem Simi enrolava a manga comprida da camisa branca no braço direito, desculpando-se. — Não apertei bem as rédeas e acabei caindo do cavalo.

— Não tem problema, felizmente foram apenas alguns arranhões — Hilda tirou um algodão com álcool da maleta de primeiros socorros, com movimentos leves e um tom de voz suave. — Mas precisa ter cuidado, Simi.

— Sim, Senhorita Hilda...

Nem Hilda nem Simi notaram o Duque parado a pouca distância, com os olhos soltando faíscas.

Tallon conseguia sentir o cheiro dos feromônios daquele garoto de cabelos rosa; ele era claramente um Alpha!! Aquele pequeno Alpha estava declarando guerra!!

O Duque não aguentou mais e caminhou a passos largos. Ele suspeitava seriamente que eles o tinham visto, mas escolheram ignorá-lo.

Afinal, ele já estava parado ao lado do banco, mas Hilda continuava fazendo o curativo no pequeno Alpha!!

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E o pior: o toque dela era ainda mais gentil do que quando fizera o curativo nele na última vez!!! Até o lacinho que ela fez ficou mais bonito do que o dele!!! Por que aquilo?!!!

— Por que você mesma está fazendo o curativo dele?! — O Duque ficou ali, isolado, observando a intimidade dos dois, com o coração em chamas de raiva e ciúme.

Hilda soltou um suspiro de cansaço e franziu a testa: — Tallon, por favor, pare de fazer pirraça. O Dr. Will não está aqui hoje.

Não era que Hilda quisesse ignorá-lo, mas é que, nos últimos dias, ele vinha fazendo cenas dramáticas de choro e birra o tempo todo. Era exaustivo. Por melhor que fosse o temperamento dela, havia um limite.

— Mesmo que ele não esteja, há outros médicos na equipe!!

— Tallon!!

Simi puxou levemente a manga de Hilda e olhou para ela com um olhar de súplica: — Senhorita Hilda, por favor, não discuta com o Sr. Duque por~minha~causa.

— Ele é assim mesmo às vezes — o coração de Hilda derreteu. — Não ligue para ele.

— O quê... — O Duque arregalou os olhos.

— Tudo bem então, Senhorita Hilda — Simi lançou um olhar para o rosto de Tallon, que alternava entre o azul e o verde de raiva, e deitou-se timidamente no colo dela. — Senhorita Hilda, estou um pouco tonto... posso dormir um pouco?...

— Pode dormir, Simi — Hilda acariciou suavemente os cabelos cacheados e cor-de-rosa dele. Ele parecia um filhote de hamster fofo que despertava piedade.

Afinal, Hilda sempre teve aquele instinto de "irmã mais velha" de orfanato; ela adorava cuidar dos mais novos.

Para o Duque, aquilo foi como um raio em céu aberto. Ele não conseguia acreditar que sua figura elegante e atraente estivesse perdendo para aquele "poste" magrelo.

Ele engoliu o sapo e, sem outra opção, sentou-se num banco de mármore solitário ali perto. Fechou o punho e apontou um dedo para as nuvens: — Totó~ O tempo está ótimo hoje, não está?~

O Duque não recebeu resposta de Hilda.

Ele então começou a se exibir novamente: — Está perfeito para cavalgar comigo, não acha, bebê?~

Simi soltou um gemido baixo.

— Tallon, pare de falar. Você está incomodando ele — Hilda disse, descontente.

O Duque se calou.

Hoje, o Duque sofreu uma derrota humilhante.

0126 126 O Duque persistente

No fim das contas, o Duque teve que se encolher naquele pequeno banco de mármore, comendo a marmita que Wilder lhe trouxera, observando desolado aquele maldito sobrinho distante que viera do nada montando seu cavalo e recebendo a atenção gentil de sua amada.

Durante toda a tarde, o bumbum do Duque não saiu daquele banquinho de pedra.

Hilda sentia-se um tanto constrangida com aquele olhar intenso queimando sua nuca, mas preferiu continuar acompanhando Wilder no treinamento de Simi.

Somente ao entardecer, quando Sion terminou seus compromissos, ele veio buscar o relutante Simi. O tio partiu apressado, sem entender o motivo do olhar ameaçador de seu sobrinho mais velho.

Agora que finalmente tinha sua chance a sós, o Duque levantou-se do banco! Mas ele cambaleou, pois suas pernas longas estavam completamente dormentes de tanto ficar sentado.

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