《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 49

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— Você vai me dizer que pretende voltar, não é? — Ele disse isso com uma calma que não permitia identificar sua emoção.

Ela sentiu um aperto no peito. — Sim, mas eu...

Mas antes mesmo que ela terminasse a frase, ele agarrou a mão dela com tanta força que chegou a doer.

— Não! Eu não aceito! — O Duque exaltou-se e começou a levá-la em direção à carruagem estacionada ali perto. — Vamos para casa agora!

— Tallon, se acalme!

— Eu não consigo me acalmar agora! Não permitirei que você me deixe!

Embora ele não visse problema em ela sentir saudades de casa — ele chegara a pensar que ela, como ele, talvez tivesse perdido os parentes, já que o subúrbio oeste era um lugar caótico —, agora ela dizia que estavam separados pela distância de um mundo inteiro. Isso não era algo que se resolvia com uma carruagem; era absurdo demais!

Hilda queria que ele fosse racional. Ela ainda tinha o restante da explicação, mas sua mão doía pelo aperto dele. Naquele momento, sentiu uma saudade imensa de sua casa de hamsters, e a culpa em relação a Chris a fez sofrer profundamente.

— Mas eu não pertenço a este lugar! — Ela tentou soltar a mão dele.

— Mas você disse que me amava! — Ele parou os passos. O rugido rouco soou brusco naquela floresta silenciosa. — Você pertence a mim!!

Pássaros levantaram voo entre as árvores, assustados com o barulho.

O Duque viu a expressão de Hilda tornar-se sofrida, o que despedaçou seu coração.

— Você mentiu para mim? — murmurou ele.

— Sinto muito. — Ela nem sabia para quem estava pedindo desculpas: se para Chris ou para ele.

Assim que as palavras saíram, ela sentiu o aperto do Duque em sua mão afrouxar. Podia ouvir apenas a respiração pesada dele.

O Duque ficou em silêncio.

O tempo passava segundo a segundo. Ela não sabia o que ele pensava naquele silêncio, nem sabia o que dizer.

Talvez fosse abandonada à própria sorte; ninguém perdoaria uma mentira daquelas. Ela se sentia detestável, como uma impostora emocional.

Os cisnes já haviam desaparecido da superfície do lago.

Hilda esperou muito pela resposta do Duque, sem perceber que ele a observava de cima. Ela apertava as próprias roupas, nervosa, como um réu aguardando julgamento.

【 Era muito parecido com o primeiro dia em que ele se sentou à mesa, contando os segundos para que ela abrisse os olhos e o olhasse 】

A franja prateada do Duque balançou com o vento da primavera. O sorriso confiante desapareceu, dando lugar a uma profunda tristeza.

Até que ele contou as mesmas rodadas de segundos da última vez.

Mas, desta vez, ela não lhe dirigiu o olhar.

O Duque finalmente falou. Ele segurou o rosto dela com as mãos grandes e disse com voz rouca: — Eu quero que você olhe para mim.

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Ela ergueu o olhar, e o rosto dele refletiu-se em seus olhos.

As palavras do Duque foram decididas:

— Eu com certeza vou te levar de volta.

— Por quê? — Hilda nunca imaginou que ele diria aquilo, o que a deixou ainda mais confusa.

Ele apenas esboçou um sorriso de canto, com as sobrancelhas arqueadas em um semblante de resignação.

— Por que mais seria? Porque eu te amo, sua bobinha.

0122 122 O Duque entristecido

Apesar das palavras profundas, a situação agora era outra.

Hilda estava deitada de lado na cama, encarando a nuca do Duque.

Era uma sensação nova; em todo o tempo em que viviam juntos, era a primeira vez que ele dormia deliberadamente de costas para ela.

A noite estava alta. O luar que entrava pela janela brilhava nas pontas de seu cabelo prateado, mas o halo da lua tingia o quarto com um azul fluorescente nebuloso. Somado ao som da respiração pesada do Duque, o ambiente parecia sufocante.

Hilda aproximou-se de Tallon e encostou o rosto em suas costas. Através dos finos pijamas de seda, sentiu que a temperatura dele estava mais alta que o normal.

— Pode se afastar um pouco. — A voz do Duque estava muito rouca, mas não era a rouquidão sensual de quando faziam amor. Ele esticou a mão para segurar a mãozinha dela que envolvia sua cintura, apertando e soltando seus dedos com timidez. — Vai pegar em você.

Os pequenos gestos dele às vezes eram tão fofos que despertavam o instinto protetor de Hilda.

— Eu não me importo. — Ela o abraçou ainda mais forte. — Ainda está se sentindo mal?

A pergunta dela foi literal, mas fez o coração do Duque murchar novamente. Sua tristeza misturou-se ao mal-estar físico.

O mal-estar de Tallon era um resfriado, provavelmente por ter saído a cavalo de pijama pela manhã e tomado vento no lago.

À tarde, ele teve uma febre alta, e até o Dr. Will foi chamado à mansão.

Embora ela estivesse surpresa com a rapidez com que a doença o atingiu, vê-lo fungando e tossindo ao seu lado a deixava com o coração apertado.

O Duque não respondeu. Ele soltou a mão dela, puxou o edredom e moveu-se mais para a beirada da cama, como uma grande lagarta.

Mas esses movimentos não adiantaram; ela continuava encostada nele. Ele sentia a maciez dela e queria muito se virar para abraçá-la, mas estava extremamente preocupado com seu estado — e não apenas pelo resfriado repentino.

Hilda sentiu-se triste. Queria que ele se virasse para ela. Não se importava com o resfriado; importava-se com os sentimentos dele. Não queria que ele a evitasse propositalmente.

— Sr. Tallon... — chamou baixinho. — Você está bravo comigo por causa de hoje de manhã?

Ela o ouviu murmurar um "hum".

O Duque não tinha coragem de se virar agora porque estava muito triste. Sentia lágrimas nos olhos e achava vergonhoso chorar na frente dela. Tinha medo de que, ao olhar para ela, as lágrimas caíssem.

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Afinal, ele ainda estava no período de sensibilidade, uma fase em que ficava frágil e vulnerável. Ele não aceitava aquela situação; seu coração estava em pedaços, cada fragmento refletindo seu rosto sofrido e sua família destruída. Ele não queria passar por outra separação dolorosa.

— Eu preferia que você não fosse embora... — Sua voz baixa estava carregada de soluços.

— Sr. Tallon, você está chorando? — Ela sentou-se na cama e colocou a mão no ombro dele.

0123 123(H)Eu também espero

— ...Não — negou ele, enterrando a cabeça no travesseiro com voz embargada.

— Oh... não faça isso. — Ela balançou o "pacote" em que ele se transformara. — Você é quem deveria ser o chorão. Talvez seja minha vez de te chamar de bebê?

Às vezes, Hilda sentia que ela era a líder do relacionamento. Embora ele fosse mais velho, suas atitudes às vezes eram muito infantis.

— O bebê não vai mais ter o Totó... — Tallon ficava cada vez mais triste, incapaz de conter os soluços. As lágrimas caíam sem parar; fazia muito tempo que ele não se sentia assim. — Não vai mais ter o Totó...

Na verdade, o Duque tentou sair daquela tristeza angustiante, mas percebeu que não conseguia vencer um período de sensibilidade dominado por um coração partido.

Hilda afastou o cobertor e começou a limpar as lágrimas dele. Seus longos cílios prateados estavam úmidos. Ela baixou a cabeça e beijou o rosto alvo dele. — Vê-lo assim me dói o coração.

Com isso, ele virou-se de bruços e chorou ainda mais.

.....

— Eu não te disse de manhã? — Hilda acariciava as costas dele, que subiam e desciam com o choro. — Vamos esperar a resposta do Sr. Olie. Eu só quero voltar para resolver algumas coisas, não disse que não voltaria.

Naquele dia, nas notas de magia de Olie, Hilda vira algo sobre feitiços de invocação ou teletransporte. Olie explicara que, para usá-los, era necessário um artefato mágico. Desde que a "Torre do Ensino Mágico" entrou em declínio, esses artefatos desapareceram, mas ele tinha um amigo próximo em uma cidade vizinha que talvez tivesse os talismãs necessários.

Tallon finalmente ergueu a cabeça e olhou para ela com olhos nublados, abraçando-a com força. — Totó, como é o seu mundo?

Ela pensou um pouco. — É parecido com este, mas há muitas mulheres como eu, não apenas homens.

Ele murmurou um "hum" rouco.

— Lá, eu sou dona de uma loja de animais — continuou ela, retribuindo o abraço.

— Isso eu sei, você ama hamsters — disse ele.

— Eu cresci em um orfanato, não tenho pais — disse ela com voz calma.

— Agora você tem a mim — afirmou ele com seriedade.

Ela soltou um risinho, encostando a cabeça no peito dele. — O nome do orfanato é lindo, chama-se Girassol. Fui criada pelo diretor de lá; ele era muito bom para mim, a pessoa que eu mais amei na vida.

— Se houver oportunidade, eu gostaria muito de conhecê-lo. — O Duque acariciava o cabelo de Hilda e beijava sua testa.

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