《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 48

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— O quê?! — Tallon empalideceu.

Wilder franziu a testa e olhou para o relógio de pulso: — Saiu faz quinze minutos. Ela não avisou o senhor?

Mal terminou de falar, Wilder viu com horror o Duque sair correndo pela porta e montar no pequeno Amã, que ainda mastigava feno, vestindo apenas pijama e chinelos.

Mas, para Wilder, mais aterrorizante do que ver o Duque saindo de pijama a cavalo foi ver Nova saindo do quarto principal, trêmulo e apoiando-se na parede.

Ele cobria o nariz, com as roupas desarrumadas, a camisa branca manchada de sangue seco e o rosto com rastros de lágrimas e hematomas roxos.

— Por que você estava no quarto do Sr. Duque? — A expressão de Wilder tornou-se sombria; ele já entendia o que havia acontecido.

— Eu estava apenas limpando... — mentiu Nova com a voz rouca, de cabeça baixa.

Mas o outro não acreditou.

— Você está demitido. Por favor, saia da mansão do Duque imediatamente!

0120 120 Um sujeito ruim e irresponsável

A carruagem branca e dourada da mansão seguia pela pequena estrada arborizada em direção à avenida da capital.

Hilda ficou encostada na janela observando a paisagem o caminho todo. Seu olhar estava vago, tentando esvaziar a mente por um tempo.

Não era exatamente pelo flagrante de agora; ela andava ansiosa ultimamente. Desde a última conversa com o Sr. Olie, ela se decidira a contar a Tallon sobre sua origem, mas calhou de ser o período de sensibilidade dele, e ela acabou adiando repetidamente.

Hilda observou as flores silvestres desabrochando e soltou um suspiro profundo. Ela deveria ser mais decidida, mas agora percebia que hesitava em tudo o que envolvia ele. Não suportava vê-lo triste e temia tocar em suas feridas; ela sabia bem o que esse sentimento significava.

【 Entre Chris e o Duque, ela escolhera o segundo. 】

— Pequena senhorita? Pode descer. — Joellet puxou a cortina para chamá-la.

— Ah! Sim. — Ela voltou a si e, por reflexo, estendeu as mãos para enlaçar o pescoço de alguém. O cocheiro pigarreou levemente e ofereceu o cotovelo com um sorriso, o que a fez reagir com vergonha. Ela apoiou-se na gentileza do Sr. Joellet e desceu rapidamente da carruagem.

A avenida nos finais de semana era sempre agitada. Multidões circulavam entre lojas coloridas e carruagens europeias de diversos estilos percorriam a via enorme.

Joellet acompanhou a pequena senhorita pelo mercado. Ele achou que ela compraria muitas coisas para desabafar seu mau humor, mas depois de percorrerem metade da rua, ela levava apenas um pequeno cupcake de morango — que comprara também para ele — e um copo de suco de cana doce.

Ah, o Duque realmente deveria valorizar a pequena senhorita~

Joellet estava feliz por eles, os servos, terem encontrado uma pequena mestra tão acessível.

— Por favor, espere um pouco, Sr. Joellet — Hilda parou subitamente.

— O que houve?

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— O que aquele homem está fazendo? — Ela apontou para um rio no fim da estrada. Um homem vestido como um padre estava parado à beira da água, segurando uma lanterna de vela em formato de pétala.

— Provavelmente soltando uma lanterna flutuante — continuou Joellet. — Mas geralmente fazem isso no Festival das Lanternas, no solstício de inverno.

Nesse momento, dois homens passaram por eles e ela ouviu a conversa:

— Não sei até quando ele vai insistir em esperar.

— Ouvi dizer que o noivo dele não sumiu, na verdade o traiu com outra pessoa.

— Que sujeito ruim! Deus deveria punir esses tipos irresponsáveis.

— ..... — Hilda quis olhar para o homem mais uma vez, mas ele já havia partido. Restava apenas a lanterna de pétala rosa com a vela acesa flutuando lentamente pelo rio. Ela não disse mais nada e virou-se para ir embora.

——

Ao mesmo tempo, um belo cavalo branco apareceu na avenida, galopando com seu único dono.

Normalmente, os cidadãos ficariam honrados e dariam as boas-vindas ao Duque, mas hoje eles pareciam um pouco intimidados e preocupados.

Embora o cavalo branco fosse imponente e o rosto do Duque radiante, era a primeira vez que viam Tallon saindo de roupão — e um roupão de estampa de leopardo bem chamativo.

Mas o interessado obviamente não se importava com detalhes; estava desesperado. Temia que o que aconteceu da última vez se repetisse, e saber que apenas o idoso Joellet estava com ela não era suficiente.

Por fim, Tallon avistou a carruagem branca e dourada perto do Lago dos Cisnes. Joellet o cumprimentou e apontou para frente. Ele viu Hilda; ela estava de costas para ele, observando silenciosamente as águas calmas do lago. Sua saia longa e seus cabelos loiros flutuavam em curvas belíssimas. A mulher bonita em meio à bela paisagem criava uma cena de paz, o que fez o coração do Duque palpitar.

Tallon suspirou de alívio, desceu rapidamente de Amã e correu em direção a ela: — Querida!~

0121 121 Bobinha

Hilda ia se virar quando foi abraçada por trás.

— O que foi...

— Por que saiu sem me dizer nada? Fiquei muito preocupado — Tallon explicou-se imediatamente após a primeira frase. — Sobre o que aconteceu de manhã, eu não sei o que deu em mim, eu estava tonto de sono, pensei que fosse você. Eu juro que realmente não sabia!

Na verdade, Hilda já não pretendia mais culpá-lo pelo ocorrido de manhã, pois sentia que o seu próprio erro era muito mais grave do que o mal-entendido dele.

Ela pretendia dizer, de forma compreensiva: "Tudo bem, eu te perdoo".

Mas, por algum motivo, ao ouvi-lo se explicar, sua ansiedade inexplicavelmente piorou. Suas emoções negativas se intensificaram, e termos cruéis como "irresponsabilidade" e "traição" preencheram seu coração.

Hilda sentia que seu pecado já havia ferido duas pessoas e começou a ficar com raiva de si mesma.

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— Eu não quero discutir isso com você agora — disse ela, tentando se soltar do abraço para se acalmar.

Mas, obviamente, ela não conseguiu se desvencilhar.

— Me solta!

— Não! Só solto quando você parar de ficar brava. — O Duque estava perdido, sem saber o que fazer, mas sentia-se injustiçado. Ele disse cautelosamente: — Eu não quero que você fique brava, Totó. Não fique brava comigo, está bem?

— Eu só quero um pouco de paz sozinha — suspirou ela.

— Mas eu não quero... — O coração do Duque quase se partiu. — Eu te procurei por tanto tempo, saí correndo sozinho pela rua, achei que você não me queria mais. Você não pode me deixar, Totó. Eu não consigo viver sem você, Totó...

— Quando foi que eu disse que não te queria? — Ela não conseguia acreditar como um homem feito conseguia fantasiar tanto.

— Você me deixou sozinho em casa... — Quanto mais ele falava, mais triste ficava, apertando-a com força nos braços. — Eu fico com muito medo quando não te encontro.

Ela se esforçou para virar de frente para ele e só então percebeu que ele estava apenas com um roupão de leopardo e chinelos de casa. O vento fresco da primavera deixava sua pele alva levemente avermelhada; ele parecia estar com frio.

— Eu não estou aqui com você agora?

Então, ele a viu envolver o pescoço dele com o xale quentinho dela, que carregava aquele perfume tão familiar para ele.

O Duque sempre sentia um formigamento no coração com qualquer gesto de carinho dela. Seu ânimo saltou novamente. Ele ergueu a mão grande para acariciar a nuca macia dela e, sem que ela recusasse, baixou a cabeça para beijá-la profundamente.

Nesse beijo com aroma de flores, ele arqueou as sobrancelhas, considerando o assunto mais importante da vida deles.

Sim, o Duque pretendia pedir Hilda em casamento agora. Embora soubesse que não estava vestido adequadamente, não queria perder aquela oportunidade perfeita.

No lago cintilante, dois cisnes nadavam juntos, encostando seus longos pescoços e formando o desenho de um coração.

O Duque afastou lentamente os lábios dos dela. Ele olhou para os longos cílios da jovem, incapaz de conter os batimentos acelerados do coração.

— Totó, na verdade eu...

— Tallon, tenho uma coisa para te contar. — Hilda também tivera uma luta interna durante o beijo e finalmente reuniu coragem; ela pretendia confessar sua origem.

Na verdade, na última conversa com o Sr. Olie, ela soube que eles já sabiam que ela era mulher, mas pensavam erroneamente que ela era do subúrbio oeste. Olie, ao saber da verdade e de suas preocupações, sugeriu que ela explicasse primeiro sua origem ao Duque para que as coisas pudessem ser resolvidas.

— O quê?

— Eu não sou do subúrbio oeste. Pode parecer absurdo o que vou dizer.

— Eu acredito em qualquer coisa que você disser — disse ele com seriedade.

Ela segurou o roupão dele, mas não o olhou nos olhos. Fitou os chinelos nos pés dele e, após hesitar por um instante, finalmente falou: — Eu não sou deste mundo.

— .... — Ele não respondeu.

— Sr. Tallon? — chamou ela.

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