《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 47

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O que era aquilo? Com certeza era apenas diversão. O Duque estava no auge de sua juventude, e ter certos desejos era algo perfeitamente normal.

No entanto, os boatos tornavam-se cada vez mais absurdos. Alguns diziam que a pequena beldade já estava grávida, outros que o casamento seria em breve. O pior foi o que ouviu de fontes secundárias: que aquele parceiro era tão bonito que nem parecia um homem, e que o Duque estava perdidamente enfeitiçado.

Nova costumava achar que isso era calúnia, mas recentemente ouviu de um cliente antigo da taverna que trabalha na capital que até o secretário pessoal do Duque havia confirmado o "amor" entre eles.

Nova ficou ansioso. Não podia mais ficar apenas esperando, caso contrário, o Duque seria roubado por outro homem.

Mas agora ele estava lidando com vegetais podres na mansão. Precisava encontrar uma oportunidade para se aproximar do Duque e, como ouviu esta manhã que o patrão estava em seu período de sensibilidade, aquela era a oportunidade perfeita.

———

Hoje, Tallon não acordou muito cedo. Ele continuava na cama dormindo; era o último dia de folga e pretendia descansar o dia inteiro. Afinal, os seis dias anteriores foram exaustivos e ele precisava recuperar as energias.

Hilda acordou primeiro. Ela se contorceu para escapar dos braços robustos que a envolviam, espreguiçou-se e sentou-se na cama sentindo-se revigorada. Sem querer acordá-lo, ela gentilmente cobriu o Duque — que dormia de peito nu — um pouco mais com o edredom. O tempo pela manhã ainda estava frio e ela temia que ele se resfriasse. Em seguida, levantou-se, arrumou-se e foi tomar café.

Nova inventou uma desculpa qualquer e escapou sozinho do depósito da cozinha. Seu parceiro ingênuo era muito fácil de enganar e até se prontificou a terminar as tarefas por ele.

Quando Nova se tornasse o mestre da mansão, a primeira coisa que faria seria promover Carlett a um cargo de chefia por esse favor!

Usando o fato de ser um rosto novo que ainda não conhecia ninguém, Nova conseguiu entrar novamente na casa principal.

Nesse momento, ele viu Hilda saindo do quarto principal. Como se tivesse tido um reflexo instintivo, ele se escondeu atrás de um canto da parede, observando o "pequeno parceiro" que cumprimentava o veterano Wilder com um sorriso.

A princípio, Nova achou que seus olhos o estivessem enganando, mas ao olhar detalhadamente para os dois conversando lado a lado, ele ficou chocado. Nunca vira um Omega adulto tão pequeno; ele era uma cabeça e meia mais baixo que o veterano Wilder. Nova tinha certeza de que ele devia ter algum defeito genético.

Contudo, precisava admitir que o cabelo loiro e longo daquele "pequeno parceiro" era lindo. O rosto também era pequeno e o sorriso para o veterano era muito doce. Ele vestia um vestido bege, mas o estranho eram as curvas de seu corpo; Nova não sabia descrever, mas vinham-lhe à mente duas palavras: gracioso e... farto??

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Mas!

Aquelas feições frágeis e suaves claramente não estavam à altura do Duque!

O mais importante era que Nova não sentia cheiro algum de feromônios vindo dele, muito menos qualquer sinal de marcação integrada. Isso fez Nova suspirar de alívio e comemorar internamente.

Como esperado, o Duque estava apenas brincando com ele.

Nova é quem deveria ser o Omega destinado do Duque!

0118 118 "O hino do término"

Nova observou o veterano Wilder e o "pequeno parceiro" caminharem em direção à mesa de jantar. Aproveitou a chance para sair de trás da parede e subiu na ponta dos pés até o segundo andar, abrindo silenciosamente a porta do quarto principal.

Assim que entrou, Nova sentiu o aroma doce do incenso misturado ao forte cheiro de feromônio de um Alpha. O quarto estava silencioso; ele logo ouviu a respiração pesada de um homem.

Deve ser o Duque!

O coração de Nova disparou. Estava a apenas um passo de realizar seu sonho, mas, com o rosto corado, ele se encolheu atrás da parede de mármore segurando o próprio peito arfante.

Sentiu as pernas fraquejarem, pois até o som da respiração do Duque enquanto dormia parecia extremamente sexy.

Nova respirou fundo e caminhou lentamente em direção à luxuosa cama de casal.

Na cama, o Duque ouviu um leve movimento, mas estava muito sonolento. Pensou que era Hilda voltando para acompanhá-lo e levantou um pouco o cobertor, sinalizando para que ela se deitasse logo.

Isso deixou Nova, parado ao lado da cama, lisonjeado. Ele ajeitou seu cabelo castanho-dourado e encostou-se feliz no peito firme e nu de seu amante dos sonhos.

— Sr. Duque... — Nova sentiu-se tão feliz como se estivesse no paraíso.

Nesse momento, Tallon franziu a testa. O sono não parecia mais tão tranquilo; ele sentia que algo estava errado. Não sentia aquelas duas esferas macias que tanto gostava encostando nele, mas sim algo rígido. Além disso, não sentia o cheiro familiar de shampoo de laranja. — Querida, você trocou de shampoo ou não deu tempo de lavar o cabelo ontem à noite?

— Senhor, eu lavei o cabelo... — disse Nova, timidamente.

— ..... — O Duque abriu lentamente os olhos roxos. Ele viu claramente um homem deitado em seu abraço, mas sua mente ainda não havia processado a informação. Apenas sentou-se na cama, olhando para Nova com o rosto levemente corado de sono; chegou a pensar que era Hilda brincando de se fantasiar.

Nesse instante, a porta foi aberta. Hilda terminara o café, alimentara os hamsters e dera uma volta no jardim; agora vinha acordar Tallon, pois o sol já estava alto e os criados precisavam trocar os lençóis.

— Sr. Tallon, você acor... — Ela obviamente não conseguiu terminar a frase.

Aos olhos de Hilda, a cena no quarto era o flagrante perfeito de uma traição, apenas com a diferença de que o amante era um homem. Contudo, Hilda tornou-se subitamente muito calma. Seu coração estava firme como água parada enquanto ela caminhava com passos decididos.

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Snap!

Nova ouviu nitidamente. O pequeno parceiro deu um tapa sonoro e forte no rosto do Duque.

Em seguida, Nova encontrou aqueles grandes olhos rosa avermelhados que o olhavam de cima. O olhar era frio, mas ele pôde sentir a fúria contida ali.

Isso obviamente deixou Nova ainda mais feliz. Talvez ele tivesse ajudado a tocar o hino do término deles.

A cabeça de Tallon virou com o impacto do golpe do seu coraçãozinho. A marca dos cinco dedos ardia em seu rosto. Embora estivesse atordoado antes, o tapa o despertou totalmente; ele reagiu de imediato, jogando o cobertor para o lado para ir atrás dela.

— Totó! Deixe-me explicar!

— Sr. Duque, por favor, não se importe com ele — Nova jogou-se da cama e abraçou as pernas longas de Tallon, olhando para ele com uma expressão lamentável. — Eu estou disposto a confortar o Sr. Duque em seu período de sensibilidade.

0119 119 O Duque angustiado

Tallon sentiu um arrepio de repulsa pelo corpo todo. Apenas baixar a cabeça e ver aquele Omega agarrado à sua perna sem soltar já o fazia sentir um nojo profundo.

Agora o Duque tinha plena consciência de sua orientação sexual. Ele ergueu a outra perna longa e, sem hesitar, chutou para longe aquele pequeno Omega que não deveria estar ali e que tentava seduzi-lo usando um uniforme de criado.

Um estrondo alto ecoou.

O nariz de Nova bateu com força contra a parede rígida; ele chegou a ouvir um estalo seco vindo de dentro. Um líquido vermelho começou a escorrer pelo seu pescoço.

A dor excruciante fez Nova soltar um grito incontrolável. Ele ficou ajoelhado no chão chorando, incapaz de aceitar a realidade. Tentou usar o som de seu choro para obter a piedade do homem.

Mas, obviamente, o Duque não queria saber dele. Pegou o roupão que estava pendurado ao lado, vestiu-o e saiu do quarto; precisava explicar para seu pequeno algodão-doce que ele realmente não tinha feito nada.

Alguns minutos antes, Hilda já havia saído da mansão. Decidira sair para tomar um ar; não queria ficar ali. Estava um pouco deprimida e pretendia caminhar sozinha pela avenida da capital.

Assim que saiu, encontrou Joellet alimentando os cavalos.

— Bom dia, Sr. Joellet.

— Bom dia, pequena senhorita.

— O senhor está livre agora? Poderia me levar para sair?

— Com certeza, mas a senhora não vai com o Sr. Duque...? — Joellet achou estranho, afinal, sempre que a pequena senhorita saía, o Duque nunca ficava de fora.

— Não, ele está ocupado — interrompeu Hilda imediatamente.

— Er... tudo bem... então, por favor, suba na carruagem. — Joellet não ousou perguntar mais nada, pois o tom da voz dela não era o habitual tom doce e gentil; algo definitivamente tinha acontecido.

A carruagem começou a se afastar da mansão enquanto o Duque, com o roupão vestido de qualquer jeito e calçando chinelos, corria pela casa enorme desesperado.

— Querida, onde você está? Hilda, meu amor, não fique brava comigo, eu errei!

— ... — Wilder acabara de voltar de um passeio com Amã e, ao abrir a porta, ouviu os gritos do patrão chamando por "Totó". Ele avisou: — A pequena senhorita saiu de carruagem para a avenida.

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