Mas agora, aquele jazz instrumental que atravessava as frestas da porta de porcelana branca fazia o coração já excitado do Duque saltar ainda mais de alegria.
A música trazia um toque extra de prazer e ambiguidade à situação de "ela por cima e ele por baixo".
Hilda inclinou-se levemente, sentada sobre Tallon. A parte interna de suas coxas nuas ocasionalmente tocava o membro dele, que pulsava a cada respiração pesada que saía de sua garganta. As pontas dos dedos delicados dela desceram do queixo dele, passando pelo pomo de Adão proeminente, e então ela desfez os botões do uniforme dele com agilidade.
Agora, Hilda não se enrolava mais nas correntes douradas, pois todas as noites ela desabotoava as roupas dele sob o olhar expectante do Duque; às vezes, achava aquilo até bem romântico.
Ela abriu o uniforme, pressionando as mãos contra os músculos peitorais nus e definidos dele. Nunca tinha notado antes como eram firmes e macios ao toque, sentindo a respiração curta e acelerada dele.
De cabeça baixa, ela viu o brilho nos olhos roxos dele tornar-se ainda mais enfeitiçado, como rubis que não conseguiam desviar o olhar dela.
As mãos do Duque não conseguiam parar de tremer.
Ele nunca imaginara que alguém no mundo pudesse alternar entre a sedução e a doçura de forma tão natural.
Ele engoliu em seco, erguendo a cabeça para alcançar os lábios dela, mas ela desviou travessa. Suas mãos grandes agarraram a cintura dela ansiosamente, puxando-a para mais perto de seu peito antes de finalmente selar um beijo voraz. Ele sugava a língua dela com fome, lambendo seus lábios macios, enquanto ouvia os gemidos suaves e intermitentes dela.
Imerso na intensidade do beijo, ele não percebeu quando o dedo indicador dela deslizou pelos sulcos dos músculos de seu abdômen tenso. Finalmente, ela segurou o membro ereto dele, que ainda tinha restos do sêmen viscoso de antes; a cada movimento, o som era úmido e escorregadio, arrancando rugidos roucos da garganta dele.
Em seguida, ele sentiu que ele erguia o bumbum dela, tentando encontrar a entrada para penetrar. Mas, desta vez, ele também não teve sucesso imediato, pois o Duque sempre ficava excessivamente animado na hora do "vamos ver", fazendo seu "Parkinson de feromônios" atacar novamente.
Hilda separou os lábios lentamente, com um fio de saliva conectando sua língua aos lábios dele. Ela rebolou, deixando-o entrar um pouco e deslizar para fora logo em seguida. Esse comportamento provocante o fez soltar vários gemidos de frustração; ele queria olhar para baixo para acelerar o processo, mas ela segurou o rosto dele, impedindo-o.
— ~ — Ela inclinou a cabeça e soprou no ouvido dele, seus cabelos loiros macios roçando no rosto dele, com uma voz dengosa: — Sr. Duque, ainda está confortável?
As orelhas de Tallon ficaram vermelhas e sua voz saiu sufocada: — Confor... tável.
Ela rebolou mais uma vez sobre aquela saia branca de veludo que cobria a intimidade deles. Desta vez, ele aproveitou a oportunidade, pressionou o bumbum dela e penetrou diretamente no interior úmido e apertado. O som obsceno da união e os gemidos dela misturados ao jazz o deixaram tonto de excitação. Ele baixou a cabeça, abraçando-a com força, e sugou o pescoço longo e fino da jovem.
Ela apoiava os braços nos ombros dele, movendo os quadris para friccionar contra ele, suportando a sensação de preenchimento e formigamento causada pelo membro grosso dele. Olhando para a testa dele, que começava a suar, ela disse de propósito:
— Sr. Duque, ainda está feliz?
— Feliz... — ele respondeu com voz rouca. Logo em seguida, ela rebolou várias vezes seguidas, sugando-o de tal forma que ele cerrou os dentes com um gemido abafado e gozou novamente.
0103 103 (H) Que pecado.
Ela não esperava que ele gozasse duas vezes seguidas, mas antes que pudesse se recuperar, ele afastou ainda mais as coxas dela com as mãos e começou a estocar de baixo para cima lentamente. Ela soltou um murmúrio e sentiu o corpo amolecer.
O som do atrito da cadeira de couro no escritório tornava-se cada vez mais intenso, acompanhado pelos sons úmidos e lamacentos escondidos sob a saia.
— Então, vai aprovar ou não? — Ela abraçou o pescoço dele com força, encostando a ponta do nariz no dele, que estava suado.
— Não aprovo mais — ele disse, com os olhos roxos nublados, totalmente obediente.
— ~ — Ela sorriu docemente e aproximou-se para dar um beijo carinhoso nele. — Bom menino~
Nos minutos seguintes, ela manteve os braços em volta dele enquanto movia o quadril em movimentos superficiais. O formigamento contínuo no baixo ventre a deixava sem forças, e suas coxas começavam a doer por estar ajoelhada.
Hilda decidiu parar; queria terminar.
Hilda estava exausta.
Mas o Duque, apesar de ter se satisfeito duas vezes, ainda tinha estoque de sobra. Vendo que ela não queria mais se mover por cima, ele envolveu as costas e a nuca dela com os braços e, cuidadosamente, virou o corpo, prensando-a por baixo.
Pela grande diferença de tamanho, o tronco largo dele a cobria inteiramente, deixando visíveis apenas as pernas finas dela ao lado da cintura dele, tremendo a cada impacto.
Eles faziam amor naquela cadeira apertada; a cada estocada, ela sentia que estava sendo ainda mais dilatada. Ela não conseguia evitar inclinar o corpo para trás contra o encosto, com um braço apoiado no peito aberto dele e a outra mão agarrando a cadeira. Seu rosto estava vermelho e ela não ousava gemer muito alto.
Hilda conseguia ver nos olhos roxos do Duque o seu próprio estado atual: desgrenhada e imersa no prazer, como uma daquelas raposas sedutoras...
Ela ainda sentia vergonha de si mesma naquele estado; virou a cabeça e mordeu os lábios, mas os sons ofegantes ainda escapavam de forma contida.
O Duque, excitado pelos pequenos movimentos de resistência dela, perdeu o controle. Ele agarrou as pernas dela, apoiando-as em seus ombros, inclinou-se para beijá-la profundamente e aumentou a força das estocadas, fodendo-a com vigor.
O jazz no salão atingiu o clímax, abafando completamente os gemidos obscenos que escapavam pela fresta da porta de porcelana. Finalmente, o som no interior também se acalmou junto com o fim da música.
Ela soluçava enquanto o recebia, com as pernas firmemente presas à cintura dele conforme ele se movia. Aos poucos, o prazer intenso foi submerso pela corrente turva. Ele enterrou a cabeça no pescoço dela, arfando pesadamente, enquanto o pênis úmido deslizava para fora da abertura rosada dela, deixando fios brancos caírem gota a gota no chão de mármore.
Ela estava limpando as gotas de suor nas têmporas dele quando sentiu um calor na orelha.
— Que pecado — ele disse de repente em seu ouvido.
— O quê? — Ela franziu a testa, sem entender.
— Fazer sexo no escritório. — Ele ajeitou os fios de cabelo desalinhados, arqueando a sobrancelha com um olhar travesso.
— Parece que você gostou bastante — ela retrucou.
Ele soltou uma risadinha baixa, acomodou as pernas dela novamente e penetrou-a mais uma vez: — Contanto que seja você, eu gosto de tudo, bebê.
Mais tarde, o anúncio de caça aos animais de rua foi cancelado pelo Duque. Ele adotou a sugestão dela, o que resultou em veterinários da capital trabalhando horas extras por um bom tempo, apenas para remover mais "ovinhos".
0104 104 (H) O ganancioso Sr. Duque
Na semana seguinte, o humor do Duque estava radiante todos os dias. Ele até andava de forma mais leve, e sua caligrafia ao assinar processos era notavelmente fluida.
— BEBÊ!! — ele gritava ao chegar em casa, como um pavão exibido de voz grave.
Hilda, sentada no sofá brincando com os hamsters, levava sempre um susto.
Nesses momentos, os criados já se retiravam discretamente por conta própria.
— Sentiu minha falta? — O Duque corria até ela. — Eu senti tanto a sua falta~
— Er... — Ela ficou sem palavras, prestes a dizer "bem-vindo de volta".
— Hoje é a vez daquela lingerie de seda branca, bebê — sussurrou ele em seu ouvido.
— ...Não pense só nisso. — Hilda sentia vergonha. Com tanto sexo todas as noites, sentia que estava quase ganhando músculos, e temia que ele acabasse ficando esgotado.
— Por que a vergonha?! — Tallon deu um beijo estalado na bochecha dela, empinando o nariz com orgulho. — Você também gosta tanto de mim, bebê~
— !! — Hilda deu um soco no peito dele.
No dia seguinte, os criados novamente não viram o Duque ou a pequena senhorita saírem do quarto. Já era o segundo sábado seguido nessa rotina.
Exceto pelas vezes em que o Duque saía nu, enrolado apenas em uma toalha, para pegar as refeições preparadas e trancar a porta novamente.
Todos sabiam perfeitamente o que o Duque estava fazendo, então as refeições dessas duas semanas foram preparadas com ingredientes revigorantes.
Afinal, como um Alpha poderoso que nunca pudera liberar seus feromônios e desejos acumulados, era natural que ele estivesse um pouco ganancioso agora que finalmente provara o fruto proibido.