— Acho que talvez eu tenha a chance de me tornar o próximo Duque da capital. — Weiss brincou.
Will soltou uma risadinha baixa e olhou para ele arqueando as sobrancelhas: — Mas de uma coisa eu tenho certeza.
Weiss suspirou, abrindo seus olhos verdes sedutores: — Ele deve amá-la muito, não é?
0094 94 O único e exclusivo "Canhão de Montanha"
Ao chegar em casa, o Duque não encontrou Hilda à mesa de jantar. Procurou por toda parte e finalmente a encontrou de pé junto à lareira, onde ficavam as gaiolas de hamster. Ela segurava algo nas mãos, de cabeça baixa, com uma expressão muito triste.
— O que foi, Totó? — O coração do Duque apertou e ele caminhou apressadamente até ela.
— O "Canhão de Montanha" morreu. — Hilda abriu as mãos, revelando um pequeno hamster imóvel na palma da mão, com os olhos fechados e sem vida.
Hilda olhou para ele e não conseguiu conter os soluços. — Eu pensei que ele estivesse apenas estranhando por ter acordado recentemente... eu deveria saber que ele estava doente.
— Não é culpa sua, bebê. — Comovido, o Duque envolveu a cintura dela, deixando a pequena cabeça dela encostada em seu peito. Ele acariciou com o dedo longo o pequeno hamster chamado "Canhão de Montanha" que jazia pacificamente na mão dela.
O pelo ainda estava macio, mas o corpinho já estava visivelmente rígido. O Duque pensou que poderiam enterrá-lo em um vaso de flores de Lisianthus no jardim de inverno; em pouco tempo, quando a neve derretesse, seria a estação das flores na primavera. O significado do Lisianthus também era bom; esperava que ele pudesse comer e beber bem no céu.
Pensando assim, o Duque disse com naturalidade: — Que tal irmos juntos ao mercado de flores e pássaros amanhã? Há muitos "Canhões de Montanha" idênticos lá.
Desde que se espalhou a notícia de que o Duque comprava hamsters de comerciantes de animais, uma febre por hamsters surgiu entre o povo; adultos e crianças de todas as casas começaram a criar esses pequenos animais fofos e fáceis de cuidar.
— O "Canhão de Montanha" é único e exclusivo! — Hilda limpou uma lágrima, insatisfeita com as palavras dele. Ergueu o rosto e o encarou franzindo a testa. — Como você pode vê-los apenas como mercadoria?
— Er... — O Duque ficou confuso com as palavras dela; ele claramente não tinha pensado tanto. Só queria que o pequeno algodão-doce ficasse mais feliz. — Desculpe, Totó, eu errei. Então não compramos mais, tudo bem?
A mansão do Duque nunca tivera animais de estimação, pois isso exigia muita energia. Tallon, sendo o Duque, não tivera muito tempo de lazer desde pequeno; o animal com o qual mais tivera contato era o seu cavalo, Amã, que o acompanhava desde a infância, mas cavalos de montaria não podiam ser comparados a animais de estimação.
O Duque gostava de animais; apreciava gatinhos, coelhinhos e cachorrinhos fofos. Seu gosto por pets era similar ao da maioria das garotas. No entanto, sendo um Alpha, sua sensibilidade para os detalhes de um relacionamento certamente não era tão refinada quanto a de uma garota ou de um Ômega.
O Duque estava prestes a continuar tentando consolar seu docinho triste, quando a ouviu falar primeiro:
— Não, é melhor irmos. Eles realmente precisam de uma gaiola maior. — Hilda concordou novamente com a sugestão de Tallon. Ela fungou, colocou o "Canhão de Montanha" gentilmente sobre o balcão ao lado e voltou-se para acariciar os outros hamsters. Seu olhar tornou-se imediatamente doce e maternal. Ela pegou outro hamster cheio de energia da gaiola e disse alegremente: — Pequena Alice, você está cada vez mais fofa!
O Duque engoliu as palavras de consolo que preparara. Ele estava incrédulo com a rapidez com que o humor de Hilda podia mudar. Observou-a pegar outro hamster com agilidade e esfregar seu rosto fofo no animal igualmente fofo.
— Oh, pequeno Sam... meu bebê querido...
— .... — O Duque admirava como ela conseguia distinguir exatamente qual era qual naquele monte de hamsters idênticos. Se fosse ele, provavelmente chamaria todos de "Pequeno Guinchos". Às vezes, ele realmente não conseguia decifrar os caprichos repentinos dela, mas vendo que ela estava feliz novamente, ele também ficou contente.
0095 95 Não solto
— Então, quer ir trabalhar comigo amanhã, bebê? — O Duque propôs.
— Eu posso ir? — Hilda olhou para ele com expectativa.
— Embora as regras não permitam, amanhã é sexta-feira e não há nada de importante. — Tallon encostou o queixo no ombro dela, cruzando as mãos sobre a cintura da jovem. Arqueou a sobrancelha e brincou: — Posso te levar escondida.
— Mas isso não seria ruim? — Hilda colocou o hamster de volta na gaiola. Ao ouvir que não era permitido, ela ficou preocupada. — Se formos descobertos, seremos punidos.
Ele soltou uma risada baixa e disse, resignado: — Eu sou o Duque da capital, bebê. Quem aqui ousaria me punir, exceto você?
Hilda pensou um pouco mais e disse com toda a seriedade: — Então, isso não seria abuso de poder?
O Duque parou por alguns segundos e, em seguida, ela ouviu a risada franca dele, o que a deixou extremamente confusa.
— O que foi... — Ela murmurou, franzindo a testa.
Ele estendeu a mão e apertou a bochecha arredondada dela: — Totó, às vezes você é tão bobinha, é muito fofa.
Os lábios dela foram forçados a fazer um biquinho, e ela ficou sem saber como reagir ao elogio repentino.
O Duque fitou o rosto de Hilda, que parecia muito juvenil. Lembrou-se de quando a viu pela primeira vez e pensou que ela fosse uma pequena Ômega menor de idade; só respirou aliviado quando ela disse que tinha 23 anos.
Antigamente, o Duque, como todos os outros, acreditava que não existiam outros tipos de pessoas além de homens neste mundo. Mas agora ele realmente a possuía. Embora ela viesse do subúrbio oeste — um lugar de gestão caótica onde as pessoas usavam magia destrutiva indiscriminadamente, resultando em muitos órfãos abandonados e um ambiente degradado.
No entanto, no coração do subúrbio oeste, havia uma antiga torre alta chamada "Torre da Magia". Ela se erguia soberana sobre o continente de Tisyua desde tempos imemoriais, mas sua história nunca fora registrada em nenhum livro. Alguns diziam que a torre fora feita pelas mãos de um deus, outros diziam que eram restos deixados por grandes magos de alto nível do passado.
As lendas sobre aquela torre eram infinitas, mas ninguém tinha uma resposta precisa; alguns suspeitavam ser uma parte da história deliberadamente escondida.
Contudo, após esses dias de convivência, era óbvio que Hilda não sabia nada de magia, e sua personalidade e educação eram excelentes. Ela também dissera que tinha uma loja de animais; no geral, esses pontos eram estranhos, pois lá quase não existiam mercados normais ou comércio comum.
Embora o Duque tivesse dúvidas, temia que, como no encontro anterior em que apenas mencionou cabelos longos e ela começou a chorar sem parar, ela pudesse se entristecer novamente.
O Duque estava convencido de que Hilda devia ter tido um passado terrível; afinal, quem iria pedir emprego em uma boate vestindo roupas de hospital?
Mas não importava. De agora em diante, ele cuidaria muito bem dela. Daria a ela o que quisesse e a acompanharia no que quisesse fazer. Contanto que ela estivesse ao seu lado, qualquer coisa servia.
— Sr. Tallon... por favor, me solte... — Os lábios de Hilda ficaram em biquinho por muito tempo. Ela franziu a testa e tentou afastar com as mãos a mão grande dele que apertava seu rosto.
O Duque baixou o rosto, encostando a testa na dela. Aqueles olhos roxos profundos ainda refletiam o rosto dela como um espelho. Ele abriu os lábios, e sua voz soou ainda mais baixa que o normal:
— Não solto.
0096 96 Lisianthus e Dentes-de-leão
— Não solto.
Dito isso, ele beijou os olhos dela, ergueu o queixo da jovem com a ponta do dedo e uniu seus lábios aos dela.
O hálito do Duque era sempre excepcionalmente ardente; ao beijar, ele soltava gemidos abafados pela garganta, o que acrescentava um toque de feromônios ao momento. Seu corpo alto a envolvia com força, transmitindo uma enorme sensação de segurança. Às vezes, quando ela fechava os olhos e se enterrava nos braços dele, surgia em sua mente o desejo de nunca mais sair dali, mas, contraditoriamente, sentia que tudo aquilo era uma ilusão.
Ela gradualmente ficou na ponta dos pés, envolvendo o pescoço dele para retribuir, enquanto ele naturalmente desviava o nariz e beijava seus lábios macios.
A luz das velas da lareira emitia um calor alaranjado, contornando a orelha avermelhada dela e o olhar sério e imerso dele.
Desfrutar desses momentos de intimidade mútua era doce e difícil de interromper, fazendo Hilda pensar em um termo comum entre casais: a fase de paixão ardente.
Assim que esse termo surgiu, Hilda despertou subitamente. Sentiu que sua mente fora nublada pelo desejo; como poderia haver um relacionamento amoroso entre eles? Ela era claramente apenas uma companhia para a cama dele.